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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Espetáculo "As Bondosas" chega a São Paulo após temporada de sucesso no Rio

 Comédia de costumes inspirada no universo nordestino ocupa o Galpão do Folias a partir de 3 de julho.



    O roteiro cultural paulistano ganha um reforço de peso neste inverno. Após uma trajetória de sucesso que já dura 13 anos e soma mais de 12 mil espectadores no Rio de Janeiro, a aclamada comédia teatral "As Bondosas" faz sua estreia em São Paulo para uma temporada imperdível durante todo o mês de julho.

    O espetáculo, escrito por Ueliton Rocon e sob a direção precisa de Tom Pires, utiliza a estética da dramaturgia nordestina para construir uma sátira afiada sobre as aparências e as fraquezas humanas.

    Segredos guardados a sete chaves


    A narrativa se passa inteiramente durante o velório de uma jovem aristocrata, morta em circunstâncias misteriosas. Para velar o corpo, uma tradicional e hipócrita família contrata três carpideiras profissionais: Prudência, Angústia e Astúcia.
    O que deveria ser uma noite de luto e orações solenes rapidamente se transforma em um cenário caótico e hilário. À medida que as horas passam, o comportamento nada ortodoxo dos familiares e os segredos da própria falecida começam a vir à tona. O grande trunfo do texto é fazer com que o confinamento daquela situação force as próprias carpideiras a despirem suas máscaras sociais, revelando seus desejos mais íntimos, frustrações e as verdades que escondem do mundo.

    Riso garantido no centro da capital

    Interpretado com maestria pelo elenco masculino composto por Gerson Lobo, Leandro Mariz e Sidcley Batista, o espetáculo promete arrancar gargalhadas do público paulistano sem deixar de lado a crítica social inteligente. Os atores dão vida às beatas com uma expressividade corporal marcante, equilibrando o peso dos figurinos pretos e tradicionais com o ritmo ágil do humor de costumes. 

A temporada acontece no icônico Galpão do Folias, reduto tradicional do teatro independente no bairro de Santa Cecília, com sessões de sexta a domingo até o início de agosto.
Para quem busca uma excelente opção de lazer cultural para o final de semana, "As Bondosas" desponta como uma escolha certeira para aquecer as noites frias de julho com boas risadas.




SERVIÇO:

Espetáculo: As Bondosas
Temporada: 3 de julho a 2 de agosto de 2026
Horários: Sextas às 20h; Sábados às 18h e 20h; Domingos às 18h
Local: Galpão do Folias (Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília, São Paulo/SP)
Ingressos: R$ 80,00 (Inteira) / R$ 40,00 (Meia)
Classificação indicativa: 14 anos

Samsung firma parceria com a Alcedis para avançar na pesquisa clínica com dispositivos vestíveis como ferramentas de avaliação




Combinando os mais recentes avanços em tecnologia vestível e dados biométricos coletados para gerar evidências clinicamente relevantes para pesquisa e desenvolvimento de medicamentos.

A Samsung Electronics Co. Ltd. anuncia uma parceria com a Alcedis, organização de pesquisa clínica (CRO) digital especializada em ensaios clínicos orientados por dados, para traduzir dados biométricos coletados por dispositivos vestíveis em evidências significativas para ensaios clínicos conduzidos por empresas farmacêuticas e instituições de pesquisa, maximizando a eficiência em termos de custo e tempo.

As tecnologias vestíveis tornaram-se uma forma amplamente disponível e economicamente viável de capturar dados contínuos de saúde em ambientes reais, tornando-as extremamente atraentes para a pesquisa clínica. No entanto, muitos programas de pesquisa ainda enfrentam dificuldades para transformar os sinais gerados por dispositivos vestíveis em evidências clinicamente relevantes.

A Samsung enfrenta esse desafio por meio de uma abordagem integrada que combina seus mais recentes avanços em tecnologia vestível com medições clinicamente validadas, incluindo análise de impedância bioelétrica (BIA) e atividade eletrodérmica (EDA), bem como recursos de Software como Dispositivo Médico (SaMD), como detecção de apneia obstrutiva do sono (AOS) e fibrilação atrial (FA). A iniciativa também reúne experiência em desenvolvimento de biomarcadores e uma infraestrutura técnica voltada à pesquisa, projetada para apoiar a geração de evidências ao longo de todo o ciclo de vida dos estudos.

“O futuro da pesquisa clínica é cada vez mais colaborativo e reúne tecnologia, conhecimento científico e parceiros de pesquisa para gerar uma compreensão mais profunda da saúde humana”, afirmou Jongmin Choi, Head do Grupo de P&D em Saúde de Mobile eXperience (MX) da Samsung Electronics. “Por meio de nossa colaboração com a Alcedis, a Samsung está abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento de biomarcadores, inovação em endpoints digitais e geração de evidências ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento clínico.”

A plataforma de pesquisa da Samsung começa com seus dispositivos de ponta e biossensores presentes no Galaxy Watch, que permitem a coleta contínua de dados fisiológicos em ambientes reais por participantes que forneceram seu consentimento. Com tecnologia vestível reconhecida do setor e uma abordagem colaborativa no desenvolvimento de metodologias de medição que servem de base para biomarcadores e endpoints digitais cientificamente relevantes, a plataforma de pesquisa da Samsung permite uma configuração mais ágil dos estudos, com controle preciso dos biossensores e acesso a insights em nível de participante e dispositivo. A plataforma também fornece dados contextualizados de acordo com os protocolos e objetivos de cada estudo.

À medida que a área da saúde avança para modelos de atendimento e pesquisa mais conectados e orientados por dados, a Samsung ajuda a preencher a lacuna entre o monitoramento diário da saúde e a descoberta científica, possibilitando uma nova era de geração de evidências que aproxima os pesquisadores de insights do mundo real e contribui para acelerar a inovação em todo o ecossistema da saúde.

“O futuro da pesquisa clínica depende da nossa capacidade de coletar dados de saúde relevantes além dos ambientes clínicos tradicionais”, afirmou Hanno Härtlein, CEO da Alcedis. “Nossa colaboração com a Samsung reúne pontos fortes complementares e uma infraestrutura escalável para ajudar a avançar no desenvolvimento de endpoints e biomarcadores, acelerar a geração de evidências e apoiar o desenvolvimento de inovações em saúde mais centradas no paciente.” A Alcedis liderará a execução dos estudos e o engajamento dos participantes, enquanto a Samsung fornecerá sua tecnologia vestível avançada e infraestrutura de pesquisa para apoiar a geração de evidências.

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Celulite de inverno: por que a chegada do frio marca a temporada dos furinhos

“Com a chegada do frio, muitas pessoas mudam hábitos que influenciam diretamente a aparência da pele e da celulite”, afirma Roberto Chacur


Créditos: @goldincision | CO ASSESSORIA


    Com a chegada do inverno, muitas mulheres deixam de se preocupar com a celulite porque o corpo fica menos exposto. O que pouca gente percebe é que a estação também costuma trazer mudanças de rotina que influenciam diretamente a aparência da pele e da celulite. Menos atividade física, menor ingestão de água, alimentação mais calórica e o adiamento dos cuidados corporais fazem com que fatores associados aos furinhos continuem presentes mesmo quando eles ficam escondidos sob as roupas mais pesadas.

