sábado, 26 de janeiro de 2013

Atletas de São Paulo integram seleção paralímpica



Seis paratletas e dois atletas-guia paulistas permanecem no Time São Paulo para as Paralimpíadas de 2016

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência renovou contrato de 24 integrantes do Time São Paulo Paralímpico e apresentou os 20 novos paratletas do grupo. Trata-se de uma seleção composta por atletas de elite, constituída por meio de um convênio assinado entre o governo de São Paulo e o Comitê Paralímpico Brasileiro. Os paulistas Bruno das Neves de vela, Carlos Farrenberg de natação, Fernando Fernandes de paracanoagem, Lucia Teixeira de judô e o atleta-guia Guilherme Santana já faziam parte do time. Já Mauricio Pomme de tênis em cadeira de rodas, Bruna Satie de bocha e o atleta-guia Heitor Sales foram integrados a partir deste ano.

A parceria visa avaliar e executar ações de suporte ao desenvolvimento esportivo dos atletas. Além dos atletas que já competiam pelo Time São Paulo, o grupo terá mais 16 atletas, das modalidades de atletismo, bocha, paracanoagem, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, judô, remo e vela. Entre os novos componentes também estão quatro atletas-guia e 13 membros da equipe técnica, como psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas.

Bruno chegou às categorias de base do São Paulo Futebol Clube em 1998, e foi considerado uma das grandes promessas para o futebol brasileiro. Em 2005, o jogador foi convocado para o Copa do Mundo de Futebol Sub-20. No ano seguinte, Bruno era o terceiro goleiro do São Paulo quando sofreu um acidente que o deixou tetraplégico. Em 2009, descobriu a vela como esporte e hoje compete na classe Skud 18. Em 2011, o atleta participou do Mundial de Vela na Inglaterra e em 2012 das Paralimpíadas de Londres.

Carlos nasceu com toxoplasmose congênita, doença que afetou parte da sua visão. Farrenberg começou a nadar com seis meses de idade, até os 15 anos competia com pessoas sem deficiência e somente aos 24 anos iniciou na natação paralímpica. Além de nadar, pratica mergulho, canoagem e surf. O atleta compete pelas classes S13, SB13, SM13 e defende o Instituto Superior de Educação Santa Cecília de Santos (Unisanta). Em 2009, o atleta conquistou medalhas no Mundial de Piscina Curta, no Rio de Janeiro, além do Mundial da Holanda em 2010, Jogos Parapan de Guadalajara, no México, em 2011 e das Paralimpíadas de Londres em 2012.

Fernando Fernandes chegou a profissionalizar-se no futebol, lutou boxe amador e teve uma sólida carreira como modelo internacional. Em 2009, sofreu um acidente de carro e perdeu os movimentos das pernas. Desde então se dedica à canoagem, modalidade na qual conquistou os principais títulos do Brasil. O paratleta é tricampeão mundial, bicampeão sul-americano, bicampeão pan-americano e tetracampeão brasileiro.

Já Lucia, tem deficiência visual congênita e pratica judô desde os 15 anos de idade. Em 2006, iniciou no Judô Paralímpico. A atleta pertence à classe B3 e compete na categoria até 57 kg. Hoje, defende o Centro de Emancipação Social e Esportiva de Cegos de São Paulo (Cesesc). Em 2011, conquistou medalhas nos Jogos Mundiais da Ibsa de Antalaya, na Turquia e Jogos

Guilherme Santana começou a competir no atletismo aos 20 anos, quando entrou na Universidade. Poucos anos depois passou a correr como atleta-guia, sem imaginar que um dia competiria ao lado da cega mais rápida do planeta, Terezinha Guilhermina. A primeira competição internacional da dupla foi o Mundial de Christchurch, em 2011.

O novo integrante do Time, Mauricio Pomme, é Tenista desde os 10 anos de idade. Em 1997 o paratleta sofreu um acidente, onde parte do telhado da academia que frequentava caiu sobre ele. Um ano após o acidente, Pomme foi convidado a tentar o esporte adaptado. Sua primeira competição internacional foi em 2000, no Mundial de Tênis em Cadeira de Rodas em Paris. O atleta disputou as Paralimpíadas de Atenas, é bicampeão do Circuito Brasileiro de 2002 e 2003 além de ter conquistado ouro no Parapan do Rio, em 2007.

Por conta de complicações durante o trabalho de parto, Bruna Sales nasceu com paralisia cerebral. A atleta iniciou na bocha quando era estudante, nas Paralimpíadas Escolares de 2009. Hoje é considerada uma das revelações para as Paralimpíadas de 2016. A paratleta é campeã nas Paralimpíadas Escolares 2009 e conquistou troféu Sergio Del Grande, no mesmo ano.

Heitor Sales, atleta-guia do paratleta Daniel Mendes, começou a correr aos 14 anos, na escola, e em 2006 ingressou no paradesporto como técnico. Participou de competições esporádicas como atleta-guia e em 2012 firmou-se como parceiro de Daniel nas pistas.

A partir da entrada dos novos esportistas, o Time São Paulo Paralímpico passa a ter 36 atletas e oito atletas-guia, das modalidades de atletismo, bocha, judô, natação, paracanoagem, remo, vela, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas. O convênio prevê ajuda de custo para atletas e treinadores, suporte para aquisição de materiais esportivos e gastos com viagens em competições.

DEZ PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE ULTRASSOM NA GRAVIDEZ



O ultrassom é um dos exames mais solicitados durante o pré-natal para acompanhar as condições de saúde da mãe e do bebê. Ao compreender os princípios físicos dessa tecnologia que se baseia em ondas sonoras com frequência superior àquela que nós, humanos, somos capazes de ouvir, o ultrassonografista está apto a otimizar a qualidade da imagem, contribuindo para um diagnóstico de alta qualidade e precisão.
De acordo com o doutor Victor Bunduki, especialista em medicina fetal e ultrassonografia do CDB Premium, em São Paulo, apesar de aparentemente simples, o exame ainda gera muitas dúvidas entre as futuras mamães. O médico responde às dez principais perguntas sobre ultrassom na gravidez:

1. O ultrassom é um exame seguro? – “Sim, é um exame isento de contraindicações tanto para a mãe quanto para o feto. No caso do ultrassom com dopplerfluxometria colorida, que analisa o fluxo sanguíneo em diferentes vasos do corpo humano, recomendamos que seja realizado somente após a 9ª semana de gestação, para maior segurança”.

