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domingo, 13 de setembro de 2020

4ª Semana do Médico-veterinário foca o mercado no pós-pandemia




Painéis serão on-line e trarão luz aos desafios e às oportunidades de um futuro próximo


De 08 a 11/09, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) realizará a 4ª edição da Semana do Médico-veterinário (SMV), para celebrar o dia dos profissionais (09/09). Os painéis serão on-line e abordarão não apenas os entraves trazidos pela pandemia de Covid-19, mas as oportunidades que o momento representa.

“Diante dos desafios, profissionais e empresas da Medicina Veterinária têm diversas possibilidades de crescimento. É preciso atenção e visão estratégica para aproveitá-las”, frisa o presidente do CRMV-SP, médico-veterinário Mário Eduardo Pulga.

A 4ª SMV está alinhada a duas campanhas realizadas pelo Regional no 1º semestre: “Cuidando de quem cuida” – com publicações sobre saúde física, emocional e financeira, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal –, e a “Tem sempre um médico-veterinário cuidando de você” – com material cujo foco foi a valorização dos profissionais nas variadas frentes de atuação.

Assim como as campanhas, a SMV aproveita este período de mudanças cruciais para fomentar diálogos que vão na direção do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de número três da Organização das Ações Unidas (ONU): “Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades”.

Habilidades humanísticas e de gestão são demandas iminentes

Para aproveitar as oportunidades e driblar os desafios, o cenário requer bom planejamento e preparo multidisciplinar. “Além dos pilares básicos – boa formação, especialização e certificações –, o profissional deve buscar habilidades humanísticas e de gestão que agreguem visão estratégica e boa comunicação”, frisa Pulga.

Neste sentido, dois dos painéis da 4ª SMV trarão discussões sobre o que deve ser prioridade quando os assuntos são carreira profissional, negócios, comunicação assertiva e inteligência emocional para lidar com a nova realidade de mercado e de relações sociais.

Protocolos sanitários exigem rigor

A necessidade de investir nessas habilidades não significa que o aspecto técnico ficou em segundo plano. Pelo contrário. Com o risco de contaminação pelo Sars-Cov-2, os protocolos sanitários foram intensificados.

“Essas condutas exigem um rigor que já deveria ser uma preocupação dos médicos-veterinários, como agentes de saúde que são”, enfatiza Rodrigo Rabelo, diretor do Grupo de Estudos de Medicina Veterinária Intensiva da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), que participará do painel da SMV sobre protocolos sanitários.

Um novo olhar sobre a Medicina Veterinária

Diante dessas demandas de diferentes naturezas, novas necessidades se apresentam também às instituições que atuam junto aos setores da Medicina Veterinária. As entidades precisarão reavaliar diretrizes continuamente, a fim de identificar condutas inovadoras, prezando pela ética e profissionalismo.

Por isso, a 4ª SMV contará, ainda, com um painel sobre as novas perspectivas para a Medicina Veterinária enquanto classe profissional. A conversa será em torno dos impulsos de aperfeiçoamento gerados por este ambiente de transformações aceleradas.

Confira a programação da 4º Semana do Médico-veterinário:

08/09, das 19h às 21h

Painel: Novas perspectivas para a Medicina Veterinária

Palestrantes: Mário Eduardo Pulga, presidente do CRMV-SP; João Abel Buck, presidente da ABHV; e Márcio Thomazo Mota, presidente da Feveresp e integrante de comissões do CRMV-SP.

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09/09, das 19h às 21h

Painel: Profissionais e negócios no pós-pandemia

Palestrantes: Marco Antônio Gioso, prof. livre-docente da FMVZ-USP; Jane Albinati Malaguti, consultora do Sebrae-SP; Danielle Lima, consultora de carreira.

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10/09, das 19h às 21h

Painel: Protocolos sanitários: o que aprendemos com a Covid-19?

Palestrantes: Andréa Figueiredo, superintendente do Mapa em SP; Rodrigo Rabelo, membro do Grupo de Trabalho de Medicina Veterinária da Amib; e Leonardo Burlini, coordenador técnico do CRMV-SP.

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11/09, das 19h às 21h

Painel: Inteligência emocional e comunicação: as novas habilidades essenciais

Palestrantes: Sílvia Correa, médica-veterinária com atualização em neurociência e comportamento humano; Joelma Ruiz, psicóloga com atuação em terapia do luto para médicos-veterinários; e Ana Maria Paes Julião, consultora empresarial com atuação em Comunicação e Empreendedorismo.