    Segundo Roberto Chacur, médico especialista em tratamento da celulite e criador do protocolo GoldIncision, a chamada “celulite de inverno” não é um problema que aparece de repente, mas o resultado de mudanças que acontecem ao longo dos meses. “A celulite não entra em férias durante o inverno. O que muda é que muita gente deixa de olhar para ela porque o corpo fica mais coberto. A pele não responde da noite para o dia e esse período pode ser utilizado para trabalhar questões estruturais, estimular a produção de colágeno e melhorar a qualidade da pele para que os resultados apareçam de forma gradual”, afirma.

    Essa mudança de hábitos acontece porque os meses frios costumam favorecer uma rotina mais sedentária, com menos atividade física, menor consumo de água e alimentação mais calórica. Além disso, o ressecamento da pele causado pelo frio e pelos banhos quentes pode deixar a superfície cutânea com aspecto menos uniforme, tornando os furinhos mais aparentes. O inverno não cria celulite, mas pode criar o cenário perfeito para que ela fique mais evidente.

    Para Nívea Bordin Chacur, CEO das Clínicas Leger, o principal erro é deixar os cuidados para depois. “Todo ano vemos pacientes chegando quando a insatisfação já está instalada, mas a verdade é que a pele precisa de tempo para responder aos estímulos. O inverno oferece uma oportunidade valiosa para cuidar da celulite com mais planejamento e menos ansiedade. Quando a paciente entende que estamos falando de um processo gradual e não de uma mudança imediata, ela consegue acompanhar a evolução da pele de forma muito mais tranquila. Quem aproveita o inverno para cuidar da pele chega às próximas estações colhendo os resultados. Quem deixa para depois quase sempre entra na corrida contra o tempo”, conclui.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Fashion Weeks: big four das passarelas tenta resgatar público de dois milhões de espectadores; entenda o fenômeno

1. Monica Motta (Foto: Patricia Vasconcelos) 2. Luma Vitória 
3.Bruna Souza 4.  Bruna Souza (Fotos: Divulgação)        


O retorno do Big Four (Nova York, Londres, Milão e Paris Fashion Week) da moda internacional promete atrair atenção global e aquecer o mercado em plena temporada de primavera.

Imagine reunir dois milhões de participantes ao redor das passarelas e ‘maisons’ do mercado da moda. Imaginou? Segundo dados da Gitnux, esse fenômeno é atribuído às “semanas de moda”, que desejam repetir o movimento milionário após três anos do boom fashion em formato híbrido.

Para especialistas do setor, o momento é estratégico para a indústria da moda. A chegada do “Big Four” das fashion weeks deve aquecer o mercado e preparar o calendário internacional para setembro, quando têm início as temporadas de primavera em Nova York, Londres e Milão, encerrando o ciclo em 6 de outubro com a ‘Semana de Moda de Paris Primavera 2027’.

Apesar do auge concentrado nos desfiles, os preparativos começam meses antes, já em junho. Nos bastidores, as modelos passam por rotinas intensas de preparação que incluem ‘runway training’ (treinamento de passarela), testes de fotogenia, avaliação de medidas, postura corporal, portfólio e construção cênica.

Além das modelos, uma preparação multidisciplinar mobiliza diferentes profissionais da moda, durante a maior temporada de casting do mundo. Segundo a empresária e CEO da Model Club Agency, Mônica Mota, o sucesso no exterior depende de um planejamento invisível aos olhos do público, e para isso, o networking abriu portas para o contato com agências como IMG Models (Hailey Bieber), Elite Model Management, Look1 Models, Next Management, e Ford Models.

"As fashion weeks representam o resultado de uma preparação iniciada muito antes dos desfiles. O mercado internacional exige planejamento, direcionamento e entendimento profundo das características de cada praça. Um perfil que funciona em Milão pode não atender às demandas de Londres ou Nova York, assim como a alta-costura em Paris pode não atender um determinado perfil de modelagem. Por isso, o trabalho desenvolvido foca não apenas na imagem do modelo, mas também na sua capacidade de se posicionar de forma estratégica em diferentes mercados, aumentando seu potencial de contratação por agências e marcas globais", afirma.

Por trás desse processo está uma extensa articulação com scouts e produtores de casting que atuam nos principais polos da moda mundial. A proximidade com esses profissionais permite acompanhar demandas, identificar oportunidades estratégicas e ampliar a visibilidade dos talentos brasileiros no exterior, aumentando as chances de inserção em desfiles de grifes globais como Gucci, Miu Miu, Saint Laurent, Balenciaga, Versace e Fendi. Não é atoa que o período de candidatura ao casting ainda continua ao longo do mês de junho.

À frente do trabalho de casting e preparação há três décadas, a empresária e CEO da Model Club Agency, Mônica Mota, apelidada de “Fada Madrinha” das modelos, é considerada uma das pioneiras na projeção de new faces em ares internacionais e no fortalecimento do mercado da moda, cuidando de novos talentos como Josefa Santos (Valentino), Beatriz Santos (Ami Paris) e mais de 100 modelos.

Outro destaque das fashion weeks neste ano é a presença das modelos brasileiras. Queridinhas entre o público e as maisons, Mônica explica que os talentos nativos se destacam pelo profissionalismo, versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes mercados, características que fortaleceram a confiança dos agentes e recrutadores do exterior ao longo dos anos.

“As modelos brasileiras costumam chamar atenção naturalmente pela autenticidade, diversidade de perfis, facilidade de adaptação e forte presença diante das câmeras e nas passarelas. São características que mantêm o Brasil entre os países mais observados pela indústria fashion global e reforçam o potencial das nossas modelos para conquistar espaço no cenário internacional”, conclui.


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Conjunto de Lã -  Três peças para o Inverno


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Quem é a influenciadora brasileira que gastou mais de R$280 mil para parecer uma WAG?


“Depois das cirurgias, comecei a ser confundida com esposa de jogador em eventos e até em hotéis”, afirma Ravena Hanniely


    A influenciadora fitness brasileira Ravena Hanniely, de 25 anos, concedeu recentemente uma entrevista ao jornal americano New York Post, que repercutiu sua transformação estética e o investimento de mais de R$ 280 mil em procedimentos realizados nos últimos anos. Na publicação, Ravena contou que passou a ser frequentemente associada ao universo das chamadas WAGs, sigla usada para se referir às esposas e namoradas de jogadores de futebol.

    Durante a entrevista, a influenciadora revelou ter investido mais de US$ 51 mil, cerca de R$ 280 mil, em procedimentos como rinoplastia, próteses mamárias e harmonização facial. Segundo ela, a transformação acabou criando uma imagem que muitas pessoas associam imediatamente ao universo dos atletas e suas companheiras. “Depois das cirurgias, comecei a ser confundida com esposa de jogador em eventos e até em hotéis. Muitas pessoas simplesmente assumem isso quando me veem pela primeira vez”, afirmou.

    Ravena também relatou ao New York Post que já recebeu tratamento diferenciado por causa da aparência. De acordo com a influenciadora, houve situações em que foi direcionada para áreas VIP, recebeu upgrades em hotéis e percebeu que algumas pessoas acreditavam que ela estava acompanhada de jogadores famosos. “Foi algo que começou a acontecer naturalmente. Eu nunca fiz os procedimentos pensando nisso, mas percebi que as pessoas passaram a me enxergar dessa forma depois da transformação”, disse durante a entrevista.