2. É verdade que o feto ouve o som emitido pelo equipamento? – “Não. No ultrassom, lidamos com mais de três milhões de hertz, enquanto o ouvido humano escuta até dois mil hertz. Portanto, essa questão está totalmente descartada”.

3. A partir de quando é possível ter uma imagem do bebê? – “Como as semanas de gestação são contadas a partir da data da última menstruação, é possível enxergar o embrião a partir da quinta semana – pelo ultrassom transvaginal – ou ainda a partir da sexta semana via suprapúbica. É nessa fase que, apesar de o embrião medir poucos milímetros, podemos identificar e ouvir seus batimentos cardíacos”.

4. Existe um ‘número ideal’ de ultrassonografias recomendado às gestantes? “Quatro exames seriam o mínimo necessário durante uma gestação normal. O primeiro exame é muito útil para confirmar a gestação, identificar o local da implantação e determinar a idade gestacional. O segundo, também chamado de morfologia do primeiro trimestre, mede a ‘translucência nucal’. O terceiro exame morfológico confirma a idade gestacional, avalia o crescimento e, principalmente, a morfologia fetal. Já o quarto tem o objetivo de avaliar o crescimento, a quantidade de líquido e a placenta – além de revisar a morfologia. Isso tudo pode ser realizado também no segundo trimestre, mas existem patologias típicas do terceiro trimestre que podem levar a alterações de líquido e da placenta. Daí a importância de realizar um ultrassom nessa fase da gravidez. Vale ressaltar que quem determina os pedidos de exame é o obstetra da paciente, de acordo com as características da gestação”.

5. O que significa “translucência nucal”? “Trata-se de um exame de rastreamento de alterações genéticas (cromossomopatias) como a Síndrome de Down, por exemplo, em que medimos a região da nuca do bebê. Em bebês que têm alterações cromossômicas, essa medida pode estar aumentada. Esse exame não tem finalidade diagnóstica, mas seleciona as pacientes que teriam indicação de estudo do cariótipo (colhido por punção de vilosidade coriônica ou do líquido amniótico)”.

6. Que doenças podem ser identificadas durante o ultrassom gestacional? “São inúmeros tipos de malformações estruturais que podem ser detectados pelo ultrassom. Entre os mais recorrentes estão a hidrocefalia – que é o acúmulo de fluido cérebro-espinhal nas cavidades ventriculares do cérebro – e outros distúrbios do sistema nervoso central, além de alguns tipos de malformações cardíacas”.

7. Em que casos o obstetra costuma solicitar exames mais sofisticados de ultrassom, como Doppler, 3D e 4D? “O ultrassom com doppler é indicado para avaliar a circulação da mãe para o bebê e para checar o fluxo nos vasos internos do bebê. É importante nos casos de diabetes, hipertensão e retardo de crescimento fetal, por exemplo. Já o ultrassom 3D nos permite enxergar as estruturas fetais em três dimensões, melhorando muito a visão da anatomia de superfície, principalmente do rostinho do bebê. Também é muito útil como complemento do ultrassom convencional em caso de diagnóstico de malformações. No 4D, além das imagens bastante reais, também é possível acompanhar os movimentos do bebê.”

8. Mesmo que todos os exames solicitados estejam aparentemente normais, é possível que uma criança nasça com alguma malformação? “É possível, já que a sensibilidade ou taxa de detecção do ultrassom gira em torno de 90% na identificação de malformações estruturais. Além disso, há malformações muito discretas, de difícil identificação. Por isso, há casos em que há indicação de um acompanhamento rigoroso, com a realização de exames complementares”.

9. O ultrassom pode identificar a necessidade de intervenções na hora do nascimento do bebê? – “Sim, especialmente em casos de cardiopatias e doenças do tórax. Há intervenções que podem ocorrer inclusive no ambiente intrauterino, como transfusões de sangue, derivações (ventriculares, renais), punções de líquido amniótico com finalidade terapêutica, entre outros. Fetos portadores de malformações cardíacas graves devem nascer em um centro de referência provido de UTI neonatal, cardiologistas pediátricos e cirurgiões cardíacos, prontos para atender o recém-nascido cardiopata, dado que desse atendimento depende a sua sobrevida”.

10. A partir de quando é possível saber o sexo do bebê? “Apesar de o sexo ser definido no momento da concepção, o órgão genital se desenvolve entre nove e doze semanas de gravidez. Portanto, entre a 14ª e a 16ª semana, dependendo da posição do bebê, é possível identificar o sexo da criança. Quando o bebê está sentado sobre as perninhas ou quando está de pernas cruzadas, é mais difícil a visualização de sua genitália – obrigando os pais a terem um pouco mais de paciência para obter essa informação”.

Fonte: Dr. Victor Bunduki, médico obstetra, responsável pelo setor de Medicina Fetal do CDB Premium, em São Paulo – www.cdb.com.br



FEDEX INVESTE NO TREINAMENTO EMPRESARIAL PARA EMPREENDEDORAS BRASILEIRAS


Investimentos na educação e treinamento empresarial das mulheres podem impulsionar as economias da América Latina e Caribe

Por Juan N. Cento, presidente regional da divisão América Latina e Caribe da FedEx Express
Investir no desenvolvimento educacional de segmentos da população latino-americana que nem sempre são tão bem atendidos – especialmente o das mulheres – não é só uma decisão empresarial estratégica, mas também uma forma de alimentar o motor econômico da região. Segundo relatório da Goldman Sachs, a igualdade entre os gêneros pode ajudar a reduzir a pobreza em países com populações jovens, aumentar o crescimento econômico e elevar o padrão de vida nacional1.