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*Os interessados farão um cadastro e a inscrição nos painéis escolhidos pela plataforma Sympla. As palestras acontecerão no Zoom. Todas as instruções serão enviadas aos inscritos por e-mail.



Sobre o CRMV-SP

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do estado de São Paulo, com mais de 39 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, estados e municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.


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sábado, 12 de setembro de 2020

Cuidado com o chip da beleza - Por: Rodrigo Ferrarese




*Por Rodrigo Ferrarese


Embora alguns implantes ajudem na perda de peso e na redução da celulite, hormônios não devem ser prescritos para fins estéticos. Lembre-se: efeitos secundários podem ser bons, ou ruins.

Vamos começar pelo nome: esqueça o termo “chip da beleza”. Primeiro, porque não se trata de um chip, mas sim de implantes, que são tubos de material inorgânico utilizados como uma via de administração de medicamento. Depois, porque a informação de que esse implante está relacionado à beleza não tem qualquer apoio da medicina ou de estudos clínicos.

O nome “chip da beleza” surgiu com o uso da gestrinona, medicamento muito usado no tratamento de endometriose, e que apresenta como efeito secundário uma ação androgênica, ou seja, aumenta os níveis de testosterona no organismo.

Observou-se então que o implante de gestrinona pode auxiliar a mulher a ter seu metabolismo acelerado e a melhorar seu perfil de musculatura e massa magra. Associada a exercícios físicos e dieta correta, o hormônio permite uma melhor definição do corpo, perda de peso e diminuição da celulite. Ainda, o “chip da beleza” melhora a disposição e aumenta a libido.

Mas é bom lembrar que assim como qualquer implante hormonal, o “chip da beleza” também pode apresentar efeitos colaterais negativos. No caso da gestrinona, é possível citar maior oleosidade e queda de cabelo (calvície), acne, aumento de retenção hídrica (inchaço), sangramento irregular, entre outros.

Assim, a gestrinona deve ser utilizada apenas para cumprir seu papel primário, que é o de tratar doenças como endometriose, adenomiose, miomatose (miomas), tensão pré-menstrual (TPM), reposição hormonal da menopausa, ou mesmo como método anticoncepcional.

Sobre Dr. Rodrigo Ferrarese

O especialista é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, Diu...). Mais informações podem ser obtidas pelo canal no YouTube e também pelo Spotify ou pelo site https://drrodrigoferrarese.com.br/


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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Senado deve votar proposta que transfere recursos do Fust para famílias de baixa renda


O Plenário do Senado deve votar na próxima semana uma proposta que transfere recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para as famílias que integram o CadÚnico (Cadastro Único) para programas sociais do governo. A medida seria válida enquanto durar a emergência de saúde pública internacional causada pelo novo coronavírus. 

O objetivo da proposta é garantir que a população de baixa renda tenha acesso a serviços como telefonia fixa, móvel e internet para enfrentar os efeitos do isolamento social. A ideia é transferir R$ 100 diretamente para cada família, que teria liberdade para escolher as operadoras disponíveis. 


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APRENDA A FAZER PANETONES ARTESANAIS E 

GANHE DINHEIRO NESSE FINAL DE ANO.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Setor automotivo também tem de cuidar da segurança por causa do coronavírus




Protocolo do Sebrae faz algumas recomendações para o segmento, principalmente na higienização e contato entre para funcionários e clientes


Em meio à crise do novo coronavírus, o Sebrae está elaborando alguns protocolos para orientar alguns setores de como proceder nesse período para proteger tanto funcionários como clientes. Um deles é o segmento de automotivos que, assim como os demais, deve adotar sempre a regra básica, que é usar o álcool 70% para higienização das mãos e solas do sapato, além do borrifador ou tapete com desinfetante. A crise causada pela doença mudou a dinâmica das grandes cidades, fechou escolas, trouxe a necessidade do trabalho remoto e parou a economia do país.

O protocolo elaborado pelo Sebrae é para orientar o pequeno negócio do setor automotivo. O principal objetivo é com a segurança e a saúde de trabalhadores, gestores e clientes, além de trazer informações para que o consumidor conheça as boas práticas do segmento se sinta confiante para voltar à rotina. Uma das recomendações é que os funcionários tenham um espaço para guardar bolsas e itens pessoais e que tragam o mínimo possível, de objetos pessoais para o trabalho.

