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sábado, 1 de agosto de 2020

MIL BRASILEIROS RESGATADOS DO TRABALHO ESCRAVO E TRÁFICO HUMANO



Levantamento divulgado pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, mostra que, desde 2016, 1.006 trabalhadores foram resgatados por serem vítimas de trabalho análogo ao de escravo e também de tráfico de pessoas. Segundo o governo federal, Minas Gerais é o estado com a maior quantidade de trabalhadores traficados para trabalho análogo ao de escravo, com 186 casos, seguido por Bahia (181) casos e Piauí (108).

Em relação ao gênero, o governo afirma que 91% das vítimas eram homens. Os municípios com o maior número de trabalhadores traficados foram Itaituba (PA), Murici (AL) e Porteirinha (MG) e as cidades com maior destino de exploração de trabalhadores foram Sítio D’Abadia (GO), Paracatu (MG) e Pinheiros (ES).

Câmara prevê suspensão de portaria que alterou repasses do Fundo Nacional de Assistência Social

A legislação brasileira define que o tráfico de pessoas consiste em agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher alguém mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso para submeter a trabalho em condições análogas a de escravidão, adoção ilegal ou exploração sexual.

Fonte: Brasil 61

terça-feira, 21 de julho de 2020

Pós-Covid: vida velha ou vida nova?



• Por Denilson Grecchi - consultor Grupo Bridge


Dias atrás ouvi em uma reunião algo que me chamou muito a atenção e que gostaria de pensar mais a respeito. Ainda que timidamente, estamos prestes a sair do período de quarentena, flertando com o que seria um retorno a vida “normal”. Sem entrar no mérito de que este seja ou não o momento certo ou mais seguro, o que me chamou a atenção foi justamente a ideia de ser impossível simplesmente retomarmos nossas vidas e tocarmos o barco, segundo uma das participantes da minha reunião.

Os argumentos se desencontravam constantemente naquela conversa, uns afirmando que era possível sim voltarmos para nossa “vida velha”, e outros dizendo que nada voltará a ser como era antes, ou seja, aquela vida pré-pandemia não existe mais, portanto, impossível ser acessada novamente pois teremos uma “vida nova” a ser vivida daqui para frente. Achei curioso que esses argumentos tenham sido colocados de forma tão contraditória: “vida velha” versus “vida nova”, pois não acredito que as coisas precisem ser colocadas dessa forma, talvez exista uma terceira via mais conciliadora.

Ao invés de contrapor a vida velha com a vida nova, sugerindo que todos nós entramos em um novo mundo onde pouco se aproveita do anterior, gosto de pensar nas nossas vidas como um fluxo contínuo que se torna mais fluído quanto mais conseguimos nos ajustar e darmos novas respostas a novos problemas ou ainda darmos novas respostas a antigos problemas.

Vejo então que é possível sim voltarmos a nossa vida velha desde que ela já contemple uma dinâmica de adaptações e evoluções que tenha nos permitido chegar “bem” até a pandemia. Que tenha permitido também que enfrentássemos esse período da forma mais saudável possível e que agora nos permita olhar para frente esfregando as palmas das mãos e nos perguntando o que virá a seguir. Essa vida velha, diríamos, está bem alinhada com as novas demandas de um mundo pós-pandemia.

Mas e se a vida velha já era uma vida inadaptada e com dificuldades de lidar com os problemas do cotidiano?

Então já era, mesmo antes da pandemia, necessário rever algumas posturas para que a vida seguisse seu curso de forma fluída e positiva. Se fazer escolhas equilibradas e coerentes já era difícil mesmo antes da pandemia, possivelmente não será mais fácil agora. Neste caso, ainda que haja uma vida nova, esta não poderá ser vivida por limitações impostas por um determinado modo de ser.

Agora, se as experiências pelas quais se passou ao longo dos últimos meses mudaram a forma de se enxergar o mundo e sua forma de fazer escolhas nele, ótimo! A verdadeira mudança da vida velha para a vida nova aconteceu e então habilita qualquer um a viver novas e melhores possibilidades de escolhas e, portanto, de vida.