Esse e outros estudos similares mostram que as mulheres têm uma influência enorme na saúde econômica de suas comunidades. Quando devidamente treinadas, podem se destacar na força de trabalho e contribuir positivamente para o desenvolvimento econômico de seu país. Isso é especialmente importante nos países em desenvolvimento da América Latina, onde muitas famílias carentes dependem da renda da mãe para sobreviver.
Dados de uma pesquisa empresarial do Banco Mundial (World Bank Enterprise Survey Data) apontam que 35% das pequenas e médias empresas da América Latina pertencem a mulheres2 que precisam ter mais acesso às ferramentas necessárias para seu sucesso no mercado de trabalho local e global.

A FedEx Express abraçou essa causa e elegeu, como uma de suas prioridades, a realização de treinamentos e o incentivo aos investimentos privados para fortalecer o poder feminino nas comunidades. Por meio de um estudo encomendado sobre as mulheres empreendedoras e as executivas latino-americanas, a FedEx Express reafirmou a necessidade de treinamentos, para as mulheres com negócios próprios, que fossem voltados ao mundo real e o apoio da iniciativa privada. Além disso, lançou em maio passado, uma aliança com a Vital Voices, a principal organização não governamental internacional voltada ao treinamento e mentoria de lideranças femininas emergentes.

Através de workshops, sessões de mentoria e seminários realizados nos últimos sete meses, conseguimos atingir mais de 330 mulheres que sentem falta de treinamento e habilidades específicas para terem sucesso com suas pequenas empresas, em países como Guatemala, Nicarágua, Argentina e México. Continuaremos expandindo nossa aliança com a Vital Voices para que mais mulheres em toda a região sejam beneficiadas e para levar mais treinamentos e programas de apoio às empresárias no Brasil e em outros países.

Com um novo ano começando, gostaria de incentivar outras empresas privadas a assumirem compromissos similares com o crescimento educacional e o desenvolvimento das mulheres latino-americanas. As mulheres, suas famílias, nossas empresas e nossas comunidades sentirão os benefícios.

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Como presidente regional da divisão América Latina e Caribe da FedEx Express, Juan N. Cento gerencia uma organização com mais de 17.000 funcionários, em mais de 50 países e territórios. Em seus 22 anos de FedEx, Cento expandiu a presença da companhia na América Latina e ajudou a FedEx Express a tornar-se um pilar de crescimento na região e a conectar a América Latina ao mundo.

Fontes:
¹ “Global Economics Paper No: 164;” Goldman Sachs; 4 de março de 2008
² “A Business to Call Her Own: Identifying, Analyzing and Overcoming Constraints to Women’s Small Businesses in Latin America and the Caribbean,” Fundo Multilateral de Investimentos; Abril de 2010; Jennifer Powers e Barbara Magnoni

Sobre a FedEx Express
A FedEx Express é a maior empresa de transporte expresso do mundo, fornecendo entrega rápida e confiável para mais de 220 países e territórios. A FedEx Express utiliza uma rede global aérea e terrestre para acelerar a entrega de remessas urgentes com data e horário definido, com garantia de reembolso do valor do frete.

Sobre a FedEx Corp.
A FedEx Corp. (NYSE: FDX) provê para clientes e empresas do mundo todo uma ampla carteira de serviços de transporte, comércio eletrônico e entregas. A empresa, cujas receitas anuais somam US$ 43 bilhões, oferece aplicações comerciais integradas através de empresas operadoras que atuam coletivamente e são administradas de forma colaborativa sob a respeitada marca FedEx. Consistentemente classificada como uma das mais admiradas e confiáveis empregadoras do mundo, a FedEx inspira seus mais de 300.000 funcionários a permanecerem “absoluta e positivamente” focados na segurança, no mais alto padrão ético e de profissionalismo e nas necessidades dos clientes e das comunidades onde operam. Para obter mais informações, visite news.fedex.com.




São Paulo pode ser um dos primeiros estados a banir o uso do mercúrio


Projeto de Lei é de autoria do deputado Marcos Martins e tramita em regime de urgência na Alesp

No sábado (19/01), as negociações por um acordo global pela redução do uso do mercúrio fecharam com o compromisso de mais de 140 países-membros das Nações Unidas, incluindo o Brasil.

Considerado pela ONU um dos dez elementos químicos que mais ameaçam tanto o meio ambiente quanto a saúde humana, o mercúrio há muito tem feito vítimas no Brasil.

No entanto, São Paulo é um dos estados pioneiros na luta pelo banimento da substância no país, através do Projeto de Lei (PL) 769/11, de autoria do deputado estadual Marcos Martins (PT), que propõe proibição da fabricação, comercialização, uso e armazenamento de produtos que contenham mercúrio, como os termômetros, por exemplo.

Com o mesmo empenho que o parlamentar empregou para aprovação do texto que proíbe a comercialização e manuseio do amianto, Martins, agora, quer que o projeto 769/11 siga o mesmo rumo e torne-se lei no estado.

Certo de que tanto consumidores quanto trabalhadores colocam a saúde em perigo por não conhecerem os males causados pela exposição ao mercúrio, o deputado apresentou o projeto na Casa de Leis objetivando a defesa e segurança da saúde da população paulista. Hoje, o PL, que também já foi debatido, em 2012, em assembleia pública junto à sociedade civil, esta tramitando na Assembleia Legislativa em regime de urgência nas Comissões de Constituição Justiça e Redação (CCJR), Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMDAS), e de Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento (CFOP).
Para o parlamentar, há muito em jogo. "O mercúrio é um metal inodoro, que evapora de forma imperceptível, mesmo em baixas temperaturas, contaminando o ar que respiramos, aumentando o impacto da transmissão do material tóxico”, disse e complementou: “A letalidade e nocividade desta substância já foi comprovada. Agora, precisamos levar informação à sociedade e desenvolver, para o bem da saúde pública, trabalhos de conscientização”.

O deputado estadual também acredita que no Brasil já existam outras opções de produtos sem o metal, como os termômetros, e viabilidade econômica para fazer a troca . Com a aprovação do projeto de lei, esses instrumentos deverão ser destinados à reciclagem em empresa ou aterros públicos e privados, licenciados por órgão competente e inscritos no Cadastro Técnico Federal do Ibama.

