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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Prefeitura de São Paulo abre inscrição para 70 mães no combate à evasão escolar





POT Busca Ativa é voltado para mães de alunos da rede municipal de ensino. Inscrições acontecem no dia 13 de setembro.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo da Prefeitura de São Paulo abrirá inscrições para selecionar 70 mulheres em vulnerabilidade social para o Programa Operação Trabalho – POT Busca Ativa. As inscrições serão feitas pelo Portal Cate www.cate.prefeitura.sp.gov.br somente no dia 13 de setembro, das 8h às 18h. A iniciativa, que visa gerar renda para mães de alunos, faz parte das ações que integram o Programa de Combate à Evasão Escolar na Rede Municipal, anunciado nesta sexta-feira, 3 de setembro, pelo prefeito Ricardo Nunes.

O programa que tem à frente a Secretaria Municipal de Educação, busca consolidar e aperfeiçoar as ações de enfrentamento à evasão escolar na cidade de São Paulo. As atividades contam com parceiros como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Instituto Liberta.

“Estamos desde o início deste ano atuando em conjunto com a Secretaria de Educação a fim de gerar renda e trabalho para as mães de alunos. As mulheres foram severamente afetadas pelas crises econômica e sanitária e é de extrema importância que a esfera pública possa encontrar meios de auxiliar a população mais vulnerável”, salienta a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Aline Cardoso. “O POT Busca Ativa, juntamente com o POT Volta às Aulas, tem na figura da mãe o elo necessário para ajudar as escolas nos cuidados contra a Covid-19 e na manutenção das crianças e adolescentes no contínuo processo educacional”, conclui.

Para participar do POT Busca Ativa é necessário atender aos critérios do Programa Operação Trabalho como estar desempregada há mais de quatro meses, ter renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa da família, morar na capital, não estar recebendo benefícios como o seguro-desemprego, entre outros. Para o POT Busca Ativa é necessário ainda ter entre 18 e 40 anos, possuir escolaridade a partir do ensino médio completo e ser mãe de aluno da rede municipal ou pertencente à comunidade escolar.

As selecionadas irão atuar como Agentes de Abordagem Social em apoio à equipe técnica da Secretaria de Educação. O trabalho será desenvolvido próximo de suas residências nos territórios das Diretorias Regionais de Educação nos bairros do Butantã, Campo Limpo, Capela do Socorro, Freguesia-Brasilândia, Guaianases, Itaquera, Ipiranga, Jaçanã, São Miguel Paulista, Penha, Pirituba-Jaraguá, Santo Amaro e São Mateus.

Para a atividade as mulheres contarão com bolsa auxílio de R$ 1.155,30 por 30 horas semanais, 6 horas por dia. Dentre as tarefas estão a verificação de endereços dos responsáveis pelos estudantes não localizados, avaliar as dificuldades que impedem que a criança ou adolescente retome às atividades escolares presenciais, orientar sobre matrícula ou rematrícula, entre outros. A SME vai estruturar um questionário para que as mães apresentem na visita e as famílias respondam.

As visitas às residências das famílias com crianças e adolescentes em idade escolar serão guiadas pelos dados abastecidos pelas secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência Social, trazendo maior agilidade ao atendimento das necessidades integrais de crianças e adolescentes matriculados nas escolas da rede municipal de São Paulo.

As beneficiárias passarão por qualificação profissional e devem cumprir carga horária de no mínimo 24 horas mensais a fim de se prepararem para o mercado de trabalho. A permanência no POT Busca Ativa é de três meses, com previsão de início em 20 de setembro.


Busca Ativa



Com o objetivo de enfrentar a evasão escolar, o município de São Paulo aderiu, recentemente, ao programa Busca Ativa Escolar, estratégia composta por uma metodologia social e uma ferramenta tecnológica disponibilizadas gratuitamente para estados e municípios com o objetivo de apoiar os governos na identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de evasão.

O Programa foi desenvolvido pelo Unicef, em parceria com a Undime - União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e com apoio do Congemas - Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social e do Conasems - Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.

O Busca Ativa Escolar reúne representantes de diferentes áreas, fortalecendo, dessa forma, a rede de proteção. Cada secretaria e profissional de Educação, Saúde e Assistência Social terá um papel específico dentro do programa, que vai desde a identificação de uma criança ou adolescente fora da escola ou em risco de abandono, até a tomada das providências necessárias para seu atendimento nos diversos serviços públicos e da rede protetiva.

Na prática, será possível encaminhar um estudante para o atendimento psicológico, por exemplo, ou a serviços ligados à assistência social, de forma mais rápida, para garantir que ele não perca ou retome o vínculo com a escola e siga aprendendo. A plataforma também possui tecnologia e funcionalidade para alertas que possibilitem intervenções pontuais nos casos de faltas consecutivas ou outros itens que apontem para os riscos de abandono ou evasão escolar.



Combate à violência sexual



Outro parceiro no Programa de Combate à Evasão Escolar na Rede Municipal é o Instituto Liberta, que mantém acordo de cooperação com a SME para compartilhar conhecimentos e planejar ações de conscientização sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes, um dos motivos que provocam a evasão escolar.

A parceria prevê formações de profissionais da Educação e a distribuição de materiais de campanhas contra a violência sexual de crianças e adolescentes para as escolas da rede municipal de ensino.


Serviço

Inscrição POT Busca Ativa
Dia: 13 de setembro, das 8h às 18h
Portal Cate: www.cate.prefeitura.sp.gov.br

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Cabelo curto ainda é tabu, mas deverá crescer em popularidade



Pesquisa realizada pela plataforma de conteúdo Tudo pra Cabelo, da Unilever, via Instagram, revelou dados interessantes sobre o que as mulheres acham dos cortes de cabelo mais curtos. Os resultados são, em alguns pontos, inusitados. 45% das entrevistadas responderam que, atualmente, estão com o cabelo curto ou querem aderir ao corte. Sobre os estilos favoritos, 37% gostam do repicado/shaggy, enquanto 34% acham o clássico chanel bem interessante. O pixie, modelo mais rente à cabeça, ficou em terceiro lugar na preferência, com 18%. O curto com franja veio na sequência, com 11% dos votos.