Por fim, no meu modo de ver, a pandemia por si só não tem o poder de transformar vidas velhas em vidas novas. Esse poder está nas nossas mãos e pode ser acessado a qualquer momento, sempre pode, precisando apenas de um grande “gatilho” para ser disparado. A pandemia apenas tem nos oferecido constantes oportunidades de transição e cabe a cada um, dentro das suas possibilidades, aceitar e viver a nova ou velha vida que puder.

E você, que vida pretende viver na era pós-covid?

*Pai dos pequenos Sophia, Lucca e Matteo! Adora tecnologia, uma boa história e não perde a oportunidade de dar um rolé com sua motoca. Psicólogo e Mestre, faz parte do time de consultores do Grupo Bridge.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Produção de vacina contra Covid-19 deve iniciar no final do ano no Brasil



O diretor-executivo de relações corporativas da AstraZeneca no Brasil, Jorge Mazzei, afirmou que, caso a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford se comprove eficaz em testes preliminares, a produção no Brasil começará no fim do ano. A informação foi dada nesta quarta-feira (1º), durante audiência pública da Câmara dos Deputados.

Brasil firma parceria com Reino Unido para produção de vacina contra o covid-19

Pesquisadores da Fiocruz descobrem que medicamentos contra hepatite C inibem replicação da Covid-19

Boletim do Governo Federal detalha repasse de recursos para estados e municípios combaterem pandemia da Covid-19

O acordo fechado com o governo brasileiro, segundo Mazzei, estabelece que logo que for comprovada a eficácia e segurança da vacina, já haja matéria-prima para a produção imediata pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo a diretora médica da AstraZeneca Brasil, Maria Augusta Bernardini, a vacina está na terceira fase de testes, ou seja, de ensaios clínicos em humanos. Isso significa que o procedimento está em uma etapa de desenvolvimento mais avançada quando comparada a outras vacinas contra a Convid-19 pesquisadas no mundo.

No Brasil, o objetivo é testar 5 mil voluntários, a partir de parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por enquanto, metade dessas pessoas vai receber a vacina experimental, e a outra metade um ativo comparador. Os voluntários serão acompanhados durante um ano, mas com avaliações preliminares periódicas de eficácia.


sábado, 20 de junho de 2020

FRAUDE NO AUXÍLIO EMERGENCIAL - O QUE FAZER?




Com as constantes fraudes para recebimento do Auxílio Emergencial, é comum que os beneficiários legítimos, que percebem saques em suas contas sem autorização, procurem a polícia para informar o caso.

Por meio de nota, a Polícia Federal, no entanto, orienta que os beneficiários lesados devem se dirigir apenas a uma agência da Caixa Econômica Federal para iniciar o processo de contestação de movimentação em conta e receber eventual ressarcimento. Ou seja, não há necessidade de comunicação ou comparecimento à sede da Polícia Federal.

De acordo com a PF, essas contestações serão compartilhadas com a instituição policial, caso seja necessário, para fins de investigação de eventuais crimes sobre essa questão. Se, por algum motivo, a Polícia Federal precisar entrar em contato com o beneficiário, isso será feito por meio dos dados informados no processo de contestação realizado pela Caixa.

Dessa forma, o procedimento evita deslocamentos desnecessários, além de aglomerações para os registros. A informação da PF é de que essa atitude também não causa nenhum prejuízo às investigações, já que as informações necessárias para identificação dos autores de eventual crime serão compartilhadas entre a instituição financeira e a Polícia Federal.


quarta-feira, 17 de junho de 2020

Pesquisa revela porque casais brigam no período de isolamento social






Levantamento do Instituto do Casal (IC), com 709 pessoas, mostra os principais motivos de conflitos a dois e um comparativo com dados anteriores de 2018 revela o que mudou.


A pandemia trouxe a necessidade de ficar em casa. Como a convivência intensa impacta a vida a dois? Para responder, o Instituto do Casal (IC), organização que se dedica a práticas, estudos e educação em relacionamentos e sexualidade humana, realizou uma análise online com homens e mulheres de 18 a 51 anos ou mais e diversas orientações sexuais.


A pesquisa foi feita entre 30/05 e 05/06 com pessoas hetero, homo e bissexuais. E indica que uso excessivo do celular (33%), divisão das tarefas domésticas (32%) e excesso de críticas (31%), são as principais causas para desavenças.


