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terça-feira, 23 de junho de 2026

Rosana Ferreira: Primeira vencedora do Miss Bumbum tentou carreira de árbitra de futebol antes de entrar no concurso

“Mas eu não entendia nada de futebol. 
Até hoje eu não sei o que é impedimento”, declara Rosana Ferreira

Crédito: @rosanabumbum

    Rosana Ferreira, de 39 anos, primeira vencedora da história do Miss Bumbum Brasil, afirma que chegou a tentar seguir carreira como árbitra de futebol antes de entrar para o concurso. Segundo ela, a experiência durou pouco e acabou ficando apenas como um dos caminhos que cogitou seguir antes da fama.

    Rosana, que venceu a primeira edição do Miss Bumbum em 2011, afirma que o interesse pela arbitragem surgiu ainda na adolescência. Segundo ela, o futebol sempre esteve presente na sua rotina e a ideia de trabalhar dentro do esporte parecia algo natural naquele momento. “Eu sempre gostei de futebol e assistia muitos jogos. Quando via mulheres trabalhando dentro daquele universo, achava interessante e cheguei a pensar que poderia seguir esse caminho. Na minha cabeça, parecia uma ótima ideia”, relembra.

    Natural do Espírito Santo, Rosana conta que chegou a procurar cursos de arbitragem pouco antes de entrar para o Miss Bumbum. Segundo ela, a intenção era entender melhor as regras do jogo e avaliar se realmente conseguiria seguir carreira dentro do futebol. “Cheguei a buscar vários cursos, mas percebi que o meu conhecimento era muito básico. Além disso, eu tinha curvas demais para um ambiente ainda muito masculino, e sabia que isso também poderia ser complicado”, afirma.

    Pouco tempo depois, Rosana deixou a ideia da arbitragem de lado e decidiu se inscrever na primeira edição do Miss Bumbum Brasil, concurso que venceria em 2011. “Eu continuo gostando de futebol, assisto aos jogos e torço normalmente, mas até hoje não sei explicar o que é impedimento. Acho que fiz a escolha certa”, conclui.

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EU QUERO!!!


sexta-feira, 22 de maio de 2026

Exposição “Entre Tempos” propõe novo olhar sobre os ícones arquitetônicos de São Paulo no Circolo Italiano


    A cidade de São Paulo será palco, no próximo dia 2 de junho de 2026, da solenidade de abertura da exposição “Entre Tempos”, mostra artística que promete reunir cultura, tecnologia e memória urbana em uma experiência visual inovadora. A vernissage acontece a partir das 18h30 no tradicional Circolo Italiano, localizado no emblemático Edifício Itália, no centro da capital paulista.

    O evento deverá receber autoridades, empresários, comerciantes e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento e revitalização da região central da cidade. A exposição já vem conquistando ampla repercussão nas redes sociais por apresentar uma proposta artística singular: o encontro entre a fotografia aérea e a ilustração digital.

    Sob curadoria do jornalista e produtor cultural Maurício Coutinho, o projeto une o trabalho do artista visual e ilustrador Jean Rosa e do fotógrafo e piloto de drone Mavinho Acoroni. Enquanto Acoroni captura imagens aéreas impactantes da capital paulista, Jean Rosa intervém artisticamente nas fotografias com elementos lúdicos e contemporâneos, criando composições que transitam entre realidade e imaginação.

    A proposta da mostra é ressignificar alguns dos mais conhecidos cartões-postais paulistanos, convidando o público a enxergar a cidade sob novas perspectivas. Entre os cenários retratados estão o Edifício Copan, o Theatro Municipal de São Paulo, o Mercado Municipal de São Paulo, além do próprio Edifício Itália, do Edifício Conde Matarazzo, do Hotel América do Sul e do tradicional Cinelândia Hotel.

    Com uma estética que mistura linhas arquitetônicas, cores vibrantes e intervenções criativas, “Entre Tempos” propõe uma reflexão sobre o diálogo entre passado, presente e futuro da metrópole paulistana. As obras exploram as curvas, retas e contrastes urbanos de São Paulo, ampliando as possibilidades de interpretação visual da cidade.

    A realização da exposição conta com apoio cultural da Rede Buenas Hotéis, do Circolo Italiano, da Associação Pró Centro, do movimento Todos Pelo Centro, do Visite São Paulo Convention Bureau e do portal Visite o Centro de São Paulo.

    A expectativa é que a mostra fortaleça ainda mais o circuito cultural do centro paulistano, reafirmando a arte como instrumento de valorização da memória urbana e de reconexão da população com os espaços históricos da cidade.


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Hipertensão no trabalho: por que homens de 50 a 59 anos morrem 25% mais

Dados compilados de fontes públicas pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo mostram maior número de óbitos
é 25% maior entre pessoas do sexo masculino (Crédito da imagem: Divulgação /Freepik)

Dia do trabalhador: mais comum entre mulheres, doenças hipertensivas matam 25% mais homens entre 50 a 59 anos, fase plenamente produtiva

O impacto das condições de trabalho sobre a saúde do coração ganham relevância neste 1º de maio, Dia do Trabalhador. Na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT), do Ministério da Saúde, a hipertensão arterial, mais comum entre mulheres, tem sido mais letal em homens de meia-idade.