    Entre os procedimentos mais recentes está um mini lifting facial, realizado para suavizar sinais do envelhecimento e manter características que considera importantes para sua imagem. Segundo Ravena, a decisão segue a mesma linha dos demais procedimentos realizados ao longo dos anos. “As pessoas podem criar interpretações diferentes, mas todas as minhas decisões foram tomadas pensando em mim. O mais importante é me sentir bem e satisfeita com a minha própria imagem”, conclui.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Rosana Ferreira: Primeira vencedora do Miss Bumbum tentou carreira de árbitra de futebol antes de entrar no concurso

“Mas eu não entendia nada de futebol. 
Até hoje eu não sei o que é impedimento”, declara Rosana Ferreira

Crédito: @rosanabumbum

    Rosana Ferreira, de 39 anos, primeira vencedora da história do Miss Bumbum Brasil, afirma que chegou a tentar seguir carreira como árbitra de futebol antes de entrar para o concurso. Segundo ela, a experiência durou pouco e acabou ficando apenas como um dos caminhos que cogitou seguir antes da fama.

    Rosana, que venceu a primeira edição do Miss Bumbum em 2011, afirma que o interesse pela arbitragem surgiu ainda na adolescência. Segundo ela, o futebol sempre esteve presente na sua rotina e a ideia de trabalhar dentro do esporte parecia algo natural naquele momento. “Eu sempre gostei de futebol e assistia muitos jogos. Quando via mulheres trabalhando dentro daquele universo, achava interessante e cheguei a pensar que poderia seguir esse caminho. Na minha cabeça, parecia uma ótima ideia”, relembra.

    Natural do Espírito Santo, Rosana conta que chegou a procurar cursos de arbitragem pouco antes de entrar para o Miss Bumbum. Segundo ela, a intenção era entender melhor as regras do jogo e avaliar se realmente conseguiria seguir carreira dentro do futebol. “Cheguei a buscar vários cursos, mas percebi que o meu conhecimento era muito básico. Além disso, eu tinha curvas demais para um ambiente ainda muito masculino, e sabia que isso também poderia ser complicado”, afirma.

    Pouco tempo depois, Rosana deixou a ideia da arbitragem de lado e decidiu se inscrever na primeira edição do Miss Bumbum Brasil, concurso que venceria em 2011. “Eu continuo gostando de futebol, assisto aos jogos e torço normalmente, mas até hoje não sei explicar o que é impedimento. Acho que fiz a escolha certa”, conclui.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Exposição “Entre Tempos” propõe novo olhar sobre os ícones arquitetônicos de São Paulo no Circolo Italiano


    A cidade de São Paulo será palco, no próximo dia 2 de junho de 2026, da solenidade de abertura da exposição “Entre Tempos”, mostra artística que promete reunir cultura, tecnologia e memória urbana em uma experiência visual inovadora. A vernissage acontece a partir das 18h30 no tradicional Circolo Italiano, localizado no emblemático Edifício Itália, no centro da capital paulista.

    O evento deverá receber autoridades, empresários, comerciantes e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento e revitalização da região central da cidade. A exposição já vem conquistando ampla repercussão nas redes sociais por apresentar uma proposta artística singular: o encontro entre a fotografia aérea e a ilustração digital.

    Sob curadoria do jornalista e produtor cultural Maurício Coutinho, o projeto une o trabalho do artista visual e ilustrador Jean Rosa e do fotógrafo e piloto de drone Mavinho Acoroni. Enquanto Acoroni captura imagens aéreas impactantes da capital paulista, Jean Rosa intervém artisticamente nas fotografias com elementos lúdicos e contemporâneos, criando composições que transitam entre realidade e imaginação.

    A proposta da mostra é ressignificar alguns dos mais conhecidos cartões-postais paulistanos, convidando o público a enxergar a cidade sob novas perspectivas. Entre os cenários retratados estão o Edifício Copan, o Theatro Municipal de São Paulo, o Mercado Municipal de São Paulo, além do próprio Edifício Itália, do Edifício Conde Matarazzo, do Hotel América do Sul e do tradicional Cinelândia Hotel.

    Com uma estética que mistura linhas arquitetônicas, cores vibrantes e intervenções criativas, “Entre Tempos” propõe uma reflexão sobre o diálogo entre passado, presente e futuro da metrópole paulistana. As obras exploram as curvas, retas e contrastes urbanos de São Paulo, ampliando as possibilidades de interpretação visual da cidade.

    A realização da exposição conta com apoio cultural da Rede Buenas Hotéis, do Circolo Italiano, da Associação Pró Centro, do movimento Todos Pelo Centro, do Visite São Paulo Convention Bureau e do portal Visite o Centro de São Paulo.

    A expectativa é que a mostra fortaleça ainda mais o circuito cultural do centro paulistano, reafirmando a arte como instrumento de valorização da memória urbana e de reconexão da população com os espaços históricos da cidade.


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Hipertensão no trabalho: por que homens de 50 a 59 anos morrem 25% mais

Dados compilados de fontes públicas pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo mostram maior número de óbitos
é 25% maior entre pessoas do sexo masculino (Crédito da imagem: Divulgação /Freepik)

Dia do trabalhador: mais comum entre mulheres, doenças hipertensivas matam 25% mais homens entre 50 a 59 anos, fase plenamente produtiva

O impacto das condições de trabalho sobre a saúde do coração ganham relevância neste 1º de maio, Dia do Trabalhador. Na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT), do Ministério da Saúde, a hipertensão arterial, mais comum entre mulheres, tem sido mais letal em homens de meia-idade.

Dados compilados de bases públicas pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC), do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (SindHosp) revelam que na faixa etária de 50 a 59 anos, o número de óbitos por doenças hipertensivas em homens é 25% maior do que em mulheres. Elas, por sua vez, acumulam internações e óbitos em idades mais avançadas, especialmente acima dos 80 anos, reforçando a vulnerabilidade da população idosa feminina.

O comerciário Cristiano Peixoto, 51 anos, toma quatro medicamentos por dia para controlar a pressão alta. “Quase todos da minha família têm hipertensão. Descobri que tinha há cerca de 15 anos. Vou ao médico esporadicamente e tento manter atividade física para controlar. Quase todos da minha família têm o mesmo problema”, conta.

Cerca de 30% da população brasileira adulta vive com hipertensão arterial, que é um dos principais fatores de risco para condições cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal, de acordo com dados do relatório Vigitel Brasil 2006–2024, do Ministério da Saúde.

“Os homens costumam procurar menos atendimento médico. Realizam menos exames preventivos e abandonam precocemente o tratamento. Além disso, descobrem a doença hipertensiva muito tardiamente, quando já têm comprometimento do coração, dos rins ou do cérebro. A hipertensão é uma doença silenciosa e pode permanecer por anos sem sintoma. No entanto, quando não tratada adequadamente, pode levar a problemas mais sérios”, explica o cardiologista Vagner Ferreira.

As mulheres ainda são as principais vítimas da doença, representam 56,4% dos pacientes totais internados. Os dados de 2020 a 2024 - os mais recentes nas bases públicas - mostram que entre 50 e 59, foram 7.327 óbitos em hospitais das redes pública e privada contra 5.863 mulheres. Na faixa etária de 60 a 69, foram 14.202 óbitos contra 11.878.

