Nossos Vídeos

sábado, 17 de outubro de 2020

Nutricionista dá 14 dicas de como controlar ansiedade na quarentena

Por: Nathi Loyola




Sabemos que existe um tipo de ansiedade que leva as pessoas a comerem, compulsivamente, alimentos ultra processados, ricos em açúcar e carboidratos ruins. Daqui para frente vai ficar ainda mais difícil controlar sua ansiedade. Normalmente são pessoas que têm essa dificuldade de diferenciar quando estão com fome e quando é ansiedade, pois estão relacionando situações de estresse, e agora, ainda mais por conta do isolamento social.

Vale ressaltar que isso vale às pessoas que estão acima do peso e as pessoas magras, saudáveis ou não, todos nós estamos nessa linha tênue entre comer por necessidade fisiológica ou por necessidade emocional.

Você que está lendo agora, não fique chateado se está muito ansioso e devorando tudo que vem pela frente. Fique tranquilo, pois todos nós passamos por isso. O que precisamos agora, é não deixar que isso vire um hábito, pois o hábito vira rotina e assim pode virar um transtorno alimentar.

Separei algumas dicas para incluir no seu dia a dia nessa longa quarentena, claro que não precisa seguir tudo. Te garanto uma coisa, se fizer pelo menos 25% da lista, já terá um avanço incrível. Se esforçar mais um pouco e bater 50% vai levar essa quarentena na moleza. Não vou pedir 100% porque isso é impossível, pois estamos fadados ao fracasso também.

Espero que aproveite e leve essa quarentena mais leve, se possível.

14 dicas de como controlar a ansiedade:

1 - Tenha horário para acordar;

2 - Controle o tempo que assiste TV, principalmente quando o assunto for Covid-19, pois o excesso de notícias ruins vai te levar a ansiedade;

3 - Mantenha a água sempre disponível para beber. Fome e a sede se confundem muito;

4 - Faça chás relaxantes, como: de erva-doce + chá-verde (para dar saciedade e acalmar) ou chá de hortelã + Mulungu, ou Camomila também para o mesmo efeito. Também existe o chá-verde para dar saciedade. Pode tomar de manhã até o começo da tarde. Mesmo assim se não funcionar ou não gostar de chá, use o anis-estrelado na água para combater a ansiedade.

5 - Faça sempre uma lista do que irá fazer no dia. Igual de supermercado. (planejamento é essencial). Assim você não se perde nas tarefas e está com a mente sempre ocupada.

6 - Não compre muitos petiscos industrializados, eles são gatilhos para que você fique comendo o dia todo (famoso beliscar);

7 - Tenha sempre em casa o mix de castanhas, o de salgadinho de milho, os de frutas cortadas, os de vegetais fatiados com azeite. (isso para lanches, lembra-se essa fome não é emocional). Fome emocional é sempre aquela de escolhas das vontades e a fome fisiológica é aquela que comeria qualquer coisa, sem escolhas.

8 - Aproveite o momento que está em casa com a família e invista em novas receitas. Cozinhe mais com sua família.

9 - Cuide da sua mente. Faça tarefas, como arrumar aquele guarda-roupa, a gaveta da bagunça ou algumas tarefas que ficaram sendo procrastinada. Mente ocupada, fome emocional controlada.

10 - Chame as crianças e o marido e faça alguma atividade física (Dance, faça polichinelo, agachamentos, flexão, pule parado (instale apps gratuitos de exercícios). Você não terá mais desculpas para não fazer atividades físicas.

11 - Tenha rotina para almoçar e jantar. Divida seu prato ao meio e em uma parte inclua proteínas, na outra parte divida em duas partes e inclua os vegetais e legumes e finalize com os grãos;

12 - No café da manhã, não esqueça de incluir suco de laranja ou limão diariamente, ou misturado no chá. Própolis na colher de chá e o nosso Omega3 para todos da família. Assim cuidamos da imunidade de todos.

13 - Mantenha seu intestino saudável, ele é responsável por diminuir a ansiedade. Inclua probióticos e alimentos integrais. Quando mantemos as bactérias boas no intestino, elevamos a serotonina (hormônio do prazer) e, consequentemente, diminuímos o cortisol (hormônio do estresse). Viu só como tudo está ligado?

14 - Vamos fazer um combinado? Vai me contando nas suas redes sociais como está lidando com a alimentação. Não esqueça de me marcar @nathaliloyola. Quero com você, combater essa ansiedade nessa quarentena.


Sobre a Loyola Concept — Nutrição e Saúde (www.loyolaconcept.com.br)

Sucesso na internet, as irmãs Nathy e Adriana Loyola dão dicas valiosas para as pessoas que querem emagrecer sem dietas. Elas são fundadoras da Loyola Concept — Nutrição e Saúde, empresa responsável por atender milhares de pessoas a chegarem em sua melhor forma. Nutricionistas e coaches por formação, elas têm um propósito de atender com excelência e de forma personalizada a necessidade de cada pessoa. Por isso, tiveram a ideia do “Nutricionista de Bolso”, sucesso da Loyola Concept, onde seus clientes aderem o programa e tem a experiência em ter durante dois meses uma delas à disposição, sanando suas dúvidas, dando dicas de alimentação e muito mais.

Além de atender seus clientes no consultório (Rua Dr. Melo Alves, 89 – Cerqueira César), as irmãs também realizam palestras por todo o Brasil tratando sobre os assuntos: intestino, emagrecimento, motivação na dieta, Fitoterápicos, Diabetes, Saúde da mulher, libido, dicas na cozinha sem fogão, como empreender não área da saúde e Imunidade, entre outros.

Youtube: Canal Sem Dietas - https://cutt.ly/2gw8DbG
Loyola Concept: @loyolaconcept


Sobre as sócias-fundadoras:

Nathi Loyola (@nathaliloyola) é pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pelo Instituto de Pesquisa e Gestão de Ensino a Saúde (IPGS). É especialista em adequações nutricionais na Medicina Integrativa pelo Instituto Dr. Lair Ribeiro também é bacharel em Nutrição pelo Centro Universitário Nove de Julho (UNINOVE).

