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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Exposição “Entre Tempos” propõe novo olhar sobre os ícones arquitetônicos de São Paulo no Circolo Italiano


    A cidade de São Paulo será palco, no próximo dia 2 de junho de 2026, da solenidade de abertura da exposição “Entre Tempos”, mostra artística que promete reunir cultura, tecnologia e memória urbana em uma experiência visual inovadora. A vernissage acontece a partir das 18h30 no tradicional Circolo Italiano, localizado no emblemático Edifício Itália, no centro da capital paulista.

    O evento deverá receber autoridades, empresários, comerciantes e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento e revitalização da região central da cidade. A exposição já vem conquistando ampla repercussão nas redes sociais por apresentar uma proposta artística singular: o encontro entre a fotografia aérea e a ilustração digital.

    Sob curadoria do jornalista e produtor cultural Maurício Coutinho, o projeto une o trabalho do artista visual e ilustrador Jean Rosa e do fotógrafo e piloto de drone Mavinho Acoroni. Enquanto Acoroni captura imagens aéreas impactantes da capital paulista, Jean Rosa intervém artisticamente nas fotografias com elementos lúdicos e contemporâneos, criando composições que transitam entre realidade e imaginação.

    A proposta da mostra é ressignificar alguns dos mais conhecidos cartões-postais paulistanos, convidando o público a enxergar a cidade sob novas perspectivas. Entre os cenários retratados estão o Edifício Copan, o Theatro Municipal de São Paulo, o Mercado Municipal de São Paulo, além do próprio Edifício Itália, do Edifício Conde Matarazzo, do Hotel América do Sul e do tradicional Cinelândia Hotel.

    Com uma estética que mistura linhas arquitetônicas, cores vibrantes e intervenções criativas, “Entre Tempos” propõe uma reflexão sobre o diálogo entre passado, presente e futuro da metrópole paulistana. As obras exploram as curvas, retas e contrastes urbanos de São Paulo, ampliando as possibilidades de interpretação visual da cidade.

    A realização da exposição conta com apoio cultural da Rede Buenas Hotéis, do Circolo Italiano, da Associação Pró Centro, do movimento Todos Pelo Centro, do Visite São Paulo Convention Bureau e do portal Visite o Centro de São Paulo.

    A expectativa é que a mostra fortaleça ainda mais o circuito cultural do centro paulistano, reafirmando a arte como instrumento de valorização da memória urbana e de reconexão da população com os espaços históricos da cidade.


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Hipertensão no trabalho: por que homens de 50 a 59 anos morrem 25% mais

Dados compilados de fontes públicas pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo mostram maior número de óbitos
é 25% maior entre pessoas do sexo masculino (Crédito da imagem: Divulgação /Freepik)

Dia do trabalhador: mais comum entre mulheres, doenças hipertensivas matam 25% mais homens entre 50 a 59 anos, fase plenamente produtiva

O impacto das condições de trabalho sobre a saúde do coração ganham relevância neste 1º de maio, Dia do Trabalhador. Na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT), do Ministério da Saúde, a hipertensão arterial, mais comum entre mulheres, tem sido mais letal em homens de meia-idade.

Dados compilados de bases públicas pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC), do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (SindHosp) revelam que na faixa etária de 50 a 59 anos, o número de óbitos por doenças hipertensivas em homens é 25% maior do que em mulheres. Elas, por sua vez, acumulam internações e óbitos em idades mais avançadas, especialmente acima dos 80 anos, reforçando a vulnerabilidade da população idosa feminina.

O comerciário Cristiano Peixoto, 51 anos, toma quatro medicamentos por dia para controlar a pressão alta. “Quase todos da minha família têm hipertensão. Descobri que tinha há cerca de 15 anos. Vou ao médico esporadicamente e tento manter atividade física para controlar. Quase todos da minha família têm o mesmo problema”, conta.

Cerca de 30% da população brasileira adulta vive com hipertensão arterial, que é um dos principais fatores de risco para condições cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal, de acordo com dados do relatório Vigitel Brasil 2006–2024, do Ministério da Saúde.