Dados compilados de bases públicas pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC), do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (SindHosp) revelam que na faixa etária de 50 a 59 anos, o número de óbitos por doenças hipertensivas em homens é 25% maior do que em mulheres. Elas, por sua vez, acumulam internações e óbitos em idades mais avançadas, especialmente acima dos 80 anos, reforçando a vulnerabilidade da população idosa feminina.

O comerciário Cristiano Peixoto, 51 anos, toma quatro medicamentos por dia para controlar a pressão alta. “Quase todos da minha família têm hipertensão. Descobri que tinha há cerca de 15 anos. Vou ao médico esporadicamente e tento manter atividade física para controlar. Quase todos da minha família têm o mesmo problema”, conta.

Cerca de 30% da população brasileira adulta vive com hipertensão arterial, que é um dos principais fatores de risco para condições cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal, de acordo com dados do relatório Vigitel Brasil 2006–2024, do Ministério da Saúde.

“Os homens costumam procurar menos atendimento médico. Realizam menos exames preventivos e abandonam precocemente o tratamento. Além disso, descobrem a doença hipertensiva muito tardiamente, quando já têm comprometimento do coração, dos rins ou do cérebro. A hipertensão é uma doença silenciosa e pode permanecer por anos sem sintoma. No entanto, quando não tratada adequadamente, pode levar a problemas mais sérios”, explica o cardiologista Vagner Ferreira.

As mulheres ainda são as principais vítimas da doença, representam 56,4% dos pacientes totais internados. Os dados de 2020 a 2024 - os mais recentes nas bases públicas - mostram que entre 50 e 59, foram 7.327 óbitos em hospitais das redes pública e privada contra 5.863 mulheres. Na faixa etária de 60 a 69, foram 14.202 óbitos contra 11.878.

O médico Willyan Soares, 37, tem hipertensão primária desde os 22 anos. O estresse diário e o histórico familiar foram fundamentais para o início dos sintomas, mas ele não abre mão do controle diário. Faz uso contínuo de medicação aliada à atividade física. Como profissional da área de saúde, alerta. “É fundamental reforçar a importância na mudança dos hábitos de vida, como alimentação saudável e atividade física regular como principal fonte de tratamento e ajuste pressórico. A obesidade e a rotina acelerada da era contemporânea são os principais motivadores para o surgimento cada vez mais recorrente de hipertensão em pacientes considerados adultos jovens”, explica.

O avanço da doença com o envelhecimento é evidente, mas os dados mostram um novo cenário. “Esse quadro exige políticas públicas específicas de prevenção e cuidado, voltadas não apenas para idosos, mas também para adultos de meia-idade, com atenção às desigualdades regionais e às diferenças de gênero”, afirma Francisco Balestrin, presidente do SindHosp.

O tempo médio de permanência hospitalar é de quatro dias, o que reflete a complexidade dos casos, frequentemente ligados à insuficiência cardíaca ou renal.

6º congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica destaca avanços em inteligência artificial na dermatologia



Evento em Goiânia reúne especialistas do Brasil e do exterior até o dia 3 de maio



Goiânia, maio de 2026 – Goiânia é palco, entre os dias 30 de abril e 3 de maio, do 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD 2026), promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). O encontro, considerado um dos principais da especialidade no mundo, tem como tema “Evolução da Cirurgia Dermatológica em Tempos de Inteligência Artificial” e reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir avanços em diagnóstico, tratamento e segurança cirúrgica.

Um dos principais pontos da programação é o uso da inteligência artificial na dermatologia, com aplicações que vão do atendimento e da gestão de consultórios ao suporte à decisão clínica. A ideia é mostrar como a tecnologia também contribui para aprimorar resultados cirúrgicos e aumentar a segurança do paciente. “É uma visão prática de como a tecnologia já impacta o dia a dia do dermatologista”, afirma o Dr. Francisco Le Voci, presidente da SBCD.

A programação científica inclui palestras, workshops, sessões plenárias, cursos práticos e apresentação de trabalhos científicos. A proposta é incentivar a troca de conhecimento e aproximar os participantes das novas tecnologias aplicadas à prática dermatológica.

“O congresso reflete um momento de transformação da especialidade, com a incorporação de recursos que ampliam a precisão dos procedimentos e reforçam a segurança dos pacientes”, destaca o Dr. Alessandro Alarcão, presidente do 36º CBCD.

O evento também prevê ações voltadas à sustentabilidade, com iniciativas para reduzir impactos ambientais e promover responsabilidade social. “A ideia é realizar um congresso alinhado às boas práticas ambientais, sem abrir mão da qualidade científica”, completa Le Voci.