O médico Willyan Soares, 37, tem hipertensão primária desde os 22 anos. O estresse diário e o histórico familiar foram fundamentais para o início dos sintomas, mas ele não abre mão do controle diário. Faz uso contínuo de medicação aliada à atividade física. Como profissional da área de saúde, alerta. “É fundamental reforçar a importância na mudança dos hábitos de vida, como alimentação saudável e atividade física regular como principal fonte de tratamento e ajuste pressórico. A obesidade e a rotina acelerada da era contemporânea são os principais motivadores para o surgimento cada vez mais recorrente de hipertensão em pacientes considerados adultos jovens”, explica.

O avanço da doença com o envelhecimento é evidente, mas os dados mostram um novo cenário. “Esse quadro exige políticas públicas específicas de prevenção e cuidado, voltadas não apenas para idosos, mas também para adultos de meia-idade, com atenção às desigualdades regionais e às diferenças de gênero”, afirma Francisco Balestrin, presidente do SindHosp.

O tempo médio de permanência hospitalar é de quatro dias, o que reflete a complexidade dos casos, frequentemente ligados à insuficiência cardíaca ou renal.

6º congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica destaca avanços em inteligência artificial na dermatologia



Evento em Goiânia reúne especialistas do Brasil e do exterior até o dia 3 de maio



Goiânia, maio de 2026 – Goiânia é palco, entre os dias 30 de abril e 3 de maio, do 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD 2026), promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). O encontro, considerado um dos principais da especialidade no mundo, tem como tema “Evolução da Cirurgia Dermatológica em Tempos de Inteligência Artificial” e reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir avanços em diagnóstico, tratamento e segurança cirúrgica.

Um dos principais pontos da programação é o uso da inteligência artificial na dermatologia, com aplicações que vão do atendimento e da gestão de consultórios ao suporte à decisão clínica. A ideia é mostrar como a tecnologia também contribui para aprimorar resultados cirúrgicos e aumentar a segurança do paciente. “É uma visão prática de como a tecnologia já impacta o dia a dia do dermatologista”, afirma o Dr. Francisco Le Voci, presidente da SBCD.

A programação científica inclui palestras, workshops, sessões plenárias, cursos práticos e apresentação de trabalhos científicos. A proposta é incentivar a troca de conhecimento e aproximar os participantes das novas tecnologias aplicadas à prática dermatológica.

“O congresso reflete um momento de transformação da especialidade, com a incorporação de recursos que ampliam a precisão dos procedimentos e reforçam a segurança dos pacientes”, destaca o Dr. Alessandro Alarcão, presidente do 36º CBCD.

O evento também prevê ações voltadas à sustentabilidade, com iniciativas para reduzir impactos ambientais e promover responsabilidade social. “A ideia é realizar um congresso alinhado às boas práticas ambientais, sem abrir mão da qualidade científica”, completa Le Voci.

Além da programação científica, os participantes podem conhecer a cultura local e a gastronomia de Goiânia. A agenda social inclui quatro noites de programação, com apresentações de artistas como Leonardo, Mumuzinho, Matheus & Kauan, Carla Cristina e o DJ Jesus Luz.



Serviço
36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD 2026)

Data: 30 de abril a 3 de maio de 2026
Local: Centro de Convenções Goiânia
Mais informações: Link



Sobre a SBCD


Fundada em 1988, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) é referência nacional na formação, aperfeiçoamento e atualização de especialistas em cirurgia dermatológica. A entidade promove educação médica continuada, incentiva a pesquisa científica e desenvolve ações voltadas à segurança do paciente e à prática ética na especialidade.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Amilton Godoy e Gabriel Grossi lançam “Os Filhos de Villa”


Disco reúne novamente o pianista e o harmonicista em homenagem ao legado de Heitor Villa Lobos

O show de lançamento será no Centro Cultural São Paulo com entrada gratuita

“Os Filhos de Villa” é o novo álbum do pianista Amilton Godoy e do harmonicista Gabriel Grossi, disco que dá continuidade ao primeiro projeto feito pelo duo em homenagem à obra de Heitor Villa Lobos (Villa-Lobos Popular). Desta vez, Amilton e Gabriel voltam seus olhares - e instrumentos - para a influência de Villa-Lobos sobre as gerações posteriores, ao seu legado, explorando os desdobramentos na música brasileira.

O álbum estará disponível nas plataformas digitais no dia 5 de março, na mesma data do show de lançamento em São Paulo. A apresentação com entrada gratuita será também na quinta-feira, no Centro Cultural São Paulo, na Sala Jardel Filho. Além do lançamento digital, o disco ganhará uma edição limitada em vinil.

“Os Filhos de Villa” traz nove faixas instrumentais, com um repertório que sugere pontes, inclusive didáticas, entre Villa e alguns de seus herdeiros musicais mais significativos: Tom Jobim, Egberto Gismonti, Johnny Alf, Paulinho Nogueira, Guinga e Maurício Einhorn. Além das releituras propostas pelos músicos, o disco traz duas composições autorais de Amilton e do Gabriel, ambos também influenciados pela obra do maestro.

A arte de capa é assinada pelos artistas designers, Rodrigo Sommer e Priscila Tâmara, do Tranquilo Studio.

O disco parte do que aparentemente seria um paradoxo: Villa-Lobos ter escrito grande parcela de sua música erudita a partir de materiais populares, fruto de suas pesquisas sobre cultura brasileira e seu folclore sonoro. É sobre esse território híbrido que o duo se debruça, destacando que essa interseção segue ativa, pulsante e contemporânea.

“Os Filhos de Villa” é, essencialmente, um álbum de música popular brasileira, ancorado por narrativas instrumentais, improvisação e pelo diálogo entre dois universos timbrísticos bem distintos: o piano de Amilton e a harmônica de Gabriel.

Amilton Godoy soma 73 anos de carreira consolidada e celebra 85 anos de vida (no dia 2 de março). Gabriel Grossi acumula uma trajetória estabelecida dentro e fora do país, reconhecido como um dos grandes harmonicistas da atualidade.

O projeto “Os Filhos de Villa - Amilton Godoy e Gabriel Grossi” foi realizado com apoio da 8ª edição do Edital de Apoio à Música para a cidade de São Paulo, realização da Secretaria Municipal de Cultura e produção da DG Produções e Tudo Bem Produções.

