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terça-feira, 7 de junho de 2022

Feira do Bom Retiro comemora Dia dos Namorados com Baile e Festa Junina

Em clima romântico, evento terá o "Baile do Amor - Quem tem Namorado Dança, Quem Não tem Arranja", comidas típicas, brincadeiras, concursos e muito forró com Fabinho do Zabumbão

Quer antecipar o Dia dos Namorados e aproveitar para celebrar de uma forma diferente? Essa é a proposta da Feira no Bom Retiro que no próximo sábado, dia 11, preparou uma programação especial para comemorar a data mais romântica do ano.

Já, em clima de Festa Junina, a Feira terá um show “arretado” a partir das 14h com Fabinho do Zabumbão que irá animar o público tocando muito forró para os casais dançarem agarradinhos.

Depois do rastapé, o evento terá o “Baile do Amor - Quem tem Namorado Dança, Quem Não tem Arranja”, com direito a sucessos românticos e brincadeiras como a Dança da Vassoura, Correio Elegante e sorteios de brindes para quem está apaixonado ou quer aproveitar a oportunidade para encontrar um novo amor.

Como o evento terá muita pipoca, quentão, maçã do amor e outras atrações juninas, nada melhor do que ir vestido à caráter para entrar no clima e participar do Concurso do Melhor Look Caipira.

Quem quiser também poderá fazer maquiagem típica junina, se divertir nas Barracas de Pesca e Argola e até posar para fotos vestindo hanbok, a tradicional roupa coreana.

Além das opções gastronômicas típicas de um Arraiá, as barracas também vão oferecer Cachorro Quente no Palito e Batata Furacão, pratos coreanos tradicionais como Tempura, Topoki, Kimbap e Frango Apimentado, japoneses como Yakissoba, Guioza e Temaki, além de Santenãs bolivianas, Arepas Venezuelanas, Churrasco, Pães artesanais, Doces Paraguaios, cafés e bebidas e drinks coreanos.

Para quem quiser comprar um presente especial para o Dia dos Namorados, as barracas de artesanato e souvenirs tem várias sugestões que certamente irão agradar a “cara metade”. Além de malhas quentinhas, enfeites, bolsas, chapéus descolados e bolsas, os apaixonados poderão encontrar camisetas, canecas, bonecos e maquiagem, entre outras opções.

Organizada pela Associação de Desenvolvimento K-Town Bom Retiro, a Feira do Bom Retiro acontece semanalmente, sempre aos sábados, das 10h às 17h e tem entrada gratuita.


FESTA JUNINA E BAILE DO AMOR

Programação:
11h – Circuito K-Pop in Love
12h – Gincana dos Namorados
14h – Show com Fabinho do Zabumbão
15h30 – Baile do Amor


SOBRE O BOM RETIRO

Localizado no Centro de São Paulo, próximo a Estação da Luz, o bairro do Bom Retiro se destaca por ser um polo nacional de confecção com mais de 300 lojas, além de cafés e restaurantes, oferecendo infraestrutura completa para lojistas e mais de 120 mil pessoas que circulam por suas ruas diariamente.

Em paralelo à sua vocação comercial, o bairro também possui uma importante herança patrimonial e cultural e tem espaços que fazem parte da história da cidade como o Centro Comercial do Bom Retiro.

Com entradas pelas ruas José Paulino e Ribeiro de Lima, o Centro Comercial. inaugurado em 1960, traz uma proposta arquitetônica inovadora do arquiteto, judeu polonês Lucjan Korngold que projetou o empreendimento comercial para atender a um grupo de investidores da comunidade judaica europeia.

Com mais de 60 anos, o espaço reúne lojas, escritórios e restaurantes em torno de ruas de paralelepípedos cheias de história e muito charme.



FEIRA DO BOM RETIRO – FESTA JUNINA E BAILE DO AMOR

DATA: 11/06/2022
Das 10h às 17h
LOCAL: Centro Comercial Bom Retiro – entradas pelas ruas José Paulino, 226 e Ribeiro de Lima, 453 – Bom Retiro

EVENTO GRATUITO - @feiradobomretiro




segunda-feira, 23 de maio de 2022

25 de MAIO - Dia da costureira: De aprendiz de costureira a dona de marca de moda fitness

Madalena Martins, proprietária da Via Oculta


No Dia da Costureira, conheça a história da empresária que começou costurando na sala de casa em Brodowski e hoje possui confecção que vende para todo o país

“Feito com amor e carinho, gostaria que olhassem como se fosse uma arte, porque é assim que eu trato”. Essa é a descrição que a costureira e empresária Madalena Martins faz das roupas que confecciona. Natural de Crixás, interior de Goiás, mudou-se para Brodowski bem pequena, com dois anos de idade, junto aos seus pais e sete irmãs, todas costureiras. De família humilde, aos 15 anos começou a trabalhar em uma empresa de confecção têxtil para ajudar em casa e hoje, possui mais de 30 funcionários em sua confecção.

A profissão de costureira, celebrada no dia 25 de maio é uma ocupação frequente nas famílias brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), existem 1,3 milhão de profissionais costureiros no país, sendo que 87% são mulheres. A categoria é responsável por movimentar R$ 4,5 bilhões por ano, o que corresponde a 5% do faturamento total do setor de vestuário.

E foi com a costura que Madalena viu sua vida mudar. Depois de casada e já com duas filhas pequenas, ela decidiu que não queria mais costurar para os outros, se arriscou, empreendeu e com 26 anos investiu todas as suas economias em quatro máquinas de costura, e na sala de casa mesmo começou a confeccionar. “Eu não dormia direito a noite pensando se conseguiria pagar as prestações das máquinas de costura que eram bem caras na época, mas foi a melhor decisão da minha vida”, conta Madalena.