Nathi palestrou na ACSP na WebSerie “SOS EMPREENDEDORES” - Como se alimentar melhor na Pandemia, também na Jornada da Nutrição na Universidade Paulista (UNIP) e no Congresso Upxp com o tema Atuação da Nutricionista nas redes Sociais, além da ACSP com o tema Como alimentação pode influenciar na Alta Performance.

Também cursou o Mood and Food e a Sinergia dos Alimentos, fez a Extensão de Exames Laboratoriais no Instituto de Nutrição Avançada. Teve também um artigo científico publicado em 2019 sobre Cúrcuma na Prevenção da Diabete e Obesidade. Participou do Congresso de Atualização Comportamento Alimentar – IPGS, do Congresso Mindfull e Transtorno Alimentares – BFF Eventos, do Grupo de Estudo com ênfase em Emagrecimento pela UNIFESP, do 10º Congresso de Glúten Free e Fitoterápicos na área Clínica – E4 e do curso de Personal Diet – Escola Nutri New. Também participou dos cursos de Aprimoramento e uso de Fitoterápicos na área clínica – Escola Nutriente, do Curso de Suplementação de Nutricional na Prática de A a Zinco – Neurologia Geriátrica da UNIFESP, Curso de Transtornos Alimentares – Abordagem Nutricional – Módulo Básico e o Fit Summit Brasil – Fitoterápicos e sua atuação. Além do Curso de Extensão Universitária Medicina Hiperbárica da USP – Dietoterapia para pacientes cirúrgicos na Divisão Clínica Cirúrgica III.

Adriana Loyola (@loyola.adriana) é graduada em Nutrição e é pós graduada em Nutrição Clínica pelo Centro Universitário São Camilo. Palestrou sobre saúde intestinal para gestantes em clínica FEMME – Saúde da Mulher em 2019, participou do trabalho acadêmico “PADRONIZAÇÃO DE FICHAS TÉCNICAS NA COZINHA DIETÉTICA DE UM HOSPITAL EM SÃO PAULO- SEMANA 2”. Apresentou-se no Congresso Multiprofissional III, no Centro Universitário São Camilo em 2018. Cursou “Boas Práticas em Manipulação de Alimentos”, na Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – 2020. Também participou do Congresso Internacional de Mindful Eating 2018 e do Meeting de Nutrição Eficiente 2018.

 ***

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Dermatologista dá dicas sobre harmonização facial e fala sobre reversão do procedimento



A harmonização facial está em alta e, com o depoimento do cantor Lucas Lucco sobre a vontade de reverter o procedimento, várias dúvidas surgiram. Por isso, a Dermatologista Nádia Bavoso reuniu algumas dicas e informações para quem estiver interessado em fazer o procedimento.

A harmonização facial nunca esteve tão em alta nos consultórios como nos últimos tempos. Depois do cantor Lucas Lucco se dizer arrependido de ter feito o procedimento, o assunto veio ainda mais à tona. Por mais que a estética tenha um arsenal de técnicas para melhorar a autoestima dos pacientes, é preciso muito cuidado nas escolhas para que o sonho não acabe se tornando pesadelo.

Assim como Lucco, muitas pessoas se submetem a intervenções e podem não gostar dos resultados. Por isso é importante sempre conversar com um profissional de confiança para alinhar expectativas e entender o que é mais indicado para os seus objetivos.

“Quando não estamos felizes com algo no nosso corpo, é normal idealizar uma solução e ir atrás disso. Mas vale ressaltar que o passo mais importante de todos é buscar um profissional de confiança e entender as opções mais interessantes para o seu caso. Nem sempre a técnica que deu certo para uma pessoa vai dar o mesmo efeito para outra. É preciso ter muita cautela, afinal, um procedimento mal feito não traz apenas impactos físicos, mas também, psicológicos”, afirma a Dermatologista e especialista em Harmonização Facial, Nádia Bavoso.

O caso do cantor é um ótimo exemplo disso. Ele chegou a dar entrevistas dizendo que não se reconhece e que não gosta nem de ver as fotos do seu noivado, época em quem fez o procedimento. Essas reações trouxeram muitos questionamentos sobre a possibilidade de reversão.

“A reversão da harmonização facial é até possível, mas é preciso saber exatamente quais foram as substâncias usadas, e a quantidade precisa que foi injetada. Por esse motivo é tão difícil reverter um procedimento que outro profissional fez. Não dá para generalizar, é preciso analisar cada paciente. O que posso dizer, pela minha experiência, é que na maioria das vezes é possível sim, mas é um processo. Não é simplesmente fazer em um dia e no outro voltar para reverter”, explica a Dra. Nádia.

E para quem está pensando em fazer a harmonização facial, a Dra. Nadia reuniu algumas informações importantes para ajudar nessa decisão:

  • é um procedimento não cirúrgico que alinha os ângulos da face, trazendo mais equilíbrio e harmonia. Também pode ser feito para ressaltar algumas características já existentes,
  • Alterações mais drásticas são indicadas em casos bem selecionados, pois podem modificar o rosto tanto quanto uma cirurgia plástica faria;
  • a duração média do procedimento é de 30 minutos a uma hora, com anestesia local;
  • os resultados levam de 15 a 30 dias para ficarem mais nítidos, mas já podem ser percebidos no mesmo dia;
  • pode ser temporária ou não e o que muda são as substâncias que serão usadas. No caso da harmonização temporária, a duração varia de um a quatro anos, dependendo de cada organismo;
  • a primeira etapa do procedimento é analisar todo o rosto para entender o que pode ser modificado para trazer um equilíbrio maior para as características do paciente. Acima de tudo, o profissional deve sempre avaliar o que não fazer para que seu paciente não perca a identidade;
  • como é um procedimento pouco invasivo, o inchaço costuma desaparecer rápido e a recuperação costuma ser simples. O maior cuidado é evitar exposição ao sol por alguns dias. Mas só o médico poderá passar os cuidados necessários de acordo com cada tipo de pele e reação.


Sobre Dra. Nádia Bavoso

Dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem mestrado pela mesma instituição e faz parte do corpo docente da UNIFENAS (BH). É sócia da Clínica Eveline Bartels, uma das mais conceituadas em medicina estética de Belo Horizonte.

