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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

CDHU avança em ações de sustentabilidade e adere à Campanha "One Degree Less"

Foto de Clóvis Deangelo

Conjunto Habitacional Recanto dos Juritis, no Bairro Água Branca, em Ilhabela, escolhido para rceber projeto-piloto de pintura branca nos telhados.

Iniciativa do Green Building Council Brasil pretende reduzir em um grau a temperatura nos grandes centros urbanos; empreendimento da CDHU em Ilhabela recebeu projeto-piloto
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) deu mais um importante passo na promoção de empreendimentos habitacionais sustentáveis. O secretário de Estado da Habitação e presidente da Companhia, Lair Krähenbühl, assinou, nesta quinta-feira, 3 de setembro, em Ilhabela, a adesão da CDHU à Campanha "One Degree Less – Um Grau a Menos", do Green Building Council Brasil (GBC), que visa, por meio de ações construtivas simples, diminuir em até um grau a temperatura nos centros urbanos.
A adesão da CDHU à Campanha "One Degree Less" aconteceu durante as comemorações do aniversário de 204 anos da cidade de Ilhabela. O Conjunto Habitacional Recanto dos Juritis, no bairro Água Branca, escolhido para ser piloto, está recebendo a pintura branca no telhado. Lair Krähenbühl citou a importância da Campanha e as realizações da CDHU no incentivo e promoção da sustentabilidade nas construções da Companhia. "Diminuindo a temperatura no interior das casas melhoramos a qualidade de vida das pessoas, além de diminuir a emissão de CO² e contribuir para a redução do aquecimento global. A CDHU tem um compromisso com a sustentabilidade, por isso já adotamos o terceiro dormitório e o aquecedor solar, entre muitas outras ações", disse. Desde 2007, a Companhia está investindo em produção habitacional e urbana sustentável e com responsabilidade social.
A campanha do GBC Brasil, organização não governamental que tem como missão o desenvolvimento da construção sustentável no país, estimula a diminuição da temperatura ambiental nas chamadas "ilhas de calor", por meio da adoção de telhados que refletem os raios solares calor do sol. A ação é simples. Consiste no uso de tinta branca, ou outro material de cor clara, no revestimento dos telhados e coberturas. "Essa parceria com a CDHU vem formalizar uma questão sempre debatida e muito presente no Governo de São Paulo, que é a promoção da sustentabilidade", disse Nelson Kawakami, diretor-executivo do GBC Brasil.
No mesmo evento, foi assinado um protocolo de intenções do Programa Especial de Melhorias (PEM) entre a Secretaria de Habitação e a Prefeitura de Ilhabela. O PEM destina recursos para obras de infraestrutura em conjuntos habitacionais já existentes. "Com o protocolo vamos ter um centro de convivência e a separação dos medidores de água do conjunto Recantos dos Juritis, que é mais uma ação de sustentabilidade da CDHU, já que incentiva a economia de água", disse o prefeito Toninho Colucci.
A operadora de caixa Zélia Maria de Souza, 42 anos, moradora do último andar do bloco A do Conjunto Recanto dos Juritis, disse que a temperatura do apartamento melhorou depois da pintura. "Moro aqui há um ano e oito meses, meus filhos sofrem muito com o calor, mas nestes quatro dias depois que pintaram já deu pra sentir que está mais fresco", disse. A Tinta usada pela CDHU tem como característica a redução da temperatura durante o verão e o aquecimento no inverno.
A Campanha "One Degree Less" deverá ser expandida para todos os conjuntos da CDHU, novos ou antigos. "Vamos pintar, gradualmente, o telhado dos conjuntos já entregues. Começaremos pelos da região do litoral e depois iremos para o Interior. Os novos já estão sendo construídos com telhados mais claros", disse o secretário Lair Krähenbühl. Os benefícios dos telhados brancos são muitos: aumento da qualidade ambiental no interior das moradias, proporcionando bem-estar aos usuários; diminuição da emissão de CO²; fácil aplicação e pouca manutenção; contribuição para a redução do aquecimento global; entre outros.
CDHU e compromisso com a sustentabilidade - O foco da CDHU na sustentabilidade e na preservação do meio ambiente se tornou prioridade nesta gestão. Em 2007, a Companhia firmou dois acordos para diminuir o impacto ambiental causado pela construção de moradias de Interesse Social. Entre os compromissos assumidos estão: minimizar os resíduos de matéria-prima durante a obra; comprar insumos de empresas que respeitem protocolos de sustentabilidade; utilizar madeira com certificado de origem; cobrar regulagem dos veículos de transportadoras de insumos; promover a destinação adequada de resíduos de obras ou demolições; contribuir com a arborização do entorno dos conjuntos e reflorestar áreas de margens de cursos d'água existentes nos empreendimentos.
Outra importante ação foi a assinatura, no ano passado, de Protocolo de Cooperação entre as Secretarias Estaduais da Habitação e a do Meio Ambiente com as principais entidades da indústria da construção civil e do ramo imobiliário. No documento, empresas e entidades se comprometeram a promover o desenvolvimento sustentável do setor por meio de ações voltadas para este fim, desde a elaboração do projeto até a construção dos imóveis, passando pela escolha dos fornecedores e o uso eficiente dos materiais.
Além disso, A CDHU firmou um Termo de Cooperação com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) com o objetivo unir conhecimento técnico, recursos materiais e financeiros para promover estudos tecnológicos voltados ao uso racional de recursos naturais e ao emprego adequado de materiais nas construções.
A visão da CDHU sobre sustentabilidade e preservação do meio ambiente já faz parte do dia a dia dos canteiros de obras. Melhorias presentes nos novos modelos de moradias da Companhia proporcionam desde a redução do consumo de energia, por meio do uso de aquecedores solares, até o impedimento da derrubada de árvores, trocando a madeira usada nas estruturas dos telhados das casas por metal.
A Companhia adotou também diversos itens em seus imóveis para melhorar a qualidade de vida dos moradores. Ampliou o pé-direito de 2,40 para 2,60 metros, aumentando o conforto térmico, revestiu os imóveis com azulejos na cozinha e banheiro e pisos cerâmicos em todos os cômodos e passou a produzir casas e apartamentos com três dormitórios, entre outras medidas inéditas no setor de moradias populares.
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