Além da programação científica, os participantes podem conhecer a cultura local e a gastronomia de Goiânia. A agenda social inclui quatro noites de programação, com apresentações de artistas como Leonardo, Mumuzinho, Matheus & Kauan, Carla Cristina e o DJ Jesus Luz.



Serviço
36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD 2026)

Data: 30 de abril a 3 de maio de 2026
Local: Centro de Convenções Goiânia
Mais informações: Link



Sobre a SBCD


Fundada em 1988, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) é referência nacional na formação, aperfeiçoamento e atualização de especialistas em cirurgia dermatológica. A entidade promove educação médica continuada, incentiva a pesquisa científica e desenvolve ações voltadas à segurança do paciente e à prática ética na especialidade.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Amilton Godoy e Gabriel Grossi lançam “Os Filhos de Villa”


Disco reúne novamente o pianista e o harmonicista em homenagem ao legado de Heitor Villa Lobos

O show de lançamento será no Centro Cultural São Paulo com entrada gratuita

“Os Filhos de Villa” é o novo álbum do pianista Amilton Godoy e do harmonicista Gabriel Grossi, disco que dá continuidade ao primeiro projeto feito pelo duo em homenagem à obra de Heitor Villa Lobos (Villa-Lobos Popular). Desta vez, Amilton e Gabriel voltam seus olhares - e instrumentos - para a influência de Villa-Lobos sobre as gerações posteriores, ao seu legado, explorando os desdobramentos na música brasileira.

O álbum estará disponível nas plataformas digitais no dia 5 de março, na mesma data do show de lançamento em São Paulo. A apresentação com entrada gratuita será também na quinta-feira, no Centro Cultural São Paulo, na Sala Jardel Filho. Além do lançamento digital, o disco ganhará uma edição limitada em vinil.

“Os Filhos de Villa” traz nove faixas instrumentais, com um repertório que sugere pontes, inclusive didáticas, entre Villa e alguns de seus herdeiros musicais mais significativos: Tom Jobim, Egberto Gismonti, Johnny Alf, Paulinho Nogueira, Guinga e Maurício Einhorn. Além das releituras propostas pelos músicos, o disco traz duas composições autorais de Amilton e do Gabriel, ambos também influenciados pela obra do maestro.

A arte de capa é assinada pelos artistas designers, Rodrigo Sommer e Priscila Tâmara, do Tranquilo Studio.

O disco parte do que aparentemente seria um paradoxo: Villa-Lobos ter escrito grande parcela de sua música erudita a partir de materiais populares, fruto de suas pesquisas sobre cultura brasileira e seu folclore sonoro. É sobre esse território híbrido que o duo se debruça, destacando que essa interseção segue ativa, pulsante e contemporânea.

“Os Filhos de Villa” é, essencialmente, um álbum de música popular brasileira, ancorado por narrativas instrumentais, improvisação e pelo diálogo entre dois universos timbrísticos bem distintos: o piano de Amilton e a harmônica de Gabriel.

Amilton Godoy soma 73 anos de carreira consolidada e celebra 85 anos de vida (no dia 2 de março). Gabriel Grossi acumula uma trajetória estabelecida dentro e fora do país, reconhecido como um dos grandes harmonicistas da atualidade.

O projeto “Os Filhos de Villa - Amilton Godoy e Gabriel Grossi” foi realizado com apoio da 8ª edição do Edital de Apoio à Música para a cidade de São Paulo, realização da Secretaria Municipal de Cultura e produção da DG Produções e Tudo Bem Produções.

Serviço:

Amilton Godoy e Gabriel Grossi
Show lançamento disco “Os Filhos de Villa”
Data: 5 de março de 2026 (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Centro Cultural São Paulo (Sala Jardel Filho)
Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo/SP

Classificação indicativa: livre

Ingressos: gratuito (disponíveis para retirada do público, on-line e física, a partir das 14h do dia 4/03, quarta-feira)



Faixas

1. Loro | Egberto Gismonti
2. Chovendo na Roseira | Tom Jobim
3. Choro | Amilton Godoy
4. Bachianinhas nº 1 | Paulinho Nogueira
5. Garota de Ipanema | Tom Jobim e Vinícius de Moraes
6. Rapaz de Bem | Johnny Alf
7. De Coração | Gabriel Grossi
8. Batida Diferente | Durval Ferreira / Maurício Einhorn
9. Choro pro Zé | Aldir Blanc / Guinga

Ficha Técnica
Disco: Os Filhos de Villa
Amilton Godoy: piano

Gabriel Grossi: harmônica

Lançamento: 2026
Faixas: 9
Formato: digital e vinil
Produção musical e arranjos: Amilton e Gabriel

Gravação, mixagem e masterização: Adonias Souza Junior (Estúdio Arsis)
Produção fonográfica: DG Produções
Produção executiva e coordenação geral: Dani Godoy

Projeto: Dani Godoy e Débora Ribeiro de Lima
Designer de capa: Priscila Tâmara e Rodrigo Sommer (Tranquilo Studio)
Realização: Tudo Bem Produções e Secretaria Municipal de Cultura


Sobre os músicos:


Amilton Godoy, ex-integrante e fundador do emblemático Zimbo Trio, é considerado um dos grandes pianistas do mundo, com 91 discos lançados e shows em mais de 40 países, soma prêmios, turnês internacionais e anos de docência e pesquisa musical. Perfeitamente na ativa, Amilton é um mestre da música que completou sete décadas de uma carreira notável.