***


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

AMAMENTAÇÃO AJUDA A PREVENIR CÂNCER DE MAMA



Movimento Outubro Rosa chama atenção aos cuidados com a saúde da mulher e prevenção de doenças. O simples ato de amamentar também ajuda na prevenção do câncer de mama

Além de ser a maneira mais completa de alimentar um bebê, a amamentação é uma aliada importante para ajudar a prevenir o câncer de mama. O tema foi um dos destaques da cerimônia de lançamento da campanha de 2020 do Outubro Rosa, realizada nesta quarta-feira (8), pelo Ministério da Saúde. O movimento internacional reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença.

“As mulheres que amamentam têm uma redução do risco do câncer de mama. Há uma proteção no ato, por isso, o Ministério da Saúde incentiva o aleitamento materno precoce iniciado na primeira hora de vida, a chamada hora de ouro”, afirmou o diretor Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES) da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Ministério da Saúde, Antônio Braga, durante a solenidade.

Estima-se que o risco de desenvolver câncer de mama diminui de 4,3% a 6% a cada 12 meses de duração da amamentação, de acordo com a Lancet – uma reconhecida publicação científica britânica. Além disso, os atuais índices globais de aleitamento materno previnem quase 20 mil mortes por câncer de mama ao ano. “O mais interessante é que essa proteção independe da idade da mulher, da sua etnia, de quantos filhos já tem, e da presença ou não de menopausa”, afirmou a Coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno da SAPS, Janini Selva Ginani.
BENEFÍCIOS

A amamentação promove três tipos de mecanismos no corpo da mulher que colaboram com a diminuição de risco. O primeiro está relacionado à exposição hormonal. “No período da amamentação, por um processo natural, a mulher está menos exposta aos hormônios femininos que estão associados ao risco de câncer de mama”, explicou o médico Ronaldo Corrêa, oncologista do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Já o segundo mecanismo acontece quando o bebê suga o leite da mãe e o líquido passa pelos ductos mamários. Essa ação elimina células que sofreram alguma alteração na sua estrutura e que poderiam levar ao aparecimento futuro do câncer de mama. Nesse contexto existe um processo natural de substituição das células mamárias ao final da amamentação, que pode eliminar células modificadas ou com mutações que poderiam levar ao surgimento da doença.

O aumento de proteção causado pela amamentação dura a vida toda mulher. “É muito importante que a gente apoie, promova e proteja o aleitamento materno para que toda mulher amamente até os dois anos ou mais, sendo de forma exclusiva até os seis meses da criança”, pontuou Janini.

Além da amamentação, outras medidas também diminuem os riscos, como praticar atividade física pelo menos duas vezes na semana, alimentar-se de forma saudável, manter o peso corporal adequado, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Saiba mais sobre como prevenir o câncer de mama em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama

Para incentivar a causa, o Ministério da Saúde, entre diversas outras medidas, realiza uma campanha anual de incentivo à amamentação, com ações mais intensas durante o mês de agosto. Além disso, a pasta mantém uma política de aleitamento materno, na qual capacita os profissionais em todos os âmbitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para que a população receba uma assistência de qualidade em amamentação.
CONHEÇA OS SINTOMAS DO CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

- Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor - presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;

- Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;

- Alterações no mamilo;

- Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;

- Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.
ATENDIMENTO

O SUS oferta atenção integral à prevenção e ao tratamento do câncer de mama. O controle passa pelo diagnóstico precoce na Atenção Primária à Saúde (posto de saúde) e pelo rastreio mamográfico, quando indicado pelo médico.

É recomendado que mulheres sem sintomas ou sinais de doença com idade entre 50 a 69 anos façam o exame de mamografia a cada dois anos. Ao ser atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS), independentemente do motivo da procura, toda mulher nessa faixa etária será abordada para realização da mamografia. 

AÇÕES NA PANDEMIA

O Ministério da Saúde elaborou uma nota técnica atualizando orientações sobre o rastreamento do câncer de mama durante a pandemia da Covid-19. Também foram recomendadas ações para a preservação de pacientes, familiares e profissionais, viabilizando os atendimentos de urgência e a manutenção da assistência com segurança àqueles que estão em tratamento.

O Ministério da Saúde também tem reforçado a assistência oncológica na rede pública de saúde por meio do Plano de Expansão da Radioterapia no Sistema Único de Saúde (PERSUS) - maior programa público do mundo de entrega de equipamentos de radioterapia. A iniciativa tem objetivo de ampliar e criar novos serviços de radioterapia em hospitais pelo Brasil.

Com o investimento federal de R$ 700 milhões, já foram implantados 24 aceleradores lineares pelo PERSUS. Mais 24 espaços de radioterapia estão previstos para serem concluídos em 2020, além da assinatura de 20 novas ordens de serviços para início de obras. Outros 13 convênios para aquisição de aceleradores estão sendo executados.


***
 

domingo, 4 de outubro de 2020

Herman Miller leiloa luminárias Nelson Bubble customizadas por arquitetos e reverte lucro ao Instituto Rodrigo Mendes

O leilão das peças acontecerá através da plataforma Iarremate, começando no dia 01/10 e sendo encerrado no dia 08/10


O projeto The Bubble Creation impactou milhares de pessoas através da exposição no showroom da Herman Miller e concurso virtual nas últimas semanas. Agora a ação chega a sua fase final e 9 luminárias serão leiloadas através da plataforma Iarremate, com 100% do lucro revertido ao Instituto Rodrigo Mendes. Entenda:

Inicialmente pensando em uma instalação na SP Arte 2020, a Herman Miller convidou um seleto grupo de escritórios de arquitetura e designers de interiores brasileiros de renome nacional para revisitarem artisticamente 10 icônicas luminárias Nelson Bubble, dando vida ao projeto The Bubble Creation. Devido ao cenário atual, o projeto foi reinventado e aprimorado. Além da exposição, que aconteceu na primeira semana de setembro, na vitrine do showroom da Herman Miller Brasil, a marca promoveu uma promoção em seu Instagram, no qual a arquiteta Vanessa Kairiyama ganhou o direito de escolher uma das 10 peças, tendo optado pela peça revisitada pelo escritório LPA Arquitetura.

