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quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Conheça as três principais causas de cirurgias pediátricas



Apesar de os procedimentos serem considerados de baixa complexidade, é necessário atenção para evitar complicações



Quando o assunto é a saúde das crianças, todo sinal de alerta deve ser investigado. Mudanças corporais na região íntima ou abdômen como inchaço, coceira e vermelhidão podem indicar problemas em que a solução definitiva é a realização de uma cirurgia. De acordo com Fernanda Ghilardi Leão, pediatra parceira da Vidia, startup que conecta pessoas sem planos de saúde a hospitais privados, as principais causas de cirurgias em crianças são a postectomia e as hérnias inguinal e umbilical, todas elas de baixa complexidade.


Em sua experiência no Sabará Hospital Infantil, principal referência em cirurgias pediátricas do País, Fernanda acompanha diariamente casos em que o olhar atento dos pais ou dos cuidadores faz toda diferença no encaminhamento de uma solução rápida e eficaz, já que muitas vezes a criança não sabe explicar o que sente. “Além da preocupação com a falta de entendimento da criança com o que pode estar acontecendo, muitos pais acabam achando que estão sem saída por não terem plano de saúde e, consequentemente, não podem pagar por aquele procedimento. Por isso, é importante ressaltar que hoje o mercado oferece diversas opções e facilidades para que as crianças possam ter mais qualidade de vida”, explica.


Veja a lista das principais cirurgias infantis e os sinais para os pais e responsáveis ficarem atentos:



POSTECTOMIA

Conhecida popularmente como cirurgia de fimose, a postectomia é indicada quando não é possível realizar a higiene adequada do pênis. “Se a criança apresentar dor, dificuldade para urinar, coceira local, ardência, vermelhidão e inchaço, os pais devem procurar um pediatra para avaliação. Quando há a necessidade cirúrgica e o procedimento não acontece é possível ter como complicação inflamação no pênis, infecções de urina , parafimose, que é quando a pele peniana fica presa no corpo peniano, expõe a glande e depois não recobre novamente”, esclarece Fernanda.

HÉRNIA INGUINAL

Outro problema comum na infância é o surgimento da hérnia inguinal. A cirurgia é indicada assim que se faz o diagnóstico, devido ao risco do encarceramento - quando o intestino fica preso no saco herniário. O inchaço na região inguinal e escrotal em meninos e inguinal em meninas, devem ser sinais de alerta aos cuidadores das crianças. “Se a cirurgia não for realizada, há risco de perda de um segmento intestinal ou ovário e trompas nas meninas”, explica.


HÉRNIA UMBILICAL

A hérnia umbilical também compõe a lista das principais cirurgias pediátricas. Chamada de Herniorrafia Umbilical, a cirurgia para o problema é indicada após os 3 anos de idade. Quando há muita dor local, é preciso levar a criança para consulta. “Embora o encarceramento nestes casos sejam raros, ele pode acontecer, por isso o quanto antes o procedimento é realizado menores os riscos. Além disso, o que chamamos na área médica de abaulamento, que está ligado à incapacidade da parede abdominal em conter o conteúdo dentro da própria cavidade, pode aumentar com o tempo, e a convivência com as dores também, o que prejudica a qualidade de vida da criança”, finaliza Fernanda.


Sobre a Vidia


Fundada em 2020, a Vidia é a primeira plataforma digital que viabiliza cirurgias eletivas para pessoas que não possuem plano de saúde. A healthtech faz isso por meio de parcerias com hospitais particulares, oferecendo valores em média 40% mais acessíveis na comparação com o mercado, e com muitas opções de pagamento. Seu propósito é dar acesso à saúde de qualidade para quem precisa, de forma simples, rápida e sem burocracia. Foi acelerada pela Eretz.Bio, hub de inovação do Hospital Albert Einstein, e pelo programa para healthtechs da organização Endeavor. Já deu acesso a cirurgias para mais de 250 famílias em apenas um ano de operação. Recebeu investimento de R$ 4 milhões, em uma rodada liderada pelo fundo Canary (Loft, Buser), com participação da Aimorés Investimentos (Squid, TeraVoz) e de investidores anjo. Saiba mais em https://souvidia.com.



Sobre o Sabará Hospital Infantil


O Sabará Hospital Infantil, localizado na cidade de São Paulo, é referência no atendimento de crianças e adolescentes até 18 anos. É o primeiro Hospital exclusivamente pediátrico a conquistar acreditação pela Joint Comission International (JCI), um selo que assegura sua qualidade assistencial.

Fundado há 60 anos, o Sabará Hospital Infantil opera segundo o modelo de hospitais infantis americanos, os Children’s Hospitals, baseado na expertise de alta complexidade em todas as especialidades pediátricas, que conta com uma equipe multiprofissional integrada de alta capacidade resolutiva na atenção à criança.

Com uma equipe médica e assistencial altamente capacitada e um parque tecnológico moderno e completo, a Instituição está preparada para a realização de partos, quando há necessidade de intervenção cirúrgica imediata ao nascimento, e transplantes renais.

Seu foco em pediatria permite que a Instituição não só conheça as mais diversas doenças infantis, como também garante a expertise no diagnóstico e tratamento de doenças simples às mais raras e de difícil interpretação diagnóstica.


