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terça-feira, 6 de abril de 2010

Aquisição de caças para a Força Aérea Brasileira

Neste momento os olhos da imprensa estão voltados para o processo de negociação de compra dos caças para a Força Aérea Brasileira. Um investimento de cerca de US$ 2 bilhões. Entretanto, a discussão sobre o tema vai muito além da política.
Sendo assim, abordar o contexto da decisão do governo brasileiro frente à concorrência (Americana, Francesa e Sueca) com uma visão mais ampla é fundamental, seja mercadológica, econômica, militar e até mesmo relacionado à infra-estrutura brasileira para receber estes caças.

Para falar a respeito destes assuntos, o profissional Fernando Arbache, doutor em Inteligência de Mercado (ITA), professor do Alto Comando da Marinha de Guerra Brasileira, nas cadeiras de Logística e Sistemas de Informação e Pesquisador do ITA, em Inteligência de Mercado e Simulação, e do CNPq. é especialista no que diz respeito às estratégias diversificadas da indústria aeronáutica.
Entre os assuntos que o especialista pode abordar com excelência, destacam-se:
A importância da transferência de tecnologia bélica, como estímulo da economia brasileira: a possibilidade de produção dos caças aqui no Brasil garante não apenas a redução de custos em relação à manutenção dos caças, mas também a possibilidade de uso e incentivo em áreas civis. Como exemplo da tecnologia desenvolvida no Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA para a aeronave Bandeirante, que beneficiou não apenas a Aeronáutica e a Embraer, mas todo o parque tecnológico brasileiro.
O perigo da dependência de fornecimento de material bélico perante uma guerra entre países: A exemplo do que aconteceu na Argentina, quando o país frente a uma grave crise econômica, invadiu a Falklands/Malvinas buscando recuperar o arquipélago, que uma vez pertenceu a nação, mas agora pertence à Grã-Bretanha, membro da OTAN. Grande parte das aeronaves da Força Aérea Argentina são francesas, país também membro da OTAN. Com a guerra e o apoio da OTAN à Grã Bretanha, a Argentina ficou impossibilitada de adquirir novos produtos, como mísseis, visto que não possuíam a tecnologia para produzir o armamento e a França se negou a fornecer.

Multiplicação de parceiros estratégicos como forma de se tornar uma potência econômica mundial: Análise perante o mercado norte-americano, francês e sueco, como diversificação estratégica do ponto de vista econômico e geopolítico.
· Vantagens e Desvantagens de cada um dos concorrentes: Suecos, Franceses e Norte Americanos.

Visão de mercado: venda dos caças no futuro como forma de obtenção de divisas que ajudariam a enriquecer o tesouro nacional.

Investimento em infra-estrutura: Quanto seria necessário o governo investir em infra-estrutura para se adequar às necessidades dos caças? Adaptação da aeronave para infra-estrutura existente brasileira.

Diplomacia versus Economia: Qual a prioridade do governo em relação à escolha entre os concorrentes dos caças?

Fernando Arbache – presidente da Arbache Consultoria, doutor em Inteligência de Mercado (ITA), Sistemas de Informação (COPPE/UFRJ), atualmente é docente das cadeiras de Logística e Administração de Projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Professor do Alto Comando da Marinha de Guerra Brasileira, nas cadeiras de Logística e Sistemas de Informação. Pesquisador do ITA, em Inteligência de Mercado e Simulação, e do CNPq. Também é desenvolvedor de sistemas de novas tecnologias em CRM, ERP e Business Intelligence.