As 9 luminárias restantes, serão leiloadas e todo o lucro será doado para o Instituto Rodrigo Mendes.

O Instituto Rodrigo Mendes (IRM) é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão colaborar para que toda pessoa com deficiência tenha uma educação de qualidade na escola comum. Para isso, desenvolve projetos de pesquisa, formação continuada e consultoria na área da educação inclusiva em várias partes do mundo.

O leilão acontecerá inteiramente online e os participantes poderão dar seus lances entre os dias 01/10 e 08/10, através da plataforma https://www.iarremate.com/. No dia 08 de outubro, as 20h, o leiloeiro Aloísio Cravo realizará o evento virtual de consolidação dos lances.

Luminárias Bubble e Artistas Convidados


Inspiradas em um conjunto de luminárias Suecas, as luminárias Nelson Bubble, com design de George Nelson, de 1952, foram criadas a partir do desejo do designer de dar um toque de suavidade e luminosidade aos espaços internos. Estas luminárias elegantes são formadas a partir de uma armação de aço resistente e leve, e contam também com uma qualidade delicada e flutuante, sejam penduradas no teto, montadas na parede ou colocadas na mesa ou no chão.

Além de destacar a criatividade de arquitetos e designers brasileiros e mostrar que por meio de um olhar de especialista e criativo, peças que já são icônicas e atemporais, se reforçam como tendência em design. Os grandes nomes participantes do projeto são: Dal Pian Arquitetos, LPA Arquitetura, Luca Panhota Arquitetos Associados, Marina Linhares Interiores, Moema Wertheimer Arquitetura, Nildo José Arquitetos Associados, Perkins and Will, Pitá Arquitetura, Suite Arquitetos e Viviane Gobbato Arquitetura.

Conheça as peças disponíveis no leilão:



***


terça-feira, 29 de setembro de 2020

Seguro DPVAT prevê queda de quase 20% nos acidentes em 2020

Mesmo com a redução, Brasil permanece com média de 30 mil mortes por ano. Dados estatísticos estão disponíveis em novo painel online


A Seguradora Líder, administradora do consórcio que gere o Seguro DPVAT, traz um levantamento inédito com projeções de acidentes até o final de 2020. O estudo prevê uma queda de 19% no número de ocorrências em todo o país, considerando o período de isolamento social por conta da pandemia da Covid-19. A estimativa é que 229.646 vítimas sejam indenizadas pelo seguro em acidentes ocorridos neste ano. Todos os dados estatísticos agora estão disponíveis num painel online inédito para consulta pública (https://www.seguradoralider.com.br/dadosdpvat).

Apesar da redução, segundo dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) o Brasil permanece com uma média de 30 mil mortes causadas por acidentes e cumpriu, até 2019, 30% da meta da Década de Ação pela Segurança no Trânsito da Organização das Nações Unidas (ONU). Com o acordo, esperava-se que, até 2020, houvesse uma redução de 50% no número de mortes. Segundo o Departamento, em nove anos, o Brasil saiu da marca de 43.256 mil mortos no trânsito em 2011 para 30.371 mil mortos em 2019.

Do total de ocorrências previstas pelo estudo até o final de dezembro, 143.842 estão relacionadas a coberturas por invalidez permanente, 56.408 a indenizações para despesas médicas e 29.396 a casos de morte. Os motoristas lideram o ranking das vítimas com participação em 144.225 das ocorrências, 62% do total. Já quando considerada a faixa etária mais sujeita a acidentes de trânsito, pessoas com idades entre 25 a 34 anos são as principais vítimas, presentes em 61.602 das ocorrências, 27% do universo projetado para este ano.

Quanto ao perfil dos veículos, as motocicletas seguirão sendo as responsáveis pela maior parte dos acidentes indenizados. A previsão é que 180.597 vítimas recebam o Seguro DPVAT por conta de ocorrências envolvendo motos, ou seja, 79% do total. Na média por 100 mil habitantes, das 14 mortes registradas por ano, sete são causadas pelo veículo.

Ao observar o mapa do Brasil em 2020, São Paulo (29.477), Minas Gerais (28.107), Santa Catarina (16.938) e Goiás (13.401) são os estados com previsão de maior quantidade de acidentes de trânsito a serem indenizados pelo seguro.

As maiores reduções de acidentes destacam-se nos estados do Ceará (35% de redução), Maranhão (37%), Sergipe (38%) e Acre (38%).



A diretora de Controladoria e Finanças da Seguradora Líder, Maria Valins, explica o estudo. "Para chegar a esses números, utilizamos a nossa base histórica de pagamentos do seguro e projetamos a quantidade de acidentes que terão direito à indenização, utilizando metodologia estatística capaz de captar padrões e adotada amplamente pelo mercado segurador. O que chama a atenção é que, mesmo no período de pandemia, o cenário do trânsito no país ainda é muito preocupante", afirma ela.

Além disso, no levantamento, foi considerado o fato de que o beneficiário do Seguro DPVAT possui até três anos após o acidente para dar entrada no pedido de indenização. O estudo também leva em consideração variáveis externas como as políticas públicas de prevenção e educação no trânsito.

O boletim, na íntegra, pode ser acessado aqui.

Painel de acidentes

A partir de agora, a Seguradora Líder disponibiliza, para consulta pública, os dados estatísticos do Seguro DPVAT em um painel inédito, com os acidentes já indenizados e os projetados até o fim de 2020. A área contempla a quantidade dos acidentes registrados no Brasil entre os anos de 2010 e 2020 e o cruzamento desses números por categoria, cobertura indenizada do Seguro DPVAT, região do Brasil e Estado. Os registros de acidentes por faixa etária e por dias da semana também podem ser consultados, além do cruzamento dos acidentes de trânsito com a população brasileira. O objetivo é que os dados sejam usados para a construção de políticas públicas, que garantam a segurança dos motoristas, passageiros e pedestres.


Sobre o Seguro DPVAT

O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social que protege os mais de 212 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte (valor de R$13.500), invalidez permanente (de R$135 a R$13.500) e reembolso de despesas médicas e suplementares (até R$2.700). A proteção é assegurada por um período de até três anos.