Perigos
Volátil, o mercúrio pode ser absorvido pelo nosso corpo e contaminar rios e alimentos. Um dos efeitos mais comuns da contaminação são alterações sistema nervoso central - gerando sequelas neurológicas permanentes -, renal, digestivo, cardiovascular, respiratório, imunológico, além da possibilidade de atravessar as barreiras placentárias de gestantes comprometendo o desenvolvimento da criança.

No mundo
No Japão, em 1956, mais de 900 pessoas morreram envenenadas pelo pescado contaminado e mais de duas mil adoeceram. Casos como estes também já foram vistos no Brasil. Mais de 100 países estão negociando um tratado pelo banimento do mercúrio.

Credito: Assessoria de Imprensa
Legenda: Marcos Martins, ao lado do presidente da Associação dos Intoxicados e Expostos ao Mercúrio (AIEM), Valdivino dos Santos, durante audiência pública que debateu o Projeto de Lei 769/11 



SAIBA O QUE É A SINDROME DE LER E COMO TRATÁ-LA

Dores nos membros superiores do corpo podem ser sinal de uma síndrome que atinge trabalhadores e atletas se não houver tratamento certo São Paulo, janeiro de 2013 - Muitas pessoas sentem dores e incômodos nos braços, punhos, cotovelos e ombros, mas não sabem o motivo.

Pensam que se trata de uma dor passageira ou algum mau jeito momentâneo. O fato é que essas dores contínuas podem ser sintomas da LER – lesão por esforço repetitivo- que consiste em uma síndrome que afeta os membros superiores, “com queixa de grande incapacidade funcional, causada primariamente pelo próprio uso de mãos e braços em tarefas que desenvolvem movimentos locais ou posturas forçadas”, completa Dr. Ulisses dos Santos, chefe da equipe de Ortopedia e Traumatologia do Hospital San Paolo - centro hospitalar de média complexidade, localizado na zona norte de São Paulo.

 O quadro de inflamação local quando não tratado, pode levar ao diagnóstico de LER. As vítimas mais comuns são os trabalhadores braçais que usam abusivamente dos membros superiores para uma atividade que se repete constantemente durante os dias e os atletas de determinados esportes como os jogadores de tênis e golfe. Segundo Dr. Ulisses, “exemplos de lesão por esforço repetitivo podem ser desde uma tendinite em um digitador ou até mesmo uma epicondilite num atleta”.

O médico completa que existem outros diagnósticos quando se trata desse tipo de problema como, por exemplo, tendinites e tenossinovites primárias ligadas a fatores como reumatismo, esclerose sistêmica, gota, infecção gonocócica, traumática, osteoartrite, diabetes, mixedema entre outras.

 É possível evitar? A principal dica é a prevenção, ou seja, evitar fazer qualquer esforço repetitivo. Em todos os casos, medidas locais, como o alongamento e a crioterapia – técnica na qual se aplica baixas temperaturas em regiões locais do corpo são fundamentais para a prevenção.

 É recomendado ainda a procura de um médico para uma avaliação e auxílio no tratamento, que varia de paciente para paciente. Segundo Dr.Ulisses, é importante destacar que uma vez feito o diagnóstico de quadro de LER, e por se tratar de algo crônico, o tratamento leva algum tempo, e muitas vezes o quadro se agrava devido a demora do paciente até procurar um médico especialista.

 Ampliação do Atendimento em Ortopedia Hoje o Hospital San Paolo, através de seu Centro Médico recentemente ampliado e de sua equipe de Ortopedia e Traumatologia, oferece a adequada avaliação destes casos objetivando o tratamento destes pacientes, através de uma equipe multidisciplinar. “Sempre que houver suspeita de LER, recomendamos a procura do profissional médico.

Por se tratar de uma síndrome progressiva, que piora com o tempo”, finaliza Dr. Ulisses.


Serviço Hospital San Paolo
Rua Voluntários da Pátria, 2786 - Santana
Tel: (11) 3405-8200 www.hsanpaolo.com.br




CUIDADOS COM A POSTURA E O SONO SÃO ESSENCIAIS NA MELHOR IDADE



Conheça 10 dicas para manter-se saudável e ainda garantir boas noites de sono
Grande parte da vida é preenchida pelo trabalho e, consequentemente, pela busca do sucesso, realizações profissionais e desafios, até chegar, enfim, a algo tão sonhado para muitas pessoas: a aposentadoria. Nesta nova etapa, principalmente vivenciada na terceira idade, muitos aproveitam para viajar, curtir mais a família e praticar atividades mais prazerosas, que pouco faziam parte de suas rotinas quando trabalhavam. No entanto, junto a estes momentos de prazer é comum começarem a surgir alguns problemas que comprometem a saúde e a qualidade do sono. Isto porque, muitas transformações acontecem no corpo e na mente, sobretudo, por conta da redução de atividades físicas. As noites mal dormidas, os distúrbios do sono e os efeitos da má postura também se tornam cada vez mais comuns nesta fase.

Segundo a fisioterapeuta da Duoflex e especialista em Medicina do Sono, Carolina Elena Carmona de Oliveira, na terceira idade alguns hábitos errôneos colaboram para a mudança na posição do indivíduo e do seu centro de gravidade, causando dores, dificuldade respiratória, falta de equilíbrio e as temidas quedas. “Portanto, manter o cuidado diário com a postura e adotar medidas saudáveis para dormir devem ser os primeiros passos para evitar riscos e garantir um sono realmente reparador”, afirma.

Carolina dá dicas que podem auxiliar para a conquista de uma melhor qualidade de vida na terceira idade:

Cuidado com a postura!
As principais causas de dores nas costas são, normalmente, uma combinação de fatores como sobrecarga, esforço físico, postura incorreta, obesidade, sedentarismo e até mesmo o estresse. Mantenha o cuidado com a postura durante as atividades diárias e também durante o sono. Além de evitar dores, previne lesões irreversíveis e, até mesmo, hérnia de disco.

Faça regularmente um check up
Visite o médico regularmente para avaliações. O conhecimento prévio de problemas com a saúde e um diagnóstico preciso auxiliam no alcance de uma melhor qualidade de vida, confiança e autoestima.

Atenção ao levantar da cama
Vire as pernas para o lado em que pretende levantar, apoie os braços na cama e erga o tronco.