É importante criar rotinas de higienização de superfícies como mesas, bancadas além de telefones, monitores, teclados, canetas, entre outros e instale placas ou similares com orientações de como proceder a lavagem das mãos, higiene respiratória e outros cuidados necessários e que o ambiente de trabalho tenha boa ventilação. As máscaras faciais são sempre necessárias, assim como a adequação da capacidade de público do estabelecimento, de modo que seja possível minimizar o contato.

A regra básica é manter o distanciamento mínimo entre pessoas nas filas na entrada ou para o pagamento e instalar, se for possível, barreira de vidros/acrílicos nos caixas para manter a distância e o contato entre colaborador e cliente. Outra dica é planejar um espaço separado para recepção de mercadorias, estoques e outros insumos.

Os colaboradores devem ser orientados sobre a prevenção de contágio pelo coronavírus (Covid-19) e a forma correta de higienização das mãos, com utilização de água e sabão em intervalos regulares. A empresa automotiva, conforme os protocolos do Sebrae, deve orientar os trabalhadores com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus antes de ingressar no ambiente de trabalho e instituir mecanismos e procedimentos para que os funcionários possam reportar aos empregadores se estiverem doentes ou experimentando sintomas.

As pessoas do grupo de risco e acima de 60 anos, assim como colaboradores que residem com pessoas do grupo de risco, não devem exercer atividades de contato com o público direto. É importante manter distância segura entre os trabalhadores, considerando as orientações do Ministério da Saúde e as características do ambiente de trabalho.

Conforme a protocolo do Sebrae, é importante também priorizar medidas para distribuir a força de trabalho ao longo do dia, evitando concentrá-la em um turno só.


Cuidados pontuais
  • Em relação aos clientes, uma das sugestões é fazer agendamento e verificar se o cliente não tem sintomas do covid-19.
  • No caso de idosos, se possível, tente a implantação do sistema leva e traz, para que o cliente não necessite se deslocar até a oficina.
  • Como sempre, organize uma área de chegada para clientes disponibilizando álcool 70% para higienização das mãos e tapete com desinfetante para higienização das solas dos calçados e realize o controle de entrada e saída para evitar aglomerações.
  • Conforme o protocolo do Sebrae para o setor automotivo, se for possível, crie e sinalize um local para o cliente parar e deixar o veículo, garantindo o distanciamento mínimo recomendado entre os clientes.
  • Também defina procedimentos para higienização do veículo, limpando os pontos críticos de contato, como: maçaneta externa, chaves, interior da porta, volante, câmbio, freio de mão, encosto de braço, cinto de segurança.
  • Plastifique itens de maior contato, como volante, câmbio, alavanca e freio de mão. Importante também forrar os bancos com plástico. Na entrega do veículo, informe que o mesmo foi protegido nas partes de maior contato e posteriormente higienizado.
  • É importante evitar contatos muito próximos, como abraços, beijos e apertos de mão e diminuir a intensidade e a duração da proximidade pessoal entre trabalhadores e o público externo.


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Educação financeira, disciplina obrigatória nas escolas, ajuda adquirir bons hábitos desde a infância

    Kátia Ribeiro de Souza


Assunto, que foi durante tanto tempo negligenciado na educação, será incorporado no currículo escolar como uma disciplina transversal, capaz de transitar entre várias


Dados da Serasa Experian, em janeiro deste ano, dão conta de que há no Brasil mais de 63 milhões de pessoas inadimplentes -número que aumentou 2,6% em relação ao ano passado-, o que significa que 40,8% da população adulta do país tem dívidas. Os números refletem a falta de consciência em relação ao dinheiro e a defasagem no ensino que não abordou de forma eficaz a questão. Não à toa, relatório divulgado pelo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) inseriu o Brasil na 17ª posição, no total de 20 países, no ranking de competências financeiras de jovens. Embora a média brasileira tenha melhorado e saltado de 393 para 420, entre uma avaliação e outra, os resultados continuam preocupantes, principalmente se considerarmos que a média geral foi 505 pontos.