“Os homens costumam procurar menos atendimento médico. Realizam menos exames preventivos e abandonam precocemente o tratamento. Além disso, descobrem a doença hipertensiva muito tardiamente, quando já têm comprometimento do coração, dos rins ou do cérebro. A hipertensão é uma doença silenciosa e pode permanecer por anos sem sintoma. No entanto, quando não tratada adequadamente, pode levar a problemas mais sérios”, explica o cardiologista Vagner Ferreira.

As mulheres ainda são as principais vítimas da doença, representam 56,4% dos pacientes totais internados. Os dados de 2020 a 2024 - os mais recentes nas bases públicas - mostram que entre 50 e 59, foram 7.327 óbitos em hospitais das redes pública e privada contra 5.863 mulheres. Na faixa etária de 60 a 69, foram 14.202 óbitos contra 11.878.

O médico Willyan Soares, 37, tem hipertensão primária desde os 22 anos. O estresse diário e o histórico familiar foram fundamentais para o início dos sintomas, mas ele não abre mão do controle diário. Faz uso contínuo de medicação aliada à atividade física. Como profissional da área de saúde, alerta. “É fundamental reforçar a importância na mudança dos hábitos de vida, como alimentação saudável e atividade física regular como principal fonte de tratamento e ajuste pressórico. A obesidade e a rotina acelerada da era contemporânea são os principais motivadores para o surgimento cada vez mais recorrente de hipertensão em pacientes considerados adultos jovens”, explica.

O avanço da doença com o envelhecimento é evidente, mas os dados mostram um novo cenário. “Esse quadro exige políticas públicas específicas de prevenção e cuidado, voltadas não apenas para idosos, mas também para adultos de meia-idade, com atenção às desigualdades regionais e às diferenças de gênero”, afirma Francisco Balestrin, presidente do SindHosp.

O tempo médio de permanência hospitalar é de quatro dias, o que reflete a complexidade dos casos, frequentemente ligados à insuficiência cardíaca ou renal.

6º congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica destaca avanços em inteligência artificial na dermatologia



Evento em Goiânia reúne especialistas do Brasil e do exterior até o dia 3 de maio



Goiânia, maio de 2026 – Goiânia é palco, entre os dias 30 de abril e 3 de maio, do 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD 2026), promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). O encontro, considerado um dos principais da especialidade no mundo, tem como tema “Evolução da Cirurgia Dermatológica em Tempos de Inteligência Artificial” e reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir avanços em diagnóstico, tratamento e segurança cirúrgica.

Um dos principais pontos da programação é o uso da inteligência artificial na dermatologia, com aplicações que vão do atendimento e da gestão de consultórios ao suporte à decisão clínica. A ideia é mostrar como a tecnologia também contribui para aprimorar resultados cirúrgicos e aumentar a segurança do paciente. “É uma visão prática de como a tecnologia já impacta o dia a dia do dermatologista”, afirma o Dr. Francisco Le Voci, presidente da SBCD.

A programação científica inclui palestras, workshops, sessões plenárias, cursos práticos e apresentação de trabalhos científicos. A proposta é incentivar a troca de conhecimento e aproximar os participantes das novas tecnologias aplicadas à prática dermatológica.

“O congresso reflete um momento de transformação da especialidade, com a incorporação de recursos que ampliam a precisão dos procedimentos e reforçam a segurança dos pacientes”, destaca o Dr. Alessandro Alarcão, presidente do 36º CBCD.

O evento também prevê ações voltadas à sustentabilidade, com iniciativas para reduzir impactos ambientais e promover responsabilidade social. “A ideia é realizar um congresso alinhado às boas práticas ambientais, sem abrir mão da qualidade científica”, completa Le Voci.

Além da programação científica, os participantes podem conhecer a cultura local e a gastronomia de Goiânia. A agenda social inclui quatro noites de programação, com apresentações de artistas como Leonardo, Mumuzinho, Matheus & Kauan, Carla Cristina e o DJ Jesus Luz.



Serviço
36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD 2026)

Data: 30 de abril a 3 de maio de 2026
Local: Centro de Convenções Goiânia
Mais informações: Link



Sobre a SBCD


Fundada em 1988, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) é referência nacional na formação, aperfeiçoamento e atualização de especialistas em cirurgia dermatológica. A entidade promove educação médica continuada, incentiva a pesquisa científica e desenvolve ações voltadas à segurança do paciente e à prática ética na especialidade.