sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fundação Ema Klabin promove Arte Papo com artistas contemporâneos

Vista geral da Instalação "Avant et après la lettre"
 na exposição "Chambres Sourdes",
Parc Culturel de Rentilly, França, 2011 - Foto: Marila Dardot
A partir de setembro, a Fundação Ema Gordon Klabin promove encontros mensais com conceituados artistas contemporâneos, com entrada franca.

O público poderá debater questões da arte contemporânea em um espaço cercado por mais de 1500 obras de arte de grandes mestres da pintura mundial.
O Arte Papo começa no próximo dia 16 de setembro, às 19h30, com Marilá Dardot. Com uma forte presença da literatura em seus trabalhos, a artista investiga a linguagem, a palavra e seus significados. Marilá participou de importantes mostras nacionais e internacionais e foi destaque na 29ª Bienal de São Paulo.
Em outubro, o Arte Papo traz à Fundação Ema Klabin a diretora e intérprete Juliana Moraes que desenvolve projetos de dança e performance no Brasil e no exterior.
Mestre em Poéticas Visuais, Luciano Zanette se apresenta em novembro. Indicado em 2011 ao Prêmio Investidor Profissional de Arte (PIPA) , o artista apresenta a seus espectadores esculturas, instalações e pinturas que investigam objetos do nosso cotidiano desprovidos de suas funções.
Nazareno Rodrigues finaliza o Arte Papo no mês dezembro. As lembranças da infância, jogos e brincadeiras compõem o universo das obras desse artista, que realiza desenhos, pequenas esculturas e objetos que se apresentam de forma sutil e singela.
A Fundação Ema Gordon Klabin fornecerá certificado a todos os participantes.

Serviço:
Arte Papo com artistas contemporâneos:
16 de setembro | Marilá Dardot
13 de outubro | Juliana Moraes
10 de novembro | Luciano Zanette
15 de dezembro | Nazareno Rodrigues
Horário: 19h30 Custo: Entrada Franca.
Endereço: Rua Portugal, 43, Jardim Europa - São Paulo.
Mais informações: 011 3062-5245 ou pelo site www.emaklabin.org.br

Exposição “Pintura Ampliada” reúne obras de três artistas cariocas no CCBNB-Fortaleza



O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108) abrirá, na próxima quinta-feira, 22, às 18 horas, a exposição coletiva “Pintura ampliada”, que reúne três artistas cariocas – Álvaro Seixas, Hugo Houayek e Rafael Alonso –, sob a curadoria do também carioca Felipe Scovino. Com entrada franca, a exposição ficará em cartaz até 30 de outubro (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; aos domingos, de 12h às 18h).

Texto curatorial (por Felipe Scovino)
O diálogo entre as obras expostas nessa mostra não se encontra na sua aparência imediata, mas na transformação simbólica que a pintura sofre na contemporaneidade, isto é, uma constante negociação entre a sua história e os incômodos questionamentos sobre a sua morte (e, portanto, validade) e a sua ligação com meios e técnicas que poderiam vislumbrar novas possibilidades para a sua aparição. Estamos sendo guiados pela experimentação desses artistas e não por uma tentativa fugidia e insípida de se criar uma “nova e radical condição para a pintura”.
A recusa à figuração reúne esse conjunto de obras que procura tratar do lugar sem o apoio de referências externas. Rafael Alonso nos remete à artificialidade de paisagens virtuais ao articular extensos campos de cores sintéticas e luminosas utilizando fitas adesivas. Há uma sensação de reconhecimento de uma paisagem aliada a uma delicada pesquisa sobre a abstração geométrica. A pintura em Alonso não é delimitadora de um espaço ou de fronteiras, mas estabelecimentos de dúvidas, que transmitem um forte sentimento de colisão entre imagem e realidade.
Na Instalação sem título, de Alvaro Seixas, a relação entre a forma como se dá a aparição das obras no espaço e as obras em si não é um mero acaso. Em uma trajetória que remonta a Malevich e a tradição de uma pintura que pensa o seu limite e a concepção de uma ideia de modernidade, o artista nos revela a condição de um estado contemporâneo para a pintura, que no caso dele se faz presente a partir de uma vagueza por meio de uma repetição de imagens já existentes na história da arte. Estamos diante de espessas camadas de tinta que recobrem a superfície revelando ora construções geométricas que guardam semelhanças com a história, ora composições pictóricas que dialogam com formas arquitetônicas. Aparição de vestígios que nos desafiam a buscar um entendimento não na exatidão da representação, mas no que o sensível exprime. Veladuras que, guardadas suas especificidades, criam um diálogo com a mais recente série de trabalhos de Alonso, na qual o artista por meio de inúmeras pinceladas recobre as imagens dos convites de exposição, questionando uma espécie de lugar para a imagem.
Na obra de Houayek, acreditamos ser significativo que seus trabalhos tenham emergido da pintura, e tenham modificado a orientação da mesma. É uma obra, que por se localizar na fronteira entre ser pintura ou escultura, exibe o comportamento dos materiais, originando daí o seu significado. Acentuando o caráter de camuflagem, sua pintura quer a todo momento exibir as idas e vindas entre ideia e imagem, entre imagem e fala. Entendimentos de um mundo por meio das experiências daqueles que legitimam para nós sua presença e que, ao mesmo tempo, nos revela quanto esse tecido de certezas que o constitui é frágil e consistente.
Pintura ampliada não quer afirmar um estado de novidade, mas de negociação entre a pintura e uma ideia de mundo, que pode ser entendida como irônica, vaga, cruel, reticente, mas nunca irrelevante.