Serviço:

Amilton Godoy e Gabriel Grossi
Show lançamento disco “Os Filhos de Villa”
Data: 5 de março de 2026 (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Centro Cultural São Paulo (Sala Jardel Filho)
Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo/SP

Classificação indicativa: livre

Ingressos: gratuito (disponíveis para retirada do público, on-line e física, a partir das 14h do dia 4/03, quarta-feira)



Faixas

1. Loro | Egberto Gismonti
2. Chovendo na Roseira | Tom Jobim
3. Choro | Amilton Godoy
4. Bachianinhas nº 1 | Paulinho Nogueira
5. Garota de Ipanema | Tom Jobim e Vinícius de Moraes
6. Rapaz de Bem | Johnny Alf
7. De Coração | Gabriel Grossi
8. Batida Diferente | Durval Ferreira / Maurício Einhorn
9. Choro pro Zé | Aldir Blanc / Guinga

Ficha Técnica
Disco: Os Filhos de Villa
Amilton Godoy: piano

Gabriel Grossi: harmônica

Lançamento: 2026
Faixas: 9
Formato: digital e vinil
Produção musical e arranjos: Amilton e Gabriel

Gravação, mixagem e masterização: Adonias Souza Junior (Estúdio Arsis)
Produção fonográfica: DG Produções
Produção executiva e coordenação geral: Dani Godoy

Projeto: Dani Godoy e Débora Ribeiro de Lima
Designer de capa: Priscila Tâmara e Rodrigo Sommer (Tranquilo Studio)
Realização: Tudo Bem Produções e Secretaria Municipal de Cultura


Sobre os músicos:


Amilton Godoy, ex-integrante e fundador do emblemático Zimbo Trio, é considerado um dos grandes pianistas do mundo, com 91 discos lançados e shows em mais de 40 países, soma prêmios, turnês internacionais e anos de docência e pesquisa musical. Perfeitamente na ativa, Amilton é um mestre da música que completou sete décadas de uma carreira notável.

Gabriel Grossi, apesar da juventude, o músico e compositor carioca já contabiliza 17 álbuns na discografia, prêmios nacionais e internacionais e uma carreira consolidada no circuito mundial da música instrumental. É considerado um dos melhores harmonicistas do mundo e um dos instrumentistas mais importantes da música brasileira.

Ambos são vencedores do Grammy.


No primeiro disco “Villa Lobos Popular” (de 2012) os músicos exploram e reinterpretam a obra de Heitor Villa-Lobos, com arranjos focados na linguagem popular e jazzística, destacando a conexão entre a música erudita e a música popular brasileira.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A História de Virginia Giuffre: O Que o Mundo Precisa Aprender Sobre Poder, Abuso e Silêncio



    Virginia Giuffre nasceu em 1983, nos Estados Unidos, e cresceu em um ambiente marcado por instabilidade, violência e abandono. Desde muito jovem, enfrentou abusos que moldaram sua trajetória e a deixaram vulnerável a adultos que se apresentavam como protetores, mas que, na verdade, enxergavam nela uma presa fácil. A adolescência de Virginia foi um terreno fértil para predadores: instituições falharam, adultos falharam, e o mundo ao redor parecia sempre disposto a culpá‑la por sua própria vulnerabilidade.

    Foi nesse contexto que ela conheceu Ghislaine Maxwell, enquanto trabalhava no spa do resort Mar‑a‑Lago, na Flórida. Maxwell surgiu com a elegância e a autoridade de quem sabe manipular. Ofereceu oportunidades, promessas, estabilidade — exatamente o que uma adolescente fragilizada desejava ouvir. Mas por trás da fachada havia Jeffrey Epstein, um homem cercado por riqueza, influência e conexões com figuras poderosas. O que começou como uma promessa de futuro rapidamente se transformou em coerção, abuso e exploração sistemática.

    Durante anos, Virginia viveu presa a um ciclo de violência que envolvia não apenas Epstein e Maxwell, mas também homens influentes, alguns deles figuras públicas de renome internacional. Ela denunciou ter sido traficada sexualmente para pessoas poderosas, incluindo o então príncipe Andrew, que sempre negou as acusações. Ainda assim, sua voz ecoou pelo mundo e se tornou um símbolo de resistência contra redes de exploração sexual sustentadas por dinheiro, silêncio e impunidade.

Na foto: O ex-príncipe Andrew - Virgínia e a aliciadora Ghislaine Maxwell
 


    Virginia Giuffre nasceu em 1983, nos Estados Unidos, e cresceu em um ambiente marcado por instabilidade, violência e abandono. Desde muito jovem, enfrentou abusos que moldaram sua trajetória e a deixaram vulnerável a adultos que se apresentavam como protetores, mas que, na verdade, enxergavam nela uma presa fácil. A adolescência de Virginia foi um terreno fértil para predadores: instituições falharam, adultos falharam, e o mundo ao redor parecia sempre disposto a culpá‑la por sua própria vulnerabilidade.

Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell 
“De socialite influente a detenta federal: Ghislaine Maxwell cumpre pena nos EUA por seu papel na rede de exploração de Jeffrey Epstein, um lembrete de que o poder não deveria ser escudo para a injustiça.”



    Foi nesse contexto que ela conheceu Ghislaine Maxwell, enquanto trabalhava no spa do resort Mar‑a‑Lago, na Flórida. Maxwell surgiu com a elegância e a autoridade de quem sabe manipular. Ofereceu oportunidades, promessas, estabilidade — exatamente o que uma adolescente fragilizada desejava ouvir. Mas por trás da fachada havia Jeffrey Epstein, um homem cercado por riqueza, influência e conexões com figuras poderosas. O que começou como uma promessa de futuro rapidamente se transformou em coerção, abuso e exploração sistemática.

    Durante anos, Virginia viveu presa a um ciclo de violência que envolvia não apenas Epstein e Maxwell, mas também homens influentes, alguns deles figuras públicas de renome internacional. Ela denunciou ter sido traficada sexualmente para pessoas poderosas, incluindo o então príncipe Andrew, que sempre negou as acusações. Ainda assim, sua voz ecoou pelo mundo e se tornou um símbolo de resistência contra redes de exploração sexual sustentadas por dinheiro, silêncio e impunidade.

    Quando finalmente encontrou forças para denunciar, enfrentou o que tantas vítimas enfrentam: descrédito, ataques, tentativas de desqualificação. Mas continuou. Sua persistência ajudou a expor a engrenagem de abuso que operava há décadas, protegida por conexões políticas, financeiras e sociais. A coragem de Virginia abriu caminho para outras vítimas e pressionou autoridades a reabrirem investigações, resultando na prisão de Epstein em 2019 e na condenação de Maxwell em 2021.

    Depois de anos de batalhas judiciais, exposição pública e desgaste emocional profundo, Virginia se mudou para a Austrália, onde tentou reconstruir a vida com o marido e os filhos. Mas o peso de tudo o que viveu — somado à pressão constante de ser uma figura pública em um caso global — deixou marcas profundas. Em abril de 2025, ela foi encontrada morta em sua propriedade em Neergabby, na Austrália. A polícia local informou que não havia indícios de crime, e sua família confirmou que ela morreu por suicídio.

    Documentos posteriores, divulgados brevemente nos chamados “Epstein files”, revelaram que ela tirou a própria vida com um disparo de arma de fogo, informação que foi rapidamente retirada dos arquivos após divulgação acidental.

    Sua morte gerou comoção mundial. Familiares, advogados e sobreviventes de abuso sexual lamentaram não apenas a perda de uma mulher que se tornou símbolo de resistência, mas também o fato de que o sistema — mais uma vez — falhou em proteger alguém que dedicou a vida a denunciar injustiças. Para muitos, Virginia carregou sozinha um peso que deveria ter sido dividido por instituições, autoridades e pela sociedade.

    A história de Virginia Giuffre é um alerta urgente. Mostra como predadores se aproveitam de vulnerabilidades emocionais, econômicas e sociais. Mostra como meninas podem ser enganadas por promessas de proteção, oportunidades e afeto. Mostra como pessoas poderosas usam sua influência para silenciar vítimas e manipular narrativas. E mostra, acima de tudo, que a culpa nunca é da vítima — nunca.

