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terça-feira, 16 de março de 2010

Cirurgias refrativas - evolução no procedimento operatório atrai pacientes

Especialista em cirurgias refrativas, Dr. Waldir Portellinha afirma que métodos cirúrgicos para problemas refrativos são seguros e podem devolver saúde e autoestima para os pacientes

Astigmatismo, hipermetropia e miopia são anomalias comuns, mas cada vez mais corrigidas em um processo cirúrgico rápido e seguro. Os motivos variam do aspecto estético (em não mais utilizar óculos) ou mesmo pela praticidade (em não ter que colocar lentes de contatos todos os dias). “Atualmente, corrigir certas patologias refrativas é mais simples do se possa imaginar. Os pacientes podem recuperar a saúde e a autoestima em pouco tempo, pois com a evolução das cirurgias refrativas os procedimentos são seguros e precisos e os riscos de complicações são mínimos”, revela o oftalmologista e presidente do Conselho da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa, Dr. Waldir Portellinha, de São Paulo.

As cirurgias refrativas ganharam a confiança dos pacientes nos últimos anos e os números não param de crescer. São cerca 800 pacientes atendidos por mês no Excimer Laser Santa Cruz, maior centro especializado em cirurgia a laser para correção da miopia, hipermetropia e astigmatismo. A rapidez da cirurgia em parte é resultado de investimento em tecnologia de ponta. “Contamos hoje com os melhores equipamentos voltados às doenças refrativas. E também, atuamos com profissionais qualificados para atender a qualquer tratamento oftalmológico”, declara o especialista.


Quem pode fazer?

Todos os pacientes que apresentam algum tipo de doença refrativa – astigmatismo, miopia, hipermetropia. São realizados exames para diagnosticar as doenças e especialmente, para verificar a proporção do problema. “Após um check-up preciso, através de equipamentos como aberrometro, responsável por mapear com exatidão o tamanho da ‘aberração’ ocular é possível saber o tamanho e as deformidades na córnea do paciente. Então, proponho a realização de uma cirurgia personalizada. As técnicas utilizadas são duas: LASIK (a aplicação do laser é realizada no meio da córnea) ou PRK (procedimento realizado com laser na superfície da córnea). As duas técnicas corrigem as alterações da córnea”. Dependendo da avaliação oftalmológica o especialista indica uma ou outra técnica.

Nem todos os indivíduos podem ser submetidos à cirurgia. As principais contraindicações são aos portadores de ceratocone ou pseudo-ceratoconeo.


Pós- operatório

Alguns cuidados são fundamentais para evitar possíveis infecções e acelerar a recuperação. São eles:

- Após o término da cirurgia, evitar ficar com os olhos abertos, pois podem secá-los. Além do que eles precisam descansar para recuperar da agressão sofrida pela cirurgia;

- Cumprir com a medicação recomendada pelo médico;

- Caso seja colocada uma lente de contato terapêutica, não remova. Mesmo que os olhos apresentem sintomas como: ardor ocular, lacrimejamento, vermelhidão, visão embaçada, sensação de areia e corpo estranho;

- Evitar esfregar os olhos porque a aderência interfere na cicatrização;

- Usar óculos escuros, especialmente quando os olhos estão expostos ao sol. Afinal os olhos ficam mais sensíveis;

- Evitar piscinas, praias e mergulhos para não correr o risco de expor os olhos à água contaminada;

- Ao tomar banho, cuidar para que xampu, sabonete ou condicionador não atinja os olhos.


Avanços no processo cirúrgico

A primeira cirurgia refrativa no Brasil ocorreu na década de 80. A técnica utilizada naquela época era o bisturi de diamante. Já no começo dos anos 90 foi realizada a primeira cirurgia a laser. “O equipamento era ainda muito rudimentar e não tínhamos a precisão exata de dados, como a gravidade da doença de cada paciente. Isso prejudicava os resultados da cirurgia. Muitos pacientes que realizaram a operação ficaram com limitações, como por exemplo, à noite no escuro, quando a pupila se dilatava, passavam a enxergar embaçado.

Porém, hoje os tempos são outros. Graças aos avanços tecnológicos e ao brilhante trabalho dos especialistas a cirurgia refrativa desponta como um procedimento seguro e bem sucedido. “O percentual de insucesso é menor que 0,05% dos pacientes operados”, encerra o médico.


Sobre o especialista:

O Dr. Waldir Portellinha atua como presidente do Conselho da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa. Tornou-se especialista em Oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina e Associação Médica Brasileira. Dentre os cursos de destaque estão os de Ciências Básicas em Oftalmologia, pela Universidade de Puerto Rico e Especialização em Cirurgia Plástica Ocular na Universidade da Califórnia, São Francisco. Mestrado e Doutorado em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina. É proprietário da Clínica Oftalmológica Dr. Portellinha.