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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CUIDADOS DO INTERNAUTA NO CARNAVAL

Gabriel Rossi, estrategista em marketing digital, relaciona os cuidados que o internauta deve ter durante os quatro dias de folia

O Carnaval está chegando. No cardápio da alegria, muita dança, bebida, e, hoje em dia, smartphones com redes sociais. Nos últimos anos já foi possível verificar como se pode colocar tudo a perder com um uso inadequado da internet neste período. O especialista em marketing digital Gabriel Ross, indica 10 mandamentos para a web não estragar a folia.

1. Sempre pense antes de escrever: as redes sociais estão presentes no dia a dia de milhões de pessoas. E sempre aparece o impulso de compartilhar os momentos de alegria, descontração e até de frustração. É fundamental pensar antes de postar qualquer coisa. Evite usar as redes sociais nos momentos em que você bebeu um pouco mais ou está frustrado com alguma situação, pois pode se arrepender depois. Lembre-se que as outras pessoas podem não entender o contexto da mensagem.

2. Respeito é essencial: Carnaval é uma época de confraternização. É importante sempre lembrar, para manter o clima festivo, que respeito é algo incondicional. Não são poucos os casos de comentários de mau gosto que geram uma repercussão negativa para o usuário e muitas vezes resultam em demissão no trabalho. Respeite opiniões, credo, filosofia, raça e todos os tipos de diferenças, debatendo de forma saudável e dentro dos limites aceitáveis e não discriminatórios. Mesmo em caso de brincadeira, quem lê pode não levar suas opiniões na esportiva.

3. Cuidado com fotos e vídeos: todos querem compartilhar imagens daqueles momentos de festejo do Carnaval, mas tome cuidado para não colocar algo que seja constrangedor ou possa “queimar” sua imagem, tanto pessoal quanto profissional. Lembre-se também de respeitar as outras pessoas nas imagens ou vídeos e, principalmente, com o recurso de tagueamento, para não comprometer ninguém.

4. Geolocalização: com as redes sociais é possível saber o que você faz, como se comporta e onde está. Com serviços como o Foursquare ou o próprio check-in do Facebook, é delicado compartilhar com todos exatamente onde você está e o que faz. E não facilite o trabalho dos bandidos. Há gente que se liga na internet aguardando a saída de casa da família.

5. Cuidado com o que compartilha e com quem: pense em quem irá ler as suas mensagens e se é adequado tornar sua atualização pública, para colegas, chefes, familiares, entre outros. Algumas redes, como o Facebook, permitem controlar a privacidade das suas postagens e separar quais pessoas ou grupo de contatos podem ou não ver seu status. Já no Twitter, por exemplo, todos os seus seguidores poderão ler o que você compartilha.

6. Separe o que é corporativo do pessoal: se você administra o seu perfil para assuntos profissionais ou possui um perfil específico para isso, o cuidado deve ser redobrado. Postagens relaxadas, fotos com bebidas ou na folia do Carnaval às vezes devem ser evitadas.

7. Cuidado com spams: épocas de festas sempre aumentam o número de spams se aproveitando da data, que os desavisados acabam acessando e infectando suas máquinas. Cuidado com e-mails do tipo “Aqui estão as fotos da festa do Carnaval” ou de promoções mirabolantes. Também é cada vez mais comum a disseminação de aplicativos e links maliciosos no Facebook, como os que prometem mostrar quem viu seu perfil, além de pessoas desconhecidas que adicionam só para fazer propaganda.

8. Nunca passe sua senha para alguém: as senhas nas redes sociais são como as senhas bancárias. Devem ser sigilosas. Entre outras “dores de cabeça”, alguém pode pegar sua senha para postar por você, o que pode complicar sua vida.

9. Não anuncie seu e-mail: não faça propaganda de seu endereço pessoal em sites de busca, listas de contato, redes sociais ou páginas da web. Eles podem ser usados para gerar receita para criminosos.

10. Verifique políticas de privacidade: na escola de samba, no bloco de axé ou no baile. Analise cuidadosamente se é conveniente fornecer seu endereço de e-mail ou qualquer outra informação confidencial. Ela pode utilizar a informação para “sujar” sua caixa postal eletrônica.

Alunos da UFSCar participam de campanha de busca ativa de sintomáticos respiratórios para tuberculose

Graduandos em Enfermagem e Medicina realizam entre os dias 24 de fevereiro e 15 de março atendimentos de identificação e encaminhamento para exames nas unidades de pronto atendimento

A partir de hoje (24/2), até 15 de março, estudantes de Enfermagem e Medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob orientação da professora do Departamento de Enfermagem (DEnf) Cássia Irene Spinelli Arantes, participam da 1ª Campanha Nacional de Busca Ativa de Sintomáticos Respiratórios para Tuberculose. A atividade visa localizar pessoas que apresentem os sintomas da tuberculose e encaminhá-las para realização de exames e tratamentos. A campanha é do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, e prevê um conjunto de ações que incluem a busca ativa como estratégia de identificação de possíveis portadores da doença e o encaminhamento a exames médicos.

A tuberculose é provocada por bactérias, principalmente o Bacilo de Koch, e afeta os pulmões e outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges. Os principais sintomas da tuberculose pulmonar são tosse persistente por três semanas ou mais, seca ou com muco, e eventualmente sangue, febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento. A infecção ocorre a partir da inalação de gotículas contendo bacilos expelidos pela tosse, fala ou espirro do doente com tuberculose ativa de vias respiratórias.