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terça-feira, 2 de agosto de 2022

Projeto promove capacitação de mulheres rurais em 40 municípios do semiárido


Projeto promove capacitação de mulheres rurais em 40 municípios do semiárido


O Projeto Dom Hélder Câmara (PDHC) e quatro unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária firmaram quatro Termos de Execução Descentralizada (TED) para a realização de capacitação de mulheres do campo em 40 municípios nos estados de Alagoas, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Bahia.

Por meio do projeto, coordenado pelo Mapa, 740 mulheres e 170 técnicos e extensionistas rurais serão capacitados, englobando 1.400 famílias no semiárido brasileiro até o fim do ano.

No estado de Alagoas, 100 boleiras e doceiras em situação de vulnerabilidade social residentes em áreas rurais e periurbanas receberão orientações relacionadas à produção local, organização do trabalho, estímulo ao empreendedorismo e inserção em redes de turismo comunitárias internacionais como instrumentos para a autonomia econômica sustentável. Elas trabalham com a produção artesanal de bolos tradicionais a base de mandioca e coco em 16 municípios do estado. A parceria é com a Embrapa Alimentos e Territórios.

No estado de Pernambuco, a parceria com a Embrapa Agroindústria Tropical atenderá 200 famílias localizadas nos municípios do Sertão do Pajeú, em especial mulheres agricultoras organizadas, em sistema de produção de caju, para a revitalização da atividade produtiva de cajucultura local. Elas também receberão orientações sobre direitos como cidadãs e mulheres.

Nos estados do Piauí e Maranhão, o projeto apoiado pela Embrapa Meio-Norte oferecerá capacitação para agricultoras rurais familiares e técnicos da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) na região Meio-Norte do Brasil em atividades produtivas da cultura do feijão-caupi, apicultura, Sisteminha Embrapa e na criação de ovinos, caprinos e aves. Irão participar 280 agricultoras e 90 técnicos de Ater em oito municípios do Piauí e três municípios do Maranhão.

Já a parceria com a Embrapa Semiárido visa a capacitação de agricultoras e extensionistas rurais em tecnologias de convivência com o semiárido nas temáticas de aproveitamento agroindustrial de frutas nativas, criação de abelhas-sem-ferrão, produção de sementes e mudas de espécies da Caatinga, reuso de águas cinzas, compostagem e aproveitamento de resíduos em 11 municípios nos estados da Bahia e cinco no de Pernambuco.

O projeto prevê ainda a realização de 12 cursos – designados à produção de geleias e doces de frutas nativas – para capacitação de 160 famílias.


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terça-feira, 5 de julho de 2022

Resposta humanitária é urgente para evitar consequências mortais em Borno, na Nigéria

Número de crianças com desnutrição é alarmante e pode piorar com a chegada do período conhecido como "lacuna da fome", que acontece entre as safras de alimentos



Desde maio, Médicos Sem Fronteiras (MSF) tem testemunhado um fluxo sem precedentes de crianças com desnutrição no centro de nutrição da organização em Maiduguri, na Nigéria, o que dá indícios de uma crise nutricional alarmante no estado de Borno. A organização pede que haja uma intensificação urgente da resposta humanitária na região antes do período de pico da chamada "lacuna da fome", que pode ser muito mais grave do que nos anos anteriores se as tendências atuais se mantiverem. A lacuna da fome é o período em que as reservas que as pessoas economizaram da colheita passada começam a se esgotar, mas a nova safra ainda não está pronta. O problema é que as reservas, neste momento, já são poucas ou nenhuma.

“É fundamental que sejam tomadas medidas agora, antes do pico da desnutrição sazonal, para evitar uma situação ainda pior”, diz Shaukat Muttaqi, coordenador-geral de MSF na Nigéria.

“Estamos apenas no início do período da lacuna da fome e nossas instalações já estão sobrecarregadas, com a maior média mensal de pacientes desde que o projeto foi inaugurado em 2017. As tendências anteriores nos dizem que o pior ainda está por vir. Isso é um grande sinal de alarme. A menos que medidas urgentes sejam tomadas para que estejamos preparados para o pico iminente, as pessoas em Maiduguri sofrerão consequências mortais”, diz Muttaqi.

Até o momento, este ano, 2.140 crianças com desnutrição foram internadas para atendimento hospitalar em nosso centro de alimentação terapêutica – cerca de 50% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Durante seis semanas em maio e junho, mesmo que a temporada de pico da lacuna da fome mal tivesse começado, chegaram mais pacientes com desnutrição do que em qualquer momento desde que o projeto foi inaugurado, em 2017, inclusive no período mais crítico da temporada em anos anteriores. Até maio, observou-se um aumento de 25% nos registros no nosso programa de alimentação terapêutica ambulatorial em comparação com o ano passado.

Em resposta, nossas equipes ampliaram a capacidade do centro dedicado a essa atividade de 120 para 200 leitos. Mesmo com essa medida de emergência em vigor, houve dias no mês de junho em que o número de camas não foi suficiente para admitir todas as crianças que chegavam com desnutrição.

Outros atores humanitários também têm operado em sua capacidade total, e até além dela. Em alguns casos, as organizações tiveram de reduzir os serviços devido à falta de financiamento - 16 centros de alimentação terapêutica ambulatoriais, embora muito necessários, foram fechados. Como resultado, se as tendências atuais se mantiverem, os serviços ficarão sobrecarregados e muitas outras crianças com desnutrição correrão o risco de morrer.