A confecção cresceu, ficou conhecida e conquistou contratos com grandes empresas para produção de suas coleções. A empresária então construiu um salão para aumentar a produção, contratou funcionárias e viu o negócio deslanchar.

De mãos atadas


Depois do crescimento, veio a queda. Um prejuízo causado pelo golpe de um grande cliente pausou os sonhos da costureira “Eu andei financeiramente uns sete anos para trás”, fala Madalena sobre o período conturbado. “Tive que arcar com as dívidas, foi necessário vender o salão, vender meu próprio carro e declarar falência”, conta.

No entanto, desistir da profissão e do sonho de ter sua própria confecção não estava nos planos. “Tive que vender tudo para recomeçar, minha filha já estava na faculdade e eu não podia parar, então fomos para um lugar alugado, menor, mais barato aonde eu ia trabalhar de bicicleta, pois tinha vendido o carro. Foi um período difícil, mas nunca desanimei”, explica Madalena.

Retomada


Em um salão menor e alugado, a nova confecção foi montada. Em 2008 a empresa voltou ao patamar de antes da queda mas desta vez, Madalena estava mais preparada, experiente e com mais visão de gestão. “Quando a gente apanha, a gente aprende a bater, então eu pensava que precisava aprender com os erros para não errar mais”, fala a empresária. “Investi muito tempo de estudos no Sebrae, em outros cursos, em aprendizado e conhecimento”, conta.

Com muito orgulho Madalena fala sobre o que a confecção e a profissão de costureira trouxeram para sua família: “Consegui dar o estudo para as minhas filhas algo que eu não tive e que eu sempre sonhei em proporcionar” fala a empresária sobre as duas filhas, uma advogada e a outra médica.

Via Oculta


O sonho e a visão empreendedora de Madalena tornaram real o desenvolvimento de uma marca própria, a Via Oculta, que tem como principais produtos linha underwear e moda fitness.

O trabalho artesanal da costura, a atenção aos detalhes e a qualidade são diferenciais que a costureira, e hoje empresária de sucesso, faz questão de exaltar. “Eu busco transpassar o carinho e amor em cada peça, em cada coleção. E eu faço questão de compartilhar esse carinho e capricho para as minhas costureiras, porque eu já estive no lugar delas”, explica.

O próximo passo da empresária é fortalecer a sua marca, que carrega muita história, aprendizados e sabedoria com a inauguração de novas lojas “Eu acompanho tudo de perto desde a modelagem, até as vendas que agora queremos ampliar. Desejamos que mais pessoas tenham a oportunidade de conhecer nossas roupas e para isso teremos novos pontos de venda na região”, comenta a empresária.

Para celebrar o dia da costureira, comemorado no dia 25 de maio, Madalena deixa para suas colegas de profissão um conselho: “Acreditem nos seus sonhos e valorizem a nossa profissão que é nobre e requer muita dedicação. Conhecimento e aprendizado abrem muitas portas. A busca tem que ser constante”, finaliza.

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domingo, 2 de janeiro de 2022

SMCC explica quais são os sintomas das principais doenças da tireoide


Hipotiroidismo, hipertiroidismo e nódulos na tireoide estão entre os problemas mais comuns desta importante glândula



A tireoide é uma glândula que produz dois tipos de hormônios, o T3 e o T4, que são fundamentais para o nosso metabolismo. Quando ela apresenta alguma alteração, é importante buscar tratamento para melhorar a qualidade de vida e evitar os sintomas, que comprometem significativamente o nosso dia a dia. Com o objetivo de conscientizar a população sobre o tema, a SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas) está fazendo um alerta sobre as doenças mais comuns da tireoide, que são o hipotiroidismo, o hipertiroidismo e os nódulos.

O T3 e o T4 são muito importantes e participam de diversos processos no organismo, principalmente nos relacionados ao metabolismo e ao fornecimento energia. De acordo com o médico endocrinologista da SMCC, Dr. Danilo Villagelin, sem eles, nós não teríamos a condição de vida que temos hoje.

Quando produzidos a mais ou a menos do que o corpo precisa, esses hormônios causam um desequilíbrio, que refletem em sintomas que impactam o nosso dia a dia, como cansaço, desânimo, irritabilidade e tremores. Por isso, é tão importante buscar um médico para fazer o diagnóstico e, se for o caso, iniciar o tratamento.

Confira a seguir quais são os principais problemas da glândula tireoide, causas, sintomas e tratamentos.

Hipotireoidismo:

É uma situação clínica em que a tireoide produz uma quantidade menor do que deveria dos hormônios T3 e T4. “Laboratorialmente, vamos ter o T3 e T4 livres baixos nesses pacientes. É uma condição bastante frequente e acontece mais em mulheres e idosos”, explica o endocrinologista.

Principais sintomas: cansaço, desânimo, fraqueza, falta de energia, queda de cabelos, unhas fracas e constipação.

Causa: a principal causa do hipotireoidismo no nosso país é uma doença autoimune chamada tireoidite autoimune ou tireoidite Hashimoto.

Tratamento: na maioria das vezes, com medicação.

Hipertireoidismo

É o contrário do hipertireoidismo, ou seja, quando a tireoide está produzindo mais hormônios do que deveria. Então os hormônios T3 e T4 estão elevados nessa situação.

Principais sintomas: sudorese, palpitações, emagrecimento, tremor periférico, insônia e aumento da irritabilidade.