Como uma medida para aplacar tal defasagem, o Conselho Nacional de Educação, homologado pelo Ministério da Educação, determinou que a partir de 2020 todas as escolas deveriam incluir entre as competências de ensino a educação financeira de forma transversal, ou seja, nas várias aulas e projetos desenvolvidos pela unidade. A expectativa é que crianças e jovens do Ensino Infantil ao Médio possam absorver melhor o conteúdo de uma maneira prática e entendam a importância de lidar com o dinheiro. Os primeiros resultados já apareceram em uma pesquisa divulgada também pelo Serasa Experian, que revelou que, depois de participar de projetos de educação financeira, um a cada três estudantes afirmou ter aprendido a importância de poupar dinheiro e 24% passaram a conversar com os pais sobre o tema.

Algumas escolas, inclusive, fazem o uso da tecnologia para auxiliar no aprendizado dessas novas competências, como a Luminova, que tem unidades em São Paulo e Sorocaba e tem por objetivo democratizar o acesso à educação de qualidade. “Nós sempre trabalhamos transversalmente o tema e aplicamos em várias áreas, não ficamos restritos à matemática. Usamos a internet como uma grande aliada no processo de aprendizagem. Durante as aulas, por exemplo, os professores podem instigar os alunos a buscar e comparar preços de itens que façam parte da rotina deles, já que entendemos que isso é uma forma de fazer com que eles compreendam como é dada a precificação das coisas e, muitas vezes, até criando um certo policiamento em relação ao que é gasto dentro e fora de casa”, explica Luizinho Magalhães, diretor acadêmico da rede.

Além de recorrer a tecnologia, a escola também explora situações reais e muito atuais, como a atual pandemia causada pelo coronavírus. Por meio do número de infectados em relação ao de habitantes de determinado país ou região, trabalha-se conceitos de porcentagens. Ou ainda, qual o valor de juros composto calculado no parcelamento do carro que usam ou da casa em que vivem. “O importante é que eles vejam na prática esses conceitos e entendam como podem fazer diferente daqui para frente. A educação financeira só valerá se realmente levarmos em conta a realidade na qual os alunos estão inseridos, criando, de fato, uma boa interligação entre eles”, afirma o educador.

A educação financeira ainda é um tema relativamente novo aos docentes, sobretudo se considerarmos que na geração anterior, que hoje leciona, o tema não era debatido em sala de aula. É preciso que as escolas invistam na formação de professores e até mesmo garantam tempo para que os docentes tenham tempo hábil de desenvolver conteúdos interessantes aos alunos. Se antigamente era ensinado adição e subtração usando palitinhos e o quadro negro, hoje é preciso ir além. Contas fixas, como luz, água e gás, cupons fiscais e boletos bancários ganharam às salas de aula e, ao que tudo indica, serão melhor avaliados para, num futuro próximo, ser melhor gerenciados pelas famílias brasileiras.

Sobre Luminova

Com o objetivo de democratizar o acesso à educação de qualidade e promover o crescimento humano e ascensão social, a Luminova, rede de escolas do grupo SEB -Sistema Educacional Brasileiro- inaugurou no final de 2018 as primeiras unidades, em São Paulo e Sorocaba. Projetando expansão por meio de franquias e voltada para os públicos das classes B e C, que representam um contingente de cerca de 42 milhões de crianças e jovens em idade escolar, a Luminova achou um terreno fértil para investir, já que apenas 15% da rede privada atende tal fatia. A mensalidade low cost -de baixo custo-, é possível devido a alta eficiência na gestão escolar, que otimiza tempo, trabalho e estrutura física. Para mais informações: www.escolaluminova.com.br


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sábado, 29 de agosto de 2020

Governo de SP acompanha possível primeiro caso de reinfecção no Brasil



Após o primeiro registro mundial de reinfecção pela covid-19, em Hong Kong, o governo de São Paulo investiga o que poderia ser o primeiro caso no Brasil de paciente reinfectado pela doença. O coordenador do Centro de Contingência para o coronavírus do estado, José Medina, garantiu que o caso está sob análise e que não há motivos para preocupação.

O Hospital das Clínicas de São Paulo investiga casos de sete pacientes com suspeita de reinfecção pelo coronavírus. Segundo Medina, são pessoas que tiveram a doença e por alguma razão mantiveram o esqueleto do vírus. Quando amplificado no exame, ainda aparece positivo.

Pesquisadores do hospital estão fazendo sequenciamento genético para avaliar se são vírus diferentes, se houve mutação ou se o mesmo vírus da primeira infecção voltou a se manifestar. Outros pacientes também estão sendo monitorados pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto.