Gabriel Grossi, apesar da juventude, o músico e compositor carioca já contabiliza 17 álbuns na discografia, prêmios nacionais e internacionais e uma carreira consolidada no circuito mundial da música instrumental. É considerado um dos melhores harmonicistas do mundo e um dos instrumentistas mais importantes da música brasileira.

Ambos são vencedores do Grammy.


No primeiro disco “Villa Lobos Popular” (de 2012) os músicos exploram e reinterpretam a obra de Heitor Villa-Lobos, com arranjos focados na linguagem popular e jazzística, destacando a conexão entre a música erudita e a música popular brasileira.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A História de Virginia Giuffre: O Que o Mundo Precisa Aprender Sobre Poder, Abuso e Silêncio



    Virginia Giuffre nasceu em 1983, nos Estados Unidos, e cresceu em um ambiente marcado por instabilidade, violência e abandono. Desde muito jovem, enfrentou abusos que moldaram sua trajetória e a deixaram vulnerável a adultos que se apresentavam como protetores, mas que, na verdade, enxergavam nela uma presa fácil. A adolescência de Virginia foi um terreno fértil para predadores: instituições falharam, adultos falharam, e o mundo ao redor parecia sempre disposto a culpá‑la por sua própria vulnerabilidade.

    Foi nesse contexto que ela conheceu Ghislaine Maxwell, enquanto trabalhava no spa do resort Mar‑a‑Lago, na Flórida. Maxwell surgiu com a elegância e a autoridade de quem sabe manipular. Ofereceu oportunidades, promessas, estabilidade — exatamente o que uma adolescente fragilizada desejava ouvir. Mas por trás da fachada havia Jeffrey Epstein, um homem cercado por riqueza, influência e conexões com figuras poderosas. O que começou como uma promessa de futuro rapidamente se transformou em coerção, abuso e exploração sistemática.

    Durante anos, Virginia viveu presa a um ciclo de violência que envolvia não apenas Epstein e Maxwell, mas também homens influentes, alguns deles figuras públicas de renome internacional. Ela denunciou ter sido traficada sexualmente para pessoas poderosas, incluindo o então príncipe Andrew, que sempre negou as acusações. Ainda assim, sua voz ecoou pelo mundo e se tornou um símbolo de resistência contra redes de exploração sexual sustentadas por dinheiro, silêncio e impunidade.

Na foto: O ex-príncipe Andrew - Virgínia e a aliciadora Ghislaine Maxwell
 


    Virginia Giuffre nasceu em 1983, nos Estados Unidos, e cresceu em um ambiente marcado por instabilidade, violência e abandono. Desde muito jovem, enfrentou abusos que moldaram sua trajetória e a deixaram vulnerável a adultos que se apresentavam como protetores, mas que, na verdade, enxergavam nela uma presa fácil. A adolescência de Virginia foi um terreno fértil para predadores: instituições falharam, adultos falharam, e o mundo ao redor parecia sempre disposto a culpá‑la por sua própria vulnerabilidade.

Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell 
“De socialite influente a detenta federal: Ghislaine Maxwell cumpre pena nos EUA por seu papel na rede de exploração de Jeffrey Epstein, um lembrete de que o poder não deveria ser escudo para a injustiça.”



    Foi nesse contexto que ela conheceu Ghislaine Maxwell, enquanto trabalhava no spa do resort Mar‑a‑Lago, na Flórida. Maxwell surgiu com a elegância e a autoridade de quem sabe manipular. Ofereceu oportunidades, promessas, estabilidade — exatamente o que uma adolescente fragilizada desejava ouvir. Mas por trás da fachada havia Jeffrey Epstein, um homem cercado por riqueza, influência e conexões com figuras poderosas. O que começou como uma promessa de futuro rapidamente se transformou em coerção, abuso e exploração sistemática.

    Durante anos, Virginia viveu presa a um ciclo de violência que envolvia não apenas Epstein e Maxwell, mas também homens influentes, alguns deles figuras públicas de renome internacional. Ela denunciou ter sido traficada sexualmente para pessoas poderosas, incluindo o então príncipe Andrew, que sempre negou as acusações. Ainda assim, sua voz ecoou pelo mundo e se tornou um símbolo de resistência contra redes de exploração sexual sustentadas por dinheiro, silêncio e impunidade.