Para 32% das mulheres que participaram da enquete, entretanto, existe a vontade de cortar o cabelo acima da altura dos ombros, só que elas acabam desistindo da ideia por achar que outras pessoas podem julgá-las pelo novo estilo. Tal receio tem raízes sociológicas:

“Ao longo da história ocidental, mulheres com mechas mais curtas foram associadas (erroneamente) ao que a sociedade da época não aceitava bem, como pessoas de classe menos abastadas, com pouca saúde ou rebeldes demais para casar e ser submissa ao marido. Essa herança do machismo lá do passado acaba persistindo até hoje em forma de críticas sobre os cabelos curtos das mulheres. Na década de 1920, entretanto, as ‘influenciadoras’ da época, como cantoras e atrizes, resolveram usar os cabelos curtos como símbolo de emancipação, força e estilo. Isso fez com que tais penteados passassem a ser sinônimo de atitude e descontração”, diz Paula Roschel, autora do livro “#Sororidade - quando a mulher ajuda a mulher”.

Recentemente, durante as Olimpíadas de Tóquio, a discussão voltou à tona com uma série de críticas recebidas pela arqueira sul-coreana An San, adepta do corte bem curto. Todavia, junto com as críticas via rede social, também surgiu uma imensa onda de apoio de outras atletas e público em geral. “O que aconteceu de ruim com An San teve como efeito rebote uma importantíssima onda de sororidade, na qual mulheres levantaram suas vozes para falar que ela pode ser o que quiser, assim como todas as outras mulheres”, completa Paula.

Além do statement que o cabelo curto traz, como a ruptura de padrões antigos, o estilo também vem se popularizando entre as mulheres por sua versatilidade. A enquete detectou que para 48% das respondentes o cabelo curto significa praticidade e, para 25%, liberdade.

“Cabelo curto é mais do que uma questão estética. É bem-estar. Muitas mulheres se sentem bem com os fios curtos e outras gostariam de aderir, mas não têm coragem. A verdade precisa ser uma só: se estamos bem com nós mesmas, não importa o julgamento das pessoas.” diz Maria Clarice Gaudencio Sobrinho, psicóloga de São Paulo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Apneia do Sono pode contribuir com aumento de problemas cardíacos



Alerta: doença crônica pode desencadear sobrecarga no coração


Muitas pessoas podem não ter um sono adequado e algumas não consideram isso um grande problema por não saberem que o sono ruim pode levar a questões graves, como doenças cardíacas. Por isso, trazemos o alerta sobre uma possível ligação entre a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), condição que ocasiona má qualidade do sono, e os riscos para o coração.

A causa da apneia obstrutiva do sono (AOS) é, na maioria das vezes, multifatorial, sendo consequência de colapso ou de grande estreitamento da via aérea superior, durante o sono.1 O estreitamento e o colapso da via aérea podem ser devidos ao relaxamento da musculatura da faringe ou alterações anatômicas, entre outros fatores.1 Como consequência, além da redução na qualidade de vida pela sonolência diurna excessiva e da má qualidade de sono, há um risco aumentado para problemas cardiovasculares, como pressão alta (hipertensão arterial), batimento cardíaco irregular (arritmia cardíaca), infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).1

O médico Luciano Drager, cardiologista, especialista em Medicina do Sono pela Associação Médica Brasileira (AMB), alerta que os eventos de apneia, que ocorrem durante o sono, desencadeiam uma série de respostas que podem sobrecarregar o coração de maneira importante. A apneia, ao interromper temporariamente a entrada de ar nos pulmões, reduz a pressão a pressão dentro do tórax e isso faz com que o coração necessite trabalhar mais, neste ambiente de baixa pressão. Além disso, ele adverte que os eventos repetidos de apneia promovem fragmentação do sono e ativação de adrenalina no corpo, contribuindo para acelerar e sobrecarregar o coração.

“Hoje existem evidências de que a apneia do sono pode contribuir para aumentar a pressão arterial e o risco de arritmias e pode ocasionar infarto e derrame. A relação, às vezes, pode ser reversa, ou seja, algumas doenças do coração podem favorecer também o surgimento ou a piora da apneia do sono. Cito aqui um caso de insuficiência cardíaca (coração dilatado). Sabe-se que ao dormir, o excesso de líquido no corpo pode se deslocar da parte inferior dos membros para regiões superiores e parte deste líquido pode se acumular na região da garganta, local em que ocorre a apneia”, aponta Drager.

Segundo o médico todo o paciente com apneia grave é particularmente mais suscetível a um maior risco de ocorrência de doenças do coração. “As pessoas, em geral, devem avaliar a qualidade do sono. Estou respeitando o horário de dormir e a minha necessidade do sono? No período próximo ao horário de dormir, estou evitando situações estressantes ou estímulos visuais que possam atrapalhar meu sono? Alguém relata que estou roncando ou parando temporariamente de respirar, enquanto durmo? Tenho a sensação de que ao acordar meu sono é restaurador? Essas perguntas são importantes para que possamos fazer uma autoavaliação da qualidade do sono para que, em caso de alguma queixa ou sintoma, procure-se atendimento médico para orientação adequada de diagnóstico e tratamento”, indaga.

Uma vez que a apneia é diagnosticada, um dos melhores tratamentos é a adoção regular do CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas – tratamento padrão para a apneia do sono).2 Doutor Luciano Drager ressalta que “ao contrário do que muitos pensam, incluindo profissionais de saúde, o CPAP é, geralmente, muito bem tolerado pelos pacientes em tratamento. Temos evidências, incluindo dados de mais de 31.000 Brasileiros e milhões de norte-americanos usando CPAP com telemonitorização3 (com envio de dados remotamente para acompanhamento do uso e necessidade de ajustes na terapia), que mostram que a adesão ao tratamento é boa, com notória melhora na qualidade do sono”.