A possibilidade de reinfecção assustou pessoas em todo o mundo, já que cientistas conseguiram comprovar um paciente infectado duas vezes pela covid-19, em Hong Kong. Nessa semana, cientistas europeus afirmaram que existem mais dois casos desse tipo: um na Holanda e um na Bélgica, mas ainda não divulgaram informações. 


segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Bruxismo: como a pandemia pode afetar nossos dentes




Condição é uma das primeiras manifestações clínicas do estresse


Ansiedade e estresse são problemas do cotidiano moderno. Porém, durante a pandemia, com a apreensão do momento e com o isolamento social, eles estão em mais evidência do que nunca. Isso pode ser visto pelo aumento dos casos de dentes quebrados, que ocorrem, na maioria das vezes, por causa do bruxismo.

O bruxismo acontece quando começamos a ranger ou apertar os dentes involuntariamente, no decorrer do dia ou durante o sono, e é uma das primeiras manifestações clínicas do estresse. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 40% dos brasileiros sofrem com a condição.

Pode parecer um problema simples, ou trivial, mas a pressão recorrente nos dentes pode ter diversas consequências.

“O bruxismo pode resultar em dores na mandíbula, ouvidos, pescoço e cabeça, ou em casos mais extremos, na quebra de dentes e até em problemas nas articulações do rosto”, destaca Rosely Cordon, professora e pesquisadora no projeto Mapas de Evidências Clínica de Saúde Integrativa BIREME/OPAS/OMS.

Segundo Cordon, o hábito de pressionar os dentes é uma espécie de válvula de escape para aliviarmos a tensão que se acumula no dia a dia. “Em momentos que geram medo e apreensão, como o que estamos vivendo desde o início da pandemia, ele pode se desenvolver, mesmo sem um histórico de ansiedade”, continua a especialista.

Para o doutor Willian Ortega, cirurgião dentista especialista em ortodontia e professor da Facial Academy, além das causas já citadas há fatores genéticos que também podem contribuir com o agravamento do bruxismo.

“É impossível saber o que acontece com nosso corpo quando dormimos, por isso muitas pessoas nem sabem que sofrem deste mal e só acabam tomando conhecimento quando alguém comenta que elas rangem ou fazem algum barulho com os dentes enquanto dormem”, alerta Ortega.

O bruxismo é um ótimo exemplo de como uma condição, que aparentemente afeta apenas a região da boca, envolve, na verdade, o organismo como um todo e como isso reflete no tratamento da odontologia integrativa.

A recomendação dos profissionais é de que sejam feitas sessões de laserterapia que atuam contra a dor e investigar o motivo que levou ao desenvolvimento do bruxismo, tratando a causa, como o estresse por exemplo.

“A laserterapia pode acontecer em conjunto com a Medicina Integrativa e Complementar, por meio de métodos que relaxem a mente e corpo, como mindfullness, meditação, aromaterapia, yoga, biodança, musicoterapia, ou qualquer outra prática que seja eficaz para o paciente”, diz Rosely Cordon.

Outro método que pode contribuir para o controle do bruxismo é o uso das placas de acrílico. “Elas são indicadas na maioria dos casos. O dispositivo para dormir é feito sob medida para encaixar entre os dentes protegendo-os do impacto. Apesar de não ser a cura, as placas auxiliam muito na melhora dos sintomas”, complementa o doutor Willian.

Por isso é importante sempre consultar um especialista para que após a conclusão do diagnóstico a melhor forma de tratamento seja indicada



Rosely Cordon - CRO SP 31.445. Membro do Centro de Excelência em Prótese e Implante da Faculdade de Odontologia da USP e pós-graduada em Bases da Medicina Integrativa pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. E-mail: rcordon@usp.br (11) 9.7150-5609


Willian Ortega – CRO PR 23.627. Graduado pela UNIPAR (Universidade Paranaense), especialista em Ortodontia e Pós- Graduado em Harmonização Orofacial. Diretor professor da Facial Academy. Especialista em Implantodontia pela Uningá. Consultório Cascavel/Pr (45) 9.9809-3334 - Consultório/SP(11) 4329-7854 e Consultório Campinas (19) 3308-3330 Site: www.facialacademy.com.br Instagram: @drwillianortega







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domingo, 23 de agosto de 2020

FÓRUM DISCUTE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA AMAZÔNIA



Com o intuito de debater e buscar soluções para se atingir uma economia rica e sustentável, representantes da indústria e do governo federal participaram, nesta quarta-feira (19), do primeiro evento do Fórum Amazônia +21. A iniciativa tem como objetivo promover o mapeamento de perspectivas e buscar soluções para temas como biociência, tecnologia, meio ambiente, inovação e  sustentabilidade.