    Para as meninas e mulheres que crescem em um mundo onde ainda existem Epsteins e Maxwells, a história de Virginia é um farol: um aviso sobre os perigos da manipulação, da falsa proteção e do poder usado para destruir vidas. Mas também é um lembrete de que a verdade, quando dita com coragem, pode abalar estruturas inteiras — mesmo que o preço, para quem a diz, seja devastador.




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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Volta às aulas e ao trabalho impulsiona vendas de calçados no início do ano: sandálias, crocs e tênis lideram o consumo


Com mix multimarcas e foco em conforto e custo-benefício, rede de franquias Sandaliaria se consolida como opção prática para famílias e como modelo de negócio resiliente no varejo


O início do ano é tradicionalmente um dos períodos mais aquecidos para o varejo de calçados no Brasil. A combinação entre férias, volta às aulas, retomada da rotina de trabalho e clima quente movimenta o consumo e reforça a busca por produtos confortáveis, versáteis e acessíveis. Nesse cenário, categorias como sandálias, crocs e tênis leves ganham protagonismo nas prateleiras e no carrinho do consumidor.

Na franquia Sandaliaria, rede especializada em calçados, acessórios e produtos personalizáveis, as sandálias representam cerca de 45% das vendas no período, seguidas por crocs (35%) e tênis casuais e leves (20%).

“O consumidor está mais ativo no começo do ano, caminhando mais, viajando e retomando compromissos. Isso faz com que o conforto deixe de ser um diferencial e passe a ser prioridade”, afirma Rodrigo Deotto, CEO da Sandaliaria.

Conforto, praticidade e consumo inteligente

Além do apelo sazonal, o início do ano também concentra despesas importantes no orçamento familiar, como material escolar, impostos e viagens. Esse contexto faz com que o custo-benefício tenha peso decisivo na compra.

“As famílias buscam produtos duráveis, funcionais e que possam ser usados em diferentes ocasiões. Modelos anatômicos, leves e fáceis de calçar são os mais procurados”, explica Deotto.

É nesse ponto que o modelo multimarcas da Sandaliaria se destaca. Com um portfólio que atende adulto, juvenil e infantil, a rede permite que o consumidor resolva todas as compras em um único local. “A proposta é facilitar a jornada do cliente, oferecendo variedade, preços acessíveis e soluções para diferentes perfis dentro da mesma loja”, diz o executivo.

Mix estratégico e renovação de portfólio

Com mais de 18 grifes homologadas - além da Blessed, marca própria do grupo - a Sandaliaria aposta em um mix equilibrado entre produtos básicos, funcionais e itens alinhados às tendências de moda. No início do ano, a renovação do portfólio acompanha o lifestyle da estação, com reforço em slides, papetes, rasteiras, sandálias leves e tênis respiráveis.

“Trabalhamos com uma curadoria focada em desempenho de vendas, sazonalidade e perfil regional do público. Isso garante alto giro, variedade adequada e margens saudáveis para os franqueados”, afirma Deotto. A estratégia inclui também maior profundidade de estoque nas numerações de maior saída e nas categorias mais sazonais, sem comprometer o capital de giro das lojas.

Loja como espaço de relacionamento


Mais do que vender calçados, a Sandaliaria aposta na experiência. As lojas são pensadas como ambientes democráticos e acolhedores, onde o cliente se sente à vontade para experimentar, comparar e escolher.

“A loja deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a ser um espaço de relacionamento. O consumidor busca identificação com a marca, conforto e uma experiência de compra agradável”, reforça o CEO.

Esse posicionamento acompanha mudanças claras no comportamento de consumo. Calçados como crocs e sandálias confortáveis, antes restritos ao lazer, hoje fazem parte do uso diário, inclusive em ambientes de trabalho mais flexíveis. “O bem-estar passou a guiar decisões de compra. Quem entende esse movimento consegue capturar melhor as oportunidades do mercado”, completa.

Oportunidade também para empreendedores

Com mais de 90 unidades espalhadas por 23 estados, a Sandaliaria se consolidou como a maior franquia de sandálias multimarcas do país. Para os franqueados, o início do ano costuma representar um aumento médio de 15% a 25% no faturamento, reforçando a força do modelo de negócio em períodos de alta sazonalidade.

“O começo do ano reúne tudo o que o varejo de calçados precisa, como clima favorável, maior circulação de pessoas e necessidade real de reposição. Quem trabalha bem mix, estoque e comunicação conseguem transformar esse momento em crescimento”, conclui Rodrigo Deotto.

Sobre a Sandaliaria


Criada em 2005, em Piracicaba (SP), a Sandaliaria nasceu como a primeira operação exclusiva de venda de chinelos em shopping centers, e após sua chegada no franchising, em 2014, se tornou a maior franquia de sandálias multimarcas do Brasil. São mais de 18 grifes em seu portfólio, entre Havaianas, Crocs, Melissa, Rider, Piticas e a linha própria Blessed. A marca oferece dois modelos de negócios: licenciamento (container, loja de rua e quiosque) e franquia (shopping center), o investimento inicial é a partir de R$ 166 mil e prazo de retorno de 18 a 36 meses. https://franquia.sandaliaria.com.br



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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Glitter na pele: por que o brilho do Carnaval pode causar irritações e reações tardias

“O glitter não desaparece depois do banho, ele continua agindo na pele”, alerta a dermatologista Denise Ozores



Durante o Carnaval, o uso de glitter no rosto e no corpo se torna quase um uniforme entre foliões, musas e celebridades. O que muita gente não percebe é que, mesmo após o fim da festa e várias lavagens, o brilho pode continuar impactando a pele de forma silenciosa, causando irritações, coceira e inflamações que surgem dias depois da folia.

Segundo a dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349), especialista em beleza natural, o glitter não se comporta como um cosmético comum. As partículas metálicas ou sintéticas podem se alojar em poros, dobras da pele e microfissuras da barreira cutânea. “O glitter não some completamente. Ele pode migrar para regiões mais sensíveis e provocar inflamações tardias”, explica.

Um erro comum, de acordo com a médica, é acreditar que apenas água e sabonete são suficientes para remover totalmente o produto. Mesmo após o banho, fragmentos microscópicos podem permanecer aderidos à pele. Em contato com suor, atrito e calor, essas partículas podem desencadear reação inflamatória.

Denise também alerta para o uso repetido de glitter por vários dias consecutivos, prática comum durante o Carnaval. A sobreposição aumenta o risco de dermatites, especialmente em áreas como rosto, pescoço, colo, axilas e regiões de maior movimento. “A pele entra em um processo inflamatório contínuo sem que a pessoa perceba”, afirma.

Outro ponto importante é a procedência do glitter. Produtos não indicados para uso cosmético podem conter partículas irregulares e mais agressivas, aumentando o risco de microlesões. Para quem não abre mão do brilho, Denise orienta limitar a área de aplicação, evitar regiões sensíveis e retirar o produto com movimentos suaves, sem esfregar excessivamente.