Seguidas de falta de romance no casamento (26%), rotina no casamento (26%), ausência de diálogo (24%), excesso de tempo dedicado ao trabalho, virtual ou presencial (23%), escassez de dinheiro ou dívidas acumuladas (20%), criação ou educação dos filhos (19%) e porque eu reclamo demais ou estou sempre insatisfeito com alguma coisa (19%). As porcentagens somam mais de 100%, pois era possível escolher mais de uma alternativa.


Paralelo

O IC comparou a pesquisa com outra de mesmo formato feita em 2018. O levantamento online anterior também apontava os principais motivos para conflito e reuniu 708 respostas.


O que mudou? A opção uso excessivo do celular foi do terceiro para o primeiro lugar. “No atual contexto, é provável que os casais tenham flexibilizado os valores quanto ao uso do celular, pois é por meio dele que estão se conectando com o trabalho, amigos, família. Essa flexibilização, sem limites, tornou-se um conflito e precisa ser administrado”, analisa Marina Simas, cofundadora do Instituto e especialista em Terapia de Casal e Família.


A alternativa divisão de tarefas domésticas também subiu no ranking. Em 2018, ficou em quinto e agora foi vice-líder. Outra a ganhar destaque foi a escolha por excesso de críticas: passou da quarta para terceira colocação. Já, a falta de diálogo caiu da segunda para sexta posição.


Para Denise Figueiredo, especialista em Terapia de Casal e Família e cofundadora do IC, pelo tempo maior juntos no isolamento, casais precisam aprender a renegociar a rotina (ritmo de sono, atividades, humor, espaços, tarefas…). “Toda negociação pode gerar tensão, estresse e desconforto. A melhor forma é escolher que discussão vale a pena começar. Em uma relação, nem tudo necessita ser discutido”. Por isso, vale se perguntar se o motivo para discussão é relevante. “Se for, então é bom escolher a melhor hora e conversar com o(a) parceiro(a) sempre na primeira pessoa: ‘eu sinto...’, ‘eu penso....’, isso diminuiu a chance de quem escuta criar resistências. O diálogo e o acolhimento são essenciais para resoluções de conflitos”.


Frequência


A pesquisa feita durante o isolamento também abordou a regularidade dos desentendimentos. A opção para quem disse ter conflito ao menos uma vez por semana teve 30% das escolhas. Enquanto a alternativa mais de uma vez por semana somou 20%. Seguida de raramente temos conflitos (19%), pelo menos uma vez por mês (14%) e, uma vez por dia ou mais (10%).


Consequências


No levantamento, observa-se ainda os efeitos da pandemia nos relacionamentos. Segundo 53% das respostas, o isolamento social trouxe ansiedade. Outros 52% declararam ter alterações na rotina e 35% apontaram mudanças e desconfortos na área financeira. Humor e sono foram indicados por 31% e 30% dos participantes, respectivamente. E quando a quarentena acabar? Rever os amigos é o desejo de 91% das pessoas. Viajar ficou com a preferência de 18% delas e sair com 7%.


Soluções

Além disso, a avaliação tratou da forma com que casais procuram resolver contendas. De acordo com os resultados, 60% preferem conversar no mesmo dia sobre o problema, sem deixar para depois. Já 35%, só resolvem a briga após alguns dias e 2% consultam um terapeuta para solucionar a situação.



segunda-feira, 15 de junho de 2020

Unicef alerta sobre o aumento do trabalho infantil durante pandemia

Segundo dados do IBGE, mais de 2,4 milhões de crianças e adolescentes estavam nessa situação em 2016



No dia em que se lembra o combate mundial ao trabalho infantil (12), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou sobre os riscos de aumento do trabalho de crianças e adolescentes durante a pandemia do novo coronavírus. Com escolas fechadas e a pobreza cada vez mais evidente, muitas crianças vão para as ruas na tentativa equivocada de ajudar as famílias.

De acordo com dados do IBGE de 2016, quase 2,5 milhões de crianças e adolescentes de cinco a 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no Brasil. Destes, 1,7 milhão exerciam também afazeres domésticos de forma concomitante ao trabalho ou estudo. O problema afeta, em especial, meninas e meninos negros. Do total em trabalho infantil no Brasil em 2016, 64% eram negros.

