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sexta-feira, 13 de maio de 2016

MICHEL TEMER TEM UM SEMESTRE PARA VIRAR O JOGO

Por: Claudia Souza
Michel Temer preside a primeira reunião ministerial após a posse


Em seu discurso de posse, o presidente interino Michel Temer, inteligentemente desbancou o discurso do golpe emblemado por Dilma Rousseff e seus aliados, quando declarou que não irá mexer nas políticas sociais.

Segundo declarou o novo Ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, o auxílio Bolsa Família, será revisto, não extinto. Segundo ele, o cidadão que trabalhar, terá o seu benefício garantido durante algum tempo.

Michel Temer e a nova equipe, cortarão gastos, já iniciados com a redução dos Ministérios. Nesta primeira reunião, o presidente solicitou que sua equipe faça avaliações e apresente os relatórios de cada setor, para que seja reavaliada a estratégia para a retomada do crescimento do país.

As prioridades serão: medidas que reduzam os juros, incentivos aos empresários para que se ampliem as vagas de empregos e o combate ao zika vírus.

O grande desafio do novo presidente nesse período, será governar sem cometer os mesmos erros da sua antecessora, ou seja, lidar com as dificuldades financeiras sem cair na famigerada "pedalada fiscal". Os crimes de responsabilidade fiscal, são praticados pela maioria dos governantes, porém, trazidos à tona pelas oposições, e quanto maior e mais forte for a base aliada, estes passam despercebidos e na maioria dos casos, ainda recebem apoio para serem cometidos. 

Uma coisa é certa: a postura do presidente, fará emergir novamente valores conservadores e morais, o que ficou claro numa reunião do Presidente com os líderes religiosos evangélicos Silas Malafaia e Marco Feliciano, grandes combatentes dos Kits Gays entregues nas escolas no governo Dilma.

Várias críticas surgem através da imprensa pela ausência de negros e mulheres na bancada dos Ministérios, porém há de se compreender que a toque de caixa, Temer indicou e incluiu na sua equipe, homens com os quais mantém contato dentro de seu núcleo social e político. Temer deixou claro em seu discurso, que este governo deve ser baseado no diálogo e nos princípios éticos religiosos, que valorizam acima de tudo, a família e o trabalhador como alicerces do país. 

O que vem à tona ao que parece, é a velha política, composta de senhores com alta graduação, em maioria ricos, idealistas, moralistas e acima de tudo experientes em seus setores. 

Para salvar o Brasil do precipício comparado a Venezuela, é necessário que se dê uma trégua nas picuinhas partidárias e tanto os políticos, quanto o povo, façam a sua parte, trabalhando para tirar o país da crise profunda. Serão anos de sacrifício para corrigir os erros cometidos pelo governo anterior. Ainda não estamos fora do risco de uma morte súbita, Dilma Rousseff ainda não foi julgada e muita coisa poderá acontecer. 

As urnas fraudadas ainda não foram desmascaradas judicialmente, que por serem ferramentas úteis para políticos, não é do interesse dos mesmos, que essa discussão venha à tona de forma pertinente. Caso fosse comprovada a fraude, haveria um colapso com inúmeros processos, cancelando e tornando ilegítimos diversos atos praticados pelos governantes envolvidos. Por isso, esse tema, já explicito nas redes sociais, em denúncias e debates, como no caso do Conclave de Washington, que já se estendeu para São Paulo, Portugal e Brasilia, ainda se mantém desprezado pela maioria dos políticos, comparado a um "peso de porta" que pode ser usado para manter a porta encostada e aberta em dias de ventos fortes, (nesse caso, é melhor deixar o peso quieto lá, caso seja necessário usá-lo na próxima tempestade...). Discutir a fraude das urnas no Congresso, seria o mesmo que invalidar a eleição de Dilma Rousseff e jogar um balde de água fria em todos os eleitos no segundo turno de 2014, cuja maioria, depois do processo de impeachment e as notícias dos processos em trâmite na Polícia Federal, talvez não teriam uma segunda chance de reeleição "nunca mais".

Os desafios para a equipe de Michel Temer ao debater a extensa pauta de governo, que prevê reavaliações sobre o orçamento, políticas de aplicação dos recursos do BNDS, será obter o apoio do Congresso Nacional, sem crimes de responsabilidade fiscal.