“O mais urgente é aumentar a capacidade hospitalar para o tratamento de crianças com desnutrição grave. No entanto, isso também acontece paralelamente a uma grande ampliação das intervenções a nível comunitário, para nos anteciparmos a um potencial pior cenário”, diz Muttaqi. “Isso significa expandir os programas de alimentação ambulatorial, segurança alimentar, imunização e acesso à água e à higiene.”

A desnutrição é uma preocupação crônica e multifacetada no estado de Borno, gerada pelo impacto combinado entre deslocamento, insegurança, pobreza, falta de acesso a cuidados de saúde e outros fatores. Ela é historicamente mais aguda entre o final de junho e início de setembro, durante a "estação de escassez" (o período entre o plantio e a colheita). Os fatores agravantes, tais como a baixa imunização, a falta de acesso à água potável, higiene e cuidados de saúde, muitas vezes se combinam à insegurança alimentar crônica e produzem efeitos devastadores para as crianças.

Surtos periódicos de doenças, particularmente sarampo e cólera, bem como picos sazonais de malária, podem agravar ainda mais a situação. No ano passado, a Nigéria vivenciou um surto excepcionalmente grande de cólera, na medida em que as taxas de imunização entre as crianças no estado de Borno são alarmantemente baixas. O acesso a cuidados de saúde também é um desafio diário para as pessoas, particularmente para as que são deslocadas.

“Meus filhos nunca foram vacinados além das vacinas que tomaram ao nascer. Meu filho de quatro anos fica doente durante a estação chuvosa todos os anos”, diz Hussaina Ali.

“Não há instalações médicas gratuitas em nossa região, então eu o levo para a farmácia e pego remédios lá”, conta Hussaina Ali, cujo filho mais novo agora também está com desnutrição e em tratamento no centro de alimentação terapêutica para pacientes internados.

O impacto acumulativo dos conflitos e a insegurança de anos continua a gerar deslocamentos de longo prazo, o que prejudica a capacidade de cultivar alimentos e acessar cuidados de saúde. Como resultado, o aumento dos preços dos alimentos está afetando ainda mais as pessoas deslocadas. No centro de alimentação terapêutica para pacientes internados de MSF, 32% das crianças com desnutrição admitidas pertencem a famílias deslocadas internamente, que são particularmente dependentes da ajuda humanitária.

“À medida que o pico tradicional da estação de escassez se aproxima, Borno está à beira de uma crise que pode colocar a vida de milhares de crianças em perigo”, diz o Dr. Htet Aung Kyi, coordenador-médico de MSF na Nigéria.

“Não há tempo a perder. Uma ampliação urgente da resposta nutricional é necessária agora, e as organizações humanitárias devem estar muito mais preparadas para o pico”, diz Kyi. “Isso significa combater a desnutrição, aumentando a resposta médica, mas também, em paralelo, prevenir ameaças à saúde, como sarampo, cólera e outros surtos de doenças infecciosas.”


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sábado, 2 de julho de 2022

Déficit de atenção: quando uma distração pode ser considerada uma doença


Neurologista revela quais os distúrbios e os seus sintomas


Você já deve ter conhecido alguém que parece viver com a cabeça em outro planeta, sempre distraído e com dificuldade de realizar alguma tarefa que exija muita concentração, não é mesmo? Quando se trata de uma criança, logo pensamos em hiperatividade e, quando a situação é com um adulto, imaginamos que seja apenas falta de paciência. Mas, quando ser distraído deixa de ser apenas uma peculiaridade do indivíduo para se tornar uma doença?

Segundo a médica neurologista e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, Dra. Inara Taís de Almeida, existem duas formas de manifestação de distúrbios relacionados à falta de atenção que podem atingir tanto adultos como crianças, causando graves consequências.

“Os quadros podem ser acompanhados de hiperatividade como acontece no caso do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), ou sem, como é o caso do Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA). Em ambas as manifestações o que acontece é uma disfunção neurológica capaz de afetar o córtex pré-frontal, área responsável pela capacidade de manter a atenção e a organização, de controlar a impulsividade e de demonstrar os sentimentos. Por isso, o paciente tem dificuldades em permanecer atento em situações específicas enquanto outras pessoas não”, explica.

Esses quadros são acusados pela deficiência de Dopamina, um importante neurotransmissor. Por isso, quanto antes for diagnosticado, melhor será o prognóstico para o paciente. Nas crianças, por exemplo, a doença pode prejudicar significativamente o processo de aprendizagem e o desenvolvimento das relações interpessoais.

“As famílias precisam saber que as pessoas com esses tipos de distúrbios nascem assim, desse modo é essencial estarem atentas ao comportamento de suas crianças. É muito comum que nelas a hiperatividade acompanhe o déficit de atenção, por isso a importância do conhecimento. A escola ou os pais não devem concluir sozinhos que a criança é apenas bagunceira ou já pode ser considerada hiperativa. Um diagnóstico correto sempre requer consulta e/ou acompanhamento de um neurologista ou psiquiatra”, alertou.

