Nossos Vídeos

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Empresa escolhida pela Prefeitura de SP fraudou reuniões do Plano Diretor do Parque Ibirapuera

Ver. Gilberto Natalini
Vereador Natalini defende anulação do processo e da concessão


Em parecer à 6ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo encaminhado nesta sexta-feira (11 de outubro), o Vereador Gilberto Natalini (PV-SP) manifestou-se contra o processo de “audiências”, “oficinas” e “encontros” promovido pela Prefeitura de São Paulo (PMSP) para elaborar o Plano Diretor (PD) do Parque Ibirapuera, cujo objetivo deveria ter sido reunir os elementos que norteariam a conduta da Construcap, empresa selecionada pela administração municipal para gerenciar o Ibirapuera e mais cinco parques da Cidade por um período de 35 anos.


Natalini denunciou que as reuniões foram fraudadas pela Construcap, cujos funcionários somaram 62,58% dos presentes que se disseram “usuários” do Parque. Ao todo, 83 pessoas vinculadas ou ligadas à concessionária participaram das atividades de “participação popular” como se fossem frequentadoras da área verde e de lazer. Todo o processo ficou maculado. Como exemplos de participações indevidas estão a do executivo Samuel Henrique Cornélio Lloyd, que se disse “personal trainner” apesar de trabalhar para a Construcap em Belo Horizonte, e de Patrícia de Araújo Levy, a “usuária” assídua nas reuniões que, na verdade, é advogada do presidente da Construcap, Roberto Ribeiro Capobianco.

Em seu parecer, o Vereador questiona se a pequena divulgação das reuniões e o baixo comparecimento de verdadeiros usuários foi proposital, com a finalidade de “esvaziar os encontros que poderiam dificultar a linha de desenvolvimento de PD traçada pela PMSP/Construcap”. Nesse sentido, “o PD não passaria de um plano de gestão para atender às conveniências da Construcap”.

Entre as pessoas e entidades que enviaram manifestações corroborando as denúncias de Natalini estão a Deputada Estadual Janaína Paschoal, o Arquiteto Nabil Bonduki, a Associação dos Moradores e Amigos do Jardim Lusitânia (Sojal), o coletivo Fórum Verde Permanente de Parques e Áreas Verdes, Martha Argel (Doutora em Ecologia), Ivan Carlos Maglio (Doutor em Saúde Ambiental) e cerca de 150 pessoas da sociedade civil paulistana que fizeram questionamentos sobre a falta de clareza e as intenções da PMSP/Construcap para arrecadar R$ 71 milhões anuais no atual Pavilhão das Culturas Brasileiras.

“Não somos contra a concessão, no entanto exigimos um plano diretor que garanta a manutenção dos serviços ambientais do parque”, disse Natalini.



quinta-feira, 3 de outubro de 2019

QUAL A DOENÇA DE DUSTIN DE STRANGER THINGS?



Displasia cleidocraniana: Conheça a doença do personagem Dustin, de Stranger Things

Mal genético impede o crescimento de dentes permanentes


Quem é fã da série Stranger Things acompanha a trajetória do personagem Dustin, que esbanja todo o seu carisma e se tornou um dos personagens mais queridos dos telespectadores. Mas afinal por que o ator mesmo com 16 anos não tem os dentes?

Segundo o dentista Denis Panhota, da JP Odonto, o ator sofre de displasia cleidobraniana; uma doença genética rara, sem cura e que atinge uma pequena parcela da população mundial. “Em média há 1 caso em cada 1 milhão de pessoas. A doença afeta o crescimento dos ossos da criança e faz com que ela até desenvolva os dentes de leite, mas os mesmos não crescem”, explica o especialista.

A displasia cleidocraniana promove um atraso no desenvolvimento ósseo do crânio e dos ombros e é mais comum em indivíduos que o pai, a mãe ou ambos possuem a doença. Mas há casos de mutação genética em que filhos desenvolvem a displasia mesmo não sendo o caso dos pais.

“A demora do crescimento dos dentes permanentes geralmente acontece devido a deformações nas raízes e coroa dentária. É muito comum a doença afetar a mastigação, a fala e até a respiração”, esclarece Panhota.