E ao sentar...
Apoie os braços e se aproxime bastante do assento até encostar a parte de trás do joelho. Em seguida, apoie as mãos nos braços do assento e incline-se para frente, flexionando o joelho até sentar.

Escolha produtos que garantam a qualidade do sono
O travesseiro, o colchão e até mesmo a temperatura do ambiente influenciam para um sono renovador. Portanto, na hora de dormir, utilize um travesseiro que complete exatamente o espaço compreendido entre a cabeça e o colchão (formando um ângulo de 90 graus no pescoço), alinhando assim toda a coluna com o tronco. Isso facilita a circulação sanguínea e permite que os estímulos elétricos sejam perfeitamente enviados pelo cérebro aos órgãos do corpo.

Bancos, assentos e cadeiras
Fique atento quanto à segurança de cadeiras, bancos ou assentos. O encosto deve acomodar a coluna; os pés devem estar apoiados no chão ou em algum suporte. O material do assento deve ser firme e de fácil higienização.

Evite ficar encurvado
Mantenha a postura firme. Para não ficar encurvado procure deixar os pés um pouco mais afastados e posicione o quadril alinhado ao tronco, com os pés firmes no chão.

Vá para cama somente quando tiver sono
Evite assistir televisão ou ler um livro deitado, já que o sono no idoso é mais fragmentado e menos profundo, sendo menos concentrado à noite e mais disperso no dia, por conta do ritmo biológico. Além disso, procure deitar sempre na mesma hora e evite café e chás, pois funcionam como estimulantes.

Aproveite o dia
Programe atividades pela manhã e pratique exercícios físicos regulares, sempre sob orientação médica, para que se sinta mais cansado à noite. As atividades diárias regularizam o sono noturno.

Sobre a Duoflex
Empresa 100% nacional, a Duoflex está presente há mais de 20 anos no mercado. Lançou com exclusividade no Brasil a espuma especial viscoelástica NASA, além de ter sido a primeira empresa da América do Sul a fabricar travesseiros Natural Látex e a única a produzir os travesseiros de Altura Regulável. Site: www.duoflex.com.br




Empreendedores socioambientais precisam de um Código de Ética


*ROBERTO KIKAWA, de Davos, no Fórum Econômico Mundial
Desde o Fórum Econômico da América Latina, em PuertoVallarta, no México, depois no da China e agora em Davos, nas reuniões de empreendedores sociais da Rede Schwab, oragnaizadora do Fórum Econômico, temos discutido muito sobre conceitos de empresa social e empreendedor social, governança, investimento de impacto social e também sobre o futuro do empreendedorismo social.
Esta semana, em Davos, tivemos uma excelente discussão em grupos sobre o futuro do empreendedor social, na qual três ambientes foram simulados: um positivo, um negativo e um em desenvolvimento, tomando-se como base 2018 a 2030.
Eu, particularmente, estive no grupo de cenário negativo, onde pontuamos três pontos extremamente perigosos:
1. alta lucratividade do negócio social;
2. aproveitamento da causa como negócio lucrativo (roupagem social);
3. utilização do impacto e/ou negócio social como enriquecimento/promoção individual ou da organização.
E, como solução para evitar esses pontos perigosos, argumentei que o mais importante e fator decisivo para sobrevivência do empreendedorismo social está na importância intrínseca do "valor social".
Ou seja, se o empreendedor social não tem dentro de si o conceito e a missão de valor social, nada adianta discutirmos sobre empreendedor social, pois, se o "valor capturado" (interesses pessoais ou financeiros) for maior que o "valor social", estamos falando de "roupagem social para autopromoção ou qualquer outro interesse exíguo".
De forma prática, discutimos que é preciso estabelecer um Código de Ética do Empreendedor Socioambiental, tal como na Medicina temos o Código de Ética Médica, que todo médico conhece e pode ser resumido com as três palavras perigosas: "omissão, imperícia e imprudência são crimes condenáveis".
Outros acrescentaram a importância da transparência nas finanças, na governança e nos processos, além de ferramentas de controle de impacto social de cada projeto ou organização.

Roberto Kikawa, 42, médico gastroenterologista, criador do Projeto CIES (Centro de Integração de Educação e Saúde), participa do Fórum Econômico Mundial de Davos por ter vencido o Prêmio Empreendedor Social 2010; o empreendedor social leva atendimento médico-preventivo especializado, humanizado e de alta tecnologia a comunidades carentes por meio de centros médicos móveis avançados conhecido como Carreta da Saúde, Boxes da Saúde e Van da Saúde. www.projetocies.org.br



De olho no Vale-Cultura


Entrevista do secretário Sérgio Mamberti à RedeTV sobre o Vale-Cultura

Em entrevista à RedeTV, no dia 22 de janeiro, o secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti, falou sobre os benefícios que o Vale-Cultura trará ao trabalhador brasileiro. Ele explicou como está sendo feito o processo de regulamentação da Lei que criou o Vale-Cultura.
Com prazo de execução até 26 de fevereiro, o processo, coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC), conta com a colaboração da Casa Civil da Presidência da República, dos ministérios do Trabalho e da Fazenda, além da sociedade civil, que está participando através da consulta pública aberta no site do MinC.
O secretário Mamberti disse que o Vale-Cultura, antes mesmo de entrar em vigor, já está modificando o mercado das artes no país. Ele comentou que várias companhias teatrais, que antes não ofereciam espetáculos nos dias de semana, já estão pensando em colocar apresentações de terça-feira a domingo, de olho no novo contingente de espectadores que o vale irá criar.
Veja a entrevista do  secretário




segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

KEVIN (MÃOS ALHEIAS) - MENINO SOFRE HÁ CINCO ANOS EM BUSCA DE TRATAMENTO MÉDICO

Quando cheguei na casa de Vera, o pai de Kevin, Reginaldo, havia saído com ele para levar a sogra ao mercadinho nas proximidades, pois toda vez que Kevin anda de carro, fica um pouco mais calmo. 

O casal ainda tem um Fiat velhinho que precisa de reparos. É o único modo de levar Kevin ao médico nas crises inesperadas. Reginaldo também usa o carro para ganhar alguns trocados nos dias em que o filho está mais calmo fazendo propaganda volante para alguns comerciantes do bairro. 