Segundo o Unicef, esse tipo de trabalho pode trazer impactos no desenvolvimento físico e emocional das crianças e pode impedir a continuidade da educação, reproduzindo ciclos de pobreza nas famílias, além de ser porta de entrada para a violência sexual, por exemplo.

A Constituição Federal proíbe trabalho a menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos. A entidade sugere que uma das formas de impedir o trabalho infantil é oferecer opções de aprendizagem e trabalho protegido aos adolescentes, dentro da lei, e monitoramento claro da situação do trabalho infantil no Brasil, entre outros.

Reportagem: Jalila Arabi


domingo, 14 de junho de 2020

Pandemia provoca queda na procura por vacinas




Mesmo durante o período de isolamento social, é importante manter a caderneta de vacinação atualizada. O alerta é do Ministério da Saúde, que afirma ter havido queda na cobertura vacinal nesse período, já que muitas famílias estão com receio de ir até um posto de saúde durante a pandemia.

Segundo a pasta, a procura pelas vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) tem sido “preocupante”.

O Brasil possui o maior programa público de imunização do mundo, com a distribuição de mais de 300 milhões de doses de imunobiológicos por ano. O Programa Nacional de Imunização (PNI) conta com 37 mil postos públicos de vacinação de rotina em todo o País.

O Ministério estendeu a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe até 30 de junho. O público-alvo da campanha são idosos com 60 anos ou mais de idade, trabalhadores da saúde, membros das forças de segurança e salvamento, pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo, trabalhadores portuários, povos indígenas, adolescentes e jovens de doze a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas com deficiência, professores de escolas públicas e privadas, crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas (pós-parto até 45 dias) e pessoas de 55 a 59 anos de idade.

As pessoas que fazem parte dos grupos contemplados para a vacinação e, que por algum motivo perderam a oportunidade de receber a vacina nas fases anteriores, precisam comparecer aos postos de vacinação para receber a dose.

Painel on-line irá debater autismo e doenças raras


Instituto Mauricio de Sousa, Casa Hunter e Revista Autismo realizam debate neste domingo (14/6), às 18h; evento tem apoio do projeto Cada Passo Importa



O Instituto Mauricio de Sousa, a Casa Hunter e a Revista Autismo realizam, neste domingo (14/6), às 18h, um painel sobre "Autismo e Doenças Raras". O evento tem o apoio do projeto Cada Passo Importa, que tem o objetivo de conscientizar sobre a distrofia muscular de Duchenne, uma doença rara que atinge um a cada cinco mil meninos no mundo, e contará com a participação de pais e profissionais, que darão dicas práticas para as famílias de crianças dentro do espectro do autismo durante a pandemia. Algumas crianças com doenças raras também fazem parte do espectro. Em um debate de pouco mais de 40 minutos, serão abordados temas como: o uso de máscara de proteção individual, a quebra da rotina, o retorno de comportamentos já contornados, como movimentos repetitivos, a atenção ao cuidador e como estimular as crianças durante este momento de distanciamento social.

Antoine Daher, presidente da Casa Hunter e da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras - Febrararas, participa do painel contando sua experiência com o filho e a atuação à frente das organizações de doenças raras. Além dele, a médica neurologista Carmen Curiati, da equipe do Instituto de Genética e Erros Inatos do Metabolismo da Unifesp - IGEIM, e a neuropsicóloga Larissa Salustiano, membro da Equipe Day Hunter de atendimento multidisciplinar a pacientes com doenças raras, enriquecem o painel com informações técnicas e práticas. O editor-chefe e cofundador da Revista Autismo, jornalista Francisco Paiva Junior, é responsável por mediar o encontro. "Autismo e Doenças Raras" será online, totalmente gratuito e não precisa de inscrição. O evento será transmitido no canal do Youtube da Casa Hunter (https://www.youtube.com/watch?v=z72RlXzjgbc).


Instituto Mauricio de Sousa

Fundado em 1997, o Instituto Mauricio de Sousa realiza projetos, campanhas e ações sociais focados na construção de conteúdos que, por meio de uma linguagem clara e lúdica, estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o incentivo à leitura, o respeito às diferenças e a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos.

