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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Empresa escolhida pela Prefeitura de SP fraudou reuniões do Plano Diretor do Parque Ibirapuera

Ver. Gilberto Natalini
Vereador Natalini defende anulação do processo e da concessão


Em parecer à 6ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo encaminhado nesta sexta-feira (11 de outubro), o Vereador Gilberto Natalini (PV-SP) manifestou-se contra o processo de “audiências”, “oficinas” e “encontros” promovido pela Prefeitura de São Paulo (PMSP) para elaborar o Plano Diretor (PD) do Parque Ibirapuera, cujo objetivo deveria ter sido reunir os elementos que norteariam a conduta da Construcap, empresa selecionada pela administração municipal para gerenciar o Ibirapuera e mais cinco parques da Cidade por um período de 35 anos.


Natalini denunciou que as reuniões foram fraudadas pela Construcap, cujos funcionários somaram 62,58% dos presentes que se disseram “usuários” do Parque. Ao todo, 83 pessoas vinculadas ou ligadas à concessionária participaram das atividades de “participação popular” como se fossem frequentadoras da área verde e de lazer. Todo o processo ficou maculado. Como exemplos de participações indevidas estão a do executivo Samuel Henrique Cornélio Lloyd, que se disse “personal trainner” apesar de trabalhar para a Construcap em Belo Horizonte, e de Patrícia de Araújo Levy, a “usuária” assídua nas reuniões que, na verdade, é advogada do presidente da Construcap, Roberto Ribeiro Capobianco.

Em seu parecer, o Vereador questiona se a pequena divulgação das reuniões e o baixo comparecimento de verdadeiros usuários foi proposital, com a finalidade de “esvaziar os encontros que poderiam dificultar a linha de desenvolvimento de PD traçada pela PMSP/Construcap”. Nesse sentido, “o PD não passaria de um plano de gestão para atender às conveniências da Construcap”.

Entre as pessoas e entidades que enviaram manifestações corroborando as denúncias de Natalini estão a Deputada Estadual Janaína Paschoal, o Arquiteto Nabil Bonduki, a Associação dos Moradores e Amigos do Jardim Lusitânia (Sojal), o coletivo Fórum Verde Permanente de Parques e Áreas Verdes, Martha Argel (Doutora em Ecologia), Ivan Carlos Maglio (Doutor em Saúde Ambiental) e cerca de 150 pessoas da sociedade civil paulistana que fizeram questionamentos sobre a falta de clareza e as intenções da PMSP/Construcap para arrecadar R$ 71 milhões anuais no atual Pavilhão das Culturas Brasileiras.

“Não somos contra a concessão, no entanto exigimos um plano diretor que garanta a manutenção dos serviços ambientais do parque”, disse Natalini.



quinta-feira, 3 de outubro de 2019

QUAL A DOENÇA DE DUSTIN DE STRANGER THINGS?



Displasia cleidocraniana: Conheça a doença do personagem Dustin, de Stranger Things

Mal genético impede o crescimento de dentes permanentes


Quem é fã da série Stranger Things acompanha a trajetória do personagem Dustin, que esbanja todo o seu carisma e se tornou um dos personagens mais queridos dos telespectadores. Mas afinal por que o ator mesmo com 16 anos não tem os dentes?

Segundo o dentista Denis Panhota, da JP Odonto, o ator sofre de displasia cleidobraniana; uma doença genética rara, sem cura e que atinge uma pequena parcela da população mundial. “Em média há 1 caso em cada 1 milhão de pessoas. A doença afeta o crescimento dos ossos da criança e faz com que ela até desenvolva os dentes de leite, mas os mesmos não crescem”, explica o especialista.

A displasia cleidocraniana promove um atraso no desenvolvimento ósseo do crânio e dos ombros e é mais comum em indivíduos que o pai, a mãe ou ambos possuem a doença. Mas há casos de mutação genética em que filhos desenvolvem a displasia mesmo não sendo o caso dos pais.

“A demora do crescimento dos dentes permanentes geralmente acontece devido a deformações nas raízes e coroa dentária. É muito comum a doença afetar a mastigação, a fala e até a respiração”, esclarece Panhota.

Outra característica de quem sofre com este mal é a formação de vários dentes dentro dos ossos maxilares, onde os mesmos acabam não tendo espaço para crescer.

“Como a displasia cleidocraniana não interfere no desenvolvimento das crianças, geralmente indicamos o tratamento a partir dos 12 anos de idade, onde cirurgias de reposicionamento dos ossos, extração de dentes que não cresceram e a colocação de próteses acabam sendo a melhor alternativa”, finaliza.