***



sábado, 26 de setembro de 2020

O QUE MUDA NA ROTINA DOS CASAIS QUE QUEREM ENGRAVIDAR EM ÉPOCA DE PANDEMIA

Dra. Mariana Rosario
ginecologista e mastologista

Está pensando em engravidar? Como fica a rotina dos Tentantes, casais que desejam ter filhos em tempos de coronavírus

Com medo da pandemia, muitos casais podem ter adiado o sonho de se tornarem pais. Ao retomarem a rotina, pouco a pouco, eles começam a se preparar para tentar uma gravidez e surge a dúvida: o que muda neste processo, diante da realidade do coronavírus?

São chamados carinhosamente de ‘Tentantes’ aqueles casais que estão se preparando para ter filhos. A mulher que engravidará deve passar por um período preparatório especial, que envolve uma série de exames físicos e laboratoriais, suplementação vitamínica e orientação quanto à prática de atividade física, alimentação adequada e mudança de hábitos e estilo de vida que ajudarão não apenas nos meses em que ela gestará, mas também na saúde do bebê.

O pai da criança, no caso de se tratar de um casal heterossexual, também deverá passar por exames e receber suplementação vitamínica, além de receber as mesmas orientações sobre mudança de hábitos e estilo de vida. “O ideal seria que o pai estivesse com peso adequado, exames de glicemia e colesterol dentro da normalidade, suspendesse o uso do cigarro, drogas e álcool e praticasse bons hábitos, como atividade física constante e alimentação balanceada. Tudo isso porque, como se sabe, 50% da genética do filho vem do seu pai – e estando ele com o organismo em desequilíbrio, interferirá geneticamente no bebê”, explica a Dra. Mariana Rosario, ginecologista, obstetra e mastologista, que já foi responsável por ajudar a trazer mais de 5 mil crianças ao mundo.

Ela também fala que o metilfolato, suplemento tão importante para que as crianças não tenham problemas de desenvolvimento relacionados ao tubo neural e que é indicado às mulheres com pelo menos 30 dias antes de engravidar até o terceiro mês de gestação (conforme a Organização Mundial da Saúde – OMS, mas podendo variar segundo indicação de cada obstetra), deve ser administrado também aos pais. “Mais uma vez, eles são responsáveis por metade da carga genética do bebê e, portanto, devem ser suplementados”, diz.

O preparo da mãe Tentante

A mãe Tentante precisa passar por consulta de seis a 12 meses antes de engravidar. Isso porque ela precisa verificar vive situações como obesidade, Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), resistência à insulina, diabetes, hipertensão arterial, Síndrome Metabólica, Endometriose e outras condições que precisam ser tratadas antes das tentativas. “Todas essas condições físicas e patologias dificultam a concepção e devem ser tratadas previamente”, comenta a médica.

Quem apresentou abortos espontâneos também precisa ficar atenta à trombofilia e outras questões que são ligadas à perda do bebê. “Nesses casos, precisamos investigar o que causou os abortos, antes que o casal tente e haja novamente o problema de saúde”, elucida a Dra. Mariana.

A médica pede uma série de exames e, com tudo em dia, inicia-se a suplementação, que inclui outros elementos, além do metilfolato. Cada mulher tem uma necessidade diferente, que inclui os ômegas 3 e 6, vitaminas D, Ferro, Magnésio e Iodo, por exemplo. Elas também podem precisar de vitaminas C, A e do Complexo B, cabendo ao obstetra avaliar caso a caso. Também é solicitado que a Tentante tome todas as vacinas, colocando sua carteira de vacinação em dia. “Há doenças potencialmente perigosas para as gestantes e elas são evitáveis com as vacinas. Porém, algumas vacinas não podem ser tomadas depois da concepção, apenas antes dela”.

Apenas após tudo estar controlado e a mulher estar com a saúde plena é que a tentativa real está liberada. “Pode parecer exagero, mas as mulheres precisam estar com uma boa saúde para terem uma gestação livre de diabetes, hipertensão arterial (que pode levar à pré-eclâmpsia), trombofilia e outras doenças que podem levar ao aborto ou causarem doenças graves nelas e em seus bebês. Quanto mais prevenimos, mais tranquila e bonita é a gravidez”, garante a médica.

O preparo em tempos de coronavírus

E quem deseja tentar engravidar em tempos de coronavírus, o que deve saber? A Dra. Mariana Rosario diz que, mais do que nunca, é preciso que as mulheres tenham plena consciência da importância da saúde preventiva, ainda mais quando se quer engravidar. “É de conhecimento público de que a Covid-19 pode ser devastadora em pessoas com diabetes e obesas. Por isso, antes de engravidar, as mulheres precisam estar dentro do peso ideal e com a glicemia controlada. Isso se faz fundamental, diante da pandemia. É preciso que elas estejam um pouco mais protegidas, caso sejam contaminadas pelo vírus quando estiverem gestando”, diz a médica.

Em relação à suplementação, ela diz que as vitaminas C e D devem ser adotadas. “Mantemos todas as outras normalmente e intensificamos a adoção destas. E, em relação a exames e pré-natal, nada muda”.

As Tentantes devem tomar cuidados redobrados, em se tratando da exposição cotidiana. “Como ainda não há estudos conclusivos sobre o efeito do coronavírus em gestantes e fetos, é preciso que as futuras mães protejam-se, usando máscaras o tempo todo e prestando muita atenção à higiene, com a lavagem constante das mãos e uso de álcool 70º. Também é fundamental que evitem aglomerações, porque não sabemos se a Covid-19 pode causar aborto”.

Ainda que uma possível vacina seja disponibilizada nos próximos meses, não é possível ter certeza de que ela poderá ser administrada em gestantes. “Os medicamentos quase nunca são testados neste grupo de pessoas e, por isso, a maioria deles é contraindicada. Então, mesmo que haja uma vacina logo, não podemos garantir que as grávidas poderão recebê-la. Em relação às Tentantes, elas provavelmente estarão no grupo apto a receber a vacina”, pondera a médica.