Causas: existem várias causas para o hipertireoidismo. Entre elas, nós podemos citar a doença de Graves e a presença de nódulos tiroidianos.

Tratamentos: O tratamento pode ser realizado com medicamentos, cirurgia ou com radioiodoterapia.

Nódulos na tireoide

Os nódulos são uma massa de tecido tireoidiano que crescem. É algo comum e relativamente frequente. Acontece também mais em mulheres e em pacientes idosos.

A grande maioria desses nódulos não é maligna, ou seja, não é câncer. “Entretanto, é necessário procurar um médico, avaliar esse nódulo e fazer o seguimento correto”, orienta Dr. Villagelin.

Prevenção de doenças da tireoide

“Uma das perguntas frequentes que acontecem no consultório é se é possível prevenir as doenças de tireoide”, conta o endocrinologista. “Nós sabemos que a maior causa de problemas na tireoide são as doenças autoimunes, então o paciente já tem uma predisposição genética”, comenta. “Entretanto existem fatores ambientais que são preveníveis: manter um hábito de vida saudável, uma dieta equilibrada, a prática de atividade física, o não tabagismo”, completa.

Mulheres grávidas ou que queiram engravidar

Um outro ponto importante são as alterações da tireoide na gestação ou na mulher que deseja engravidar. “Eu destacaria, principalmente, o hipotireoidismo”, afirma. De acordo com Dr. Villagelin, as mulheres que têm hipotireoidismo, mas não o mantêm sob controle, com remédio e dose adequados, correm o risco de ter mais abortamento; problemas na gestação, como hipertensão; problemas no feto, como malformações. “Então é importante que a mulher em idade fértil que deseja engravidar acompanhe com seu médico adequadamente”, reforça.

sábado, 13 de novembro de 2021

Doenças cardiovasculares são as complicações mais graves do diabetes

O dia 14 de novembro é lembrado anualmente como o Dia Mundial do Diabetes, doença crônica que afeta a maneira como o corpo metaboliza a glicose e afeta cerca de 250 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, 16 milhões de indivíduos têm diabetes, ou seja, um em cada nove adultos, e estima-se que 46% deles não sabem. Acima de 50% daqueles que possuem alguma doença cardíaca possui também algum transtorno relacionado à glicose no organismo e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) destaca que mais de dois terços das pessoas que morrem do coração têm diabetes e acima de 80% das mortes por diabetes estão relacionadas a problemas cardíacos e renais, ou seja, vasculares.

“O diabetes com a hipertensão arterial são as doenças mais prevalentes na população brasileira. Acreditamos que no Brasil tenhamos mais de 16 milhões de pessoas com diabetes e o grande problema é que a sua principal complicação é a doença cardiovascular. Mais de 80% dos diabéticos morrem de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) ou doença renal, que também é uma doença vascular. Antes da descoberta da insulina, em 1921, as pessoas com diabetes iam à óbito por desnutrição, infecções e coma cetoacidótico, por exemplo”, ressalta o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC/Funcor, José Francisco Kerr Saraiva.

A descoberta da insulina, há um século, permitiu que as pessoas pudessem viver e envelhecer, e com o envelhecimento no diabetes veio a doença cardiovascular. Geralmente o paciente só é diagnosticado quando apresenta lesão na retina, ou no rim, disfunção erétil ou doença cardíaca, por exemplo. Nesses casos, o diabetes evoluiu silenciosamente sem ser detectado e a confirmação tardia pode trazer complicações irreversíveis. O diagnóstico precoce é fundamental para prevenir ou minimizar tais problemas.

“O diagnóstico do paciente diabético, hoje, está associado ao aumento do peso, que está relacionado a hábitos contemporâneos não saudáveis, como inatividade física e excesso de alimentos calóricos. Se as pessoas fizerem exercícios, ingerirem uma menor quantidade de alimentos calóricos e tiverem possibilidade de realizar dieta saudável, rica em alimentos naturais, elas terão uma menor ingestão de caloria. Reduzindo o peso você vai diminuir a sua sobrecarga na produção de insulina”, afirma o diretor.

Segundo ele, o aumento da população acima do peso é um fator preocupante, afinal estudos já indicaram que o aumento de peso é proporcional ao aumento de incidência de diabetes.

“Dados do Ministério da Saúde e de outras pesquisas mostraram que dos adultos no Brasil, mais de 50% está com excesso de peso, o que acaba levando à chamada intolerância ou resistência à insulina. Sabemos que o excesso de peso vai muito além do acúmulo de gordura. Essa adiposidade abdominal, inclusive, ganhou recentemente um nome na Organização Mundial da Saúde (OMS): são as adiposopatias, ou seja, doenças relacionadas à produção de hormônios no tecido gorduroso ao redor do fígado e dos intestinos, que podem neutralizar a ação da insulina, predispondo ao diabetes”, explica o diretor.

A OMS projeta que em 2025 haverá 2,3 bilhões de pessoas com sobrepeso e mais de 700 milhões de obesos no planeta, aumentando, consequentemente, o número de pessoas com diabetes. Com isso, também se estará mais propenso à hipertensão arterial, dislipidemias e doença aterosclerótica, que compromete os vasos sanguíneos, o cérebro, as artérias coronárias e os rins. Além disso, o diabetes também pode levar a outras doenças arteriais periféricas que ocasionam amputação de membros.