Segundo a especialista, o maior erro acontece depois da folia. “Muita gente tenta compensar usando produtos fortes logo após o Carnaval, quando a pele já está sensibilizada. O ideal é permitir que a pele se reorganize antes de qualquer intervenção”, conclui.


Sobre a especialista

A dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349) é especialista em beleza natural e atua com foco na prevenção do envelhecimento cutâneo, priorizando equilíbrio, saúde da pele e respeito à individualidade. Em seus atendimentos e conteúdos nas redes sociais, a médica defende uma abordagem consciente da estética, com resultados sutis e alinhados ao estilo de vida contemporâneo. No Instagram, compartilha orientações sobre cuidados dermatológicos e os impactos do ambiente urbano e digital na pele pelo perfil @deniseozoresdermato.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Especialista do Hospital HSANP alerta para cuidados com alimentos durante o verão




Diante desse cenário, os cuidados devem começar ainda no momento da compra, como explica Fabricio Araujo, enfermeiro especialista em infectologia do Hospital HSANP. “É fundamental observar a procedência dos alimentos, verificar se as embalagens estão íntegras, respeitar o prazo de validade e avaliar as condições de conservação no local de venda. Alimentos refrigerados ou congelados devem estar armazenados em equipamentos adequados”, orienta.

Além da escolha correta, o armazenamento inadequado e o manuseio incorreto de alimentos como carnes, ovos, frutas, legumes e verduras estão entre os principais fatores de risco para a ocorrência de DTAs. Falhas nesses cuidados podem favorecer infecções como salmonelose, febre tifoide e botulismo, além de outras gastroenterites, que tendem a ser mais graves em crianças, idosos, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Nesse contexto, Fabricio ressalta que a higiene das mãos desempenha um papel essencial em todas as etapas do preparo dos alimentos. “Lavar as mãos com água e sabão antes de preparar ou consumir alimentos, após usar o banheiro, ao retornar da rua, depois de manusear carnes cruas, tocar animais ou superfícies sujas é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de contaminação”, destaca.

Quando se trata de alimentos de origem animal, a atenção deve ser ainda maior. No caso das carnes bovinas e suínas, a ANVISA orienta que o consumidor observe se o produto está refrigerado, dentro do prazo de validade e com a embalagem íntegra. A aparência pode ajudar na identificação de alterações evidentes, como cheiro desagradável, presença de limo ou coloração anormal, mas é importante ressaltar que a aparência adequada não garante que o alimento esteja livre de microrganismos. Por isso, a conservação sob refrigeração e o cozimento completo são medidas indispensáveis para a segurança alimentar.

As carnes de frango e outras aves também devem estar bem refrigeradas ou congeladas, sem odor forte ou alterações visíveis. Já os peixes frescos precisam apresentar olhos brilhantes, guelras avermelhadas e carne firme, além de serem mantidos sob refrigeração adequada desde a compra até o preparo.

Os ovos requerem cuidados específicos. A recomendação da ANVISA é escolher ovos com casca limpa, íntegra e sem rachaduras. Não se deve lavá-los antes do armazenamento, pois isso pode facilitar a entrada de microrganismos pela casca. Durante o preparo, é indicado quebrar os ovos separadamente e garantir que estejam bem cozidos, com clara firme e gema dura.

“No preparo e armazenamento dos alimentos, é fundamental manter carnes bem cozidas, separar alimentos crus dos prontos para consumo, respeitar as temperaturas seguras de conservação e higienizar corretamente frutas, legumes e verduras. Além disso, o uso de água tratada e o descarte adequado do lixo são cuidados essenciais para prevenir infecções alimentares”, reforça Fabricio Araujo.

Complementando esses cuidados, frutas, legumes e verduras devem ser cuidadosamente higienizados antes do consumo. A orientação é lavá-los em água corrente para remover sujeiras visíveis e, em seguida, deixá-los imersos em solução de água com hipoclorito de sódio, conforme as instruções do rótulo do produto ou as recomendações da vigilância sanitária.

“Manter os alimentos refrigerados a temperaturas adequadas, abaixo de 5 °C para geladeiras e –18 °C para freezers, evitar a contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos para consumo, higienizar bem as mãos, utensílios e superfícies e garantir o cozimento completo dos alimentos são medidas simples, mas fundamentais para prevenir doenças alimentares, especialmente no verão”, finaliza Fabricio Araujo.

Sobre o Hospital HSANP

Localizado no bairro de Santana, o HSANP é referência na Zona Norte de São Paulo (SP). Considerado um dos mais completos hospitais da capital paulista, é reconhecido por oferecer um atendimento humanizado e seguro aos mais de 12 mil pacientes que passam pela instituição todos os meses.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Wagner Moura destila HIPOCRISIA no Prêmio Globo de Ouro



    Por: Claudia Souza    

    Na noite em que Wagner Moura fez história ao receber o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama, muitos esperavam um discurso artístico e inspirador. O que se viu, porém, foi uma tentativa explícita de transformar um palco internacional num púlpito político — usando a conquista cultural para lançar uma fala ideológica contra setores da direita brasileira.

    Ao vincular o contexto do filme O Agente Secreto, que trata de memória e trauma geracional, a uma narrativa de “fascismo” presente no Brasil recente, Moura politiza uma vitória cinematográfica e passa a acusar um governo que já está fora do poder há mais de dois anos (o de 2018–2022) de “eco da ditadura”. Essa escolha retórica é fraca do ponto de vista crítico porque transforma uma questão histórica em arma política sem conexão direta com os fatos atuais discutidos globalmente no evento.

    O discurso, além disso, ocorreu em um momento em que o próprio Brasil enfrenta denúncias e críticas sobre o devido processo legal e a liberdade de expressão no âmbito interno — questões que incluem debates sobre medidas judiciais e prisões motivadas por ações relacionadas ao sistema político e às instituições republicanas, que têm sido objeto de discussões sobre legalidade e proporcionalidade. A insistência em rotular adversários políticos como “fascistas” num ambiente tão visível podem soar, justamente, como desserviço à democracia que se pretende defender.

    Silenciamento de questões de direitos civis no Brasil: enquanto Moura falava em combater “valores autoritários”, muitos debates nacionais se concentram em casos controversos de justiça e de censura judicial — como as ações contra comunicadores, políticos e mobilizações populares que têm sido vistas por seus críticos como excesso de Poder Judiciário (especialmente em casos tratados no Supremo Tribunal Federal e pelo ministro Alexandre de Moraes).

    Prisão de um ex-presidente e controvérsias judiciais: ainda que ex-presidentes não possam ser simplesmente caricaturados — e Lula já teve condenações anuladas pela Suprema Corte em 2021, restaurando seus direitos políticos — a narrativa simplista de que ele estaria em “cárcere sem justificativa” ignora a complexidade jurídica do caso e as revisões de decisões judiciais que ocorreram (caso “Free Lula”).

    Longe de combater o crime organizado, o governo atual tem sido criticado por não classificar facções criminosas como organizações terroristas, apesar de debates públicos consistentes sobre o tema. A legislação brasileira (Lei Antiterrorismo nº 13.260/2016) define critérios claros para o reconhecimento legal de terrorismo, e o governo federal — liderado por Luiz Inácio Lula da Silva — tem rejeitado equiparar PCC e Comando Vermelho a organizações terroristas sob essa lei, argumentando que isso não corresponderia às definições legais vigentes, mesmo diante de pressões políticas para essa equiparação.