Sobre a Dra. Mariana Rosario

Formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, a Dra. Mariana Rosario possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão, Itália, um dos mais renomados do mundo. É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e especialista em Longevidade pela ABMAE – Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. É médica cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela ELMECO, do professor Elcimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto. É membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

Possui vasta experiência em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia, tanto em Clínica Médica como em Cirurgia Oncoplástica. Realiza cursos e workshops de Saúde da Mulher, bem como trabalhos voluntários de preparação de gestantes, orientação de adolescentes e prevenção de DST´s. Participou de inúmeros trabalhos ligados à saúde feminina nas mais variadas fases da vida e atua ativamente em programas que visam ao aprimoramento científico. Atualiza-se por meio da participação em cursos, seminários e congressos nacionais e internacionais e produz conteúdo científico para produções acadêmicas.

Dra. Mariana Rosario – Ginecologista, Obstetra e Mastologista. CRM- SP: 127087. RQE Masto: 42874. RQE GO: 71979.




***



terça-feira, 22 de setembro de 2020

Sistema público brasileiro de saúde completa 30 anos e demonstra sua força no meio da pandemia da Covid-19

Sistema público brasileiro de saúde completa 30 anos e demonstra sua força no meio da pandemia da Covid-19

O Sistema Único de Saúde é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. Ele garante acesso integral, universal e gratuito para toda a população do Brasil, abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, até o transplante de órgãos. Esse complexo sistema está presente na vida de todos os brasileiros e completa, neste sábado (19/09), 30 anos da Lei 8080/1990 que o criou e levou a uma trajetória de muito esforço e desafios enfrentados, diariamente, para proporcionar e garantir o direito universal à saúde como dever do Estado.

Hoje, com a pandemia, é possível constatar a força e importância desse sistema de saúde, que atende cerca de 70% da população. Sob a gestão e união dos três entes – governo federal, estados e municípios – foi possível garantir assistência aos pacientes infectados pela Covid-19 e o atendimento daqueles que necessitam de tratamentos especializados.

"Não existe outra saída para o nosso país com relação a saúde, que não seja o Sistema Único de Saúde forte e eficiente", afirma o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Os próximos 20 anos já estão sendo elaborados pela atual equipe do Ministério da Saúde. "Estamos montando ações estruturantes com projetos estratégicos em todas as áreas, como Saúde Digital, Projeto Genoma entre outras que estão sendo finalizadas", aponta o ministro.

EVOLUÇÃO DO SISTEMA

O sistema público de saúde no Brasil antes de 1988 atendia a quem contribuía para a Previdência Social. A saúde era centralizada e de responsabilidade federal, sem a participação dos usuários. A população que poderia usar recebia apenas o serviço de assistência médico-hospitalar. Antes da implementação do SUS, saúde era vista como ausência de doenças. Na época, cerca de 30 milhões de pessoas tinham acesso aos serviços hospitalares. As pessoas que não tinham dinheiro dependiam da caridade e da filantropia.

Durante esses 30 anos, a evolução do sistema público de saúde foi importante para todos, sem discriminação. Atualmente, o sistema é descentralizado, municipalizado e participativo, com 100 mil conselheiros de saúde. Hoje, saúde é vista como qualidade de vida.

O SUS não é apenas assistência médico-hospitalar. Também desenvolve, nas cidades, no interior, nas fronteiras, portos e aeroportos, outras ações importantes. Realiza vigilância permanente nas condições sanitárias, no saneamento, nos ambientes, na segurança do trabalho, na higiene dos estabelecimentos e serviços. Regula o registro de medicamentos, insumos e equipamentos, controla a qualidade dos alimentos e sua manipulação. Normaliza serviços e define padrões para garantir maior proteção à saúde.

DESAFIOS DA SAÚDE

Os desafios de um sistema de saúde são constantes e novas demandas sempre surgem, seja em um enfrentamento de uma nova doença - como a Covid-19 - ou até mesmo na incorporação de novos medicamentos e de tecnologias de ponta.

O grande desafio, sobretudo, é a oferta de serviços. A demanda é sempre crescente, as mudanças tecnológicas são frequentes e a absorção disso no sistema sofre com duas consequências: a primeira é a oferta do serviço que precisa ser eficiente para atender em quantidade suficiente e em tempo oportuno todas essas demandas e necessidades, e a segunda é o desafio do financiamento, alocação de recursos para se ter uma base do melhor resultado possível.

"O sistema de saúde nunca está completo, sempre tendo demandas agudas, como por exemplo no caso da pandemia ou demandas que são cronicamente alimentadas por conta do envelhecimento populacional", pontua a médica oncologista e chefe de gabinete da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) do Ministério da Saúde, Maria Inês Gadelha.

FORTALECIMENTO

A participação de todos, inclusive da população, é fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento da saúde. O papel do Ministério da Saúde, além das pactuações com os estados e municípios - na tripartite - é desenhar tecnicamente critérios em todas as áreas para o fortalecimento da saúde do Brasil para os brasileiros.

A população brasileira deposita bilhões de reais para o SUS. São cerca de R$ 500 mi por dia. "Precisamos ter efetividade, transparência e responsabilidade pelo recurso público, pois não estamos falando de dinheiro, estamos falando da saúde das pessoas", defende o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.


***


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Vacinação: obrigatoriedade é constitucional e protege cidadãos

"Constituição é o limite entre imposições estatais e a autonomia individual", afirma Mérces da Silva Nunes


O assunto já tem o mínimo regimental de quatro votos para ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). A pauta: a obrigatoriedade de vacinação de crianças e adolescentes pelos pais. Afinal, o Estado pode obrigar o cidadão a manter seus filhos menores de idade imunizados? Até onde vai o poder de autoridade do Estado em relação à liberdade individual?

Para a especialista em Direito Médico, Mérces da Silva Nunes, não há dúvidas sobre o tema. “O limite entre imposições estatais e a autonomia individual das famílias é a Constituição”. Segundo ela, a Constituição Federal estabelece que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, a não ser em virtude da lei. “E a Lei nº 8.069/90, o Estatuto da Criança e do Adolescente, impõe aos seus responsáveis legais o dever de proteger a saúde desta população. Ela dispõe que a vacinação das crianças é obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias, levando em conta que a proteção é indispensável para evitar que essa população fique doente, em decorrência de doenças para as quais há vacinas comprovadamente seguras e eficazes”.