Para Saraiva, o grande desafio em um país com mais da metade da população com excesso de peso e mais de quatro milhões de pessoas tomando insulina é fazer a prevenção da doença cardiovascular para evitar que o diabetes progrida. Isso se faz, primeiramente, tomando corretamente as medicações para o controle da glicose, e mudando o estilo de vida, ou seja, realizando atividade física - desde caminhadas, corridas, andar de bicicleta. O melhor esporte é aquele que os indivíduos têm vontade de praticar.

“O mais importante é que o indivíduo procure uma atividade física que seja do seu prazer e com isso consigamos melhorar esse cenário da redução do peso. Sabemos que as pessoas fisicamente ativas têm menor peso. Além disso, nós temos outras recomendações que são extremamente importantes como combater o tabagismo - o fumo é um verdadeiro veneno para esses pacientes -, e ter uma dieta saudável, baseada em alimentos naturais e evitando o consumo de produtos processados, como açúcar. Eu diria que se você perder peso, praticar exercícios e possuir uma alimentação saudável, a sua chance de ter complicações do diabetes é muito menor, particularmente se você fizer atividades físicas e o uso correto dos medicamentos”, afirma Saraiva.

Segundo o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC/Funcor, a pandemia de Covid-19 veio, matou mais de 600 mil pessoas e está indo embora, entretanto a doença cardiovascular e o diabetes, assim como o excesso de peso ficam. Em um momento de crise econômica, onde se tem dificuldade de marcar consultas, particularmente no Sistema Único de Saúde (SUS), é extremamente importante a adoção de medidas para se fazer a prevenção da mais grave doença do diabetes: a cardiovascular.


SOBRE A SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA

Fundada em 14 de agosto de 1943, na cidade de São Paulo, por um grupo de médicos destacados liderados por Dante Pazzanese, o primeiro presidente, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), tem atualmente um quadro de mais de 13.000 sócios e é a maior sociedade de cardiologia latino-americana, e a terceira maior sociedade do mundo.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

DIA DE COMBATE AO DIABETES: estudo revela que leite traz importantes benefícios aos diabéticos

Pesquisa realizada pela Universidade de Guelph, no Canadá, revela que consumir leite durante o café da manhã reduz a glicose no sangue mesmo após o almoço



Com frequência ouvimos de muita gente, dos nossos avós especialmente, que um leitinho pela manhã sempre cai bem. Pois bem, a sabedoria popular é mais uma vez comprovada pela ciência. Um estudo realizado por cientistas canadenses da Unidade de Pesquisas Nutracêuticas Humanas da Universidade de Guelph, com colaboração da Universidade de Toronto, demonstrou que consumir leite durante o café da manhã, mesmo com alimentos ricos em carboidratos, reduz a glicose no sangue mesmo após o almoço.

A notícia é ainda mais importante para uma população de 16,8 milhões de brasileiros adultos (20 a 79 anos) que sofrem de diabetes tipo 2. Segundo dados do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), somos o 5º país em incidência da doença no mundo, perdemos apenas para China, Índia, Estados Unidos e Paquistão.

De acordo com a endocrinologista Pryscilla Moreira, um dos grandes desafios do paciente com diabetes é justamente combater esse desequilíbrio do metabolismo da glicose, que é, a grosso modo, a quantidade de açúcar no sangue. “Quando o paciente com diabetes tem uma alimentação descontrolada, no que diz respeito ao açúcar, ele tem uma piora desses níveis glicêmicos, e portanto, uma piora no controle da doença”, explica a médica que atua no complexo de serviços médicos e de saúde em Goiânia, o Órion Complex.

A especialista afirma que uma das melhores maneiras para se controlar a diabetes é por meio de uma dieta saudável e sem excessos. “Quando o paciente consegue controlar a glicose por meio da alimentação, é possível diminuir a quantidade de medicação, reduzir significamente o tempo de evolução de piora da doença e diminuir os efeitos das complicações que podem aparecer. Então, quando falamos em controlar a glicose, não estamos falando só do consumo de doces e açúcar, mas principalmente do carboidrato presente uma série de alimentos como frutas, verduras, nos alimentos com base em farinhas brancas, pois estes sim, quando não controlados corretamente, são os grandes vilões do paciente com diabetes”, esclarece Pryscilla.

Benefícios do leite

Além do que foi revelado no estudo da Universidade de Guelph, a endocrinologista cita outros benefícios do leite, um alimento proteico que auxilia muito numa melhor absorção dos carboidratos. “A quantidade de proteínas que o leite oferece é muito importante para que o paciente tenha um maior controle de seus níveis glicêmicos”, pontua a médica.

Mas, independente desse benefício aos diabéticos, a endocrinologista Pryscilla Moreira explica que o leite, de maneira geral, é muito benéfico para a população, afinal é uma fonte barata de proteína e de cálcio, mineral importantíssimo para a formação de ossos e dentes, para a regulação da coagulação sanguínea e para funções neuromusculares.

Bem-estar e saúde

Ao longo de séculos, o leite tem sido vinculado, não só a sua função primária de alimento, mas também com a questão da saúde e do bem-estar. Para muitos especialistas em saúde e comportamento, isso provém muito provavelmente da relação profunda que temos com o leite logo que nascemos, por meio do processo de amamentação.

Mas para se manter nesse segmento dos alimentos promotores de saúde e bem-estar, a indústria láctea está entre as que mais evoluíram no setor alimentício. “Hoje, graças a modernas técnicas de processamento conseguimos produzir uma série de tipos de leite, bem como diversos derivados. Temos hoje além do leite longa vida, que está entre os itens mais consumidos, temos os desnatados, semi-desnatados, os sem lactose; uma grande evolução do produto que fez com que mais pessoas consumam esse alimento”, explica André Luiz Rodrigues Junqueira, presidente do grupo Marajoara Laticínios.