Outra característica de quem sofre com este mal é a formação de vários dentes dentro dos ossos maxilares, onde os mesmos acabam não tendo espaço para crescer.

“Como a displasia cleidocraniana não interfere no desenvolvimento das crianças, geralmente indicamos o tratamento a partir dos 12 anos de idade, onde cirurgias de reposicionamento dos ossos, extração de dentes que não cresceram e a colocação de próteses acabam sendo a melhor alternativa”, finaliza.






segunda-feira, 30 de setembro de 2019

EXPO LONGEVIDADE DESPERTA ATENÇÃO DE FORNECEDORES PARA NOVOS GRUPOS



Idoso? Não! Longevo!!



Idealizador e empreendedor de eventos de grande sucesso, como a Couromoda, Hospitalar Feira+Fórum e Hair Brasil, o empresário Francisco Santos assume um novo desafio e lança o Longevidade Expo + Fórum, um evento que promete movimentar um mercado cada vez mais importante no cenário econômico brasileiro e global.

Francisco Santos, 71, é um empresário gaúcho e paulistano que sempre atuou no segmento de promoção comercial e que reúne em seu currículo a criação de grandes eventos como a Couromoda, a Feira Hospitalar e a Hair Brasil, além de larga atuação no mercado internacional. É um self made man. No final dos anos 60, iniciou-se no marketing, propaganda e produções audiovisuais. Nos anos seguintes, passou a trabalhar no segmento calçadista, no Rio Grande do Sul, sempre na área de promoção comercial. Em 1973 fez a sua estréia no mercado externo, participando da Brazil Export em Bruxelas, na Bélgica, e ficou 30 dias na Europa, onde começou a desenvolver idéias sobre novos métodos de promoção dos produtos brasileiros em mercados internacionais. De volta ao Brasil, preparou o lançamento da Couromoda, projeto internacional e inovador de promoção comercial na área de couros e calçados e que se tornaria uma referência no mercado de feiras e eventos. A primeira edição foi realizada em 1975, no Rio de Janeiro.

Em 2018, ao completar 70 anos, Francisco Santos aguçou o faro para, mais uma vez, inovar. Desta vez, seu olhar voltou-se para um segmento de mercado em franco crescimento, mas ainda pouco atendido e, em alguns aspectos, pouco compreendido: o público 50+. Para Francisco, trata-se de uma realidade que vem demandando um novo olhar da sociedade. “Hoje vivemos mais tempo e com mais qualidade. Precisamos pensar em como queremos construir este novo futuro. A longevidade será a megatrend do século, uma revolução que vai sacudir empresas, instituições, governos e sociedade. Estamos criando um palco, uma plataforma, onde as idéias, produtos e inovações estarão presentes, onde os líderes poderão expor soluções e alternativas para uma mudança desta magnitude nos parâmetros sociais e econômicos. 

Os 50+ são pessoas que possuem renda própria, em sua maioria, exigentes na escolha de produtos e serviços e com tendência à fidelização por marcas. No mundo são responsáveis pela movimentação de um mercado de US$ 15 trilhões ao ano. No Brasil, segundo o IBGE, já contabilizam 50% do mercado consumidor e movimentam anualmente, R$ 1,8 trilhão. Foi neste cenário crescente e global, que Francisco Santos formatou a Longevidade Expo + Fórum, que terá sua edição conceito de 29 de setembro a 1º de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, devendo manter-se como evento do calendário nos próximos anos, sempre coincidindo com o Dia Internacional do Idoso, data instituída pelas Nações Unidas e comemorada em 1 de outubro. 


"Nós, os longevos, não nos reconhecemos mais com a imagem estereotipada do idoso frágil e dependente. Estamos falando de um público ágil, empreendedor, que cuida de sua saúde, investe em lazer e em cultura, consome moda e define estilo e tendências, faz uso da tecnologia e tem muito a contribuir com a sociedade. A longevidade é um ativo importante a ser considerado. É um novo retrato da sociedade e queremos ser disruptivos criando esta plataforma para dar visibilidade e trazer o tema para o centro da mesa" conclui o empresário.