A adesão ao tratamento com CPAP nos casos indicados, além de promover a melhora na qualidade do sono, demonstrou ser capaz de reduzir a pressão arterial4 e pode reduzir os riscos para eventos cardiovasculares5,6, como derrame cerebral.7

Dentre as soluções disponíveis na terapia, vale citar o myAir™, aplicativo gratuito e fácil de usar que auxilia o paciente no acompanhamento da terapia com CPAP. O aplicativo fornece uma pontuação diária de como a pessoa dorme e inclui guia de instruções, vídeos e informações de treinamento personalizadas com base em seus dados de terapia. Os usuários de CPAP, monitorados remotamente ou auto monitorados, são até 87% aderentes, em comparação com aproximadamente 50% em dispositivos não conectados.8

Sobre a ResMed

A ResMed é a marca pioneira em soluções inovadoras que proporcionam qualidade de vida. A empresa apresenta tecnologias de saúde digital e dispositivos médicos conectados à nuvem que transformam a assistência das pessoas com apneia do sono, DPOC e outras doenças crônicas. Possui abrangentes plataformas de software fora do hospital, oferecendo suporte a profissionais e cuidadores que ajudam pacientes em suas casas ou instituição de saúde de preferência. Ao possibilitar uma melhor assistência, aprimoram a qualidade de vida, reduzindo o impacto da doença crônica e dos custos para clientes e serviços de saúde. Saiba mais em: https://www.resmed.com.br/

Referências:
Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS). Disponível em: http://www.abmsono.org/apneia-do-sono.html
AASM Clinical Practice Guidelines. Treatment of OSA with PAP. J Clin. Sleep Med. 2019; 15(2):335-43.
Malhotra A et al. Chest Available from: https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(17)33073-8/fulltext
Green M, et al. J Clin Hypertens (Greenwich). 2021; 23(1): 12-20.
Wickwire EM, et al. Sleep Breath. 2020; DOI: 1007/s11325-020-02239-2.
Peker Y e cols. J. Clin Med. 2020; 9(12): 4051-
Wickwire EM, et al. J Clin Sleep Med. 2021; 17(6): 1249-55.
Disponível em: https://www.resmed.com.br/gestao-de-seu-tratamento

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Alimentação balanceada durante a gravidez é fundamental para um bebê saudável


O médico nutrologista Gustavo Feil apresenta dicas de alimentos que devem permanecer ou sair da dieta de uma gestante



O período da gestação é um momento muito importante para as mães, além da delicadeza de carregar um bebê, é necessário também ter uma série de cuidados para se manter saudável e forte durante os nove meses e também após o nascimento da criança. Por isso, uma das principais preocupações nesses momentos é com a alimentação.

Dr. Gustavo Feil, médico nutrologista, oferece algumas dicas relacionadas à alimentação de gestantes nesse período. "Ouvimos dizer que grávidas devem comer em dobro, porque estão comendo por duas pessoas, mas é fundamental ter em mente que a nutrição deve ser feita de forma balanceada. Não se trata apenas da quantidade, mas principalmente da qualidade", ele conta.

A gestação, esse momento único na vida de uma mulher, naturalmente faz com que ocorra uma baixa no sistema imunológico e por conta disso a alimentação equilibrada e rica em nutrientes é imprescindível para uma gravidez saudável e, consequentemente, uma excelente formação fetal.

Segundo o Dr. Gustavo, alguns alimentos são essenciais nesse momento. Alimentos do grupo dos cereais como o arroz e o milho devem permanecer na dieta, e os tubérculos como batatas e mandiocas, que são ricos em fibras e vitaminas devem ser incluídos no cardápio da gestante. "O famoso feijão com arroz deve ser mantido, juntos formam um alimento altamente nutritivo, contendo proteínas, cálcio, magnésio, vitaminas do complexo B, fibras e carboidratos que além de nutrir geram uma sensação de saciedade", ele ressalta.

Os vegetais também são importantes: os de cor verde-escura são uma boa opção, isso porque são ricos em ácido fólico, cálcio e ferro, nutrientes básicos para a formação dos ossos e do cérebro do bebê, além de prevenir doenças congênitas. Entre esses vegetais estão o brócolis, a couve-manteiga, espinafre e o agrião que, juntamente com as frutas e legumes, contribuem para uma alimentação saudável.

As proteínas são indispensáveis, pois auxiliam no crescimento do feto, da placenta e dos tecidos maternos. Para o médico, é interessante que a gestante opte pelas proteínas de fonte animal e as carnes magras. Esse nutriente é encontrado nas carnes vermelhas, frango, peixes e ovos. "É ideal evitar ingerir carnes e peixes crus, pois esses alimentos podem conter bactérias prejudiciais à gestação, em especial a Toxoplasmose, parasita que pode gerar inúmeros problemas ao feto", Dr. Gustavo ressalta.

Alguns outros alimentos também devem ser evitados, como aqueles que contêm excesso de gorduras e sódio. Entre eles estão os embutidos: salsichas, linguiças, presuntos, queijos amarelos e alimentos industrializados, isso porque eles podem potencializar o aparecimento da pressão alta e outras complicações. Bebidas alcoólicas também devem ter o consumo interrompido nesse período, pois o uso pode gerar problemas cardíacos, retardo no crescimento e malformações no feto.

Dr. Gustavo ressalta que o prato de uma gestante deve ser diversificado e colorido. "As carnes e peixes devem ser sempre muito bem assados, cozidos ou fritos e os ovos bem cozidos. Nós recomendamos que as frutas e verduras estejam sempre bem lavadas e sejam consumidas sem cascas", ele finaliza.

Gustavo Feil é médico do desenvolvimento Físico e Mental com foco em Nutrologia e Medicina da Longevidade formado pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ/ SC e está sempre em busca da melhor versão em saúde, por meio da prevenção e promoção do bem estar. Também é pós graduando em Nutrologia pela USP RP e em Ciências da Longevidade e Vida Saudável pela Academia Longevidade Saudável. Possui trabalho com foco em emagrecimento, performance, estilo de vida saudável, longevidade e desenvolvimento humano. Para saber mais, acesse pelas redes sociais @dr.gustavofeil

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Otoplastia na infância: vale a pena submeter a criança à uma cirurgia plástica?


