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quarta-feira, 6 de abril de 2016

DESENTENDIMENTOS POLÍTICOS GERAM CAOS NAS RUAS

O povo de um país democrático, espera de seus governantes, no mínimo, ações condizentes com o sistema político do qual faz parte. Não é o que estamos vendo ultimamente no Brasil.
Temos políticos que foram eleitos e pode ser, que até reeleitos, com urnas fraudadas, cujas provas, existem aos montes.Isso leva à crer que os resultados e o pleito democrático de direito, como insiste em afirmar todos os políticos, principalmente os do PT, deixa os eleitores com a "pulga atrás da orelha". (Porque insistir tanto nesta afirmação?) Às vezes soa, como uma justificativa inconsciente, para aquilo que está se tentando esconder.

Democrático seria aceitar um pedido de impeachment, que colocou milhões de pessoas nas ruas, espontaneamente, em divergência com poucos milhares, patrocinados para defenderem o governo. Para que não bastasse esse entrevero, ainda temos um alto comando, sujo, podre e contaminado pelo vírus da corrupção, que não tem condições de servir de exemplo à ninguém.

A licitude vem de cima, da cúpula, dos que se dizem superiores, com altos cargos e nível sócio-educativo elevado; mas, que demonstram total incapacidade de um diálogo decente com raciocínio eloquente. Vendo a maneira como se comportam em seus debates, alguns impressionam pelo belo vocabulário e desenvoltura na oratória, enquanto outros, decepcionam pelo cinismo com que afirmam os seus crimes cometidos "democraticamente".

O teatro do qual fazem parte os políticos, convence à quase todos, senão somente a eles. O povo, ignorante e na maioria das vezes inocente, porque não tem acesso à esse mundo, desconhece, que enquanto discutem, brigam e xingam-se; os seus líderes políticos, ao terminarem os longos discursos contraditórios, são amigos, parceiros e até compadres. A nação padece de uma doença chamada "ilusão degenerativa" e o principal sintoma, que em breve veremos nas ruas, será o da violenta intolerância partidária,

O General do Exército Rômulo Bini Pereira, recentemente publicou um artigo no Jornal "Estadão, com alta circulação em São Paulo, em que critica a postura do Ex-Presidente Lula, ao incitar seus inocentes seguidores á luta, usando por várias vezes a palavra "Guerra". Também mencionou os termos "Não vai ter Golpe" que a Presidente Dilma Rousseff repete indefinidamente. Nas entrelinhas, o militar sugeriu que o povo brasileiro, pacífico, desconhece a guerra e não tem a menor noção em que está se envolvendo quando defende um louco, alucinado pelo Poder à qualquer custo e uma ex-guerrilheira insana e desesperada para cumprir seu pacto com o Foro de São Paulo e a Unasul.

O povo, por sua vez, massa de manobra, sairá às ruas para fazer valer a sua vontade e encontrará pela frente, capangas doutrinados e financiados pelos Sindicatos e Movimentos Sociais Vermelhos, que lucram muito com a desgraça e a miséria alheias.

O tiro pode sair pela culatra e acertar de uma só vez o pé da classe política, pois independente de haver um impeachment, intervenção constitucional militar ou desmascaramento das urnas eletrônicas fraudadas, o cidadão brasileiro, aquele que paga impostos com o seu trabalho de 5 meses no ano, já está descrente, sentindo-se traído e não confia mais na classe política do país.

Como todo mal tem o seu lado positivo, o despertar, o interesse e o espírito político está reavivado como nunca, em todas as faixas etários e socioeconômicas. Não apenas a elite "injustamente chamada de golpista" está vindo às ruas. Grande parte, por uma questão de honra e uma pequena parte, por uma questão de sobrevivência. Mas estão todos engajados.

O Terror de uma segunda ditadura militar, assombra os corredores do Palácio do Planalto, cuja maioria com "culpa no cartório" nem ousa balbuciar as palavras "Intervenção Militar", pois elas representam o fim de tudo: mordomias, propinas, falta de decoro e o que seria pior: a volta para a fila do desemprego sem maiores regalias.

Para o povo, não muda nada! 

Os impostos devidos, terão que ser pagos, o rombo gerado é a nossa herança, das pedaladas fiscais e dos planos sociais exagerados e com fins eleitoreiros de Dilma Rousseff e seu comparsa Lula. Não adianta o povo digladiar nas ruas, porque enquanto estiverem limpando o sangue escorrido, a alta cúpula estará saboreando um caro e delicioso vinho, rindo e zombando da nossa cara.