Apesar de sua origem animal, o leite de vaca, conforme explica André Luiz, está entre os alimentos mais seguros para o consumo humano. “O moderno processo de pasteurização e de esterilização, por meio do método UHT [da sigla em inglês para Ultra High Temperature], garante um produto estéril de quaisquer microorganismos nocivos à saúde. E ainda: a legislação brasileira não permite a adição de nenhum tipo de conservante ao leite, o que faz do alimento uma opção ainda mais saudável, tanto para adultos quanto para crianças. Por ser um produto de origem animal, o leite é alvo de uma rigorosa fiscalização, que é cumprida pelas indústrias de laticínios”, detalha André Luiz.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Prefeitura de São Paulo abre inscrição para 70 mães no combate à evasão escolar





POT Busca Ativa é voltado para mães de alunos da rede municipal de ensino. Inscrições acontecem no dia 13 de setembro.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo da Prefeitura de São Paulo abrirá inscrições para selecionar 70 mulheres em vulnerabilidade social para o Programa Operação Trabalho – POT Busca Ativa. As inscrições serão feitas pelo Portal Cate www.cate.prefeitura.sp.gov.br somente no dia 13 de setembro, das 8h às 18h. A iniciativa, que visa gerar renda para mães de alunos, faz parte das ações que integram o Programa de Combate à Evasão Escolar na Rede Municipal, anunciado nesta sexta-feira, 3 de setembro, pelo prefeito Ricardo Nunes.

O programa que tem à frente a Secretaria Municipal de Educação, busca consolidar e aperfeiçoar as ações de enfrentamento à evasão escolar na cidade de São Paulo. As atividades contam com parceiros como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Instituto Liberta.

“Estamos desde o início deste ano atuando em conjunto com a Secretaria de Educação a fim de gerar renda e trabalho para as mães de alunos. As mulheres foram severamente afetadas pelas crises econômica e sanitária e é de extrema importância que a esfera pública possa encontrar meios de auxiliar a população mais vulnerável”, salienta a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Aline Cardoso. “O POT Busca Ativa, juntamente com o POT Volta às Aulas, tem na figura da mãe o elo necessário para ajudar as escolas nos cuidados contra a Covid-19 e na manutenção das crianças e adolescentes no contínuo processo educacional”, conclui.

Para participar do POT Busca Ativa é necessário atender aos critérios do Programa Operação Trabalho como estar desempregada há mais de quatro meses, ter renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa da família, morar na capital, não estar recebendo benefícios como o seguro-desemprego, entre outros. Para o POT Busca Ativa é necessário ainda ter entre 18 e 40 anos, possuir escolaridade a partir do ensino médio completo e ser mãe de aluno da rede municipal ou pertencente à comunidade escolar.

As selecionadas irão atuar como Agentes de Abordagem Social em apoio à equipe técnica da Secretaria de Educação. O trabalho será desenvolvido próximo de suas residências nos territórios das Diretorias Regionais de Educação nos bairros do Butantã, Campo Limpo, Capela do Socorro, Freguesia-Brasilândia, Guaianases, Itaquera, Ipiranga, Jaçanã, São Miguel Paulista, Penha, Pirituba-Jaraguá, Santo Amaro e São Mateus.

Para a atividade as mulheres contarão com bolsa auxílio de R$ 1.155,30 por 30 horas semanais, 6 horas por dia. Dentre as tarefas estão a verificação de endereços dos responsáveis pelos estudantes não localizados, avaliar as dificuldades que impedem que a criança ou adolescente retome às atividades escolares presenciais, orientar sobre matrícula ou rematrícula, entre outros. A SME vai estruturar um questionário para que as mães apresentem na visita e as famílias respondam.

As visitas às residências das famílias com crianças e adolescentes em idade escolar serão guiadas pelos dados abastecidos pelas secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência Social, trazendo maior agilidade ao atendimento das necessidades integrais de crianças e adolescentes matriculados nas escolas da rede municipal de São Paulo.

As beneficiárias passarão por qualificação profissional e devem cumprir carga horária de no mínimo 24 horas mensais a fim de se prepararem para o mercado de trabalho. A permanência no POT Busca Ativa é de três meses, com previsão de início em 20 de setembro.


Busca Ativa



Com o objetivo de enfrentar a evasão escolar, o município de São Paulo aderiu, recentemente, ao programa Busca Ativa Escolar, estratégia composta por uma metodologia social e uma ferramenta tecnológica disponibilizadas gratuitamente para estados e municípios com o objetivo de apoiar os governos na identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de evasão.

O Programa foi desenvolvido pelo Unicef, em parceria com a Undime - União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e com apoio do Congemas - Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social e do Conasems - Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.

O Busca Ativa Escolar reúne representantes de diferentes áreas, fortalecendo, dessa forma, a rede de proteção. Cada secretaria e profissional de Educação, Saúde e Assistência Social terá um papel específico dentro do programa, que vai desde a identificação de uma criança ou adolescente fora da escola ou em risco de abandono, até a tomada das providências necessárias para seu atendimento nos diversos serviços públicos e da rede protetiva.

Na prática, será possível encaminhar um estudante para o atendimento psicológico, por exemplo, ou a serviços ligados à assistência social, de forma mais rápida, para garantir que ele não perca ou retome o vínculo com a escola e siga aprendendo. A plataforma também possui tecnologia e funcionalidade para alertas que possibilitem intervenções pontuais nos casos de faltas consecutivas ou outros itens que apontem para os riscos de abandono ou evasão escolar.