Confira entrevista com Mérces de Silva Nunes sobre o tema:

O STF está para julgar recurso extraordinário com agravo no qual se discute se os pais podem deixar de vacinar os seus filhos, tendo como fundamento “convicções filosóficas, religiosas, morais e existenciais”. Hoje, o que diz a lei sobre a vacinação?

Mérces da Silva Nunes: O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) assegura o direito à vida e à saúde de crianças e adolescentes e impõe aos seus representantes legais o dever de proteger a saúde desta população, sob pena de responsabilidade. O parágrafo 1º do artigo 14, do ECA, dispõe que a vacinação das crianças é obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. E a legislação assim determina porque a proteção das crianças e adolescentes é indispensável para evitar que essa população fique doente, em decorrência de doenças para as quais há vacinas comprovadamente seguras e eficazes e para impedir que essa mesma população não atue como agente propagador dessas doenças. O Programa Nacional de Imunização (Ministério da Saúde) dispõe sobre a vacinação infantil e estabelece que as vacinas já comecem a ser aplicadas ainda na maternidade, logo após o nascimento do bebê.

Em sua opinião, qual o limite entre imposições estatais (especialmente as relacionadas a saúde das crianças) e a autonomia individual de uma família?

Mérces da Silva Nunes: A Constituição Federal é o limite. O artigo 5º, inciso II dispõe que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” e o inciso VIII, assegura que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;” Da interpretação conjugada dos referidos incisos infere-se que o limite da autonomia individual de uma família, em relação à vacinação obrigatória, é a Lei, o próprio comando normativo inserto no Estatuto da Criança e do Adolescente que, em seu artigo 14, §1º estabelece a obrigatoriedade da vacinação, nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. Portanto, o Programa Nacional de Imunização (PNI/MS), que estabelece o cronograma de vacinação infantil obrigatória, dá efetividade ao ECA e deve ser concebido como verdadeiro instrumento de proteção da vida e da saúde da criança e do adolescente.

Sendo a decisão do STF de repercussão geral, ela incidirá sobre as demais instâncias. Caso a decisão seja favorável à liberdade individual da família, qual o prejuízo para a saúde pública isso poderia causar?

Mérces da Silva Nunes: Na hipótese de a decisão do STF favorecer o direito à liberdade individual da família em detrimento do interesse coletivo, haverá um sério e irreversível dano à coletividade. Primeiro, a própria Constituição Federal terá sido diretamente violada em disposições específicas contrárias a este posicionamento do STF que, na qualidade de guardião a CF, deveria ser o primeiro a procurar manter a integridade e a inviolabilidade da Lei Maior. Segundo, o próprio ECA terá sido violado em sua essência, que é a de proteger a vida e a saúde de crianças e adolescentes. Além disso, a a sociedade ficará injustamente exposta ao risco de contaminação por doenças que poderiam ser evitadas. E a eventual contaminação dessas crianças e adolescentes - que deixaram de ser imunizados - representará um ônus para a sociedade, pois o Sistema Único de Saúde deverá atender essa população e tratar as sequelas permanentes deixadas pelas doenças.

Perfil da fonte:

Mérces da Silva Nunes possui graduação em direito - Instituição Toledo de Ensino - Faculdade de Direito de Araçatuba, mestrado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006) e Doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Advogada - sócia titular da Silva Nunes Advogados Associados. Autora de obras e artigos sobre Direito Médico.


***


domingo, 20 de setembro de 2020

Reforma Tributária: Criação de novo tributo divide opiniões entre tributaristas

Imposto, que encontra resistências na sociedade e no Congresso, também não é unanimidade entre especialistas


Um dos diversos aspectos presentes na Reforma Tributária, a proposta de uma “nova CPMF” – como vem sendo chamado o novo tributo sobre transações ventilado pelo ministro Paulo Guedes – está cercada de polêmicas e encontra forte resistência tanto na sociedade como no Congresso, antes mesmo de ser enviada.

O caso é uma fixação do ministro da Economia, que vem buscando apoios para fazer a proposta caminhar, defendendo o novo tributo para concretizar sua ideia de desoneração da folha de pagamentos e aumentar a oferta de empregos formais.

Para se ter uma dimensão da proposta, se ela for levada adiante e arrecadar os R$ 120 bilhões previstos pelo governo, o novo imposto seria responsável por uma das maiores fontes de receita para a União, ficando atrás apenas do Imposto de Renda, da Cofins e da arrecadação previdenciária.

O professor e especialista em Direito Tributário Caio Bartine não é totalmente contrário ao imposto sobre transações digitais sugerido por Guedes, desde que ocorra a redução na tributação da contratação de mão de obra como contrapartida. “Se a alíquota for de 0,2%, apenas em transações digitais, não sei se isso irá gerar um ônus muito grande para o consumidor, como vejo muitos falarem. Particularmente, acho mais importante diminuir o impacto da mão de obra, para que tenhamos mais empregos formais, consequentemente aumentando a receita. E também existe a possibilidade de que, sem a aprovação desse tributo, resolvam aumentar outros impostos como IPI, ICMS e ISS, aí sim o impacto sobre o consumidor poderá ser bem maior”, acredita o professor.

Apesar disso, Bartine pondera que não é apenas a criação de um novo imposto que irá aliviar as contas públicas. “Antes de se pensar em reforma tributária, o Brasil precisa pensar em uma reforma administrativa. Temos um inchaço da máquina pública, pois grande parte das despesas são destinadas para folha de pagamento de servidores. E não vai ocorrer diminuição de carga tributária, se não diminuir a despesa pública. Não existe mágica nessa equação”, completa.

Outro especialista em Direito Tributário, o advogado Eduardo Natal não acredita que a ideia do novo imposto seja a proposta ideal para o país. “Isso não soluciona os problemas sérios que temos de complexidade tributária, ou de sobreposição de incidências de tributos, principalmente quando falamos em consumo”, aponta o tributarista.

Para Natal, uma reforma tributária deveria ser mais profunda, organizada e voltada não somente para aspectos ligados ao consumo. “Com essa visão, no final das contas, a classe menos abastada é que vai acabar pagando esses tributos. O debate deveria caminhar com uma profundidade maior com relação a outros vetores de incidência tributária”, reforça o especialista.