Cerca de 5% da população sofre com a chamada Orelha de Abano



A parte social da vida dos pequenos já é normalmente desafiadora, mas se tornou ainda mais complicada de lidar com o isolamento social. Muitas crianças, especialmente entre os 5 e 10 anos, passaram uma parte importante de seu desenvolvimento comunicativo em casa, o que pode complicar a convivência com os colegas de classe num ambiente de sala de aula, que retorna agora no segundo semestre.

Já bem conhecido, o bullying é um dos grandes problemas em escolas no mundo todo, principalmente nos dias de hoje com a grande influência das redes sociais. Infelizmente um dos focos de perseguição acaba sendo a estética, e aqueles que sofrem com a famosa ‘orelha de abano’, sempre acabam alvo de comentários e piadinhas pelos colegas.

“A maior parte dos meus pacientes, quando falamos da otoplastia que corrige as orelhas, compreende crianças e adolescentes, entre 6 e 15 anos,” comenta a cirurgiã plástica, Patricia Marques, especialista em cirurgias reparadoras de cabeça e pescoço.

A necessidade de corrigir a deformidade das orelhas, que de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica atinge cerca de 5% da população, não está conectada com o senso de estética da criança, mas sim aos efeitos do bullying durante os anos formativos, que pode levar a baixa autoestima, déficit no desempenho escolar e diversos problemas psicológicos que podem acompanhá-la até a vida adulta.

Pode ser assustador para muitos pais submeter um filho tão jovem à uma cirurgia, mas a especialista explica que o procedimento é pouco invasivo e simples de executar. “O que fazemos é realizar uma incisão atrás da orelha, onde ela se conecta com a cabeça, e retirar o excesso de pele e cartilagem que causa sua curvatura,” esclarece.

Além da melhor qualidade de vida, Marques também destaca que realizar a otoplastia na infância ou início da adolescência, garante uma recuperação mais rápida. “A cartilagem nessa idade é bem mais maleável e o organismo jovem produz células mais rapidamente, o que torna a cicatrização melhor do que em adultos.”

Fora isso, a cirurgiã explica que o procedimento é rápido, cerca de 1 a 2 horas, e no mesmo dia o paciente já pode ir para casa. “A parte mais complicada, que geralmente ouço dos pais, é manter a faixa de proteção que deve ser usada no pós-operatório durante o primeiro mês,” comenta.

A especialista explica que a orelha de abano é geralmente fácil de identificar, mas alerta que para ser considerada como um problema cirúrgico, ela deve ter mais de 2 centímetros de distância do crânio, e que um número menor que isso é um desvio que provavelmente se ajustará conforme a criança se desenvolve.

“Acredito que o importante é manter o diálogo sobre a situação com seu filho, e que ele esteja confortável com a correção,” explica Marques. “No final das contas, queremos apenas o bem-estar das crianças e que elas possam crescer da melhor maneira possível,” finaliza.



Sobre a Especialista:

CRM- SP 146410

Doutora Patricia Marques é graduada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com especialização em reconstrução de mama e cirurgia linfática no Hospital Santa Creu i Sant Pau em Barcelona, e complementação em cirurgia reparadora de mama, cabeça e pescoço no Hospital Memorial Sloan-Katering Cancer Center, em NY, EUA.


sábado, 31 de julho de 2021

Autismo: saiba quais são os principais mitos sobre o Transtorno e o que dizem os especialistas em relação ao tratamento


Conheça a história de uma mãe com o filho autista e a visão de uma ativista, mulher, preta e autista que vive no dia a dia os desafios do TEA na sociedade



Grande parte dos materiais divulgados sobre o autismo na mídia brasileira vem carregado de conceitos generalistas que não fazem parte da realidade de indivíduos com TEA (Transtorno o Espectro Autista). Inúmeros mitos que são transmitidos pela sociedade e “achismos” em torno do comportamento de pessoas com autismo só reforçam estereótipos e preconceitos que dificultam ainda mais o processo de inclusão.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que há 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, sendo 2 milhões somente no Brasil. De acordo com o CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção do governo dos EUA), estima-se que uma em cada 54 crianças apresenta traços de autismo. Como um número expressivo como esse poderia enquadrar tantos autistas dentro de características iguais de comportamentos, sem diferenciação? Quando falamos de autismo, falamos de um transtorno do neurodesenvolvimento que faz parte de um espectro, ou seja, que vão existir inúmeros indivíduos com características diferentes entre si, que necessitam de muito ou pouco suporte. Indivíduos que são seres únicos, e que devem ser tratados como tal, assim como qualquer ser humano

Especialistas da área, ativistas e mães de pessoas com TEA ganham voz para falar sobre o espectro, as características únicas, a neurodiversidade de pessoas com o transtorno, e desmistificar situações que reforçam ainda mais o preconceito. O que a causa autista necessita é de empatia e acolhimento, através da disseminação de informações verdadeiras, contribuindo para fazer a diferença na inclusão social das pessoas autistas.

Mitos e verdades sobre o autismo


Quantas pessoas já não ouviram falar que autismo é causado pela falta de afeto, provocado por vacina, algum tipo de alimento, que é uma doença, enfim, informações errôneas, sem embasamento científico, que são disseminadas e contribuem ainda mais com conceitos não verdadeiros em relação ao TEA.

A especialista Julia Sargi, Psicóloga e Analista do Comportamento - Supervisora ABA do Grupo Conduzir, comenta que a discussão sobre o tema do autismo vem como uma oportunidade para conscientizar a sociedade sobre o espectro e avançar na luta contra os preconceitos:

“O nosso papel como especialista é desmistificar e mudar a visão negativa em relação ao transtorno. Dessa forma, é esclarecido que o TEA não é uma doença (e isso já deixa claro que se a pessoa não é doente, não é necessária a busca e não existe possibilidade de cura), mas sim, uma condição de "diferença", em que pessoas que estão dentro do espectro possuem algumas características próprias que lhe trazem desafios. Com isso, o objetivo sempre será de incluir e integrar essas pessoas à sociedade, considerando e respeitando suas diferenças e necessidades. Além disso, é muito importante também para apoiar as famílias das pessoas com TEA, já que estão em constante luta pelo reconhecimento e cumprimento dos direitos que vêm sendo arduamente adquiridos, ampliando o conhecimento acerca do assunto entre as famílias, profissionais e a comunidade.”

