ASSISTA OS NOSSOS PROGRAMAS

sábado, 26 de janeiro de 2013

Atletas de São Paulo integram seleção paralímpica



Seis paratletas e dois atletas-guia paulistas permanecem no Time São Paulo para as Paralimpíadas de 2016

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência renovou contrato de 24 integrantes do Time São Paulo Paralímpico e apresentou os 20 novos paratletas do grupo. Trata-se de uma seleção composta por atletas de elite, constituída por meio de um convênio assinado entre o governo de São Paulo e o Comitê Paralímpico Brasileiro. Os paulistas Bruno das Neves de vela, Carlos Farrenberg de natação, Fernando Fernandes de paracanoagem, Lucia Teixeira de judô e o atleta-guia Guilherme Santana já faziam parte do time. Já Mauricio Pomme de tênis em cadeira de rodas, Bruna Satie de bocha e o atleta-guia Heitor Sales foram integrados a partir deste ano.

A parceria visa avaliar e executar ações de suporte ao desenvolvimento esportivo dos atletas. Além dos atletas que já competiam pelo Time São Paulo, o grupo terá mais 16 atletas, das modalidades de atletismo, bocha, paracanoagem, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, judô, remo e vela. Entre os novos componentes também estão quatro atletas-guia e 13 membros da equipe técnica, como psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas.

Bruno chegou às categorias de base do São Paulo Futebol Clube em 1998, e foi considerado uma das grandes promessas para o futebol brasileiro. Em 2005, o jogador foi convocado para o Copa do Mundo de Futebol Sub-20. No ano seguinte, Bruno era o terceiro goleiro do São Paulo quando sofreu um acidente que o deixou tetraplégico. Em 2009, descobriu a vela como esporte e hoje compete na classe Skud 18. Em 2011, o atleta participou do Mundial de Vela na Inglaterra e em 2012 das Paralimpíadas de Londres.

Carlos nasceu com toxoplasmose congênita, doença que afetou parte da sua visão. Farrenberg começou a nadar com seis meses de idade, até os 15 anos competia com pessoas sem deficiência e somente aos 24 anos iniciou na natação paralímpica. Além de nadar, pratica mergulho, canoagem e surf. O atleta compete pelas classes S13, SB13, SM13 e defende o Instituto Superior de Educação Santa Cecília de Santos (Unisanta). Em 2009, o atleta conquistou medalhas no Mundial de Piscina Curta, no Rio de Janeiro, além do Mundial da Holanda em 2010, Jogos Parapan de Guadalajara, no México, em 2011 e das Paralimpíadas de Londres em 2012.

Fernando Fernandes chegou a profissionalizar-se no futebol, lutou boxe amador e teve uma sólida carreira como modelo internacional. Em 2009, sofreu um acidente de carro e perdeu os movimentos das pernas. Desde então se dedica à canoagem, modalidade na qual conquistou os principais títulos do Brasil. O paratleta é tricampeão mundial, bicampeão sul-americano, bicampeão pan-americano e tetracampeão brasileiro.

Já Lucia, tem deficiência visual congênita e pratica judô desde os 15 anos de idade. Em 2006, iniciou no Judô Paralímpico. A atleta pertence à classe B3 e compete na categoria até 57 kg. Hoje, defende o Centro de Emancipação Social e Esportiva de Cegos de São Paulo (Cesesc). Em 2011, conquistou medalhas nos Jogos Mundiais da Ibsa de Antalaya, na Turquia e Jogos

Guilherme Santana começou a competir no atletismo aos 20 anos, quando entrou na Universidade. Poucos anos depois passou a correr como atleta-guia, sem imaginar que um dia competiria ao lado da cega mais rápida do planeta, Terezinha Guilhermina. A primeira competição internacional da dupla foi o Mundial de Christchurch, em 2011.

O novo integrante do Time, Mauricio Pomme, é Tenista desde os 10 anos de idade. Em 1997 o paratleta sofreu um acidente, onde parte do telhado da academia que frequentava caiu sobre ele. Um ano após o acidente, Pomme foi convidado a tentar o esporte adaptado. Sua primeira competição internacional foi em 2000, no Mundial de Tênis em Cadeira de Rodas em Paris. O atleta disputou as Paralimpíadas de Atenas, é bicampeão do Circuito Brasileiro de 2002 e 2003 além de ter conquistado ouro no Parapan do Rio, em 2007.

Por conta de complicações durante o trabalho de parto, Bruna Sales nasceu com paralisia cerebral. A atleta iniciou na bocha quando era estudante, nas Paralimpíadas Escolares de 2009. Hoje é considerada uma das revelações para as Paralimpíadas de 2016. A paratleta é campeã nas Paralimpíadas Escolares 2009 e conquistou troféu Sergio Del Grande, no mesmo ano.

Heitor Sales, atleta-guia do paratleta Daniel Mendes, começou a correr aos 14 anos, na escola, e em 2006 ingressou no paradesporto como técnico. Participou de competições esporádicas como atleta-guia e em 2012 firmou-se como parceiro de Daniel nas pistas.

A partir da entrada dos novos esportistas, o Time São Paulo Paralímpico passa a ter 36 atletas e oito atletas-guia, das modalidades de atletismo, bocha, judô, natação, paracanoagem, remo, vela, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas. O convênio prevê ajuda de custo para atletas e treinadores, suporte para aquisição de materiais esportivos e gastos com viagens em competições.