Combate à violência sexual



Outro parceiro no Programa de Combate à Evasão Escolar na Rede Municipal é o Instituto Liberta, que mantém acordo de cooperação com a SME para compartilhar conhecimentos e planejar ações de conscientização sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes, um dos motivos que provocam a evasão escolar.

A parceria prevê formações de profissionais da Educação e a distribuição de materiais de campanhas contra a violência sexual de crianças e adolescentes para as escolas da rede municipal de ensino.


Serviço

Inscrição POT Busca Ativa
Dia: 13 de setembro, das 8h às 18h
Portal Cate: www.cate.prefeitura.sp.gov.br

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Cabelo curto ainda é tabu, mas deverá crescer em popularidade



Pesquisa realizada pela plataforma de conteúdo Tudo pra Cabelo, da Unilever, via Instagram, revelou dados interessantes sobre o que as mulheres acham dos cortes de cabelo mais curtos. Os resultados são, em alguns pontos, inusitados. 45% das entrevistadas responderam que, atualmente, estão com o cabelo curto ou querem aderir ao corte. Sobre os estilos favoritos, 37% gostam do repicado/shaggy, enquanto 34% acham o clássico chanel bem interessante. O pixie, modelo mais rente à cabeça, ficou em terceiro lugar na preferência, com 18%. O curto com franja veio na sequência, com 11% dos votos.

Para 32% das mulheres que participaram da enquete, entretanto, existe a vontade de cortar o cabelo acima da altura dos ombros, só que elas acabam desistindo da ideia por achar que outras pessoas podem julgá-las pelo novo estilo. Tal receio tem raízes sociológicas:

“Ao longo da história ocidental, mulheres com mechas mais curtas foram associadas (erroneamente) ao que a sociedade da época não aceitava bem, como pessoas de classe menos abastadas, com pouca saúde ou rebeldes demais para casar e ser submissa ao marido. Essa herança do machismo lá do passado acaba persistindo até hoje em forma de críticas sobre os cabelos curtos das mulheres. Na década de 1920, entretanto, as ‘influenciadoras’ da época, como cantoras e atrizes, resolveram usar os cabelos curtos como símbolo de emancipação, força e estilo. Isso fez com que tais penteados passassem a ser sinônimo de atitude e descontração”, diz Paula Roschel, autora do livro “#Sororidade - quando a mulher ajuda a mulher”.

Recentemente, durante as Olimpíadas de Tóquio, a discussão voltou à tona com uma série de críticas recebidas pela arqueira sul-coreana An San, adepta do corte bem curto. Todavia, junto com as críticas via rede social, também surgiu uma imensa onda de apoio de outras atletas e público em geral. “O que aconteceu de ruim com An San teve como efeito rebote uma importantíssima onda de sororidade, na qual mulheres levantaram suas vozes para falar que ela pode ser o que quiser, assim como todas as outras mulheres”, completa Paula.

Além do statement que o cabelo curto traz, como a ruptura de padrões antigos, o estilo também vem se popularizando entre as mulheres por sua versatilidade. A enquete detectou que para 48% das respondentes o cabelo curto significa praticidade e, para 25%, liberdade.

“Cabelo curto é mais do que uma questão estética. É bem-estar. Muitas mulheres se sentem bem com os fios curtos e outras gostariam de aderir, mas não têm coragem. A verdade precisa ser uma só: se estamos bem com nós mesmas, não importa o julgamento das pessoas.” diz Maria Clarice Gaudencio Sobrinho, psicóloga de São Paulo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Apneia do Sono pode contribuir com aumento de problemas cardíacos



Alerta: doença crônica pode desencadear sobrecarga no coração


Muitas pessoas podem não ter um sono adequado e algumas não consideram isso um grande problema por não saberem que o sono ruim pode levar a questões graves, como doenças cardíacas. Por isso, trazemos o alerta sobre uma possível ligação entre a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), condição que ocasiona má qualidade do sono, e os riscos para o coração.

A causa da apneia obstrutiva do sono (AOS) é, na maioria das vezes, multifatorial, sendo consequência de colapso ou de grande estreitamento da via aérea superior, durante o sono.1 O estreitamento e o colapso da via aérea podem ser devidos ao relaxamento da musculatura da faringe ou alterações anatômicas, entre outros fatores.1 Como consequência, além da redução na qualidade de vida pela sonolência diurna excessiva e da má qualidade de sono, há um risco aumentado para problemas cardiovasculares, como pressão alta (hipertensão arterial), batimento cardíaco irregular (arritmia cardíaca), infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).1

O médico Luciano Drager, cardiologista, especialista em Medicina do Sono pela Associação Médica Brasileira (AMB), alerta que os eventos de apneia, que ocorrem durante o sono, desencadeiam uma série de respostas que podem sobrecarregar o coração de maneira importante. A apneia, ao interromper temporariamente a entrada de ar nos pulmões, reduz a pressão a pressão dentro do tórax e isso faz com que o coração necessite trabalhar mais, neste ambiente de baixa pressão. Além disso, ele adverte que os eventos repetidos de apneia promovem fragmentação do sono e ativação de adrenalina no corpo, contribuindo para acelerar e sobrecarregar o coração.

“Hoje existem evidências de que a apneia do sono pode contribuir para aumentar a pressão arterial e o risco de arritmias e pode ocasionar infarto e derrame. A relação, às vezes, pode ser reversa, ou seja, algumas doenças do coração podem favorecer também o surgimento ou a piora da apneia do sono. Cito aqui um caso de insuficiência cardíaca (coração dilatado). Sabe-se que ao dormir, o excesso de líquido no corpo pode se deslocar da parte inferior dos membros para regiões superiores e parte deste líquido pode se acumular na região da garganta, local em que ocorre a apneia”, aponta Drager.