    O posicionamento de Moura não menciona outros regimes autoritários ou problemas de direitos humanos associados a aliados políticos da esquerda latino-americana — como os governos de Nicolás Maduro (Venezuela), membros históricos do Foro de São Paulo (como líderes do PT, PSOL, comunistas cubanos e figuras vinculadas a movimentos de esquerda regionais), que em relatos críticos são apontados como autoritários e antidemocráticos. Se a preocupação realmente fosse a defesa intransigente da democracia, esses contextos também mereceriam menção e reflexão profunda.

    O discurso de Wagner Moura no Globo de Ouro, ao usar a visibilidade internacional para projetar um ataque genérico à “extrema direita” brasileira, com termos como “eco da ditadura”, falha em reconhecer que:
  • as instituições democráticas continuam funcionando no Brasil, com decisões sujeitas a revisão judicial e ampla disputa pública de ideias;
  • críticos do governo atual apontam problemas reais no tratamento de questões de segurança pública, incluindo a recusa em declarar certas facções como terroristas apesar de amplo debate público;
  • e que usar linguagem inflamatória nas artes para fazer política partidária pode corroer justamente o tecido democrático que se diz defender.
    Embora legítimo como expressão pessoal — não se sustenta como um ataque informado ao que caracterizaria fascismo de verdade, e peca ao ignorar ou minimizar problemas contemporâneos de direitos civis, segurança e política externa que poderiam ser tão ou mais relevantes à discussão democrática do que a simples evocação de termos carregados como “ditadura” ou “fascismo”.




O QUE ESTÁ POR TRÁS DO GOVERNO QUE WAGNER MOURA DEFENDE:

O que é o Foro de São Paulo?

Petistas em Cuba em 2016: na companhia de Daniel Ortega, Díaz-Canel, Maduro e Raúl


    O Foro de São Paulo é um encontro político criado em 1990, por iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT), liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com o Partido Comunista de Cuba, sob influência direta de Fidel Castro. Seu objetivo declarado era rearticular partidos e movimentos de esquerda da América Latina após o colapso da União Soviética e o enfraquecimento do socialismo no cenário global.

    Desde sua fundação, o Foro reuniu partidos legais, movimentos sociais e organizações políticas de diferentes países, incluindo legendas que chegaram ao poder democraticamente e outras ligadas a regimes autoritários, como: Cuba (Partido Comunista Cubano); Venezuela (chavismo / Nicolás Maduro); Nicarágua (Daniel Ortega); Bolívia (Evo Morales); Equador (Rafael Correa); Argentina (kirchnerismo)


FARC (Colômbia) — reconhecidamente financiadas pelo tráfico de drogas durante décadas.

    As FARC participaram de encontros do Foro de São Paulo, o que alimentou críticas de que o espaço teria tolerado ou relativizado práticas criminosas em nome de alinhamento ideológico.

    Governos aliados ao Foro, como o da Venezuela, são alvo de acusações internacionais (especialmente por órgãos dos EUA) de conivência com rotas do narcotráfico — embora essas acusações sejam contestadas diplomaticamente e não resultem em consenso jurídico internacional.







terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Alta incidência coloca câncer de colo do útero entre os principais desafios da saúde feminina

Doença figura entre os três tipos de neoplasia mais frequentes entre mulheres no Brasil



Dr. Diocésio Andrade



O câncer de colo do útero segue como um dos principais desafios da saúde feminina no país, apesar de ser amplamente prevenível. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), desconsiderados os tumores de pele não melanoma, esse tipo de neoplasia está entre os três mais frequentes entre mulheres no Brasil. Em Ribeirão Preto, dados da Secretaria Municipal da Saúde indicam que o cenário também exige atenção, já que, embora os óbitos registrados em 2025 sejam inferiores aos de 2024, o impacto da doença permanece relevante.

A campanha Janeiro Verde amplia o debate sobre a importância do cuidado contínuo com a saúde da mulher. O câncer de colo do útero, também conhecido como câncer cervical, se desenvolve a partir de alterações na região que conecta o útero à vagina. Na maioria dos casos, essas modificações estão associadas à infecção persistente pelo papilomavírus humano, o HPV, um vírus comum e amplamente disseminado, transmitido principalmente por contato sexual.

“Estamos falando de um câncer com causa bem definida e com ferramentas comprovadas de prevenção. Quando a vacinação, os exames de rotina e o acompanhamento médico fazem parte da vida da mulher, o risco de evolução para quadros mais graves diminui de forma significativa”, explica Diocésio Andrade, oncologista.

Vacina é um dos caminhos para mudar cenário


A vacinação contra o HPV é considerada uma das estratégias mais eficazes para reduzir a ocorrência do câncer de colo do útero, ao impedir a infecção antes mesmo do surgimento de lesões. A recomendação é que o imunizante seja aplicado preferencialmente em meninas e meninos de 9 a 14 anos, antes do início da vida sexual, período em que apresenta maior eficácia. No Brasil, a vacina foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2013. Passados mais de dez anos desde o início da vacinação gratuita, crianças e adolescentes seguem como público-alvo prioritário, o que não impede que adultos não imunizados também recebam a dose.

“Mesmo mulheres que já tiveram contato com o HPV podem obter benefícios com a imunização. A infecção prévia por um subtipo do vírus não significa exposição a todos os outros. A vacina não trata a infecção já existente, mas ajuda a prevenir novas infecções e pode contribuir para reduzir o risco de recorrência de lesões em pacientes que já passaram por tratamento”, completa o médico.

Evolução silenciosa também é desafio


Outro ponto no enfrentamento da doença é o rastreamento regular. O câncer de colo do útero costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais, sem apresentar sintomas evidentes. “Quando os sinais aparecem, muitas vezes a neoplasia já está em fase mais avançada. O acompanhamento ginecológico periódico permite identificar alterações ainda no começo, quando as chances de controle são muito maiores”, reforça Diocésio.

A discussão sobre prevenção também se conecta a uma meta global estabelecida pela Organização Mundial da Saúde. A entidade aponta que, com ações consistentes de vacinação, rastreamento e tratamento adequado, o câncer de colo do útero pode deixar de ser um problema de saúde pública ao longo de uma geração. Para o oncologista, esse é um objetivo possível. “Temos conhecimento científico, vacinas disponíveis e métodos diagnósticos eficientes. O desafio é garantir que essas estratégias cheguem de forma ampla e contínua à população”, destaca.

Diagnóstico

A detecção do câncer de colo do útero ocorre, principalmente, por meio de estratégias de rastreamento preventivo. O Papanicolau permite identificar alterações celulares em estágios iniciais, antes da progressão para um quadro invasivo. Em determinadas situações, testes específicos para o HPV podem ser utilizados de forma complementar. Quando são observadas alterações mais relevantes, outros procedimentos auxiliam na avaliação detalhada da neoplasia.

Tratamento

De acordo com Diocésio Andrade, o tratamento varia conforme o estágio da doença, as condições clínicas da paciente e outros fatores individuais. Em fases iniciais, procedimentos cirúrgicos podem ser suficientes. Em estágios mais avançados, o cuidado pode envolver radioterapia, quimioterapia, imunoterapia ou a combinação dessas abordagens.