 Vera contou que a gestação de Kevin fora normal, o parto foi cesariana e com uma semana de vida ela percebeu que ao mamar Kevin apresentava vermelhidão no corpo. Ao procurar os médicos e fazer os exames foi constatado que Kevin tinha alergia ao leite e teria que consumir somente leite de soja. 

PRIMEIRO POSSÍVEL ERRO MÉDICO:

 Após completar um ano, Kevin teve pneumonia e permaneceu internado durante sete dias no hospital Nipo Brasileiro. No leito, uma enfermeira deu uma mamadeira ao garoto que após dez minutos provocou febre alta, edemas, hemorragia, inchaço, chegando a ficar inconsciente durante dois dias. 

 O convênio brigava com o hospital para liberar os medicamentos necessários para o socorro do garoto e enquanto isso, as horas se passavam sem que Kevin tivesse o tratamento adequado. Após muita briga, o menino foi transferido para um quarto aonde foi submetido aos procedimentos de *broncoaspiração, permanecendo por mais 27 dias internado.

 Conforme os dias se passaram, Kevin não estava mais balbuciando palavras, tampouco comendo sólidos. Após ter alta, Vera notou que o filho não era mais o mesmo e foi aí que começou a jornada que se estende há seis anos. Vera começou a procurar os médicos que ignoravam o assunto dizendo que até os sete anos Kevin "deveria falar". (Esta é uma presunção de médicos com pouca vontade de atender os pacientes. Como alguém pode "presumir" um diagnóstico sem pedir todos os exames necessários. ESTE NÃO É O PRIMEIRO CASO DO QUAL TOMO CONHECIMENTO). 






SEGUNDO POSSÍVEL ERRO MÉDICO:

Tempos depois, Vera notou que Kevin sentia dores, mas como não sabia expressar, falar para a mãe o que sentia, Vera procurou novamente o hospital aonde foi diagnosticado uma hérnia inguinal na virilha direita e os médicos aconselharam a procura de um cirurgião.

Na busca, encontraram a Dra. Maria Salete Mathias que realizou a cirurgia no Hospital Santa Rita, pedindo apenas um exame de hemograma e coagulograma, para a surpresa de Vera, não foi pedido um **exame pré anestésico. Ela ainda tentou detalhar para a doutora a necessidade de um exame deste tipo, mas a mesma retrucou: - A médica aqui sou eu... ( O que uma jovem mãe, inexperiente pode questionar com um profissional da medicina?)

Dias depois, com os exames solicitados, chegou o fatídico dia que se o casal tivesse uma bola de cristal, teria evitado.

No hospital, Vera e Reginaldo prepararam Kevin com a túnica do hospital, quando repentinamente surgiu um enfermeiro e tomou a criança nos braços dizendo que o levaria para o centro cirúrgico. O casal ficou espantado, pois esperava que o filho fosse levado em uma maca.

Reginaldo informou ao enfermeiro que seria necessário cuidados com Kevin, pois tratava-se de uma criança especial que não conseguia falar. O enfermeiro confirmou: - ... mas, ele não sabe nem dizer papai e mamãe?... E o casal confirmou.

Quando Kevin retornou da sala de cirurgia, estava sentado com os pesinhos para trás, com a cabeça inchada e vermelha. Seu corpo estava cheio de furos de agulha. Ele tinha o corte da cirurgia e parecia ter tomado banho. Em vinte minutos a família foi liberada do hospital para casa. Chegando em casa, Kevin começou a se bater, debater, chorar, se jogar no chão, desesperando a família inteira. Imediatamente o casal retornou ao Hospital Santa Rita e disseram que não podiam atendê-lo porque ele já havia saído de lá e tudo havia corrido bem. Vera pediu para falar com a administração do hospital ou os médicos e disseram que ela só poderia ser ouvida uma semana depois.

Saindo de lá, eles procuraram outro hospital em Ermelindo Matarazzo aonde Kevin foi medicado com um calmante, dormiu e quando acordou estava ainda mais violento na auto-agressão. Os médicos do pronto-atendimento do Hospital de Ermelindo Matarazzo acharam muito estranho e disseram que não havia mais nada a se fazer.

Quinze dias depois, Vera retornou ao Hospital Santa Rita junto com Kevin, sua mãe e irmã, para ajudá-la a proteger o garoto de si mesmo e conseguiu falar com o Anestesista Dr. José Aluisio Camara - CRM 13787, presente na cirurgia. Durante a conversa, elas perceberam que o doutor já idoso, parecia não enxergar bem e tinha as mãos trêmulas como quem sofre de Mal de Parkinson. O doutor disse que a cirurgia correu bem e Vera perguntou:

- Por que meu filho veio com o rosto inchado e vermelho?
- Eu vou falar a verdade. Seu filho chorou muito. Disse o médico.
- Mas por que meu filho chorou muito? Ele não estava anestesiado? Vera retrucou.
- Eu fiz o seu filho chorar,como eu fiz o meu filho chorar. Meu filho até hoje não me perdoa e hoje ele toma remédios psiquiátricos e tem problema, mas por minha causa. Respondeu o médico.
- Mas, o que o senhor fez com o seu filho? Vera perguntou. 
O médico calou-se e não quis mais conversar.

Vera, sua irmã, mãe e Kevin saíram do hospital desolados. Em seu coração, havia ainda mais uma dúvida. Kevin estava incomodado, com as partes intimas "alteradas" e não deixava ninguém tocá-lo nas nádegas, nem mesmo a mãe conseguia lavá-lo ou limpá-lo. Vera ficou com o coração apertado sem querer acreditar numa possível ação de abuso sexual ou traumatismo durante a cirurgia. Com o filho sofrendo, se batendo, algo novo para a família, sem atendimento e entendimento necessários, Vera não procurou a delegacia imediatamente, pois não tinha mais certeza de nada. Dias depois, pressionada pela mãe, Vera foi a um posto de saúde e disseram que não poderiam olhar o garoto e não indicaram nenhum encaminhamento. Depois de um tempo conversando com uma amiga enfermeira, ela sugeriu que Vera fosse até uma delegacia. Vera dirigiu-se até o 62º DP e registrou um boletim de ocorrência. Mas os exames no hospital Pérola Byington não puderam ser realizados porque um possível estupro teria perdido os vestígios depois de algum tempo.

