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terça-feira, 16 de março de 2010

Retirada de tatuagem com procedimentos a laser, atrai jovens

O preço acessível e a variedade de formas e cores levou muita gente a optar por ter uma tatuagem na pele. Os desenhos são feitos com pigmentos que atingem vários níveis da derme, o que permite a duração prolongada das ilustrações. O curioso é que, assim como cresce o número de pessoas tatuadas, aumenta também a quantidade de consultas para retirar os desenhos. Dermatologistas do mundo todo recebem diariamente jovens e adultos insatisfeitos com suas tatuagens, pedindo para que elas sejam removidas. Isso pode ser explicado pela popularização dos tratamentos com laser, que apresentam ótimos resultados.
"Décadas atrás, a saída para esses casos era a retirada cirúrgica ou a dermoabrasão, que consiste no lixamento da pele tatuada", conta a dermatologista Dra. Christiana Blattner. Mesmo com a retirada do desenho, esses procedimentos facilitavam o surgimento de cicatrizes que incomodavam mais do que a tatuagem. A tecnologia a serviço da estética deu um ponto final nesse período. Dois tipos de laser se destacam como os melhores para a retirada das tatuagens: Alexandrite e o ND-Yag.
"Os lasers Alexandrite e ND-Yag atuam somente nos pigmentos, sendo menos agressivos, menos invasivos. Eles explodem os pigmentos da tatuagem em partículas menores, sem ocorrência de cicatrizes, por isso permitem a recuperação mais rápida da pele", esclarece a médica, que trabalha há 18 anos com lasers. A dermatologista explica que as aplicações de laser são de acordo com a cor do desenho: o laser de Alexandrite é utilizado para tatuagens escuras; já para remoção de cores vermelhas e amarelas utiliza-se o ND-Yag laser. Em ambos os casos, a aplicação do laser promove uma explosão do pigmento em partículas menores que serão absorvidas pela pele.
O procedimento para a retirada das tatuagens é dividido em sessões, de acordo com o tamanho e o local da tatuagem. Blattner esclarece que o sucesso do procedimento depende também de outros fatores como cores utilizadas nos desenhos e da profundidade do pigmento na pele. "É necessário dizer que há pigmentos complexos de serem retirados, como o vermelho e marrom, pois eles são produzidos a partir do óxido de ferro, muito comum para destacar as sobrancelhas. Com a aplicação do laser, eles podem escurecer", conta a dermatologista.
Dra. Christiana Blattner ressalta que as sessões não são totalmente indolores, mas o tratamento é bem suportado. Ela faz um alerta, pois a facilidade da retirada fez com que jovens se arrependessem dos desenhos precipitadamente. "Sempre converso antes com o paciente, peço para ele me procurar dentro de dois meses, porque do mesmo jeito que ele foi precipitado para fazer a tatuagem, ele pode estar sendo para ficar sem ela", conta.
É importante que o paciente também saiba que, em muitos casos, não é possível remover toda a tatuagem. Pigmentos mais profundos continuam na pele, como se fossem uma sombra do que foi a tatuagem. Há casos em que a pele tratada fica mais clara, como uma mancha, ou mais escura, por conta da hiperpigmentação.

Sobre a Dra. Christiana Blattner:
É formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (1985). Foi Professora Assistente de Dermatologia no HMC, de 1988 a 1993. Fez residência no Hospital Municipal de Campinas e recebeu o Título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia no ano de 1989. É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Fez curso e treinamento em laser na Holanda, Bélgica e EUA e trabalha com a utilização de laser desde 1997. É membro do corpo clínico do Hospital Centro Médico de Campinas. A Dermatolaser, clínica em que a médica atende aos seus pacientes, localiza-se no número 2.280 da Avenida José Bonifácio. Mais informações no site www.dermatolaser.com.br