Já nos adultos, o transtorno não é tão aparente porque a hiperatividade comum da fase infantil tende a diminuir ou até desaparecer ao longo dos anos. Mesmo assim, os sintomas da doença relacionados à dificuldade de concentração podem prejudicar em vários aspectos a vida adulta. Isso porque, afetam os relacionamentos profissionais e pessoais, apresentando comportamentos tais como: dificuldade em expressar sentimentos e em ouvir os outros, dificuldade de se manter parado ou sentado por longos períodos, impaciência para aguardar sua vez de falar ou ser chamado em uma fila, incapacidade de concluir tarefas e cumprir prazos, além da falta de objetivos e planos futuros.

Apesar de não existir cura, a Dra. Inara Taís de Almeida garante que é possível ter boa qualidade de vida convivendo com Distúrbio de Déficit de Atenção.

“O tratamento mais promissor é a união da terapia medicamentosa, com fórmulas que irão regular as funções do córtex pré-frontal, e da terapia psicológica, que irão trabalhar o equilíbrio das emoções. Assim, o paciente tem a ação do remédio no organismo e uma percepção melhor dos seus sentimentos. O resultado é uma mudança de comportamento e um melhor convívio interpessoal”, finalizou a especialista.

Dra. Inara Taís de Almeida - Neurologista e Neuroimunologista de São Paulo, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia. Graduação em Medicina pela Faculdade de Tecnologia e Ciências e residência médica na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fellowship clínico (especialização) em Neuroimunologia no Ambulatório de Doenças Desmielinizantes na Universidade Federal de São Paulo - Unifesp.

Instagram: @inara.neuro


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Emergências psiquiátricas é tema de evento em São Paulo


O evento organizado pela ABP acontece no Centro de Convenções Frei Caneca nesta sexta e sábado



Nos dias 1 e 2 de julho, o Centro de Convenções Frei Caneca recebe a IX Jornada Nacional de Emergências Psiquiátricas, realizada anualmente pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O evento, que já faz parte do calendário nacional de encontros da especialidade, reúne centenas de especialistas nacionais e internacionais, e é destinado tanto para médicos psiquiatras e outros profissionais da área de saúde, além de estudantes de medicina e residentes.

Dentre os assuntos abordados estão temas como agitação psicomotora, comportamento suicida, intoxicação aguda, surto psicótico, depressão grave, entre outros. A abertura da Jornada de Emergências contará com a participação especial da Dra. Danuta Wasserman, especialista em Suicidologia do Karolinska Institutet (Estocolmo - Suécia) e presidente eleita da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA).

Durante os dois dias de evento, que acontece na sexta-feira, das 11h às 19h, e no sábado, das 9h às 19h30, os temas centrais discutidos nas mesas redondas incluem “Abordagem do comportamento suicida”, “Ética e deontologia na emergência”, “Emergências psiquiátricas em profissionais da saúde”, “Transtornos por uso de substâncias” e “Técnicas de contenção física”.

O encontro é uma excelente oportunidade de atualização científica em um assunto que desperta cada vez mais o interesse da classe médica. Outra novidade para os participantes é a possibilidade de acompanhar o evento de forma online por meio da Plataforma de Eventos da ABP. Para mais informações acesse www.abp.org.br/emergencias.


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quinta-feira, 30 de junho de 2022

O poder do perdão: entenda como superar sentimentos de mágoa e vingança podem contribuir para a saúde e vida plena

Estudos científicos apontam os benefícios do perdão à saúde física e emocional. Especialista em autoconhecimento e desenvolvimento do potencial humano dá dicas de como trabalhar este processo




Ao longo da vida, inúmeras situações e acontecimentos podem levar ao acúmulo de mágoas e ressentimentos relacionados às pessoas que consideramos terem nos feito algum mal. São sentimentos complexos que, muitas vezes, nos levam a um ciclo de vingança – até mesmo inconscientemente – que acaba minando nossas relações e impactam diretamente na maneira como nos portamos e sentimos perante a nós mesmos e aos que estão ao nosso redor.

Longe de ser um processo simples, o ato de perdoar é ainda o melhor caminho para o sucesso de uma vida plena e de paz. De acordo com pesquisadores da Universidade do Tenesse, nos Estados Unidos, as pessoas tendem a se sentir menos hostis, irritadas e chateadas quando param de se vingar e perdoam, o que melhora a qualidade do sono, a tensão, a raiva, a fadiga e a depressão. Outro estudo, feito por cientistas da Universidade Baylor, também nos Estados Unidos, aponta que é muito mais fácil perdoar a si mesmo – e acabar com os efeitos devastadores do ressentimento – quando se pede e obtém perdão daqueles que magoamos. Ainda nesse sentido, uma pesquisa publicada no Journal of Behavior Medicine concluiu que as pessoas capazes de perdoar incondicionalmente vivem por mais tempo do que aquelas que perdoam mediante alguma condição, como um pedido de desculpas.

“Perdoar, muitas vezes, não significa retomar um compromisso ou uma relação. O que o perdão faz é nos dar a capacidade de deixar o passado para trás. Quando perdoamos, recuperamos nosso bem-estar, nossa autoestima, amor-próprio e satisfação pessoal, independentemente de fatos e pessoas. Trata-se de uma escolha que nos permite ter uma vida mais leve, feliz e satisfeita, mesmo com tudo que nos aconteceu. E principalmente, encontramos uma paz interior duradoura e indescritível”, explica Heloísa Capelas, especialista em autoconhecimento e desenvolvimento do potencial humano que lançou, recentemente, o livro “Inovação Emocional”, cujo caminho perpassa pela importância do perdão.

