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quarta-feira, 7 de março de 2018

A vida é práxis e quer viver

Alice Schuch, escritora, palestrante, doutora e pesquisadora do universo feminino 
Danii Scher 


Alguns grandes empresários brasileiros atuais iniciaram as suas fortunas de modo prático, muito simples, porém ininterruptamente perseguiram as suas paixões de adolescentes de acordo com as oportunidades que se mostraram a cada momento. O primeiro deles, vendendo doces que a mãe fazia de porta em porta. O segundo, entregando marmitas aos funcionários de empresas construtoras da sua cidade natal e, o terceiro, viajando com pesadas malas repletas de sapatos para comercializar pelo interior do Rio Grande do Sul. A observação é da escritora, palestrante e pesquisadora do gênero feminino Alice Schuch. “Também uma amiga, empresária do ramo da moda, assim como Coco Chanel, iniciou a sua atividade vendendo produtos confeccionados por ela e hoje tornou-se referência na arte do bem vestir”, completa. Pautada nessas evidências, os exemplos demonstram o valor da ambição, em um período em que a pesquisadora batiza de Neofeminino. Porque afinal, cita ela, “a vida é práxis e quer viver!”.

Alice lembra que para Aristóteles (384 a C.), não havia ciência em si como uma teoria avulsa, pois a vida é práxis. “Segundo o filósofo, estudamos a ética a fim de melhorar nossas vidas, seu interesse principal era a natureza do bem-estar humano. Pontua ainda que o que precisamos, a fim de viver bem é a sabedoria prática que não pode ser adquirida apenas ao aprender regras gerais, mas precisa também ser vivenciada de modo experimental”, explica.

“E quanto a nós?”, indaga a pesquisadora. Substancialmente considera-se que a pessoa boa e virtuosa é aquela que alia inteligência e vontade, isto é, trabalha para ampliar sua identidade pessoal: sabe aquilo que almeja, agrada-lhe aquela ação, realiza e então distribui a felicidade que de fato possui.

Ela sugere: “experimente-se, busque a independência econômica, sem a qual não temos barganha, pois como já dizia Wiston Churchil: você não pode negociar com um tigre quando a sua cabeça está na boca dele. Sejamos ambiciosas! Conforme lê-se na obra Psicologia do Líder de Antonio Meneghetti, se não existe a ambição, a inteligência é inútil.