Exposição coletiva no CCBNB-Fortaleza põe em foco a presença da pintura em outras mídias

Elton Lucio




Nina Matos
O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108) abrirá, na próxima quinta-feira, 22, às 18 horas, a exposição “Entre 8”, reunindo os seguintes artistas: Andrei Thomaz (RS), Bruno Vieira (PE), Chico Fernandes (RJ), Elton Lúcio (MG), Flávio Lamenha (SP), Nina Matos (PA), Rodrigo Mogiz (MG) e Thiago Martins de Melo (MA). Com entrada franca, a exposição ficará em cartaz até 30 de outubro (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; e aos domingos, de 12h às 18h).
Chico Fernandes

Entre 8 (por Bruno Vieira e Thiago Martins de Melo)
“ENTRE 8” põe em foco a presença da pintura em outras mídias, bem como o seu impacto na variedade de meios possíveis no campo da arte e da própria pintura atual. A proposta apresenta artistas que trabalham na fronteira entre esses meios e habitam áreas de interseção com a pintura. A fotografia e o vídeo desenvolvem um importante papel nesse território. Paradoxalmente em uma mostra cujo foco é a pintura, o elemento da fotografia clareia certos aspectos, incorporando abordagens que derivam da pintura e provendo artistas de uma fonte imagética aparentemente diversa a este que é o território e o potencial mais controverso da arte contemporânea.
Bruno Vieira
A proposta dessa exposição coletiva “Entre 8” surgiu da tecla Enter das mensagens instantâneas, dos e-mails trocados, diálogos via msn, skype, debates, ligações, conexões via web. “Entre” significa estar entre uma coisa e outra, entre um discurso pictórico, de conceitos e de uma prática manual, a qual implica uma mistura de tintas, cores, formas. Os trabalhos apresentados dessa proposta versam sobre pintura: ora são construídos manualmente ou através dos meios tecnológicos, desde arte interativa, da fotografia digital manipulada, ou por objeto que recebe um tratamento de forma a entender aspectos da pintura ocidental.
Passam pela linha até chegar aos pontos de fuga, deslizam pelas camadas, sobreposições que levam ao auto-retrato, até chegar por fim a paisagem. Temos adjacências em comum, debatidas por todos os artistas envolvidos nessa exposição coletiva no Banco do Nordeste, em Fortaleza. Estes oito artistas, mesmo distantes geograficamente e tendo construções poéticas diferentes, trocam idéias e vêem-se conectados de alguma maneira, são conexões vivas postas diante da vida. A exposição reúne um total de 20 trabalhos, entre fotografias, pinturas, vídeo e instalação.
Rodrigo Mogiz Mapa