O cientista político da UNESP,  Milton La Huerta, autor do livro "Elitismo, Autonomia, Populismo  - Os intelectuais da transição dos anos 1940" declarou recentemente no podcast da Universidade que os intelectuais que estão em campos diferentes tem dificuldades de estabelecerem diálogos, por consequência, a sociedade também será influenciada, mal preparada  e sem condições de pensar a própria vida democrática.


Famílias brasileiras pagaram mais de R$ 320 bilhões em juros em 2015, aponta FecomercioSP

Segundo estudo econômico realizado pela Entidade, consumidores pagaram em juros o equivalente a 5,2% do PIB para um saldo de dívida de R$ 803 bilhões




São Paulo, 6 de abril de 2016 - Em 2015, os consumidores brasileiros pagaram mais de R$ 320 bilhões (ou mais de 5% do PIB) em juros, de acordo com estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Banco Central e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estratégica (IBGE). Ao todo, as famílias dispensaram o equivalente a 5,2% do PIB nacional para um saldo de dívida de R$ 803 bilhões.


De acordo com a assessoria econômica da Federação, mesmo com a redução do tamanho da dívida das famílias (de -7,3% na comparação com 2014), o desembolso para pagar juros, que havia se reduzido em 2014 (-1,8%), voltou a subir (4,7%). Isso porque a taxa média de juros, que também havia caído em 2014, subiu e superou os 46% ao ano.


Segundo a FecomercioSP, a crise e a elevação da taxa Selic ao longo de 2015 levaram as famílias brasileiras a pagar mais juros e consumir menos, pois, além se ter sofrido com a alta dos preços e o aumento do desemprego, boa parte da sua renda ficou comprometida com o pagamento dos encargos. A piora do perfil da dívida, mais concentrada em linhas emergenciais, com juros mais altos, também contribuiu para esse resultado. Para 2016, a expectativa é que o setor financeiro deva cortar ainda mais as linhas de crédito e as famílias tenham menos condições de pagar, em razão do desemprego e dos juros maiores. Dessa forma, a tendência é de aumentos do número de contas em atraso e do valor total desse atraso. Só em 2015, as famílias deixaram de pagar mais de R$ 92 bilhões entre juros e dívidas.


Mesmo com o saldo real de empréstimos diminuindo desde 2013, o valor pago de juros pelas famílias aumentou no ano passado. Para a Entidade, a retração das dívidas é reflexo da reação dos consumidores e do sistema financeiro frente à crise econômica. Os bancos não querem emprestar tanto quanto antes, temendo o aumento da inadimplência, enquanto as famílias evitam se endividar mais. Isso permitiu uma diminuição do risco de uma explosão de inadimplência. Por outro lado, inviabilizou grande parte do consumo, com consequente redução das vendas no varejo - resultado agravado pelo aumento dos juros


Segundo a FecomercioSP, as perdas do comércio varejista foram de quase 10% no seu faturamento em 2015. Os economistas da Entidade estimaram que uma queda das taxas de juros ao consumidor para patamares ao redor de 20% a 25% ao ano poderia levar o faturamento do comércio para o R$ 1,75 trilhão atingido em 2014. Ou seja, só o excedente pago de juros teria sido suficiente para o varejo melhorar em 10% suas vendas.


A Entidade reforça que as altas taxas de juros são resultado de desequilíbrios macroeconômicos que acabam impondo transferências de centenas de bilhões do governo e dos consumidores para o sistema financeiro. Em relação a um ambiente econômico normal, os gastos adicionais (excedentes) com juros, nas perspectivas da Federação, são atualmente de mais de R$ 250 bilhões (ao menos R$ 100 bilhões do governo e R$ 150 bilhões das famílias) ao ano, o que equivale a oito vezes a arrecadação de uma eventual CPMF, dez vezes os gastos do programa Bolsa Família (ou 5% do PIB) e mais de 15% de todo o faturamento do varejo.


Contas do governo
Outro agravante das altas taxas de juros é o déficit nas contas do governo, que, em 2015, arrecadou R$ 1,3 trilhão e gastou R$ 1,4 trilhão - déficit de R$100 bilhões; só de juros, porém, o governo pagou R$ 210 bilhões. Para a Federação, se houvesse controle fiscal, o governo precisaria de muito menos recursos, pagaria menos juros e teria menor dificuldade de rolar suas dívidas. O ganho de confiança seria enorme e a trajetória da relação entre dívida e PIB seria decrescente.


Segundo a Entidade, qualquer melhoria no cenário, portanto, passa necessariamente por um forte ajuste fiscal, já que o atual desequilíbrio é causa (e não consequência) da crise.


Sobre a FecomercioSP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 157 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por 11% do PIB paulista - aproximadamente 4% do PIB brasileiro - e gera 5 milhões de empregos.