Realizado em uma área de 14 mil m2 do Expo Center Norte, em São Paulo, o evento reunirá empresas e especialistas de sete segmentos: saúde e bem-estar; turismo, lazer e destinos; finanças, seguros e trabalho; conhecimento, cultura e tecnologia; casa, consumo e facilities; gastronomia e nutrição; e moda, beleza e pro age. São esperados mais de 200 expositores de produtos e serviços, desde startups até grandes empresas. A expectativa da organização é atrair 20 mil visitantes nos três dias de evento.

A entrada é franca para maiores de 50 anos e tem transporte gratuito até o pavilhão com vans saindo do Shoppinho do Metrô Tietê - Rua Voluntários da Pátria. 

Mais informações, acesse o site www.longevidade.com.br



sábado, 28 de setembro de 2019

Nova Lei da Liberdade Econômica pede mais atenção dos micro e pequenos empresários

Gildasio Pedrosa


Nova Lei da Liberdade Econômica traz benefícios, mas também pede mais atenção dos micro e pequenos empresários


 Especialista explica que menos taxas e burocracia podem impactar positivamente micro e pequenas empresas
Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira (20), a Lei da Liberdade Econômica chega como um respiro esperado pelo mercado de micro e pequenas empresas no País.

Durante a solenidade, o governo mostrou expectativa de que o conjunto de medidas gere cerca de 3,7 milhões de empregos em 10 anos. Mas o que muda de fato?


Segundo o advogado tributarista Gildásio Pedrosa, do escritório Veloso de Melo, mesmo com foco em benefícios, alguns pontos pedem mais atenção dos donos de empresas. Para os pequenos, as mudanças mais importantes dizem respeito a interpretação dos contratos, redução dos riscos de responsabilidade pessoal, facilidade para constituição de empresa e menor rigor no controle de ponto dos funcionários. Em relação aos contratos, é reforçada a ideia de que vale o que está escrito, sendo restrita a intervenção judicial para modificar as condições contratuais. "Com isso, os pequenos empresários devem ter mais cuidado ainda com os contratos que assinam, em especial com fornecedores e prestadores de serviço", alerta.

O advogado também destaca que como a lei permite a criação de pessoa jurídica com um único titular (sociedade unipessoal), sem as exigências atuais da EIRELI (capital de cem salários mínimos), será mais fácil limitar a responsabilidade pelos riscos empresariais, protegendo o patrimônio pessoal. "A Lei também restringe as hipóteses de desconsideração da personalidade jurídica, medida utilizada pelos juízes para atingir o patrimônio dos sócios ou titular da EIRELI para pagar os débitos da empresa", completa.

Outra medida de grande impacto é a dispensa do controle obrigatório de anotação da hora de entrada a saída de empregados (ponto) para estabelecimentos com menos de vinte trabalhadores.

A Medida Provisória já estava valendo desde a sua publicação em 30 de abril de 2019 , mas ainda de forma precária, já que seu texto ainda dependia de aprovação do Congresso Nacional. Com a publicação da Lei em 20/09/2019, a redação final já está valendo.






quinta-feira, 26 de setembro de 2019

ADYLSON GODOY & BANDA NO BAR BRAHMA - 01/10 - TERÇA - 21 HS

Adylson Godoy se apresentará no Bar Brahma com o Show "No Mundo da Bossa". A cantora convidada será Claudia Souza, acompanhados por Marcelo Rocha (baixo), Edson Ghilardi (bateria), Dário Arruda (sax tenor) e Célio Brant (sax soprano). No repertório, uma viagem musical com composições de 1916 a 1970, desde o surgimento do primeiro samba, a outras tendências precursoras do movimento da Bossa Nova.


Orquestra Modesta lança animações ao vivo no Sesc Vila Mariana, no Dia das Crianças



Com show do disco “Canções Para Pequenos Ouvidos”, grupo se apresenta nos dias 12 e 13 de outubro

Cantadas pelos fãs de todas as idades, Atrasadinha, Estressadinha e Marchinha, da Orquestra Modesta, ganharão animações para alegrar ainda mais a programação do Sesc Vila Mariana, nos dias 12 e 13 de outubro.

O lançamento dos clipes, os quais levam a assinatura do artista gráfico Cadu Macedo, terá como pano de fundo o show do primeiro disco da banda, Canções Para Pequenos Ouvidos (Selo Sesc).