Casa Hunter

A Casa Hunter é uma instituição focada no apoio aos pacientes com doenças raras e seus familiares. Homens, mulheres e crianças que lutam por direitos básicos, como o diagnóstico preciso e o acesso a tratamento. Nesta luta que atinge, só no Brasil, 13 milhões de pessoas, a instituição fundada em 2013 presta todo tipo de apoio - de acesso a especialistas, aparelhos a exames aos que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Cada Passo Importa

O projeto Cada Passo Importa, desenvolvido pela Sarepta Therapeutics, líder em medicamentos genéticos para doenças neuromusculares raras, e a Mauricio de Sousa Produções, tem o objetivo de chamar a atenção da população para a distrofia muscular de Duchenne, uma doença que evolui rapidamente e ocorre em um a cada 5 mil meninos em todo o mundo. A criança começa a manifestar os sintomas logo nos primeiros anos de vida, demorando para começar a andar, caindo com frequência, perdendo de forma progressiva a força muscular e, consequentemente, a capacidade de realizar atividades simples de forma independente. Por isso, quanto antes o diagnóstico for realizado, mais chances o paciente tem de tratamento e melhora da qualidade de vida. A realização de um exame de sangue simples, o teste CK, pode auxiliar nesse diagnóstico.

https://www.cadapassoimporta.com.br/

Revista Autismo

Fundada em 2010, a Revista Autismo é uma publicação gratuita, trimestral, impressa e digital. A respeito do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), é a única revista periódica da América Latina e a única do mundo em língua portuguesa.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Alicia Bianchini inaugura seu canal no Youtube com recordações de família


A cantora Alicia Bianchini saiu do anonimato para integrar o grupo de artistas inovadores que se reinventam a cada dia com uma proposta musical nas redes sociais. Desde menina que Alícia tem contato com a música, com as canções e as letras dos maiores compositores brasileiros.

Como a carreira de advogada e mãe sempre ocuparam muito tempo em sua vida, a música caminhava platonicamente ao seu lado.

Agora, Alicia Bianchini respirou fundo, encheu os pulmões de ar, criou coragem e resolveu encantar mais pessoas com a sua voz e sensibilidade. 

Perguntamos à ela: - Como foi o seu despertar? e ela respondeu:

- "Música nasce na família e  meus pais formaram o meu gosto musical nas muitas  noites de música em família, onde cada um tocava um instrumento. Mas minha mãe, Ondina Azenha, tocava divinamente o piano. Meu pai, a voz maviosa e grave cantava serestas.  

Ao longo do tempo, criei um repertório de músicas brasileiras e por escutar  elogios ao cantar nas festas de família, encorajei-me em subir ao palco  pelos inúmeros  convites sempre generosos da cantora Aninha Barros, de Piracicaba. 

Conheci Cacilda Mehmari há alguns anos atrás e em 28 de fevereiro de 2019 fui por ela convidada para cantar "Lua Branca" no Bistrô Quinto Pecado. 

Desse encontro, outros tantos sucederam. Nesta noite de fevereiro conheci Maria Maugui Pereira, o maestro Adylson Godoy e sua esposa, Claudia Souza. Feliz coincidência que a vida trouxe pois com estas pessoas, vieram outras e,  em especial, David Pasqua e Clayber de Souza. 


Quero ter vida e saúde para estar sempre perto das notas musicais que nos uniram."

Alícia Bianchini inaugurou recentemente o seu canal no Youtube, aonde espera compartilhar mais momentos inesquecíveis com a sua bela voz e de presente para o público está relembrando a música "Lua Branca" da compositora, instrumentista e maestrina brasileira "Chiquinha Gonzaga".






Quem foi Chiquinha Gonzaga, compositora de Lua Branca?




Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga (Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1847Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 1935) foi uma compositora, instrumentista e maestrina brasileira.

Foi a primeira pianista chorona (musicista de choro), autora da primeira marcha carnavalesca com letra ("Ó Abre Alas", 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

domingo, 17 de maio de 2020

Hipertensão é fator de risco para Covid 19 e afeta mais as mulheres


Fator de risco para covid-19, hipertensão é mais comum entre mulheres e afeta mais de 50 milhões de brasileiros

Segundo Ministério da Saúde, prevalência de pressão alta no país aumenta conforme idade e acomete seis em cada dez adultos com 65 anos ou mais





Foi através de uma consulta de rotina que a professora Izabel Gonçalves, 61, descobriu a hipertensão. De acordo com a avaliação médica, o sedentarismo, a rotina da profissão e o histórico familiar foram os fatores que a levaram a ter pressão alta. 