Desestímulo na Economia e ausência de justiça fiscal

Doutor e Mestre em Direito Tributário, o professor André Felix alerta que essa reforma caminha em um sentido totalmente inoportuno e que tributar fortemente o consumo não é uma realidade em países desenvolvidos. “A tributação sobre o consumo não realiza justiça fiscal, pois quem sente a tributação efetivamente é o consumidor com menor capacidade contributiva. Países desenvolvidos não privilegiam esse tipo de tributação, a incidência é maior sobre renda e patrimônio. Além do mais, a tributação sobre consumo não incentiva a economia”, finaliza o professor.

PERFIL DAS FONTES

Eduardo Gonzaga Oliveira de Natal – sócio do escritório Natal & Manssur, Mestre em Direito do Estado – Direito Tributário – pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Pós-graduação em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/COGEAE). Pós-graduação em Direito Societário pela Fundação Getúlio Vargas (FVG/GVLAW). Especialista em Estratégias Societárias, Sucessórias e Tributação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Sócio fundador do escritório há mais de 20 anos. Membro da Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT) e da International Bar Association (IBA). Autor do livro “A Dinâmica das Retenções Tributárias”

Caio Bartine – Advogado na área de Direito e Processo Tributário. Doutor em Direito, com MBA em Direito Empresarial (FGV). Professor de planejamento tributário do MBA em Marketing da FIA/USP. Professor de pós-graduação da Escola Paulista de Direto – EPD. Coordenador de Direito Tributário do Curso Damásio Educacional. Coordenador dos cursos de pós-graduação de Direito Tributário e Processo tributário. Procurador-Chefe da Procuradoria Nacional de Justiça do Conselho Federal Parlamentar. Vice-Presidente do Instituto Parlamentar Municipal – INSPAR.

André Félix Ricotta de Oliveira – formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Doutor e Mestre em Direto Tributário pela PUC/SP, Pós-graduado “lato sensu” em Direito Tributário pela PUC/S, Pós-graduado em MBA em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Ex-Juiz Contribuinte do Tribunal de Impostos e Taxas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Presidente da 10ª Câmara Julgadora. Coordenador do IBET de São José dos Campos. Professor da Pós-graduação em Direito Tributário do IBET e Mackenzie. Professor do Curso de Direito da Estácio. Professor de Cursos de Direito da APET. Presidente da Comissão de Direito Tributário e Constitucional da OAB-Pinheiros (SP).


***


sábado, 19 de setembro de 2020

Receitas práticas para o dia a dia ajudam criar a motivação necessárias para cuidar do corpo

Vivi Freitas, personal trainer / Foto: Valterci Santos

Personal Vivi Freitas em parceria com a ANZ Suplementos divulga receitas práticas e fit para quem quer entrar em forma para o verão


Faltam poucos dias para a primavera e com ela chaga também as temperaturas mais quentes e os preparativos para o verão. A ideia de grande parte, não apenas mulheres, é de entrar na estação mais querida pelo brasileiro, com o corpo em dia.

Estão sendo meses de isolamento social que fazem com que a ansiedade aumente e o consumo de bebidas e alimentos também seja maior, aliado a falta de exercício físico, compromete a saúde e a estética do corpo.

A personal Vivi Freitas afirma que, com uma alimentação saudável aliada a uma rotina de exercícios físicos, realizados inclusive em casa, é possível chegar no verão com um corpo bem mais bonito. “Nesse período de isolamento, onde alguns ainda estão com o receio de retornar às academias, adaptamos a performance dos exercícios para que sejam realizados em casa, de forma que o aluno saia do sedentarismo, ou aumente a quantidade de exercícios que fazia”, explica.

Além dos exercícios direcionados e dos aulões gratuitos, a personal ainda publica mensagens motivadoras a quem se espelha em sua rotina saudável. Os treinos dividem espaço com as receitas fit e de fácil preparação. “Sou mãe de três, sendo duas filhas ainda bebês. Sei da dificuldade de organizar a casa, trabalhar e ainda se alimentar bem. Receitas práticas para o dia a dia ajudam criar a motivação necessárias para cuidar do corpo”, afirma Vivi Freitas.

Em parceria com a ANZ Suplementos, a personal vem desenvolvendo receitas fáceis, fit e boas para sacear a vontade de comer doces durante o dia, ou ainda substituir a proteína no café da manhã ou lanche da tarde. “O ideal é sempre incluir uma proteína nas refeições e diminuir a quantidade de carboidrato ingerido. No entanto, nem sempre temos vontade de preparar algo, ou ainda incluir o ovo (puro). Por isso opto por receitas que dão sabor, saciam e são de baixa caloria”, explica Vivi.





Para o café da manhã a indicação é a Panqueca de Whey.

Ingredientes

½ xícara de whey protein sabor baunilha da @anz_suplementos

½ xícara de iogurte grego light

3 claras de ovo

1 banana (amassada)

½ xícara de aveia em flocos

Extrato de baunilha a gosto (opcional)

Modo de Preparo: Misture todos os ingredientes em uma tigela. Em uma frigideira antiaderente, untada com óleo de coco ou outro óleo vegetal, adicionar um pouco de massa e deixar até́ borbulhar. Virar para dourar o outro lado. Fazer uma torre com as panquecas. Cobrir com calda Mrs Taste sabor de chocolate com avelã zero açúcar, zero calorias da @anz_suplementos.

O proprietário da ANZ Suplementos, Luiz Renato Annuzzi explica que qualquer pessoa pode consumir o Whey Protein, inclusive as pessoas que não fazem exercícios físicos. “O Whey é indicado para as pessoas com dificuldade para ganhar massa muscular, mas se trata de um suplemento alimentar e não substitui uma refeição”, alerta.

Segundo Annuzzi uma pessoa precisa de 1 a 1,2 gramas de proteína para cada quilo de seu peso total, ou seja, quem pesa 70 quilos deve ingerir entre 70 e 84 gramas do nutriente por dia. “Se a pessoa praticar esporte e a intenção for aumentar a massa muscular, a quantidade pode ser aumentada. Mas vale ressaltar que o Whey Protein pode ser substituído na alimentação por files de frango grelhado, queijo minas ou ovos cozidos”, finaliza.


***