Em São Carlos, a campanha é coordenada pelo Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde e ocorre em unidades de atenção básica à saúde e em serviços de pronto atendimento da cidade. Os estudantes da UFSCar vão auxiliar os profissionais da rede de saúde na identificação e encaminhamento a exames de sintomáticos respiratórios, ou seja, pessoas que apresentem os sintomas da tuberculose. Após a identificação dos sintomáticos respiratórios, é realizado o exame do escarro (baciloscopia) para verificar a presença do bacilo causador da doença. “Com essa atividade, que deve ocorrer duas vezes ao ano, objetiva-se intensificar as atividades de busca ativa dos casos de tuberculose para encaminhar os portadores ao tratamento e, assim, controlar a doença” afirma a professora Cássia.

De acordo com a docente, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) recebem muitos casos de tuberculose e possuem um fluxo intenso de usuários. Durante a campanha, os bolsistas da UFSCar participam da campanha nas UPAs da Vila Prado e Cidade Aracy, em São Carlos. A professora Cássia explica que o processo de descentralização dos atendimentos para as unidades de atenção básica permitem a realização das primeiras consultas médicas e encaminhamentos para exames. “A aproximação das ações em saúde e os usuários rompe barreiras e possibilitam o diagnóstico precoce e o tratamento, pois os locais de atendimento ficam próximos à residência do usuário”, afirma a professora.

Na UFSCar, a professora Cássia coordena o projeto “Descentralização das Ações de Tuberculose e Hanseníase”, do Programa de Educação pelo Trabalho - Vigilância em Saúde (PET-VS). Promovido pelos Ministério da Saúde e Educação, o projeto foi iniciado em maio 2013, e prevê uma duração de dois anos. “O projeto está vinculado a um cenário de prática, que aproxima a Universidade do setor de saúde, contribuindo com os serviços”, afirma a docente. O grupo é formado por oito alunos de graduação dos cursos de Enfermagem e Medicina e dois preceptores, sob tutoria e coordenação da professora Cássia, e desenvolvem ações nas Unidades Saúde da Família do Jardim Gonzaga e do Jardim São Carlos. 

A professora da UFSCar salienta que o projeto beneficia os estudantes, professores e pesquisadores da Universidade e os profissionais da rede de saúde, pois existe uma troca de experiências e conhecimentos, além da aproximação com os usuários da rede pública de saúde. “Os bolsistas organizam rodas de conversa, com orientações sobre os sintomas, formas de tratamento, como evitar o contágio e também a busca ativa nos bairros, visitando as residências com os agentes comunitários e identificando os sintomáticos respiratórios”, conta a docente. 

Contato para essa pauta: Enzo Kuratomi Telefone: (16) 3351-8480 E-mail: enzo@ufscar.br

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Brasil pode não atingir meta de erradicação do trabalho infantil

No ritmo atual, segundo Isa Maria de Oliveira, secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI, Brasil poderá não alcançar a meta estabelecida pela Organização Internacional do Trabalho – OIT de erradicar, até 2020, todo o trabalho infantil em território nacional. De acordo com Oliveira, se maiores esforços não forem empregados, o país somente conseguirá erradicar o trabalho precoce em 2033. A afirmação foi feita durante audiência pública promovida pela Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI que apura a exploração do trabalho infantil. 

Ainda de acordo com a secretária-executiva, entre 2000 e 2011 o Brasil tirou apenas 502 mil crianças, de um total de 3,4 milhões, de situações de trabalho precário e de risco para saúde. Atualmente, cerca de 2,9 milhões de adolescentes de 14 a 17 anos trabalham, dos quais 1,6 milhão estão fora da escola. Para que o Brasil avance no enfrentamento dessa violação de direitos, Oliveira acredita ser necessário respeitar a legislação de maneira rigorosa. “O que está posto na Constituição: com idade inferior a 16 anos, todas as formas de trabalho infantil são proibidas, com exceção da aprendizagem, para adolescentes a partir de 14 anos. A partir de 16 anos é permitido, desde que protegido, com direitos trabalhistas, previdenciários e em situações não degradantes. Isso não é respeitado. Hoje, 2 milhões de jovens entre 16 e 17 anos trabalham, mas apenas 400 mil têm carteira assinada”, afirmou. Em sua fala, Oliveira pediu aos deputados que não admitam proposições que alterem a legislação e reduzam a idade mínima para o trabalho infantil. Em sua opinião, a modificação da legislação seria um enorme retrocesso. 

Para a deputada Sandra Rosado (PSB-RN), presidente da CPI que investiga a exploração do trabalho infantil, instalada no início de outubro, o objetivo é “construir um quadro de inserção da mão de obra infanto-juvenil na atividade produtiva brasileira para auxiliar a elaboração de proposições e de sugestões de políticas públicas para combater o trabalho infantil e proteger o trabalho do adolescente”. Já o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância – Unicef na audiência, Gary Stahl, destacou que o trabalho infantil atrapalha as etapas necessárias para o pleno desenvolvimento da criança, um direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. Para Stahl, “deve-se mudar a concepção cultural de parte da população, que acredita que os jovens e as crianças têm que trabalhar, seja para o aumento da renda familiar, seja para a melhoria da formação profissional”. 

O representante do Unicef argumentou, ainda, que o atual quadro de exploração do trabalho infantil só será modificado se houver políticas públicas que melhorem a qualidade da educação: “Trabalho infantil não é solução para a pobreza, ele reproduz a pobreza. O que modifica isso é a frequência escolar e a educação de qualidade”, afirmou. 


Fonte: Via Blog - 17/12/13 - Aprendiz Legal
Publicado em 06/01/14