Segundo o médico todo o paciente com apneia grave é particularmente mais suscetível a um maior risco de ocorrência de doenças do coração. “As pessoas, em geral, devem avaliar a qualidade do sono. Estou respeitando o horário de dormir e a minha necessidade do sono? No período próximo ao horário de dormir, estou evitando situações estressantes ou estímulos visuais que possam atrapalhar meu sono? Alguém relata que estou roncando ou parando temporariamente de respirar, enquanto durmo? Tenho a sensação de que ao acordar meu sono é restaurador? Essas perguntas são importantes para que possamos fazer uma autoavaliação da qualidade do sono para que, em caso de alguma queixa ou sintoma, procure-se atendimento médico para orientação adequada de diagnóstico e tratamento”, indaga.

Uma vez que a apneia é diagnosticada, um dos melhores tratamentos é a adoção regular do CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas – tratamento padrão para a apneia do sono).2 Doutor Luciano Drager ressalta que “ao contrário do que muitos pensam, incluindo profissionais de saúde, o CPAP é, geralmente, muito bem tolerado pelos pacientes em tratamento. Temos evidências, incluindo dados de mais de 31.000 Brasileiros e milhões de norte-americanos usando CPAP com telemonitorização3 (com envio de dados remotamente para acompanhamento do uso e necessidade de ajustes na terapia), que mostram que a adesão ao tratamento é boa, com notória melhora na qualidade do sono”.

A adesão ao tratamento com CPAP nos casos indicados, além de promover a melhora na qualidade do sono, demonstrou ser capaz de reduzir a pressão arterial4 e pode reduzir os riscos para eventos cardiovasculares5,6, como derrame cerebral.7

Dentre as soluções disponíveis na terapia, vale citar o myAir™, aplicativo gratuito e fácil de usar que auxilia o paciente no acompanhamento da terapia com CPAP. O aplicativo fornece uma pontuação diária de como a pessoa dorme e inclui guia de instruções, vídeos e informações de treinamento personalizadas com base em seus dados de terapia. Os usuários de CPAP, monitorados remotamente ou auto monitorados, são até 87% aderentes, em comparação com aproximadamente 50% em dispositivos não conectados.8

Sobre a ResMed

A ResMed é a marca pioneira em soluções inovadoras que proporcionam qualidade de vida. A empresa apresenta tecnologias de saúde digital e dispositivos médicos conectados à nuvem que transformam a assistência das pessoas com apneia do sono, DPOC e outras doenças crônicas. Possui abrangentes plataformas de software fora do hospital, oferecendo suporte a profissionais e cuidadores que ajudam pacientes em suas casas ou instituição de saúde de preferência. Ao possibilitar uma melhor assistência, aprimoram a qualidade de vida, reduzindo o impacto da doença crônica e dos custos para clientes e serviços de saúde. Saiba mais em: https://www.resmed.com.br/

Referências:
Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS). Disponível em: http://www.abmsono.org/apneia-do-sono.html
AASM Clinical Practice Guidelines. Treatment of OSA with PAP. J Clin. Sleep Med. 2019; 15(2):335-43.
Malhotra A et al. Chest Available from: https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(17)33073-8/fulltext
Green M, et al. J Clin Hypertens (Greenwich). 2021; 23(1): 12-20.
Wickwire EM, et al. Sleep Breath. 2020; DOI: 1007/s11325-020-02239-2.
Peker Y e cols. J. Clin Med. 2020; 9(12): 4051-
Wickwire EM, et al. J Clin Sleep Med. 2021; 17(6): 1249-55.
Disponível em: https://www.resmed.com.br/gestao-de-seu-tratamento

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Alimentação balanceada durante a gravidez é fundamental para um bebê saudável


O médico nutrologista Gustavo Feil apresenta dicas de alimentos que devem permanecer ou sair da dieta de uma gestante



O período da gestação é um momento muito importante para as mães, além da delicadeza de carregar um bebê, é necessário também ter uma série de cuidados para se manter saudável e forte durante os nove meses e também após o nascimento da criança. Por isso, uma das principais preocupações nesses momentos é com a alimentação.

Dr. Gustavo Feil, médico nutrologista, oferece algumas dicas relacionadas à alimentação de gestantes nesse período. "Ouvimos dizer que grávidas devem comer em dobro, porque estão comendo por duas pessoas, mas é fundamental ter em mente que a nutrição deve ser feita de forma balanceada. Não se trata apenas da quantidade, mas principalmente da qualidade", ele conta.

A gestação, esse momento único na vida de uma mulher, naturalmente faz com que ocorra uma baixa no sistema imunológico e por conta disso a alimentação equilibrada e rica em nutrientes é imprescindível para uma gravidez saudável e, consequentemente, uma excelente formação fetal.

Segundo o Dr. Gustavo, alguns alimentos são essenciais nesse momento. Alimentos do grupo dos cereais como o arroz e o milho devem permanecer na dieta, e os tubérculos como batatas e mandiocas, que são ricos em fibras e vitaminas devem ser incluídos no cardápio da gestante. "O famoso feijão com arroz deve ser mantido, juntos formam um alimento altamente nutritivo, contendo proteínas, cálcio, magnésio, vitaminas do complexo B, fibras e carboidratos que além de nutrir geram uma sensação de saciedade", ele ressalta.