E quando falamos sobre autismo, surgem também algumas afirmações comuns e errôneas de que os autistas são muito inteligentes, superdotados, bons com números, aprendem diversas línguas, entre outros mitos.

A especialista Julia Sargi, Psicóloga e Analista do Comportamento - Supervisora ABA do Grupo Conduzir diz que é importante enfatizar que o transtorno do espectro autista evidencia algumas características comuns, mas que cada indivíduo é único e apresenta suas próprias habilidades e dificuldades:

“Alguns indivíduos têm, sim, uma habilidade incrível para algo em específico, e muitas vezes isso pode se dar devido ao hiperfoco, ou seja, o interesse restrito por determinado assunto. Mas uma grande porcentagem das pessoas que se encontram no espectro apresenta déficits cognitivos significativos, que dificultam a aquisição de novos repertórios. Uma outra expressão, considerada mito, e que é muito comum de ouvir, é de que o autista "vive no seu próprio mundo", e que não gosta de estar com outras pessoas. A verdade é que a dificuldade na interação social é uma característica significativa muito comum aos indivíduos com autismo, mas isso não significa que eles não queiram se relacionar com outras pessoas, e sim que apresentam dificuldades em iniciar ou manter a interação, entender algumas regras sociais, entre outras habilidades que são extremamente importantes nas relações. E mais uma vez, precisamos olhar individualmente para cada um e entender qual a dificuldade e qual a motivação para se relacionar com os outros. Lembrando que isso representa uma parte do todo quando tratamos do espectro”

Josiane Mariano tem 36 anos, é mãe do Heitor, de 10 anos - diagnosticado com autismo aos 2 anos. Ela conta que já ouviu diversos absurdos ligados às causas do autismo e opiniões de pessoas em relação ao comportamento do filho:


A mãe Josiane com o filho Heitor, de 10 anos

“Já ouvimos de tudo, desde que era falta de estímulo e que se nós pais conversássemos mais com ele, ele se desenvolveria, inclusive opiniões como essas vindas até de médicos. Até mesmo alguns religiosos dizendo que ele ‘veio assim’ para pagar pelos pecados de outras vidas, assim como todos os deficientes desse mundo. Ou ainda frases de que ele são praticamente gênios, o que não é nem de longe verdade, no nosso caso. Conto até que meu filho aprendeu a ler muito cedo, com apenas três anos de idade, sozinho, sem nenhum estímulo, inclusive em inglês, mas ao mesmo tempo, aos seis anos ainda usava fraldas. A conta não fecha, entende? Cada família, cada filho é de um jeito”

No Transtorno do Espectro Autista todos os indivíduos têm potencial para aprender e desenvolver novos repertórios, e, para isso, basta saber a forma correta de ensiná-los. Ao serem observadas as variações/características dessas pessoas, algumas podem até ser interpretadas como vantagens competitivas e potencialidades. Há alguns indivíduos com TEA que possuem uma condição diferente (e rara) conhecida como ‘savantismo’ ou Síndrome de Savant, que é uma ‘grande capacidade intelectual’, entendida como genialidade, assim como conta a Psicóloga e Analista do Comportamento do Grupo Conduzir:

“Os ‘savants’, apesar de apresentarem uma inteligência acima da média e talentos notáveis em alguns aspectos, como por exemplo: realizar cálculos extremamente complexos ou registrar/memorizar centenas de livros, podem também apresentar dificuldades e limitações em outros, como dificuldades nos repertórios sociais ou de independência. Portanto, diante de tantas diferenças, vale ressaltar que a inteligência acima da média não é uma regra, e que queremos esclarecer justamente que o mais importante, de fato, é considerar as condições e particularidades de cada indivíduo, entendendo seus déficits e potencialidades, não para que o indivíduo com TEA deixe de ter características do transtorno ou para que se torne um gênio, e sim para ajudá-lo a ter uma melhor qualidade de vida, bem-estar e poder ser compreendido e amado da forma como ele é.”

A mãe Josiane Mariano relembra que o dia a dia com o filho é vivenciado de “pequenos orgulhos”, e isso torna a caminhada cheia de superações e vitórias:

“Todos os dias quando avançamos um passinho rumo a uma qualidade de vida melhor, quando ele aceita experimentar algo novo, quando se sente à vontade em locais que antes talvez despertasse uma agitação maior, quando responde a uma interação social de forma adequada, por exemplo, temos um grande sentimento de vitória. Meu filho, assim como qualquer filho para uma mãe, me enche de orgulho. E eu só conheço ele dentro do espectro autista, não existe um Heitor dissociado disso, ele é assim e está tudo bem.”

Capacitismo, ativismo e autismo


O termo “capacitismo” tem sido disseminado e utilizado nos meios de comunicação, assim como nas redes sociais, para falar sobre a discriminação e preconceito social em relação às pessoas com deficiência. Em sociedades capacitistas, a ausência de qualquer deficiência é visto como “o normal”, e pessoas com alguma deficiência são entendidas como exceções; a deficiência é vista como algo a ser superado ou corrigido, se possível por intervenção médica.

Polyana Sá tem 20 anos, é estudante de engenharia de bioprocessos e biotecnologia na UFPR (Universidade Federal do Paraná), ela é autista e foi diagnosticada aos 16 anos. Polyana faz acompanhamento psicológico desde os 12 anos, antes mesmo do diagnóstico. Ela conta que é ativista da causa autista e utiliza as redes sociais para desmistificar informações errôneas sobre o TEA e disseminar informações para a sociedade, o que tem ajudado muitas pessoas que são diagnosticadas a lidarem com o transtorno:

“As pessoas tendem a fazer generalização do que é o autismo, a partir dos estereótipos, dos que são divulgados e propagados, no caso: autista homem, branco, que ou exige uma grande necessidade de apoio substancial ou se enquadra no quesito de altas habilidades. E toda vez que você tem uma pessoa que sai dessa linha e não segue a conformação dessa ‘caixinha’ que nos é criada, então, a sociedade dá uma travada, para e pensa: mas essa pessoa é autista mesmo? Nesse questionamento, em vez das pessoas procurarem se informar mais a respeito do TEA, e saber que existem vários indivíduos autistas, de todas as formas, jeitos e maneiras que você possa imaginar, as pessoas continuam propagando mitos e absurdos que ouviram para as outras pessoas. É justamente assim que o capacitismo se constrói, aumenta e ganha dimensões que são fora do normal. Coisas simples e comportamentos que podem ser desfeitos pela informação. Basta a pessoa querer se informar. Por isso, procuro estudar sobre, me conhecer mais e divulgar para as pessoas.”