    Quando finalmente encontrou forças para denunciar, enfrentou o que tantas vítimas enfrentam: descrédito, ataques, tentativas de desqualificação. Mas continuou. Sua persistência ajudou a expor a engrenagem de abuso que operava há décadas, protegida por conexões políticas, financeiras e sociais. A coragem de Virginia abriu caminho para outras vítimas e pressionou autoridades a reabrirem investigações, resultando na prisão de Epstein em 2019 e na condenação de Maxwell em 2021.

    Depois de anos de batalhas judiciais, exposição pública e desgaste emocional profundo, Virginia se mudou para a Austrália, onde tentou reconstruir a vida com o marido e os filhos. Mas o peso de tudo o que viveu — somado à pressão constante de ser uma figura pública em um caso global — deixou marcas profundas. Em abril de 2025, ela foi encontrada morta em sua propriedade em Neergabby, na Austrália. A polícia local informou que não havia indícios de crime, e sua família confirmou que ela morreu por suicídio.

    Documentos posteriores, divulgados brevemente nos chamados “Epstein files”, revelaram que ela tirou a própria vida com um disparo de arma de fogo, informação que foi rapidamente retirada dos arquivos após divulgação acidental.

    Sua morte gerou comoção mundial. Familiares, advogados e sobreviventes de abuso sexual lamentaram não apenas a perda de uma mulher que se tornou símbolo de resistência, mas também o fato de que o sistema — mais uma vez — falhou em proteger alguém que dedicou a vida a denunciar injustiças. Para muitos, Virginia carregou sozinha um peso que deveria ter sido dividido por instituições, autoridades e pela sociedade.

    A história de Virginia Giuffre é um alerta urgente. Mostra como predadores se aproveitam de vulnerabilidades emocionais, econômicas e sociais. Mostra como meninas podem ser enganadas por promessas de proteção, oportunidades e afeto. Mostra como pessoas poderosas usam sua influência para silenciar vítimas e manipular narrativas. E mostra, acima de tudo, que a culpa nunca é da vítima — nunca.

    Para as meninas e mulheres que crescem em um mundo onde ainda existem Epsteins e Maxwells, a história de Virginia é um farol: um aviso sobre os perigos da manipulação, da falsa proteção e do poder usado para destruir vidas. Mas também é um lembrete de que a verdade, quando dita com coragem, pode abalar estruturas inteiras — mesmo que o preço, para quem a diz, seja devastador.




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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Volta às aulas e ao trabalho impulsiona vendas de calçados no início do ano: sandálias, crocs e tênis lideram o consumo


Com mix multimarcas e foco em conforto e custo-benefício, rede de franquias Sandaliaria se consolida como opção prática para famílias e como modelo de negócio resiliente no varejo


O início do ano é tradicionalmente um dos períodos mais aquecidos para o varejo de calçados no Brasil. A combinação entre férias, volta às aulas, retomada da rotina de trabalho e clima quente movimenta o consumo e reforça a busca por produtos confortáveis, versáteis e acessíveis. Nesse cenário, categorias como sandálias, crocs e tênis leves ganham protagonismo nas prateleiras e no carrinho do consumidor.

Na franquia Sandaliaria, rede especializada em calçados, acessórios e produtos personalizáveis, as sandálias representam cerca de 45% das vendas no período, seguidas por crocs (35%) e tênis casuais e leves (20%).

“O consumidor está mais ativo no começo do ano, caminhando mais, viajando e retomando compromissos. Isso faz com que o conforto deixe de ser um diferencial e passe a ser prioridade”, afirma Rodrigo Deotto, CEO da Sandaliaria.

Conforto, praticidade e consumo inteligente

Além do apelo sazonal, o início do ano também concentra despesas importantes no orçamento familiar, como material escolar, impostos e viagens. Esse contexto faz com que o custo-benefício tenha peso decisivo na compra.

“As famílias buscam produtos duráveis, funcionais e que possam ser usados em diferentes ocasiões. Modelos anatômicos, leves e fáceis de calçar são os mais procurados”, explica Deotto.

É nesse ponto que o modelo multimarcas da Sandaliaria se destaca. Com um portfólio que atende adulto, juvenil e infantil, a rede permite que o consumidor resolva todas as compras em um único local. “A proposta é facilitar a jornada do cliente, oferecendo variedade, preços acessíveis e soluções para diferentes perfis dentro da mesma loja”, diz o executivo.

Mix estratégico e renovação de portfólio

Com mais de 18 grifes homologadas - além da Blessed, marca própria do grupo - a Sandaliaria aposta em um mix equilibrado entre produtos básicos, funcionais e itens alinhados às tendências de moda. No início do ano, a renovação do portfólio acompanha o lifestyle da estação, com reforço em slides, papetes, rasteiras, sandálias leves e tênis respiráveis.