O encontro foi transmitido em uma live nas redes sociais. Na ocasião, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu que o Brasil tem capacidade de possuir uma economia próspera e alcançar a liderança mundial a partir de projetos que reduzam a emissão de carbono e promovam trabalhos voltados para a bioeconomia.

“A indústria brasileira está entre as menos poluentes do mundo. Somos responsáveis e queremos contribuir para a criação de um modelo de desenvolvimento, que considere o potencial dos recursos existentes, garanta o desenvolvimento econômico e social a longo prazo e atenda às metas e compromissos assumidos pelo Brasil em diversos acordos, como o de Paris, por exemplo”, pontuou Robson.

O primeiro evento também contou com a participação do vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, general Hamilton Mourão. Na avaliação dele, a ideia é que os esforços não sejam voltados apenas para a repressão de crimes ambientais na Amazônia.

Apesar de isso ser fundamental, Mourão destaca que também é necessário criar um novo modelo de desenvolvimento pra região, baseado em pesquisa e inovação, e na bioeconomia. “Isso precisa ser baseado na rica biodiversidade, fazendo com que a bioeconomia efetivamente funcione, pare em pé e produza para a Amazônia, utilizando para isso as parcerias público-privadas”, destacou Mourão.

Repercussão no Congresso Nacional

A ideia da proteção, preservação e desenvolvimento da Amazônia também foi defendida pelo deputado federal Delegado Pablo (PSL-AM). O parlamentar entende que o desenvolvimento não está atrelado ao desmatamento, pois esta é considerada uma técnica antiga e rudimentar que não garante mais retorno financeiro.

Nesse sentido, Pablo defendeu a manutenção da Zona Franca de Manaus, que tem gerado emprego e renda para a população, de forma permanente e responsável. “Hoje em dia existem milhões de alternativas que podem ser aplicadas sem que a gente precise derrubar nossa floresta”, disse.

“O nosso Congresso Nacional tem que garantir que iniciativas como a Zona Franca de Manaus, por exemplo, que distribuem renda e garantem emprego para milhares de pessoas, sejam defendidas por parlamentares com unhas e dentes. Se a gente mantiver a Zona Franca de Manaus viva e competitiva, com certeza nós vamos garantir que a floresta fique de pé”, pontua o deputado.

Agenda

Na próxima quarta-feira (26), o Fórum Mundial Amazônia + 21 vai discutir o financiamento do desenvolvimento da região. O evento vai contar com a participação de representantes do Rio Terra, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do BNDES, do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre outros.  

A agenda do Fórum deve se estender até o mês de novembro. Nesse período, outros debates serão realizados levando em conta os quatro eixos temáticos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia: negócios sustentáveis, cultura, financiamento dos programas (funding) e ciência, tecnologia e inovação.  


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sábado, 22 de agosto de 2020

"Mobile documentário" propõe direito a eutanásia e acesso universal a morfina

 



Lançado no YouTube, "Câncer Sem Censura" mostra a história, o dia a dia e as opiniões contundentes de um jovem com um tumor ao redor do coração


Omar Alexandre Gimenes tem 38 anos. Jovem, bonito e inteligente, ele está no corredor da morte.

Em 2018, depois de algumas sessões de quimioterapia, o ex-barman passou por uma cirurgia de peito aberto para a extração de um câncer do tamanho de uma bola de futebol americano, que envolvia seu coração e pressionava os dois pulmões, deixando-o sem fôlego até para as atividades banais do dia a dia. A operação foi malsucedida: o tumor estava tão intimamente ligado ao coração que os médicos pouco puderam fazer – rasparam o que foi possível e fecharam o imenso corte que ia do abdômen quase à altura do pescoço, transferindo para as sessões radioterapia a esperança de que o câncer pudesse ser derrotado. Mas elas também não funcionaram.