Os vegetais também são importantes: os de cor verde-escura são uma boa opção, isso porque são ricos em ácido fólico, cálcio e ferro, nutrientes básicos para a formação dos ossos e do cérebro do bebê, além de prevenir doenças congênitas. Entre esses vegetais estão o brócolis, a couve-manteiga, espinafre e o agrião que, juntamente com as frutas e legumes, contribuem para uma alimentação saudável.

As proteínas são indispensáveis, pois auxiliam no crescimento do feto, da placenta e dos tecidos maternos. Para o médico, é interessante que a gestante opte pelas proteínas de fonte animal e as carnes magras. Esse nutriente é encontrado nas carnes vermelhas, frango, peixes e ovos. "É ideal evitar ingerir carnes e peixes crus, pois esses alimentos podem conter bactérias prejudiciais à gestação, em especial a Toxoplasmose, parasita que pode gerar inúmeros problemas ao feto", Dr. Gustavo ressalta.

Alguns outros alimentos também devem ser evitados, como aqueles que contêm excesso de gorduras e sódio. Entre eles estão os embutidos: salsichas, linguiças, presuntos, queijos amarelos e alimentos industrializados, isso porque eles podem potencializar o aparecimento da pressão alta e outras complicações. Bebidas alcoólicas também devem ter o consumo interrompido nesse período, pois o uso pode gerar problemas cardíacos, retardo no crescimento e malformações no feto.

Dr. Gustavo ressalta que o prato de uma gestante deve ser diversificado e colorido. "As carnes e peixes devem ser sempre muito bem assados, cozidos ou fritos e os ovos bem cozidos. Nós recomendamos que as frutas e verduras estejam sempre bem lavadas e sejam consumidas sem cascas", ele finaliza.

Gustavo Feil é médico do desenvolvimento Físico e Mental com foco em Nutrologia e Medicina da Longevidade formado pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ/ SC e está sempre em busca da melhor versão em saúde, por meio da prevenção e promoção do bem estar. Também é pós graduando em Nutrologia pela USP RP e em Ciências da Longevidade e Vida Saudável pela Academia Longevidade Saudável. Possui trabalho com foco em emagrecimento, performance, estilo de vida saudável, longevidade e desenvolvimento humano. Para saber mais, acesse pelas redes sociais @dr.gustavofeil

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Otoplastia na infância: vale a pena submeter a criança à uma cirurgia plástica?


Cerca de 5% da população sofre com a chamada Orelha de Abano



A parte social da vida dos pequenos já é normalmente desafiadora, mas se tornou ainda mais complicada de lidar com o isolamento social. Muitas crianças, especialmente entre os 5 e 10 anos, passaram uma parte importante de seu desenvolvimento comunicativo em casa, o que pode complicar a convivência com os colegas de classe num ambiente de sala de aula, que retorna agora no segundo semestre.

Já bem conhecido, o bullying é um dos grandes problemas em escolas no mundo todo, principalmente nos dias de hoje com a grande influência das redes sociais. Infelizmente um dos focos de perseguição acaba sendo a estética, e aqueles que sofrem com a famosa ‘orelha de abano’, sempre acabam alvo de comentários e piadinhas pelos colegas.

“A maior parte dos meus pacientes, quando falamos da otoplastia que corrige as orelhas, compreende crianças e adolescentes, entre 6 e 15 anos,” comenta a cirurgiã plástica, Patricia Marques, especialista em cirurgias reparadoras de cabeça e pescoço.

A necessidade de corrigir a deformidade das orelhas, que de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica atinge cerca de 5% da população, não está conectada com o senso de estética da criança, mas sim aos efeitos do bullying durante os anos formativos, que pode levar a baixa autoestima, déficit no desempenho escolar e diversos problemas psicológicos que podem acompanhá-la até a vida adulta.

Pode ser assustador para muitos pais submeter um filho tão jovem à uma cirurgia, mas a especialista explica que o procedimento é pouco invasivo e simples de executar. “O que fazemos é realizar uma incisão atrás da orelha, onde ela se conecta com a cabeça, e retirar o excesso de pele e cartilagem que causa sua curvatura,” esclarece.

Além da melhor qualidade de vida, Marques também destaca que realizar a otoplastia na infância ou início da adolescência, garante uma recuperação mais rápida. “A cartilagem nessa idade é bem mais maleável e o organismo jovem produz células mais rapidamente, o que torna a cicatrização melhor do que em adultos.”

Fora isso, a cirurgiã explica que o procedimento é rápido, cerca de 1 a 2 horas, e no mesmo dia o paciente já pode ir para casa. “A parte mais complicada, que geralmente ouço dos pais, é manter a faixa de proteção que deve ser usada no pós-operatório durante o primeiro mês,” comenta.

A especialista explica que a orelha de abano é geralmente fácil de identificar, mas alerta que para ser considerada como um problema cirúrgico, ela deve ter mais de 2 centímetros de distância do crânio, e que um número menor que isso é um desvio que provavelmente se ajustará conforme a criança se desenvolve.

“Acredito que o importante é manter o diálogo sobre a situação com seu filho, e que ele esteja confortável com a correção,” explica Marques. “No final das contas, queremos apenas o bem-estar das crianças e que elas possam crescer da melhor maneira possível,” finaliza.



Sobre a Especialista:

CRM- SP 146410

Doutora Patricia Marques é graduada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com especialização em reconstrução de mama e cirurgia linfática no Hospital Santa Creu i Sant Pau em Barcelona, e complementação em cirurgia reparadora de mama, cabeça e pescoço no Hospital Memorial Sloan-Katering Cancer Center, em NY, EUA.