Sob a direção de Fernando Escrich e Anderson Spada, a banda formada por palhaços apresenta repertório próprio, que compõem uma viagem musical, acompanhada de animações visuais. Cada canção traz uma história que pode levar a reflexões ou evocar memórias afetivas, intercaladas com brincadeiras e interação com a plateia.

Orquestra Modesta

A Orquestra Modesta é uma idealização de Fernando Escrich, experiente músico palhaço e premiado diretor teatral e musical, e de Elisa Taemi e Milena Marques, produtoras da Nascedouro Gestão Cultural. Apaixonados pelo carnaval e percebendo o crescimento da festa em São Paulo nos últimos anos, criaram, em 2015, o show que busca resgatar o universo dos antigos bailes de carnaval para família, com repertório repleto de marchinhas tradicionais e algumas canções autorais, fazendo uma grande brincadeira que é uma orquestra formada apenas por palhaços. A cada ano, o elenco é formado por doze palhaços de diferentes cias teatrais de São Paulo que desenvolvem um trabalho voltado ao público infanto-juvenil.


Nas redes: facebook.com/orquestramodesta e Instagram: orquestra_modesta

Elenco:

Alexandre Maldonado - palhaço Brocolino
Henrique Rímoli - palhaço Dus Cuais
Monique Franco - palhaça Nina Rosa
Tereza Gontijo - palhaça Guadalupe
Sandro Fontes - palhaço Sandoval
Figurino: Marichilene Artisevskis
Produção Executiva: Nascedouro Gestão Cultural (Elisa Taemi e Milena Marques)
Iluminação: Giuliana Cerchiari
Técnico de som: Leandro Simões

Serviço:

Orquestra Modesta - Lançamento de Clipes
Dias: 12 e 13 de outubro
Horário: 16h
Local: Sesc Vila Mariana (Teatro Antunes Filho)
Endereço: Rua Pelotas, 141, Vila Mariana - CEP 04012-000
Ingressos: R$20 (inteira) | R$10 (meia) | R$6 (Credencial Plena: trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo)
Ingressos à venda nas unidades de rede Sesc SP a partir do dia 02/10 às 17h30
Crianças até 12 anos não pagam
Capacidade: 620 lugares
Classificação indicativa: Livre
Duração: 65 minutos

domingo, 22 de setembro de 2019

ACSP ganha posto temporário para cadastrar biometria de eleitores

Ação é resultado de um convênio firmado entre a entidade e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. Atendimento estará disponível para eleitores de todo o estado

A partir da próxima segunda-feira (23/9), o edifício-sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) passará a funcionar como posto temporário de atendimento da Justiça Eleitoral para o cadastro de biometria dos eleitores de todo o Estado de São Paulo.

A ação é resultado de um convênio firmado entre a entidade e o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Em uma visita a ACSP, o desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin, presidente do TRE-SP, falou sobre as dificuldades de reunir mais eleitores para a coleta das digitais em algumas regiões do estado.

Na ocasião, Alfredo Cotait, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), sugeriu a parceria ao desembargador e estendeu a possibilidade de levá-la a outras Associações do estado, por meio da Facesp. O acordo será formalizado no próximo dia 30/9, levando, portanto, a ação para outras cidades.

Marcel Solimeo, economista da ACSP, destacou a importância da parceria e diz que a entidade espera atingir o maior número possível de cadastros, devido ao grande fluxo de pedestres no entorno da entidade.

“Essa parceria com o TRE-SP nos permite oferecer mais um importante serviço à sociedade. Faz parte da nossa identidade e é nosso papel atender a população e contribuir para agilizar o trabalho público. Descentralizar é importante e essa sinergia representa um salto de qualidade no cadastro eleitoral”, afirmou.

A biometria é um método tecnológico que permite reconhecer, verificar e identificar uma pessoa por meio de suas impressões digitais, que são únicas.

A tecnologia foi implementada na Justiça Eleitoral com o objetivo de prevenir fraudes e tornar as eleições brasileiras ainda mais seguras, uma vez que a identificação biométrica torna inviável que um eleitor tente se passar por outro no momento da votação.