“Trabalhamos com uma curadoria focada em desempenho de vendas, sazonalidade e perfil regional do público. Isso garante alto giro, variedade adequada e margens saudáveis para os franqueados”, afirma Deotto. A estratégia inclui também maior profundidade de estoque nas numerações de maior saída e nas categorias mais sazonais, sem comprometer o capital de giro das lojas.

Loja como espaço de relacionamento


Mais do que vender calçados, a Sandaliaria aposta na experiência. As lojas são pensadas como ambientes democráticos e acolhedores, onde o cliente se sente à vontade para experimentar, comparar e escolher.

“A loja deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a ser um espaço de relacionamento. O consumidor busca identificação com a marca, conforto e uma experiência de compra agradável”, reforça o CEO.

Esse posicionamento acompanha mudanças claras no comportamento de consumo. Calçados como crocs e sandálias confortáveis, antes restritos ao lazer, hoje fazem parte do uso diário, inclusive em ambientes de trabalho mais flexíveis. “O bem-estar passou a guiar decisões de compra. Quem entende esse movimento consegue capturar melhor as oportunidades do mercado”, completa.

Oportunidade também para empreendedores

Com mais de 90 unidades espalhadas por 23 estados, a Sandaliaria se consolidou como a maior franquia de sandálias multimarcas do país. Para os franqueados, o início do ano costuma representar um aumento médio de 15% a 25% no faturamento, reforçando a força do modelo de negócio em períodos de alta sazonalidade.

“O começo do ano reúne tudo o que o varejo de calçados precisa, como clima favorável, maior circulação de pessoas e necessidade real de reposição. Quem trabalha bem mix, estoque e comunicação conseguem transformar esse momento em crescimento”, conclui Rodrigo Deotto.

Sobre a Sandaliaria


Criada em 2005, em Piracicaba (SP), a Sandaliaria nasceu como a primeira operação exclusiva de venda de chinelos em shopping centers, e após sua chegada no franchising, em 2014, se tornou a maior franquia de sandálias multimarcas do Brasil. São mais de 18 grifes em seu portfólio, entre Havaianas, Crocs, Melissa, Rider, Piticas e a linha própria Blessed. A marca oferece dois modelos de negócios: licenciamento (container, loja de rua e quiosque) e franquia (shopping center), o investimento inicial é a partir de R$ 166 mil e prazo de retorno de 18 a 36 meses. https://franquia.sandaliaria.com.br



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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Glitter na pele: por que o brilho do Carnaval pode causar irritações e reações tardias

“O glitter não desaparece depois do banho, ele continua agindo na pele”, alerta a dermatologista Denise Ozores



Durante o Carnaval, o uso de glitter no rosto e no corpo se torna quase um uniforme entre foliões, musas e celebridades. O que muita gente não percebe é que, mesmo após o fim da festa e várias lavagens, o brilho pode continuar impactando a pele de forma silenciosa, causando irritações, coceira e inflamações que surgem dias depois da folia.

Segundo a dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349), especialista em beleza natural, o glitter não se comporta como um cosmético comum. As partículas metálicas ou sintéticas podem se alojar em poros, dobras da pele e microfissuras da barreira cutânea. “O glitter não some completamente. Ele pode migrar para regiões mais sensíveis e provocar inflamações tardias”, explica.

Um erro comum, de acordo com a médica, é acreditar que apenas água e sabonete são suficientes para remover totalmente o produto. Mesmo após o banho, fragmentos microscópicos podem permanecer aderidos à pele. Em contato com suor, atrito e calor, essas partículas podem desencadear reação inflamatória.

Denise também alerta para o uso repetido de glitter por vários dias consecutivos, prática comum durante o Carnaval. A sobreposição aumenta o risco de dermatites, especialmente em áreas como rosto, pescoço, colo, axilas e regiões de maior movimento. “A pele entra em um processo inflamatório contínuo sem que a pessoa perceba”, afirma.

Outro ponto importante é a procedência do glitter. Produtos não indicados para uso cosmético podem conter partículas irregulares e mais agressivas, aumentando o risco de microlesões. Para quem não abre mão do brilho, Denise orienta limitar a área de aplicação, evitar regiões sensíveis e retirar o produto com movimentos suaves, sem esfregar excessivamente.

Segundo a especialista, o maior erro acontece depois da folia. “Muita gente tenta compensar usando produtos fortes logo após o Carnaval, quando a pele já está sensibilizada. O ideal é permitir que a pele se reorganize antes de qualquer intervenção”, conclui.


Sobre a especialista

A dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349) é especialista em beleza natural e atua com foco na prevenção do envelhecimento cutâneo, priorizando equilíbrio, saúde da pele e respeito à individualidade. Em seus atendimentos e conteúdos nas redes sociais, a médica defende uma abordagem consciente da estética, com resultados sutis e alinhados ao estilo de vida contemporâneo. No Instagram, compartilha orientações sobre cuidados dermatológicos e os impactos do ambiente urbano e digital na pele pelo perfil @deniseozoresdermato.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Especialista do Hospital HSANP alerta para cuidados com alimentos durante o verão




Diante desse cenário, os cuidados devem começar ainda no momento da compra, como explica Fabricio Araujo, enfermeiro especialista em infectologia do Hospital HSANP. “É fundamental observar a procedência dos alimentos, verificar se as embalagens estão íntegras, respeitar o prazo de validade e avaliar as condições de conservação no local de venda. Alimentos refrigerados ou congelados devem estar armazenados em equipamentos adequados”, orienta.