A advogada que conseguiu a entrevista no Programa do Datena, tempos depois abandonou o caso e atualmente um outro advogado está retomando o Processo.








ENTREVISTA:
 



Glossário:

*Broncoaspiração - É a entrada de substâncias estranhas nas vias aéreas inferiores. Pode ocasionar diversos tipos de pneumonia, dependendo da natureza e quantidade do aspirado. Normalmente as etapas da de deglutição servem de barreira contra a bronco aspiração. Respostas do organismo a broncoaspiração: Tosse ou regurgitação na hora. Se não houver essa defesa imediata, poderá ocorrer um caso de aspiração silenciosa que virá a desenvolver: Insuficiência respiratória aguda, seguida de taquipnéia, roncos, cianose e hipotensão. (Fonte: http://enfermaraquara.blogspot.com.br/)

**Exame pré anestésico:

Nova Resolução do CFM: avaliação pré-anestésica passa a ser obrigatória, em consulta médica, antes da realização de qualquer tipo de ato anestésico


O Conselho Federal de Medicina acaba de aprovar a Resolução de nº 1.802/06, de extrema relevância para os pacientes que terão de se submeter a qualquer tipo de ato anestésico. Ela atualiza e moderniza a prática do ato anestésico, além de dispor sobre as condições de segurança obrigatórias desde o pré até o pós-operatório, e também sobre os equipamentos e requisitos mínimos para a realização da anestesia em qualquer hospital ou instituição de saúde do Brasil.

Publicada no Diário Oficial da União em 1º de novembro de 2006, a Resolução 1.802/06 é resultado do trabalho conjunto da Câmara Técnica Conjunta do Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Revoga todas as disposições em contrário, em especial a Resolução CFM nº 1.363, publicada em 22 de março de 1993, que até então normatizava o exercício da anestesiologia no Brasil e estava ultrapassada.

Por intermédio da nova regulamentação, o Conselho Federal de Medicina orienta a todos os especialistas a fazer uma avaliação pré-anestésica, em consulta médica, antes da admissão de pacientes para procedimentos eletivos. Também lista os equipamentos básicos para a administração da anestesia e suporte cardiorrespiratório, fármacos, instrumentais e materiais. Torna obrigatório, por exemplo, o oxímetro de pulso e capnógrafo, dois instrumentos essenciais hoje, que não eram contemplados por normativas anteriores.

Leia a resolução completa do CFM abaixo:


RESOLUÇÃO CFM N° 1.802/06

EMENTA: Dispõe sobre a prática do ato anestésico.

O Conselho Federal de Medicina, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e pela Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004, e

CONSIDERANDO que é dever do médico guardar absoluto respeito pela vida humana, não podendo, em nenhuma circunstância, praticar atos que a afetem ou concorram para prejudicá-la;

CONSIDERANDO que o alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional;

CONSIDERANDO que o médico deve aprimorar e atualizar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente;

CONSIDERANDO que não é permitido ao médico deixar de ministrar tratamento ou assistência ao paciente, salvo nas condições previstas pelo Código de Ética Médica;

CONSIDERANDO que a Portaria nº 400, de 6 de dezembro de 1977, do Ministério da Saúde, prevê sala de recuperação pós-anestésica para a unidade do centro cirúrgico;

CONSIDERANDO o proposto pela Câmara Técnica Conjunta do Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Anestesiologia, nomeada pela Portaria CFM nº 62/05;

CONSIDERANDO a necessidade de atualização e modernização da prática do ato anestésico;

CONSIDERANDO, finalmente, o decidido em sessão plenária de 4 de outubro de 2006,

RESOLVE:

Art. 1º Determinar aos médicos anestesiologistas que:
I – Antes da realização de qualquer anestesia, exceto nas situações de urgência, é indispensável conhecer, com a devida antecedência, as condições clínicas do paciente, cabendo ao médico anestesiologista decidir da conveniência ou não da prática do ato anestésico, de modo soberano e intransferível.
a) Para os procedimentos eletivos, recomenda-se que a avaliação pré-anestésica seja realizada em consulta médica antes da admissão na unidade hospitalar;
b) na avaliação pré-anestésica, baseado na condição clínica do paciente e procedimento proposto, o médico anestesiologista solicitará ou não exames complementares e/ou avaliação por outros especialistas;
c) o médico anestesiologista que realizar a avaliação pré-anestésica poderá não ser o mesmo que administrará a anestesia.
II – Para conduzir as anestesias gerais ou regionais com segurança, deve o médico anestesiologista manter vigilância permanente a seu paciente.
III – A documentação mínima dos procedimentos anestésicos deverá incluir obrigatoriamente informações relativas à avaliação e prescrição pré-anestésicas, evolução clínica e tratamento intra e pós-anestésico (ANEXO I).
IV – É ato atentatório à ética médica a realização simultânea de anestesias em pacientes distintos, pelo mesmo profissional.
V - Para a prática da anestesia, deve o médico anestesiologista avaliar previamente as condições de segurança do ambiente, somente praticando o ato anestésico quando asseguradas as condições mínimas para a sua realização.

Art. 2º
 É responsabilidade do diretor técnico da instituição assegurar as condições mínimas para a realização da anestesia com segurança.

Art. 3º Entende-se por condições mínimas de segurança para a prática da anestesia a disponibilidade de:
I – Monitoração da circulação, incluindo a determinação da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, e determinação contínua do ritmo cardíaco, incluindo cardioscopia;
II - Monitoração contínua da oxigenação do sangue arterial, incluindo a oximetria de pulso;
III - Monitoração contínua da ventilação, incluindo os teores de gás carbônico exalados nas seguintes situações: anestesia sob via aérea artificial (como intubação traqueal, brônquica ou máscara laríngea) e/ou ventilação artificial e/ou exposição a agentes capazes de desencadear hipertermia maligna.
IV – Equipamentos (ANEXO II), instrumental e materiais (ANEXO III) e fármacos (ANEXO IV) que permitam a realização de qualquer ato anestésico com segurança, bem como a realização de procedimentos de recuperação cardiorrespiratória.