Polyana Sá – autista e ativista


Polyana é amparada por lei como uma pessoa com deficiência e sempre busca ir atrás dos seus direitos. Na Universidade onde estuda, possui um aluno tutor. É também palestrante e fala sobre a interseccionalidade de raças:

“Todas as vezes que faço palestra, eu gosto de dizer que as pessoas pretas com deficiência e que buscam ter voz na sociedade são pessoas que não se submetem ao sistema. Porque todos os dias existe uma estrutura social que faz com que pessoas como nós não queiram existir ou sintam vergonha disso. Então, quando você tem uma pessoa que é mulher, preta, com deficiência, empoderada, e que fala sobre o assunto, é uma vitória, é você ir justamente ao contrário do que te ensinam desde que você nasceu. E dizer às pessoas que mulheres, autistas, pretas existem, e que somos várias, mas que muitas vezes não somos notadas. Nós, autistas, temos muitas caras, jeitos, formas e você vai encontrar autistas de muitas maneiras e que continuam sendo assim. Então, muito complicado lidar com a questão do capacitismo, tanto em pessoas que se encontram com grande necessidade de apoio substancial e tanto em pessoas com pouca necessidade de apoio substancial (como é o meu caso), mas todos estamos ali, no mesmo espectro.”

Autismo tem cura?


Muito tem se disseminado sobre a “cura do autismo”, reforçando o mito de que se trata de uma doença. Sem contar que é possível encontrar profissionais vendendo “fórmulas mágicas” e soluções para cessar ou diminuir o transtorno. Mas já se sabe que isso não existe. São falsas informações que devem ser desmentidas e rebatidas por toda a sociedade, meios de comunicação e especialistas da área. O que se tem são intervenções que ajudam a desenvolver e/ou aprimorar repertórios importantes que vão auxiliar os indivíduos no espectro a terem melhores condições para interações sociais e habilidades para atingir o máximo de independência possível e qualidade de vida.

“Não existem estudos que comprovam a cura do diagnóstico por meio de qualquer tratamento, e qualquer afirmação diferente a essa pode gerar confusão e expectativas frustradas aos pacientes e seus responsáveis. Porém, a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma intervenção que maximiza o potencial do indivíduo, através da ampliação de habilidades e redução de possíveis barreiras comportamentais que podem dificultar o aprendizado, tendo em vista que, a partir da avaliação, é possível mapear e respeitar a singularidade de cada um", explica Julia Sargi.

Orgulho Autista


Polyana Sá tocando ukulele -
um dos hobbies preferidos
A ativista Polyana Sá comenta que enxerga muitos desafios pela frente em relação à inclusão e à luta pelos direitos dos autistas, mas entende e acredita que aos poucos a sociedade tem caminhado no sentido pela busca da informação real e empatia em relação à causa autista:

“Essa causa para mim é muito importante. Todos os dias temos que bater no peito e dizer: eu sou autista, e sociedade, vocês precisam entender e conviver com isso, porque eu não vou mudar, eu não preciso mudar, eu não preciso ser diferente. E eu acho muito bonito essa expressão de autoamor, de reconhecer os semelhantes e dar apoio para as outras pessoas que estão em processo de diagnóstico, para os familiares que têm toda a trajetória com os filhos. Precisamos de visibilidade e muito engajamento. Dentro do movimento, falo por mim, que se você é autista, não existe nada de errado com isso.”

A mãe Josiane Mariano finaliza:





“A chave ainda é a informação, é necessário que conheçam melhor sobre algo que é tão complexo como o espetro todo, de que os autistas são diferentes, não são uma ‘receita de bolo’, de que não fazem tratamentos para se ‘curarem’ (isso muitos pais ainda precisam trabalhar internamente) ou serem ‘iguais’ aos outros. Mas fazemos para proporcionar melhor qualidade de vida aos nossos filhos dentro de suas especificidades. E nossos filhos são como são e isso não é ruim: é a mais pura diversidade!”


Na foto: Heitor em um dos passatempos prediletos: brincando com jogos no tablet



INFORMAÇÕES - GRUPO CONDUZIR

O Grupo Conduzir possui uma equipe especializada de profissionais das áreas de Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Psicopedagogia que oferece um atendimento multidisciplinar, sempre com base teórica, treinamento e supervisão analítico-comportamental. Proporciona aos seus clientes o desenvolvimento de suas habilidades por meio de práticas baseadas em evidência.

O foco de trabalho da equipe de profissionais do Grupo Conduzir é o atendimento de crianças, adolescentes e adultos com transtornos do neurodesenvolvimento, sobretudo as que se enquadram nos Transtornos do Espectro Autista (TEA).

Para mais informações sobre o Grupo Conduzir, acesse:

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Aplicativo Lady Driver: Segurança no transporte para a mulher ir e vir



Uma pesquisa, feita pelo IBGE e publicada em maio de 2021, alegou que 7,5 milhões de mulheres já sofreram alguma forma de violência sexual na vida. Com base nesse dado, é possível concluir que 60% das vítimas vivenciaram consequências psicológicas, como depressão e ansiedade, em decorrência da agressão. Ir e vir nem sempre é uma tarefa fácil para as mulheres, muitas delas evitam lugares e até meios de transportes a fim de evitar violências, abusos. Por isso, novas possibilidades têm surgido a favor do universo feminino, e uma delas é a Lady Driver.