Desde então, Omar convive com a dor física do câncer e a angústia de saber que tem os dias contados – a rigor, todos temos, apenas não nos damos conta disso. Ele tem essa noção de forma muito clara, tão clara que mudou sua forma de enxergar o mundo e as relações humanas. E é assim que o tema é tratado no documentário “Câncer Sem Censura”, que expõe visceralmente a história e o dia a dia deste maranhucho (maranhense criado no Rio Grande do Sul) sem papas na língua e sem frescura para abrir o coração – neste caso, literalmente.

“A morte, para mim, é uma coisa muito natural. Viver e morrer são dois lados da mesma moeda, como o dia e a noite, o sol e a chuva, o nascer e o pôr-do-sol”, filosofa Omar, um jovem de mente aberta, adepto de filosofias orientais, que desistiu o curso de Engenharia de Minas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul depois de, segundo ele, descobrir que não era “tão inteligente quanto pensava”. “Ter a consciência verdadeira da morte é muito libertador. Estudo, carreira, fica tudo tão pequeno”, diz Omar, em um trecho do documentário.

As angústias, as alegrias, as dores, os desejos, as conquistas, as preocupações, enfim, tudo o que você sempre quis perguntar a um paciente oncológico mas nunca teve oportunidade – ou coragem para fazê-lo – são temas de dezenas de horas de gravação com o ex-barman, que não se esquiva de nenhum assunto. Morte, eutanásia, os efeitos devastadores da quimioterapia, as limitações físicas na hora do sexo, a dependência de medicação para dormir, a falta de apetite, todos esses – e outros inúmeros temas tão reais quanto pesados – são abordados com clareza e crueza, sem meias palavras, mais ou menos como fazem os médicos quando precisam dar uma notícia triste.

Ao expor as entranhas físicas e psicológicas deste fã da banda punk Ramones, que dedicou parte dos dois últimos anos a realizar um sonho dos tempos de adolescente – ter o corpo todo tatuado –, o documentário levanta o debate sobre o acesso universal à morfina no controle da dor. “Por que as pessoas precisam passar dias sem dormir, em posição fetal, praticamente inúteis, se existe morfina? Isso é muito desumano. Acho que nem em um presídio se sofre tanto”, afirma o jovem, que não mede palavras ao defender que pacientes oncológicos tenham direito a “uma eutanásia assistida”. “É a minha vida. Eu acho que tenho o direito de fazer essa escolha.”

Mas engana-se quem imagina um documentário repleto de chororôs e lamentações. O tema é pesado, sim, mas tratado com franqueza e sem lamúrias. É claro que há a emoção dos pais e da irmã, que sofrem com a possibilidade da perda de “um jovem com um futuro inteiro pela frente”, nas palavras de seu José, hoje morando em Teresina.

O documentário é um bate-papo aberto, sem censura. Ao final, o espectador sai com a impressão de que já conhecia Omar de algum lugar. Pudera: além de indicar alimentos a quem faz quimioterapia – “pasta de amendoim tem alto valor calórico e a gordura é de fácil digestão” –, o jovem mostra sua rotina de treinos na academia do bairro e, em algumas passagens, chega a contar suas aventuras sexuais durante o período de radioterapia. “Quando acabei, eu só pensava: que ganância! Pra quê? Só pra exibir pras visitas!”, diz, entre gargalhadas.

Quase inteiramente filmado com um celular e uma câmera semiprofissional – equipamentos profissionais só entraram na fase final de produção, em algumas imagens de apoio –, o documentário produzido, dirigido e roteirizado pelo jornalista Marcelo Monteiro em parceria com a publicitária Renata Mendonça preocupa-se pouco com a forma e muito com o conteúdo. Sem grandes recursos para começar as gravações e sob a incerteza de quanto tempo teriam para filmar – o caso de Omar é grave, e todos sabem desde o começo –, o trio decidiu iniciar com o que tinha em mãos, em maio de 2019: uma câmera semiprofissional Panasonic FZ-40 e um celular Samsung J7 Prime.

Em razão da definição das imagens – nem sempre com a qualidade que se esperaria de um documentário lançado em 2020 –, Monteiro brinca que o trabalho foi “pensado” para ser visto no celular. “Podemos classificá-lo como um mobile doc. Até porque, na tela pequena do celular, é mais difícil perceber as inúmeras vezes em que aparecem o tripé da câmera ou o fio do microfone de lapela”, afirma o jornalista, autor de dois livros-reportagem e com 27 anos de carreira preponderantemente na imprensa escrita.