Art. 4º Após a anestesia, o paciente deve ser removido para a sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) ou para o/a centro (unidade) de terapia intensiva (CTI), conforme o caso.
§ 1º Enquanto aguarda a remoção, o paciente deverá permanecer no local onde foi realizado o procedimento anestésico, sob a atenção do médico anestesiologista;
§ 2º O médico anestesiologista que realizou o procedimento anestésico deverá acompanhar o transporte do paciente para a SRPA e/ou CTI;
§ 3º A alta da SRPA é de responsabilidade exclusiva do médico anestesiologista;
§ 4º Na SRPA, desde a admissão até o momento da alta, os pacientes permanecerão monitorados quanto:
a) à circulação, incluindo aferição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos e determinação contínua do ritmo cardíaco, por meio da cardioscopia;
b) à respiração, incluindo determinação contínua da oxigenação do sangue arterial e oximetria de pulso;
c) ao estado de consciência;
d) à intensidade da dor.

Art. 5º Os anexos e as listas de equipamentos, instrumental, materiais e fármacos que obrigatoriamente devem estar disponíveis no ambiente onde se realiza qualquer anestesia, e que integram esta resolução, serão periodicamente revisados.
Parágrafo único - Itens adicionais estão indicados em situações específicas.

Art. 6° Revogam-se todas as disposições em contrário, em especial a Resolução CFM nº 1.363 publicada em 22 de março de 1993.

Art. 7° Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.


Brasília/DF, 4 de outubro de 2006

EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE
Presidente

LÍVIA BARROS GARÇÃO
Secretária-Geral


ANEXOS

ANEXO I - As seguintes fichas fazem parte obrigatória da documentação da anestesia:
1.Ficha de avaliação pré-anestésica, incluindo:
a.Identificação do anestesiologista
b.Identificação do paciente
c.Dados antropométricos
d.Antecedentes pessoais e familiares
e.Exame físico, incluindo avaliação das vias aéreas
f.Diagnóstico cirúrgico e doenças associadas
g.Tratamento (incluindo fármacos de uso atual ou recente)
h.Jejum pré-operatório
i.Resultados dos exames complementares eventualmente solicitados e opinião de outros especialistas, se for o caso
j.Estado físico
k.Prescrição pré-anestésica
l.Consentimento informado específico para a anestesia
2.Ficha de anestesia, incluindo:
a.Identificação do(s) anestesiologista(s) responsável(is) e, se for o caso, registro do momento de transferência de responsabilidade durante o procedimento
b.Identificação do paciente
c.Início e término do procedimento
d.Técnica de anestesia empregada
e.Recursos de monitoração adotados
f.Registro da oxigenação, gás carbônico expirado final (nas situações onde foi utilizado), pressão arterial e freqüência cardíaca a intervalos não superiores a dez minutos
g.Soluções e fármacos administrados (momento de administração, via e dose)
h.Intercorrências e eventos adversos associados ou não à anestesia
3.Ficha de recuperação pós-anestésica, incluindo:
a.Identificação do(s) anestesiologista(s) responsável(is) e, se for o caso, registro do momento de transferência de responsabilidade durante o internamento na sala de recuperação pós-anestésica
b.Identificação do paciente
c.Momentos da admissão e da alta
d.Recursos de monitoração adotados
e.Registro da consciência, pressão arterial, freqüência cardíaca, oxigenação, atividade motora e intensidade da dor a intervalos não superiores a quinze minutos.
f.Soluções e fármacos administrados (momento de administração, via e dose)
g.Intercorrências e eventos adversos associados ou não à anestesia

ANEXO II - Equipamentos básicos para a administração da anestesia e suporte cardiorrespiratório:
1.Em cada sala onde se administra anestesia: secção de fluxo contínuo de gases, sistema respiratório e ventilatório completo e sistema de aspiração.
2.Na unidade onde se administra anestesia: desfibrilador, marca-passo transcutâneo (incluindo gerador e cabo).
3.Recomenda-se a monitoração da temperatura e sistemas para aquecimento de pacientes em anestesiapediátrica e geriátrica, bem como em procedimentos com duração superior a duas horas, nas demais situações.
4.Recomenda-se a adoção de sistemas automáticos de infusão para administração contínua de fármacos vasoativos e anestesia intravenosa contínua.

ANEXO III – Instrumental e materiais:
1.Máscaras faciais
2.Cânulas oronasofaríngeas
3.Máscaras laríngeas
4.Tubos traqueais e conectores
5.Seringas, agulhas e cateteres venosos descartáveis
6.Laringoscópio (cabos e lâminas)
7.Guia para tubo traqueal e pinça condutora
8.Dispositivo para cricotireostomia
9.Seringas, agulhas e cateteres descartáveis específicos para os diversos bloqueios anestésicos neuroaxiais e periféricos

ANEXO IV – Fármacos:
1.Agentes usados em anestesia, incluindo anestésicos locais, hipnoindutores, bloqueadores neuromusculares e seus antagonistas, anestésicos inalatórios e dantroleno sódico, opióides e seus antagonistas, antieméticos, analgésicos não-opióides, corticosteróides, inibidores H2, efedrina/etil-efrina,broncodilatadores, gluconato/cloreto de cálcio.
2.Agentes destinados à ressuscitação cardiopulmonar, incluindo adrenalina, atropina, amiodarona, sulfato de magnésio, dopamina, dobutamina, noradrenalina, bicarbonato de sódio, soluções para hidratação e expansores plasmáticos. 
NEWS.MED.BR, 2006. Nova Resolução do CFM: avaliação pré-anestésica passa a ser obrigatória, em consulta médica, antes da realização de qualquer tipo de ato anestésico. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/saude/1900/nova-resolucao-do-cfm-avaliacao-pre-anestesica-passa-a-ser-obrigatoria-em-consulta-medica-antes-da-realizacao-de-qualquer-tipo-de-ato-anestesico.htm>. Acesso em: 21 jan. 2013
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