O cadastramento biométrico é obrigatório para o cidadão exercer o seu direito de voto. Quem não se cadastrar no prazo estipulado terá o título eleitoral cancelado e não poderá votar nas eleições seguintes.
Para realizar o cadastro, os eleitores devem comparecer ao Posto da Jucesp, na rua Boa Vista, 51, Centro - São Paulo, entre os dias 23 a 27/9 ou no dia 30/9, das 9h às 17h30.

É necessário apresentar um documento original com foto, como, por exemplo, a identidade (RG), Carteira de Trabalho, CREA, CRM e OAB. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não será aceita por não conter a nacionalidade/naturalidade. Também é necessário trazer comprovante de endereço em nome do eleitor e o título eleitoral. O serviço é gratuito.

Agenda
Cadastramento Biométrico para eleitores do Estado de São Paulo
Período: de 23 a 27 e no dia 30 de setembro de 2019
Horário: das 9h às 17h30
Local/End.: edifício-sede da ACSP, na Rua Boa Vista, 51, Centro - São Paulo



sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Lei garante liberdade econômica para os pequenos negócios



O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou nesta sexta-feira (20) a Lei da Liberdade Econômica, que tem como objetivo desburocratizar a abertura e gestão de empresas, impactando positivamente as micro e pequenas empresas, que hoje representam 99% de todos os negócios em atividade no país. Durante a solenidade, no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou que a lei demonstra a confiança do Estado em quem quer abrir um negócio no Brasil. A expectativa do governo é de que as medidas de simplificação devem contribuir com a geração de 3,7 milhões de empregos em 10 anos.

“Quem gera emprego não é o governo, são os empresários. Não temos outro caminho, a não ser deixar de atrapalhar quem produz. Queremos que a as pessoas sintam confiança para abrir um negócio no país”, destacou Bolsonaro, ressaltando a dificuldade de quem quer fazer negócios no país. O presidente da República anunciou ainda que conversa com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para adotar novas medidas que venham a gerar mais competividade e produtividade. “É a proposta do Minha Primeira Empresa, que vai mostrar que as pessoas podem empreender e empregar com facilidade”, adiantou Bolsonaro.

De acordo com o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick, a lei vai modificar a imagem do empreendedor no país, que hoje é tratado como inimigo da sociedade. “O Estado tem que confiar e apoiar o empreendedor”, observou o diretor, ressaltando que o fim da aplicação de regras pelo poder público facilita os pequenos negócios. “A lei revela uma nova era para quem quer empreender no Brasil e agora precisamos trabalhar com estados e municípios para que a legislação seja aplicada. É importante que o empresário também valorize essa confiança e a parceria”, observou Quick, elogiando o Congresso Nacional pela aprovação da proposta.

Segundo o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, a medida vai ter impacto de pelo menos 7% no PIB (Produto Interno Bruto), entre outros benefícios, como a geração de 3,7 milhões de empregos em uma década. “A lei vai facilitar a vida dos brasileiros, principalmente os micro e pequenos empreendedores na abertura e fechamento de empresas, dispensa de alvarás para atividades de baixo risco, segurança jurídica e mais condições para a geração de emprego e renda”, explicou Paulo Uebel.

O relator da MP na Câmara, deputado Jerônimo Goergen, elogiou a atuação do presidente do Sebrae, Carlos Melles, na tramitação da MP no Congresso: “Ele foi fundamental para a aprovação da matéria”. “É um gesto de boa-fé para aqueles que querem gerar mais empregos e renda”, disse Goergen. “A MP 881 representou uma ruptura do processo burocrático que atrapalhava quem queria empreender e veio para arrebentar os grilhões do empreendedorismo”, acrescentou a senadora Soraya Thronicke, relatora da MP no Senado.