Heloísa destaca a relevância do autoconhecimento no processo de perdoar. Entender nossas emoções, o que nos leva a nutrir determinados desapontamentos e assumir nossa parcela de responsabilidade nessas situações. “Identificamos nossos algozes e direcionamos toda a culpa sobre eles, esquecendo que todos têm suas contribuições. Entramos em um ciclo vicioso de vingança, ainda que seja com pequenas atitudes, a fim de que aquela pessoa pague pelo mal que nos fez. Infelizmente os maiores prejudicados somos nós mesmos, pois os efeitos desses sentimentos são extremamente nocivos para nossa saúde psíquica, cardiovascular, podendo levar até o surgimento de casos de câncer e diabetes, conforme já apontaram alguns estudos”, comenta.

Para romper com esses processos de raiva e mágoa, a especialista aponta que o primeiro e mais importante passo é a autorresponsabilização, uma iniciativa que breca o remoer da culpa e procura por culpados e passa a reconhecer as próprias emoções. “A responsabilidade por si mesmo permite que se compreenda seus caminhos, vontades, escolhas e decisões. Tudo isso é seu, inclusive, a maneira como lida com sua mágoa e dor. Não temos controle sobre o outro, mas podemos tê-lo sobre nós mesmos. Não podemos esperar que o outro tome uma atitude de pedir perdão ou nos perdoar, isso deve partir de nós mesmos. Para quê ficar visitando uma dor e remoendo aquele mal inúmeras vezes ao longo da vida? Já parou para pensar que cada um tem uma limitação e age dentro de suas condições, fazendo o melhor ou entregando o melhor que pôde em determinado momento? Pensar desta forma e entender as circunstâncias pode ser libertador”, orienta.

Para entender como o processo do perdão pode ser colocado em prática, baseado na autonomia emocional e autoconhecimento, além de “Inovação Emocional”, Heloísa é autora também de “Perdão, a revolução que falta” e “O Mapa da Felicidade”, que estão disponíveis em diversas livrarias do país. De forma didática e expondo diversas situações vivenciadas por diferentes pessoas, Heloísa Capelas propõe uma jornada repleta de exercícios que permitem alcançar este ato de inteligência tão importante atualmente.

Sobre Heloísa Capelas


Heloísa Capelas é especialista em desenvolvimento humano por meio do autoconhecimento e do aumento da competência emocional há cerca de 40 anos. Mentora de líderes, aplica cursos com a Metodologia Hoffman, considerada por Harvard um dos trabalhos mais eficazes na mudança de paradigmas para líderes. É autora dos best-sellers “Inovação Emocional” (2021), O “Mapa da Felicidade” e “Perdão, a revolução que falta”. É expert em processos transformativos e psico-dinâmica aplicada aos negócios, coach e master practitioner em Programação Neurolinguística (PNL). CEO do Centro Hoffman, no Brasil, está também à frente da Câmara Feminina do Instituto Êxito de Empreendedorismo.

terça-feira, 7 de junho de 2022

Feira do Bom Retiro comemora Dia dos Namorados com Baile e Festa Junina

Em clima romântico, evento terá o "Baile do Amor - Quem tem Namorado Dança, Quem Não tem Arranja", comidas típicas, brincadeiras, concursos e muito forró com Fabinho do Zabumbão

Quer antecipar o Dia dos Namorados e aproveitar para celebrar de uma forma diferente? Essa é a proposta da Feira no Bom Retiro que no próximo sábado, dia 11, preparou uma programação especial para comemorar a data mais romântica do ano.

Já, em clima de Festa Junina, a Feira terá um show “arretado” a partir das 14h com Fabinho do Zabumbão que irá animar o público tocando muito forró para os casais dançarem agarradinhos.

Depois do rastapé, o evento terá o “Baile do Amor - Quem tem Namorado Dança, Quem Não tem Arranja”, com direito a sucessos românticos e brincadeiras como a Dança da Vassoura, Correio Elegante e sorteios de brindes para quem está apaixonado ou quer aproveitar a oportunidade para encontrar um novo amor.

Como o evento terá muita pipoca, quentão, maçã do amor e outras atrações juninas, nada melhor do que ir vestido à caráter para entrar no clima e participar do Concurso do Melhor Look Caipira.

Quem quiser também poderá fazer maquiagem típica junina, se divertir nas Barracas de Pesca e Argola e até posar para fotos vestindo hanbok, a tradicional roupa coreana.

Além das opções gastronômicas típicas de um Arraiá, as barracas também vão oferecer Cachorro Quente no Palito e Batata Furacão, pratos coreanos tradicionais como Tempura, Topoki, Kimbap e Frango Apimentado, japoneses como Yakissoba, Guioza e Temaki, além de Santenãs bolivianas, Arepas Venezuelanas, Churrasco, Pães artesanais, Doces Paraguaios, cafés e bebidas e drinks coreanos.

Para quem quiser comprar um presente especial para o Dia dos Namorados, as barracas de artesanato e souvenirs tem várias sugestões que certamente irão agradar a “cara metade”. Além de malhas quentinhas, enfeites, bolsas, chapéus descolados e bolsas, os apaixonados poderão encontrar camisetas, canecas, bonecos e maquiagem, entre outras opções.

Organizada pela Associação de Desenvolvimento K-Town Bom Retiro, a Feira do Bom Retiro acontece semanalmente, sempre aos sábados, das 10h às 17h e tem entrada gratuita.