No fim das contas, diante de conteúdos tão polêmicos e sensíveis – abordando, afinal, vida e morte –, por que se daria tanta relevância à forma? Ou, como diria Omar em outro trecho do documentário: “Tu passa a não te preocupar mais com a opinião dos outros. Na verdade, tá cagando pra opinião dos outros.”

Como se espera de um documentário, o enredo trata da vida real e, como tal, está longe de prometer ao espectador um final feliz. De toda forma, os últimos minutos do documentário são impactantes, com inesperadas reviravoltas, capazes de inspirar – como se fosse possível – ainda mais reflexões.

“As conversas com o Omar relembram que o melhor que se pode fazer na vida é estar presente. Sempre vou lembrar dele dizendo que pessoas mais velhas e doentes têm mais propensão ao que ele chama de ‘foda-se’ ativado. Ou seja, aquela liberdade/individualidade que o tempo em que vivemos insiste em diminuir”, comenta Renata. “Quase posso ouvi-lo falando que às vezes a gente pode identificar isso em pessoas tipo o cara que faz malabares no sinal, em quem rema contra a corrente, em gente de diversos locais e posições que consegue se descolar da lógica competitiva e meritocrática tão imposta atualmente.”

Na opinião do protagonista, o documentário “foi a melhor terapia que podia ter feito”. “Pra mim, o vídeo tá perfeito. Me emocionei muito. Por mais simples que tenha sido a produção, o documentário tá com muita verdade.”

LISTAS COM POSSÍVEIS 'FICHAS SUJAS' CHEGAM À JUSTIÇA ELEITORAL


Tribunais de Contas Estaduais (TCEs) de todo o país já começaram a enviar à Justiça Eleitoral as listas com os nomes de prefeitos e gestores públicos que tiveram as contas rejeitadas pelos órgãos de controle nos últimos oito anos. O envio das informações aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) está previsto na Lei nº 9.504/97. 

Segundo Marina Morais, especialista em direito eleitoral, os agentes públicos que tiveram as contas consideradas irregulares pelo TCE e que não têm mais a possibilidade de recorrer junto ao Tribunal devem constar no documento. É a partir dessa lista que a Justiça Eleitoral, baseada na leis da Inelegibilidade e da Ficha Limpa, define quem vai ficar de fora das eleições municipais, marcadas para novembro deste ano, explica. 

“Pela Lei da Ficha Limpa, quem tiver as contas rejeitadas, fica inelegível para as eleições que se realizarem nos oito anos seguintes contados da data da decisão que rejeitou as contas. Essa pessoa, assim que registrar o pedido de candidatura junto à Justiça Eleitoral, vai ter o pedido de registro negado”, afirma. 

Em Pernambuco

No estado de Pernambuco, o TCE entregou à Justiça Eleitoral local, na última sexta-feira (14), a lista com os nomes de quem teve as contas rejeitadas nos últimos oito anos. O documento traz o nome de 1.145 prefeitos e gestores e um total de 1.440 contas consideradas irregulares. 

Agora, cabe ao TRE de Pernambuco apreciar cada caso e dizer se essas pessoas vão ficar inelegíveis. Já o TCE prometeu divulgar na segunda quinzena de setembro informações detalhadas dos processos que constam na lista entregue à Justiça Eleitoral. Os cidadãos vão poder consultar, por exemplo, quais foram as irregularidades que levaram o órgão de controle a rejeitar as contas. 

O presidente do TCE de Pernambuco, conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, acredita que a lista serve para alertar aos cidadãos sobre quem não soube lidar corretamente com o dinheiro público, o que pode pesar na hora do voto. “Ao meu ver essa lista é aquela que mais responde à pergunta: ‘o candidato foi um bom gestor?’. Se a pessoa está nela, é porque não agiu muito bem como gestor, seja por uma questão de ilegalidade, ilegitimidade e, às vezes, por questões até mais graves”, aponta. 

Panorama

Levantamento parcial da Associação de Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) aponta que mais de 11 mil gestores públicos, incluídos prefeitos, vereadores e servidores, poderão ficar inelegíveis, se enquadrados na Lei da Ficha Limpa, por constarem nas listas enviadas pelos TCEs à Justiça Eleitoral. 

Entre as principais irregularidades estão não terem atingido o gasto mínimo com Saúde e Educação, recolhimento indevido de contribuições previdenciárias e atos de improbidade administrativa.  


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