Histórico

A Medida Provisória havia sido aprovada pelo Senado no dia 21 de agosto e foi considerada como uma das mais importantes conquistas das micro e pequenas empresas, por facilitar alguns trâmites burocráticos, como a isenção de alvarás e licenças para a atuação de empreendimentos em atividades consideradas de baixo risco. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a lei sancionada nesta sexta-feira representa uma alforria para o empreendedorismo no Brasil. “O nome dado à MP sintetiza o valor dela para ajudar a tracionar a economia. A liberdade econômica elimina uma série de travas burocráticas, simplifica a vida do empreendedor e aumenta a expectativa de geração de empregos. É um eficiente antibiótico para debelar a burocracia que nos aprisionava à idade média da economia”, afirma Melles.








segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Agressores poderão ter que usar tornozeleira eletrônica

Por: Cintia Moreira


Um projeto de lei em tramitação no Senado Federal prevê que os agressores de mulheres poderão ser obrigados a usar tornozeleiras eletrônicas. O texto, que já foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) na semana passada, altera dois artigos da Lei Maria da Penha. Tudo isto para garantir às mulheres ofendidas o direito de solicitar o equipamento eletrônico, com o intuito de alertá-las sobre o descumprimento das medidas protetivas de urgência estabelecidas pela Justiça.

Segundo o relator do projeto, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), o uso do dispositivo eletrônico pode ajudar a preservar a vida e a integridade física e psíquica de mulheres que foram vítimas de violência doméstica e familiar.

“Tristemente, parte da população ainda acredita que o Estado não deva intervir em caso de violência doméstica, segundo a máxima que briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Bom, eu metia algema, né, quando eu era policial. Enquanto os costumes avançam a passos lentos e hesitantes, mulheres seguem sendo ameaçadas, agredidas e assassinadas. É necessário, portanto, intervir, para salvar vidas, para prevenir tragédias e para evitar impunidade”, comenta.

A escritora Simone Soares, de 41 anos, autora do livro “O que Deus fez por mim”, já foi abusada de várias formas: ela já sofreu violência física, psicológica, sexual e moral. Por muito tempo ela ficou calada, mas agora, se sente mais à vontade para falar sobre o assunto.

Os casos de abuso começaram ainda quando ela criança, aos 13 anos, em Abadiânia, Goiás. Segundo ela, durante um ano, o médium João Teixeira de Farias, mais conhecido como João de Deus, a abusava sexualmente.

Anos depois, quando ela já estava casada, Simone conta que voltou a ser insultada, violentada física e moralmente. Segundo ela, ao terminar o relacionamento, o ex-companheiro a ameaçava de morte, o que acarretou alguns traumas, principalmente, muita insegurança e medo. Por isso, ela é favorável ao projeto de lei que prevê que os agressores de mulheres poderão ser obrigados a usar dispositivos eletrônicos indicativos de suas localizações.

“Tudo o que for feito a respeito da proteção para a mulher é muito válido, porque é uma forma de intimidar, é uma forma de trazer um alerta e eu sou totalmente de acordo”, diz.

Atualmente, a Simone dá palestras, faz trabalhos de assessoria para mulheres que também sofreram algum tipo de violência e é fundadora do Projeto Hadassah. O intuito dela, agora, é terminar de construir a Casa de Apoio em Porto Seguro, onde ela poderá receber mulheres de todos os Estados brasileiros, durante alguns dias, e oferecer apoio à elas.

O projeto de lei, que prevê que os agressores de mulheres poderão ser obrigados a usar tornozeleiras eletrônicas, segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça, onde receberá decisão terminativa.


Bloquinhos personalizados para lembrancinhas

sábado, 31 de agosto de 2019

Low carb ajuda no tratamento ao diabetes tipo 1 e 2 - Dia Nacional do Diabetes



Estudo recente desenvolvido pela Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, comprova a eficácia da low carb no tratamento da doença


Defensora da prática low carb para tratamento do diabetes, a Associação Brasileira Low Carb (ABLC) tem mais um motivo para comemorar. Recentemente surgiu mais uma evidência científica comprovando a eficácia da estratégia no combate à doença. Trata-se de estudo clínico realizado pela Universidade de Ohio, nos Estados e Unidos, com 16 homens e mulheres com síndrome metabólica, precursora do diabetes. O objetivo da análise, publicada no Journal of Clinical Investigation Insight, era mostrar o que acontece com pessoas obesas portadoras dessa síndrome quando aderem a uma dieta com baixo número de carboidratos.

Após 4 semanas de prática alimentar low carb, mais da metade dos participantes (cinco homens e quatro mulheres) conseguiu reverter o quadro. Lembrando que suas dietas continham calorias para manter o peso estável. A grande dúvida desse estudo e de outras análises com objetivos semelhantes é saber se a restrição de carboidratos está diretamente ligada à melhoria no quadro do diabetes, por exemplo, ou se diz respeito apenas a um efeito colateral da perda de peso, essa assim a grande consequência da prática alimentar low carb.