FESTA JUNINA E BAILE DO AMOR

Programação:
11h – Circuito K-Pop in Love
12h – Gincana dos Namorados
14h – Show com Fabinho do Zabumbão
15h30 – Baile do Amor


SOBRE O BOM RETIRO

Localizado no Centro de São Paulo, próximo a Estação da Luz, o bairro do Bom Retiro se destaca por ser um polo nacional de confecção com mais de 300 lojas, além de cafés e restaurantes, oferecendo infraestrutura completa para lojistas e mais de 120 mil pessoas que circulam por suas ruas diariamente.

Em paralelo à sua vocação comercial, o bairro também possui uma importante herança patrimonial e cultural e tem espaços que fazem parte da história da cidade como o Centro Comercial do Bom Retiro.

Com entradas pelas ruas José Paulino e Ribeiro de Lima, o Centro Comercial. inaugurado em 1960, traz uma proposta arquitetônica inovadora do arquiteto, judeu polonês Lucjan Korngold que projetou o empreendimento comercial para atender a um grupo de investidores da comunidade judaica europeia.

Com mais de 60 anos, o espaço reúne lojas, escritórios e restaurantes em torno de ruas de paralelepípedos cheias de história e muito charme.



FEIRA DO BOM RETIRO – FESTA JUNINA E BAILE DO AMOR

DATA: 11/06/2022
Das 10h às 17h
LOCAL: Centro Comercial Bom Retiro – entradas pelas ruas José Paulino, 226 e Ribeiro de Lima, 453 – Bom Retiro

EVENTO GRATUITO - @feiradobomretiro




segunda-feira, 23 de maio de 2022

25 de MAIO - Dia da costureira: De aprendiz de costureira a dona de marca de moda fitness

Madalena Martins, proprietária da Via Oculta


No Dia da Costureira, conheça a história da empresária que começou costurando na sala de casa em Brodowski e hoje possui confecção que vende para todo o país

“Feito com amor e carinho, gostaria que olhassem como se fosse uma arte, porque é assim que eu trato”. Essa é a descrição que a costureira e empresária Madalena Martins faz das roupas que confecciona. Natural de Crixás, interior de Goiás, mudou-se para Brodowski bem pequena, com dois anos de idade, junto aos seus pais e sete irmãs, todas costureiras. De família humilde, aos 15 anos começou a trabalhar em uma empresa de confecção têxtil para ajudar em casa e hoje, possui mais de 30 funcionários em sua confecção.

A profissão de costureira, celebrada no dia 25 de maio é uma ocupação frequente nas famílias brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), existem 1,3 milhão de profissionais costureiros no país, sendo que 87% são mulheres. A categoria é responsável por movimentar R$ 4,5 bilhões por ano, o que corresponde a 5% do faturamento total do setor de vestuário.

E foi com a costura que Madalena viu sua vida mudar. Depois de casada e já com duas filhas pequenas, ela decidiu que não queria mais costurar para os outros, se arriscou, empreendeu e com 26 anos investiu todas as suas economias em quatro máquinas de costura, e na sala de casa mesmo começou a confeccionar. “Eu não dormia direito a noite pensando se conseguiria pagar as prestações das máquinas de costura que eram bem caras na época, mas foi a melhor decisão da minha vida”, conta Madalena.

A confecção cresceu, ficou conhecida e conquistou contratos com grandes empresas para produção de suas coleções. A empresária então construiu um salão para aumentar a produção, contratou funcionárias e viu o negócio deslanchar.

De mãos atadas


Depois do crescimento, veio a queda. Um prejuízo causado pelo golpe de um grande cliente pausou os sonhos da costureira “Eu andei financeiramente uns sete anos para trás”, fala Madalena sobre o período conturbado. “Tive que arcar com as dívidas, foi necessário vender o salão, vender meu próprio carro e declarar falência”, conta.

No entanto, desistir da profissão e do sonho de ter sua própria confecção não estava nos planos. “Tive que vender tudo para recomeçar, minha filha já estava na faculdade e eu não podia parar, então fomos para um lugar alugado, menor, mais barato aonde eu ia trabalhar de bicicleta, pois tinha vendido o carro. Foi um período difícil, mas nunca desanimei”, explica Madalena.

Retomada


Em um salão menor e alugado, a nova confecção foi montada. Em 2008 a empresa voltou ao patamar de antes da queda mas desta vez, Madalena estava mais preparada, experiente e com mais visão de gestão. “Quando a gente apanha, a gente aprende a bater, então eu pensava que precisava aprender com os erros para não errar mais”, fala a empresária. “Investi muito tempo de estudos no Sebrae, em outros cursos, em aprendizado e conhecimento”, conta.

Com muito orgulho Madalena fala sobre o que a confecção e a profissão de costureira trouxeram para sua família: “Consegui dar o estudo para as minhas filhas algo que eu não tive e que eu sempre sonhei em proporcionar” fala a empresária sobre as duas filhas, uma advogada e a outra médica.

Via Oculta


O sonho e a visão empreendedora de Madalena tornaram real o desenvolvimento de uma marca própria, a Via Oculta, que tem como principais produtos linha underwear e moda fitness.