A Lady Driver é um modelo de negócio que traz veículos dirigidos por mulheres, com o intuito de ajudar a passageira a ir e vir com segurança durante seu dia a dia. A confiança de se locomover em um veículo conduzido por uma motorista feminina dá a elas a certeza de que podem ser levadas por alguém que tem empatia por suas dificuldades.

“Eu observei, em meu dia a dia, como as mulheres deixavam de fazer suas atividades diárias por medo de serem assediadas ou, até mesmo, de sofrerem violências piores. Os noticiários cada vez mais trazem notícias não muito positivas sobre esse assunto. Porém, ao criar o modelo de negócio do Lady Driver, percebi que era não só uma grande oportunidade de negócio, mas também um serviço de utilidade pública, permitindo que a mulher tenha liberdade para ir e vir e, assim, conquistarem seus sonhos”, explica Gabryella.

Ana Paula é usuária do Lady Driver há um ano. Ela afirma que o uso do aplicativo lhe deu confiança para frequentar eventos e ter uma melhor qualidade de vida.

“Eu tinha medo de voltar de madrugada de um evento especial. Eu não dirijo e seria obrigada a pegar veículos conduzidos por homem, o que me gerava muita ansiedade. Já ouvi histórias verdadeiramente ruins sobre abusos em táxis e outros tipos de veículo. Eu mesma já desisti de sair diversas vezes por isso”, Ana.

A startup, que tem operação na cidade de São Paulo e em 60 cidades brasileiras, conta com mais de 65 mil motoristas cadastradas, tem uma base de mais de 1,5 milhão de passageiras em sua interface. Fundada por Gabryella Corrêa, em março de 2017, a Lady Driver também apresenta um diferencial interessante, tendo como modelo de negócio o estilo franquia.

Apesar de se inspirar em franquia, o modelo adotado pela Lady Driver é bem diferente de outras presentes do mercado: na startup, o sistema funciona por meio do licenciamento entre a empresa e o empreendedor. Empresários que possuem interesse em levar a plataforma de transporte para sua cidade ficam responsáveis pela área comercial do negócio, enquanto a Lady Driver cuida do restante.Ana também se beneficiou com o uso do aplicativo. Além de empreender, a motorista do aplicativo viu a oportunidade de ajudar as mulheres a ter autoconfiança, autoestima e segurança.

Vale ressaltar que, dentro desse modelo, a grande vantagem para as motoristas se cadastrarem na Lady Driver é que não é preciso pagar taxas mensais, ou seja, todos os ganhos da empresa provêm de um percentual de cada corrida feita dentro do aplicativo.

O licenciamento da Lady Driver varia de acordo com a quantidade de habitantes. Atualmente já esta em mais de 60 cidades e pretende chegar a 100 cidades até o fim de 2021.Ao acessar a página de licenciamento, é possível baixar o plano de negócios e a proposta oferecida pela empresa ao empreendedor. Não só isso, a Lady Driver disponibiliza todo o suporte técnico necessário e ainda um treinamento para que o licenciado entenda tudo da ferramenta de marketing e das campanhas da empresa.

Lady Driver

Foi criada após a fundadora em 2018 , Gabryella Corrêa, sofrer assédio de um motorista em um carro que chamou por aplicativo. Após o ocorrido, Gabryella decidiu que não queria mais ver mulheres passando a mesma situação. Por este motivo, lançou a empresa que tem o propósito de oferecer segurança e liberdade para todas as mulheres se locomoverem pelas cidades. Atualmente o Lady Driver conta com 1,5 milhão de passageiras e mais de 80 mil motoristas. Agora passa a contar com modelo de franquias em 60 cidades. Além de contar com um braço específico para o transporte de crianças, o Lady Kiddos.

Para mais informações, acesse: www.ladydriver.com.br

quinta-feira, 29 de julho de 2021

MTur abre inscrições de cursos de idiomas para estudantes e trabalhadores do turismo





Período vai até o dia 8 de agosto e refere-se às vagas remanescentes ofertadas a guias e condutores de parques



Está aberto, até o dia 8 de agosto, o prazo para que estudantes e profissionais do setor turístico se inscrevam em vagas remanescentes dos cursos de qualificação em inglês e espanhol ofertados pelo Ministério do Turismo. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Instituto Federal do Tocantins (IFTO), tem o objetivo de capacitar os trabalhadores de todo o país e aprimorar o atendimento a turistas estrangeiros que visitam os destinos brasileiros. Ao todo, 3,8 mil vagas foram ofertadas, primeiramente para guias de turismo e condutores de parques.


O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, destacou o impacto que a qualificação terá no setor turístico, principalmente neste momento de retomada. “A qualificação destes e de outros profissionais do nosso setor é essencial para que possamos levar os turistas estrangeiros a uma das melhores experiências turísticas do mundo. O nosso país tem potencial para isso e, com a participação de todos os trabalhadores, tenho certeza de que atingiremos o mais breve possível”, disse.


Os cursos têm carga horária de 200h e apresentam uma matriz curricular inovadora, com temas transversais que serão adaptados aos idiomas, aproximando-se da realidade profissional dos estudantes. As aulas gravadas serão disponibilizadas na plataforma Moodle do IFTO. Já as aulas ao vivo serão ministradas via web conferência, uma vez por semana.


Durante o curso, o estudante desenvolverá competências profissionais, tais como: conhecer, interpretar e aplicar o vocabulário básico e o vocabulário específico da área do turismo; desenvolver a comunicação interpessoal, intercultural, usando palavras e expressões em Língua Espanhola e Língua Inglesa que atendam às suas necessidades profissionais.


Além do IFTO, as qualificações contam com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Federação Nacional dos Guias de Turismo (Fenagtur) e do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) de Alto Paraíso-GO.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Sabesp e Fundação Amazônia Sustentável se unem para conservar a Amazônia



Clientes da concessionária paulista poderão fazer doações em suas contas mensais

O Governador João Doria anunciou nesta terça-feira (8) uma parceria inédita entre a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que atua no Amazonas em apoio às populações ribeirinhas e indígenas. As duas instituições querem criar um movimento de valorização da Amazônia para manter a floresta em pé e atuar com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das populações ribeirinhas e povos indígenas. 