O estudo feito pela Universidade de Ohio trouxe mais evidências para mostrar que a restrição modesta de carboidratos é suficiente para reverter a síndrome metabólica e suas decorrências

Números alarmantes do diabetes no país

O diabetes vem crescendo em números alarmantes no país. De acordo com a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 2017 pelo Ministério da Saúde, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, passando de 5,5% da população para 8,9%.

Diante desse quadro, torna-se evidente que o público em geral e diversos profissionais da área de saúde precisam se debruçar com mais afinco sobre a doença. O tratamento do diabetes não deve se resumir à utilização de medicamentos; a mudança simples de hábitos, como prática de atividade física e alimentação saudável, também são importantes no combate à doença. No que se refere à alimentação, merece destaque, conforme a ABLC, a prática alimentar low carb, que prioriza a ingestão de comida de verdade (alimentos naturais) e a restrição do consumo de açúcar e carboidratos refinados.

A low carb aparece como uma ótima solução para o combate e tratamento do diabetes, justamente porque a doença caracteriza-se pela elevação dos níveis de açúcar no sangue, seja diabetes tipo 1, em que o corpo é incapaz de produzir insulina, ou seja diabetes tipo 2, em que há resistência à insulina. O médico, diretor-presidente da ABLC, José Carlos Souto, explica que em todas as doenças em que o organismo humano é incapaz de metabolizar ou tolerar, total ou parcialmente, uma substância, o tratamento consiste em remover essa substância. “Por que seria diferente com o diabetes?”, indaga. Souto destaca a obviedade de que eliminação da glicose na dieta seja o tratamento para uma doença cuja característica definidora é o acúmulo de glicose no sangue.

De acordo com o médico endocrinologista e diretor científico de Medicina da ABLC, Rodrigo Bomeny, a low carb é vista como mais eficaz no tratamento do diabetes tipo 2, porque o consumo de carboidratos refinados (alimentos ultraprocessados) está intimamente associado ao surgimento dessa doença. Contudo, a prática alimentar também é muito útil para quem sofre do diabetes tipo 1. Conforme Bomeny, é costume dizer que pessoas com esse tipo da doença não precisam controlar a alimentação, já que o tratamento é realizado por meio da aplicação de insulina. “Mas não é tão simples simular esse ajuste de insulina tão minucioso feito pelo pâncreas”, diz.

A insulina é o hormônio responsável pelo redução da glicemia, ou seja, pela diminuição da glicose no sangue. Segundo o médico endocrinologista, vários estudos demonstram que manter um controle glicêmico rigoroso é essencial para mitigar as complicações relacionadas ao diabetes tipo 1. No entanto, essa contenção pode ser perigosa por ocasionar excesso de hipoglicemias - diminuição da quantidade de açúcar no sangue em níveis muito baixos -, cujos sintomas são, entre outros, desmaio, fadiga, fome excessiva.

“As pessoas têm uma falsa ideia de que com uma dieta com menos carboidrato terão mais hipoglicemia. Isso não é real. O que causa hipoglicemia é o excesso de insulina e não a falta de carboidrato,” explica Bomeny. Conforme o médico, ao se calcular a dose de insulina a ser aplicada, invariavelmente, erra-se a quantidade necessária. “São muitos fatores envolvidos, tais como quantidade e velocidade de absorção do carboidrato, local de aplicação da insulina, atividade física e estresse”, cita.

Nesse sentido, de acordo com Bomeny, a melhor forma de diminuir a ocorrência de hipoglicemia é reduzir a quantidade de insulina. E, para que o efeito contrário não ocorra, ou seja, a hiperglicemia (aumento de açúcar no sangue), acaba-se por restringir a quantidade de carboidratos. “Se seu corpo não lida bem com os carboidratos, por que usá-los como base de sua alimentação?”, questiona.

