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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Amar o próximo exige ações concretas

Os chefes de Israel apontavam o dedo para Jesus e comentavam de maneira escandalizada que Ele acolhia os pecadores e até mesmo fazia refeições em sua companhia. Para um judeu daquele tempo isso era motivo de escândalo, já que não era hábito comer com um inimigo ou visitar a casa de pecadores. Por isso, eles se questionavam: “Como esse homem pode ser bom se acolhe pecadores e faz refeição com eles?”.
Hoje vemos o exemplo que Jesus nos deixou. Justamente porque o Senhor acolhia os pecadores e fazia a refeição junto a eles, mostrando-nos todo bem que há nesse gesto, que Ele nos revela ser uma Pessoa boa. Acolher os pecadores significa muito mais que qualquer cura que Ele fez e faz.
Quando Jesus mostra, na essência, a Sua misericórdia e acolhe os pecadores, tornando-se íntimo deles, Ele opera a maior maravilha. Como filhos de Deus temos de fazer o mesmo. Há muitos necessitados ao nosso redor. Então, mais do que nunca, somos chamados a viver concretamente o amor por eles.
Jesus nos fala de dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, de vestir aquele que não tem roupa, de socorrer o que está doente, de visitar aquele que está na cadeia, de dar amparo ao peregrino, e até mesmo de acolhê-lo em nossa casa, se for necessário. É a isso que Jesus está se referindo ao falar dos pequeninos.
Muitos de nós temos recebido a graça da renovação espiritual. Somos despertados para a oração, para a Palavra de Deus, para a pregação do Evangelho. Contudo, ninguém pode viver se “escondendo” atrás desta ou daquela espiritualidade e não fazer nada de concreto, pelo seu irmão. Isso é vontade de Deus. Isso é amar o próximo como a si mesmo. Isso é viver a caridade concretamente.

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib (http://www.cancaonova.com/)
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