Além da escolha correta, o armazenamento inadequado e o manuseio incorreto de alimentos como carnes, ovos, frutas, legumes e verduras estão entre os principais fatores de risco para a ocorrência de DTAs. Falhas nesses cuidados podem favorecer infecções como salmonelose, febre tifoide e botulismo, além de outras gastroenterites, que tendem a ser mais graves em crianças, idosos, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Nesse contexto, Fabricio ressalta que a higiene das mãos desempenha um papel essencial em todas as etapas do preparo dos alimentos. “Lavar as mãos com água e sabão antes de preparar ou consumir alimentos, após usar o banheiro, ao retornar da rua, depois de manusear carnes cruas, tocar animais ou superfícies sujas é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de contaminação”, destaca.

Quando se trata de alimentos de origem animal, a atenção deve ser ainda maior. No caso das carnes bovinas e suínas, a ANVISA orienta que o consumidor observe se o produto está refrigerado, dentro do prazo de validade e com a embalagem íntegra. A aparência pode ajudar na identificação de alterações evidentes, como cheiro desagradável, presença de limo ou coloração anormal, mas é importante ressaltar que a aparência adequada não garante que o alimento esteja livre de microrganismos. Por isso, a conservação sob refrigeração e o cozimento completo são medidas indispensáveis para a segurança alimentar.

As carnes de frango e outras aves também devem estar bem refrigeradas ou congeladas, sem odor forte ou alterações visíveis. Já os peixes frescos precisam apresentar olhos brilhantes, guelras avermelhadas e carne firme, além de serem mantidos sob refrigeração adequada desde a compra até o preparo.

Os ovos requerem cuidados específicos. A recomendação da ANVISA é escolher ovos com casca limpa, íntegra e sem rachaduras. Não se deve lavá-los antes do armazenamento, pois isso pode facilitar a entrada de microrganismos pela casca. Durante o preparo, é indicado quebrar os ovos separadamente e garantir que estejam bem cozidos, com clara firme e gema dura.

“No preparo e armazenamento dos alimentos, é fundamental manter carnes bem cozidas, separar alimentos crus dos prontos para consumo, respeitar as temperaturas seguras de conservação e higienizar corretamente frutas, legumes e verduras. Além disso, o uso de água tratada e o descarte adequado do lixo são cuidados essenciais para prevenir infecções alimentares”, reforça Fabricio Araujo.

Complementando esses cuidados, frutas, legumes e verduras devem ser cuidadosamente higienizados antes do consumo. A orientação é lavá-los em água corrente para remover sujeiras visíveis e, em seguida, deixá-los imersos em solução de água com hipoclorito de sódio, conforme as instruções do rótulo do produto ou as recomendações da vigilância sanitária.

“Manter os alimentos refrigerados a temperaturas adequadas, abaixo de 5 °C para geladeiras e –18 °C para freezers, evitar a contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos para consumo, higienizar bem as mãos, utensílios e superfícies e garantir o cozimento completo dos alimentos são medidas simples, mas fundamentais para prevenir doenças alimentares, especialmente no verão”, finaliza Fabricio Araujo.

Sobre o Hospital HSANP

Localizado no bairro de Santana, o HSANP é referência na Zona Norte de São Paulo (SP). Considerado um dos mais completos hospitais da capital paulista, é reconhecido por oferecer um atendimento humanizado e seguro aos mais de 12 mil pacientes que passam pela instituição todos os meses.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Wagner Moura destila HIPOCRISIA no Prêmio Globo de Ouro



    Por: Claudia Souza    

    Na noite em que Wagner Moura fez história ao receber o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama, muitos esperavam um discurso artístico e inspirador. O que se viu, porém, foi uma tentativa explícita de transformar um palco internacional num púlpito político — usando a conquista cultural para lançar uma fala ideológica contra setores da direita brasileira.

    Ao vincular o contexto do filme O Agente Secreto, que trata de memória e trauma geracional, a uma narrativa de “fascismo” presente no Brasil recente, Moura politiza uma vitória cinematográfica e passa a acusar um governo que já está fora do poder há mais de dois anos (o de 2018–2022) de “eco da ditadura”. Essa escolha retórica é fraca do ponto de vista crítico porque transforma uma questão histórica em arma política sem conexão direta com os fatos atuais discutidos globalmente no evento.