Para exemplificar como a prática low carb pode ser benéfica no tratamento do diabetes tipo 1, o diretor-presidente da ABLC cita estudo recém-publicado pela revista científica Pediatrics. A análise mostra que pacientes (crianças e adultos) que seguiram essa estratégia alimentar durante dois anos, em média, tomando medicamentos em doses menores do que as exigidas em uma dieta normal, apresentaram glicose no sangue em níveis mais controlados.

Extrema eficácia no tratamento do diabetes tipo 2

O diabetes tipo 2 caracteriza-se pela resistência das células à insulina. Como forma de vencer essa resistência, o organismo produz mais hormônio, o que gera um ciclo vicioso: quanto mais insulina mais resistente ao hormônio às células se tornam. Como efeito, o açúcar se acumula no sangue, causando uma intolerância do indivíduo à glicose.

Nesse sentido, a solução não passa apenas pela ingestão de insulina, embora em algumas situações ela possa ser necessária, mas pela diminuição da ingestão da substância mal tolerada, a glicose. O diretor-presidente da ABLC, José Carlos Souto, explica que todo carboidrato é digerido no organismo em glicose, sendo natural a melhora no quadro de diabetes tipo 2 com a low carb. Além disso, a prática alimentar produz redução espontânea do apetite e perda de peso, tratando condições que vêm atreladas à doença. “É muito comum que o diabetes ou o pré-diabetes sejam acompanhados de obesidade, sobrepeso ou aumento da gordura visceral”, diz.

A eficácia da prática alimentar low carb no tratamento do diabetes tipo 2 também é corroborado por diversas evidências científicas, tais como ensaio clínico randomizado feito pela Universidade da Califórnia, em São Francisco, e publicado em dezembro de 2017 no jornal científico Nutrition & Diabetes. No estudo, pacientes diabéticos e com sobrepeso foram divididos em dois grupos: um com uma dieta composta por 45% a 50% de carboidratos e limitado a ingerir 500 calorias diárias; e outro grupo com uma dieta cetogênica ou very low carb (VLC), podendo ingerir calorias ilimitadas.

Como resultado, mais do que o dobro do grupo que praticou a estratégia com baixo consumo de carboidratos reduziu o valor de hemoglobina glicada para menos de 6,5, saindo da definição de diabetes. Souto explica que a melhor métrica para avaliar a remissão do diabetes com medidas de estilo de vida é a redução da hemoglobina glicada, pois é ela que fornece uma média da glicemia nos últimos 90 dias. Assim, muitos pacientes inseridos no grupo da prática alimentar cetogênica pararam de usar medicamentos para diabetes, enquanto no grupo com ingestão mais alta de carboidratos nenhum paciente conseguir largar a medicação.

Os benefícios comprovados fizeram com que a Associação Americana do Diabetes, em inglês American Diabetes Association (ADA), tida como autoridade no assunto, recomendasse, em suas diretrizes atualizadas para 2019, a prática alimentar como alternativa dietética válida para o tratamento do diabetes tipo 2. Entre as vantagens da low carb, segundo a ADA, estão: perda de peso, redução da pressão arterial, aumento do HDL, o chamado colesterol bom, e redução dos triglicerídeos.

Caso real

Um exemplo que comprova a eficácia da low carb no tratamento do diabetes diz respeito à senhora Maria (nome fictício), que contava com 43 anos na época em que adotou a estratégia e compartilhou exames clínicos com seu médico.

Em apenas 45 dias de prática alimentar low carb, alimentando-se basicamente de ovos, carne e bacon, Maria, que é diabética tipo 2, melhorou diversos índices clínicos, o que ainda não havia conseguido adotando uma dieta hipocalórica de 1200 calorias.

Com estatura de 1,64m, Maria pesava 90Kg antes da prática alimentar, conseguindo reduzir seu peso para 80 kg depois de restringir o consumo de carboidratos. O nível de glicose no sangue baixou de 133 md/dL para 86 md/dL e a hemoglobina glicada foi de 6% para 5,1%. As mudanças possibilitaram à Maria reduzir as doses de seus remédios pela metade.


Porta-vozes da ABLC:


Dr. José Carlos Souto - diretor presidente da ABLC
Dr. Rodrigo Bomeny de Paulo – médico endocrinologista e diretor de Medicina na ABLC
Patrícia Gomides Ayres – nutricionista da ABLC.

Sacolas personalizadas para lembrancinhas de casamento