O trabalho artesanal da costura, a atenção aos detalhes e a qualidade são diferenciais que a costureira, e hoje empresária de sucesso, faz questão de exaltar. “Eu busco transpassar o carinho e amor em cada peça, em cada coleção. E eu faço questão de compartilhar esse carinho e capricho para as minhas costureiras, porque eu já estive no lugar delas”, explica.

O próximo passo da empresária é fortalecer a sua marca, que carrega muita história, aprendizados e sabedoria com a inauguração de novas lojas “Eu acompanho tudo de perto desde a modelagem, até as vendas que agora queremos ampliar. Desejamos que mais pessoas tenham a oportunidade de conhecer nossas roupas e para isso teremos novos pontos de venda na região”, comenta a empresária.

Para celebrar o dia da costureira, comemorado no dia 25 de maio, Madalena deixa para suas colegas de profissão um conselho: “Acreditem nos seus sonhos e valorizem a nossa profissão que é nobre e requer muita dedicação. Conhecimento e aprendizado abrem muitas portas. A busca tem que ser constante”, finaliza.

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domingo, 2 de janeiro de 2022

SMCC explica quais são os sintomas das principais doenças da tireoide


Hipotiroidismo, hipertiroidismo e nódulos na tireoide estão entre os problemas mais comuns desta importante glândula



A tireoide é uma glândula que produz dois tipos de hormônios, o T3 e o T4, que são fundamentais para o nosso metabolismo. Quando ela apresenta alguma alteração, é importante buscar tratamento para melhorar a qualidade de vida e evitar os sintomas, que comprometem significativamente o nosso dia a dia. Com o objetivo de conscientizar a população sobre o tema, a SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas) está fazendo um alerta sobre as doenças mais comuns da tireoide, que são o hipotiroidismo, o hipertiroidismo e os nódulos.

O T3 e o T4 são muito importantes e participam de diversos processos no organismo, principalmente nos relacionados ao metabolismo e ao fornecimento energia. De acordo com o médico endocrinologista da SMCC, Dr. Danilo Villagelin, sem eles, nós não teríamos a condição de vida que temos hoje.

Quando produzidos a mais ou a menos do que o corpo precisa, esses hormônios causam um desequilíbrio, que refletem em sintomas que impactam o nosso dia a dia, como cansaço, desânimo, irritabilidade e tremores. Por isso, é tão importante buscar um médico para fazer o diagnóstico e, se for o caso, iniciar o tratamento.

Confira a seguir quais são os principais problemas da glândula tireoide, causas, sintomas e tratamentos.

Hipotireoidismo:

É uma situação clínica em que a tireoide produz uma quantidade menor do que deveria dos hormônios T3 e T4. “Laboratorialmente, vamos ter o T3 e T4 livres baixos nesses pacientes. É uma condição bastante frequente e acontece mais em mulheres e idosos”, explica o endocrinologista.

Principais sintomas: cansaço, desânimo, fraqueza, falta de energia, queda de cabelos, unhas fracas e constipação.

Causa: a principal causa do hipotireoidismo no nosso país é uma doença autoimune chamada tireoidite autoimune ou tireoidite Hashimoto.

Tratamento: na maioria das vezes, com medicação.

Hipertireoidismo

É o contrário do hipertireoidismo, ou seja, quando a tireoide está produzindo mais hormônios do que deveria. Então os hormônios T3 e T4 estão elevados nessa situação.

Principais sintomas: sudorese, palpitações, emagrecimento, tremor periférico, insônia e aumento da irritabilidade.

Causas: existem várias causas para o hipertireoidismo. Entre elas, nós podemos citar a doença de Graves e a presença de nódulos tiroidianos.

Tratamentos: O tratamento pode ser realizado com medicamentos, cirurgia ou com radioiodoterapia.

Nódulos na tireoide

Os nódulos são uma massa de tecido tireoidiano que crescem. É algo comum e relativamente frequente. Acontece também mais em mulheres e em pacientes idosos.

A grande maioria desses nódulos não é maligna, ou seja, não é câncer. “Entretanto, é necessário procurar um médico, avaliar esse nódulo e fazer o seguimento correto”, orienta Dr. Villagelin.

Prevenção de doenças da tireoide

“Uma das perguntas frequentes que acontecem no consultório é se é possível prevenir as doenças de tireoide”, conta o endocrinologista. “Nós sabemos que a maior causa de problemas na tireoide são as doenças autoimunes, então o paciente já tem uma predisposição genética”, comenta. “Entretanto existem fatores ambientais que são preveníveis: manter um hábito de vida saudável, uma dieta equilibrada, a prática de atividade física, o não tabagismo”, completa.

Mulheres grávidas ou que queiram engravidar

Um outro ponto importante são as alterações da tireoide na gestação ou na mulher que deseja engravidar. “Eu destacaria, principalmente, o hipotireoidismo”, afirma. De acordo com Dr. Villagelin, as mulheres que têm hipotireoidismo, mas não o mantêm sob controle, com remédio e dose adequados, correm o risco de ter mais abortamento; problemas na gestação, como hipertensão; problemas no feto, como malformações. “Então é importante que a mulher em idade fértil que deseja engravidar acompanhe com seu médico adequadamente”, reforça.

sábado, 13 de novembro de 2021

Doenças cardiovasculares são as complicações mais graves do diabetes

O dia 14 de novembro é lembrado anualmente como o Dia Mundial do Diabetes, doença crônica que afeta a maneira como o corpo metaboliza a glicose e afeta cerca de 250 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, 16 milhões de indivíduos têm diabetes, ou seja, um em cada nove adultos, e estima-se que 46% deles não sabem. Acima de 50% daqueles que possuem alguma doença cardíaca possui também algum transtorno relacionado à glicose no organismo e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) destaca que mais de dois terços das pessoas que morrem do coração têm diabetes e acima de 80% das mortes por diabetes estão relacionadas a problemas cardíacos e renais, ou seja, vasculares.