    O discurso, além disso, ocorreu em um momento em que o próprio Brasil enfrenta denúncias e críticas sobre o devido processo legal e a liberdade de expressão no âmbito interno — questões que incluem debates sobre medidas judiciais e prisões motivadas por ações relacionadas ao sistema político e às instituições republicanas, que têm sido objeto de discussões sobre legalidade e proporcionalidade. A insistência em rotular adversários políticos como “fascistas” num ambiente tão visível podem soar, justamente, como desserviço à democracia que se pretende defender.

    Silenciamento de questões de direitos civis no Brasil: enquanto Moura falava em combater “valores autoritários”, muitos debates nacionais se concentram em casos controversos de justiça e de censura judicial — como as ações contra comunicadores, políticos e mobilizações populares que têm sido vistas por seus críticos como excesso de Poder Judiciário (especialmente em casos tratados no Supremo Tribunal Federal e pelo ministro Alexandre de Moraes).

    Prisão de um ex-presidente e controvérsias judiciais: ainda que ex-presidentes não possam ser simplesmente caricaturados — e Lula já teve condenações anuladas pela Suprema Corte em 2021, restaurando seus direitos políticos — a narrativa simplista de que ele estaria em “cárcere sem justificativa” ignora a complexidade jurídica do caso e as revisões de decisões judiciais que ocorreram (caso “Free Lula”).

    Longe de combater o crime organizado, o governo atual tem sido criticado por não classificar facções criminosas como organizações terroristas, apesar de debates públicos consistentes sobre o tema. A legislação brasileira (Lei Antiterrorismo nº 13.260/2016) define critérios claros para o reconhecimento legal de terrorismo, e o governo federal — liderado por Luiz Inácio Lula da Silva — tem rejeitado equiparar PCC e Comando Vermelho a organizações terroristas sob essa lei, argumentando que isso não corresponderia às definições legais vigentes, mesmo diante de pressões políticas para essa equiparação.

    O posicionamento de Moura não menciona outros regimes autoritários ou problemas de direitos humanos associados a aliados políticos da esquerda latino-americana — como os governos de Nicolás Maduro (Venezuela), membros históricos do Foro de São Paulo (como líderes do PT, PSOL, comunistas cubanos e figuras vinculadas a movimentos de esquerda regionais), que em relatos críticos são apontados como autoritários e antidemocráticos. Se a preocupação realmente fosse a defesa intransigente da democracia, esses contextos também mereceriam menção e reflexão profunda.

    O discurso de Wagner Moura no Globo de Ouro, ao usar a visibilidade internacional para projetar um ataque genérico à “extrema direita” brasileira, com termos como “eco da ditadura”, falha em reconhecer que:
  • as instituições democráticas continuam funcionando no Brasil, com decisões sujeitas a revisão judicial e ampla disputa pública de ideias;
  • críticos do governo atual apontam problemas reais no tratamento de questões de segurança pública, incluindo a recusa em declarar certas facções como terroristas apesar de amplo debate público;
  • e que usar linguagem inflamatória nas artes para fazer política partidária pode corroer justamente o tecido democrático que se diz defender.
    Embora legítimo como expressão pessoal — não se sustenta como um ataque informado ao que caracterizaria fascismo de verdade, e peca ao ignorar ou minimizar problemas contemporâneos de direitos civis, segurança e política externa que poderiam ser tão ou mais relevantes à discussão democrática do que a simples evocação de termos carregados como “ditadura” ou “fascismo”.




O QUE ESTÁ POR TRÁS DO GOVERNO QUE WAGNER MOURA DEFENDE:

O que é o Foro de São Paulo?

Petistas em Cuba em 2016: na companhia de Daniel Ortega, Díaz-Canel, Maduro e Raúl


    O Foro de São Paulo é um encontro político criado em 1990, por iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT), liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com o Partido Comunista de Cuba, sob influência direta de Fidel Castro. Seu objetivo declarado era rearticular partidos e movimentos de esquerda da América Latina após o colapso da União Soviética e o enfraquecimento do socialismo no cenário global.

    Desde sua fundação, o Foro reuniu partidos legais, movimentos sociais e organizações políticas de diferentes países, incluindo legendas que chegaram ao poder democraticamente e outras ligadas a regimes autoritários, como: Cuba (Partido Comunista Cubano); Venezuela (chavismo / Nicolás Maduro); Nicarágua (Daniel Ortega); Bolívia (Evo Morales); Equador (Rafael Correa); Argentina (kirchnerismo)


FARC (Colômbia) — reconhecidamente financiadas pelo tráfico de drogas durante décadas.

    As FARC participaram de encontros do Foro de São Paulo, o que alimentou críticas de que o espaço teria tolerado ou relativizado práticas criminosas em nome de alinhamento ideológico.

    Governos aliados ao Foro, como o da Venezuela, são alvo de acusações internacionais (especialmente por órgãos dos EUA) de conivência com rotas do narcotráfico — embora essas acusações sejam contestadas diplomaticamente e não resultem em consenso jurídico internacional.