De imediato, Izabel conta que não deu muita importância à doença. Anos depois, começou a ter obstrução nas veias do coração em decorrência da hipertensão. 

“Comecei a ter cansaço e fui ao médico. Fiz vários exames e foi constatado que estava com as veias entupidas. Fiz duas pontes de safena e uma mamária (artéria). Sete meses depois a veia obstruiu novamente e tive que fazer outra cirurgia”, conta Izabel.

A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônica por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde apontou que o percentual de brasileiros com hipertensão subiu de 22,6%, em 2006, para 24,5%, em 2019. A doença, segundo o levantamento, é mais comum entre as mulheres (27,3%) em comparação aos homens (21,2%).

Outro dado que chama a atenção é que a prevalência da hipertensão no Brasil aumenta conforme a idade e chega a acometer 59,3% dos adultos com 65 anos ou mais.

É o caso da professora aposentada Maria Vasconcelos, de 65 anos. Há 15, ela descobriu a hipertensão após sentir uma forte dor de cabeça e procurar um especialista. Além da rotina de atividade física e boa alimentação, Maria toma remédio diariamente para controle da pressão. 

“Sei que é uma doença silenciosa que a gente precisa tomar bastante cuidado. Além da alimentação, o exercício físico me ajuda muito a manter a pressão controlada. Caminho todas as manhãs por pelo menos 25 minutos. Mas tem também o fator emocional. Qualquer preocupação, qualquer aborrecimento, eu sinto minha pressão subir”, relata.





Alimentação 

A alimentação saudável, aliada a exercícios físicos, é um dos principais fatores que levam ao controle da pressão arterial. O que muitos brasileiros têm dúvida é como manter uma dieta balanceada em meio à rotina e quais alimentos devem ser consumidos.

“Colocar alimentos mais ‘in natura’ na mesa, e não alimentos que vem dentro de uma caixa, de um pacote. Isso caracteriza alimentação saudável. Mas mesmo alimento saudável não quer dizer que possa sair comendo, porque mesmo o alimento saudável tem caloria. É importante procurar um nutricionista para ver, com base em um cálculo para cada indivíduo, a quantidade de caloria que cada um pode comer”, explica o nutricionista Daniel Oliveira. 

O consumo de sódio é um dos principais hábitos alimentares que levam à hipertensão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a quantidade de sódio não seja superior a dois gramas por dia – o que equivale a cinco gramas de sal. A média global, ainda segundo a OMS, é de 9 a 12 gramas por dia. “Tudo que for de caixinha, tudo que for embalado, geralmente tem bastante sódio. Até porque auxilia na conservação”, aponta Oliveira. 


“Se a gente conseguir reduzir o consumo de sal, na população, vamos ter um impacto muito grande no controle da pressão e também na redução das doenças cardiovasculares. Dá para fazer. É preciso iniciativa das sociedades médicas e do governo”, garante o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Luiz Bortolotto. 

Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão é um dos fatores de risco para a covid-19. A doença não aumenta a chance da pessoa se contaminar, mas pode desencadear complicações mais graves caso seja infectada pelo novo coronavírus. 

“Tem que se cuidar, principalmente, o paciente hipertenso que tem também doenças cardiovasculares. Esse grupo tem um risco ainda maior. O importante para o hipertenso é adotar as mesmas medidas de prevenção que todo mundo. É preciso manter a pressão controlada, manter o tratamento e não suspender o medicamento para pressão [por conta própria]”, orienta Bortolotto. 

Em abril, a cardiopatia, o diabetes e doenças que afetam os pulmões foram as três principais comorbidades entre os brasileiros que contraíram a covid-19, segundo dados oficiais. 

SUS

A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente um profissional de saúde especializado pode determinar o melhor método para cada pessoa.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pelo programa Farmácia Popular. Para retirar os remédios, é necessário a apresentar receita médica dentro do prazo de validade de 120 dias, CPF e documento oficial com foto. A receita pode ser prescrita tanto por um profissional do SUS quanto por profissionais da rede privada.


"Se você não está conseguindo retirar seus medicamentos gratuitamente no SUS, deixe nos comentários a sua cidade 
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