“O diabetes com a hipertensão arterial são as doenças mais prevalentes na população brasileira. Acreditamos que no Brasil tenhamos mais de 16 milhões de pessoas com diabetes e o grande problema é que a sua principal complicação é a doença cardiovascular. Mais de 80% dos diabéticos morrem de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) ou doença renal, que também é uma doença vascular. Antes da descoberta da insulina, em 1921, as pessoas com diabetes iam à óbito por desnutrição, infecções e coma cetoacidótico, por exemplo”, ressalta o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC/Funcor, José Francisco Kerr Saraiva.

A descoberta da insulina, há um século, permitiu que as pessoas pudessem viver e envelhecer, e com o envelhecimento no diabetes veio a doença cardiovascular. Geralmente o paciente só é diagnosticado quando apresenta lesão na retina, ou no rim, disfunção erétil ou doença cardíaca, por exemplo. Nesses casos, o diabetes evoluiu silenciosamente sem ser detectado e a confirmação tardia pode trazer complicações irreversíveis. O diagnóstico precoce é fundamental para prevenir ou minimizar tais problemas.

“O diagnóstico do paciente diabético, hoje, está associado ao aumento do peso, que está relacionado a hábitos contemporâneos não saudáveis, como inatividade física e excesso de alimentos calóricos. Se as pessoas fizerem exercícios, ingerirem uma menor quantidade de alimentos calóricos e tiverem possibilidade de realizar dieta saudável, rica em alimentos naturais, elas terão uma menor ingestão de caloria. Reduzindo o peso você vai diminuir a sua sobrecarga na produção de insulina”, afirma o diretor.

Segundo ele, o aumento da população acima do peso é um fator preocupante, afinal estudos já indicaram que o aumento de peso é proporcional ao aumento de incidência de diabetes.

“Dados do Ministério da Saúde e de outras pesquisas mostraram que dos adultos no Brasil, mais de 50% está com excesso de peso, o que acaba levando à chamada intolerância ou resistência à insulina. Sabemos que o excesso de peso vai muito além do acúmulo de gordura. Essa adiposidade abdominal, inclusive, ganhou recentemente um nome na Organização Mundial da Saúde (OMS): são as adiposopatias, ou seja, doenças relacionadas à produção de hormônios no tecido gorduroso ao redor do fígado e dos intestinos, que podem neutralizar a ação da insulina, predispondo ao diabetes”, explica o diretor.

A OMS projeta que em 2025 haverá 2,3 bilhões de pessoas com sobrepeso e mais de 700 milhões de obesos no planeta, aumentando, consequentemente, o número de pessoas com diabetes. Com isso, também se estará mais propenso à hipertensão arterial, dislipidemias e doença aterosclerótica, que compromete os vasos sanguíneos, o cérebro, as artérias coronárias e os rins. Além disso, o diabetes também pode levar a outras doenças arteriais periféricas que ocasionam amputação de membros.

Para Saraiva, o grande desafio em um país com mais da metade da população com excesso de peso e mais de quatro milhões de pessoas tomando insulina é fazer a prevenção da doença cardiovascular para evitar que o diabetes progrida. Isso se faz, primeiramente, tomando corretamente as medicações para o controle da glicose, e mudando o estilo de vida, ou seja, realizando atividade física - desde caminhadas, corridas, andar de bicicleta. O melhor esporte é aquele que os indivíduos têm vontade de praticar.

“O mais importante é que o indivíduo procure uma atividade física que seja do seu prazer e com isso consigamos melhorar esse cenário da redução do peso. Sabemos que as pessoas fisicamente ativas têm menor peso. Além disso, nós temos outras recomendações que são extremamente importantes como combater o tabagismo - o fumo é um verdadeiro veneno para esses pacientes -, e ter uma dieta saudável, baseada em alimentos naturais e evitando o consumo de produtos processados, como açúcar. Eu diria que se você perder peso, praticar exercícios e possuir uma alimentação saudável, a sua chance de ter complicações do diabetes é muito menor, particularmente se você fizer atividades físicas e o uso correto dos medicamentos”, afirma Saraiva.

Segundo o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC/Funcor, a pandemia de Covid-19 veio, matou mais de 600 mil pessoas e está indo embora, entretanto a doença cardiovascular e o diabetes, assim como o excesso de peso ficam. Em um momento de crise econômica, onde se tem dificuldade de marcar consultas, particularmente no Sistema Único de Saúde (SUS), é extremamente importante a adoção de medidas para se fazer a prevenção da mais grave doença do diabetes: a cardiovascular.


SOBRE A SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA

Fundada em 14 de agosto de 1943, na cidade de São Paulo, por um grupo de médicos destacados liderados por Dante Pazzanese, o primeiro presidente, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), tem atualmente um quadro de mais de 13.000 sócios e é a maior sociedade de cardiologia latino-americana, e a terceira maior sociedade do mundo.