O que se espera do acordo é que as ações planejadas contribuam com a preservação da floresta, evitando o aumento do desmatamento. “Se não tomarmos iniciativas, como essa que a FAS e a Sabesp consagram neste momento, nos arrependeremos. Nosso futuro depende de iniciativas como essa. Se depender de São Paulo, dos brasileiros de São Paulo e de todos que vivem aqui, vamos cuidar da floresta e também de quem cuida da floresta. São lições de vida, lições da natureza e lições do amor. É o que estamos fazendo aqui: uma lição de proteção à vida, à vida da natureza e à vida humanitária, à vida de todos nós”, destacou o Governador.

Para concretizar a parceria, a Sabesp vai incentivar doações voluntárias de seus clientes por meio da conta de água e esgoto. Todos os clientes dos 375 municípios atendidos pela Companhia em São Paulo poderão colaborar. Além da sensibilização da população, a parceria visa contribuir para o alcance da agenda 2030, especificamente no que se refere aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS 6 (água potável e saneamento), 13 (combate às mudanças do clima) e 15 (vida na terra).

O diretor-presidente da Sabesp, Benedito Braga,  lembra que a importância da Amazônia vai além de sua região geográfica. “Ela tem relevância para o Brasil e para todo o planeta. O que estamos fazendo com esse acordo histórico é criar a possibilidade para que a Sabesp e a população paulista contribuam para sua preservação e para melhorar a qualidade de vida das pessoas que cuidam da floresta”. 

A partir da assinatura do memorando de intenções entre Sabesp e FAS, começam a ser definidos os mecanismos que permitirão as doações, as transferências dos recursos arrecadados e o sistema de prestação de contas das instituições envolvidas. As doações poderão ser feitas de forma totalmente voluntária a partir desta quarta-feira (9). A base da Sabesp tem aproximadamente 9 milhões de contas de consumidores, que serão potenciais doadores.

“Esta parceria representa um marco histórico e importante no que diz respeito à valorização dos serviços ambientais providos pela floresta amazônica para o restante do Brasil. A Sabesp reconhece a importância da Amazônia no sistema de circulação de água da América do Sul”, afirmou Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).



Como doar

Para participar, o cliente da Sabesp fará a adesão e a opção pelo valor que deseja doar no Sabesp Fácil, que pode ser acessado pelo Aplicativo Sabesp Mobile (Android e iOS) ou pela Agência Virtual (www.sabesp.com.br). Esse valor será inserido na próxima conta com a descrição “Doação”. A Companhia fará a arrecadação e, mensalmente, transferirá os valores para a Fundação para a execução dos projetos, visando à preservação da floresta e consequentemente dos recursos hídricos. Todos os meses, a Sabesp publicará em seu site relatórios de prestação de contas.

domingo, 30 de maio de 2021

Resposta aos filhos da nova década


João Guilherme Sabino Ometto*


Em 2021, nascerão 140 milhões de crianças no mundo, sendo 2,5 milhões no Brasil. Já no primeiro dia de 2021, a Terra recebeu 371.504 habitantes, os primeiros filhos da década que se inicia. Em nosso país, foram 6.935. Os dados são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Multiplicam-se, portanto, os desafios e a responsabilidade da civilização de prover vida de qualidade às presentes e às novas gerações, em um cenário econômico abalado pela Covid-19, que aumentou a pobreza, empurrando cerca de 150 milhões de pessoas para patamar abaixo do nível da miséria, segundo estimativas da ONU.

Os números mostram que, apenas com o crescimento vegetativo de 2,5 milhões de habitantes, teremos no Brasil um novo contingente equivalente à população de Belo Horizonte (MG). A comparação dimensiona a premência de promovermos amplo processo de inclusão, recuperação de empregos perdidos, geração de novos postos de trabalho e retomada do crescimento econômico em níveis mais elevados do que antes da pandemia.

Temos, assim, compromissos relevantes a serem cumpridos, que incluem, necessariamente, um plano eficaz de vacinação de nosso povo contra o novo coronavírus, essencial para a normalização plena das atividades. São inadiáveis, também, as reformas estruturais, como a tributária e administrativa, fundamentais para destravar investimentos, proporcionar mais equilíbrio fiscal e viabilizar a expansão do PIB. E em grau compatível com nosso potencial demográfico, de recursos naturais, do agronegócio e de setores industriais e de serviços que, apesar de todos os obstáculos, são bem-estruturados e competentes. É de se esperar, assim, que a Câmara dos Deputados e o Senado, que contam com novas mesas diretoras este ano, o Executivo e o Judiciário trabalhem de modo mais sinérgico e assertivo para o bem maior do País.

Afinal, a retomada do crescimento econômico em níveis capazes de resgatar do desalento os cerca de 14 milhões de desempregados e de prover educação, trabalho digno e melhor vida às presentes e futuras gerações exigirá políticas públicas eficazes. Temos plenas condições de vencer os desafios da nova década, promovendo a inclusão socioeconômica dos brasileiros, por meio de um projeto eficaz de desenvolvimento sustentado.

Possuímos indústria sólida e meios privilegiados para cultivar alimentos sem desmatar. Somos um dos líderes mundiais na produção de etanol e o sétimo país em energia eólica, que agora será impulsionada com a geração off shore. Estamos entrando de maneira competitiva na solar e dispomos de recursos hídricos abundantes. Basta, agora, inteligência para trabalhar em um modelo que proteja o ambiente e gere renda para a população. Numa perspectiva de responsável otimismo, temos tudo para ser um dos líderes globais na agenda ambiental e na retomada da economia, respondendo de maneira muito competente a essas duas demandas prioritárias da humanidade.

Muitos haverão de alegar as dificuldades de se realizar, em plena pandemia, o que não temos conseguido fazer de modo eficiente nas últimas décadas. Porém, é nas grandes crises que as nações têm a oportunidade de demonstrar sua verdadeira capacidade de mobilização, luta, reação às adversidades e poder de superação. Está na hora de o Brasil tornar-se sujeito de sua própria história e protagonista global.


*João Guilherme Sabino Ometto é engenheiro (Escola de Engenharia de São Carlos - EESC/USP), empresário e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA).