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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Engenharia Química da FEI produz etanol a partir da casca de banana

Com aproximadamente 1 kg de cascas, o teor de etanol foi de 10% a 15%, o equivalente entre 127 e 190 ml
Pesquisa é um dos quatro projetos desenvolvidos por alunos do curso de Engenharia Química da FEI, que serão apresentados no próximo dia 19, no campus São Bernardo

Como a banana é considerada a fruta tropical mais popular do mundo, os alunos do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) resolveram fazer jus ao potencial da fruta: pesquisaram e encontraram na casca da fruta uma alternativa viável para a produção de etanol. Outra descoberta que os estudantes acabam de fazer é o desenvolvimento de biogás a partir da mistura de esterco bovino e resíduos orgânicos contendo glicerina. Estes e mais dois trabalhos, com foco na sustentabilidade, serão mostrados no dia 19 de junho, a partir das 19h, no campus São Bernardo, durante a VIII Profeq – Apresentação dos Projetos de Formatura do curso de Engenharia Química da FEI.

Durante os testes de laboratório do projeto ‘Obtenção de Etanol a partir de Casca de Banana’, um grupo conseguiu o etanol por meio de fermentação. Com aproximadamente 1 kg de cascas, o teor foi de 10% a 15%, o equivalente entre 127 e 190 ml. Além da pesquisa, os formandos também desenvolveram um projeto completo para quem quiser fabricar o produto em escala industrial. Para uma produção alimentada com 10 mil kg de cascas por hora, a capacidade de produção será de 1.670, 6 kg de etanol por hora, o correspondente a 2.115 litros por hora. Em um ano, a empresa pode alcançar 14.033 toneladas do produto, o que representa 16,8 milhões de litros.

De acordo com o grupo, o custo do investimento é de R$ 9,5 milhões e inclui equipamentos como difusor, caldeira, dornas, trocadores de calor torre de resfriamento e colunas de destilação. “A ideia de produzir etanol a partir da casca de banana surgiu devido à importância mundial do etanol e o consumo da fruta no Brasil”, justifica a formanda Nathália Chizzolini, ao adiantar que o bagaço extraído da fruta pode ser utilizado para queima ou como adubo. “A pesquisa é também uma opção futura para a redução do uso de combustíveis derivados do petróleo”, sugere.

Outro projeto que será apresentado na VIII Profeq é a produção de biogás desenvolvido a partir de esterco bovino e resíduos que contêm glicerina como matéria-prima. O projeto tem o objetivo de reduzir os impactos ambientais decorrentes do descarte de resíduos da produção de biodiesel e de materiais orgânicos, na transformação do biogás em energia elétrica. Os alunos utilizaram como exemplo uma fazenda, localizada em Mococa, São Paulo, com 70 cabeças de gado e uma necessidade energética diária de 315 kWh. Com o volume de esterco gerado pelo rebanho e considerando a eficiência do conjunto motor/gerador de 30%, o novo modelo é capaz de fornecer 190 kWh por dia, que equivale a 60% da energia necessária para a fazenda.

CONFIRA MAIS DOIS PROJETOS:
Cachaçaria autossustentável – Os formandos levantaram a viabilidade de uma cachaçaria auto-sustentável para o interior de São Paulo, com capacidade de produção de 4,9 milhões de litros de bebida por ano. A usina projetada é autossuficiente em energia elétrica e térmica, obtidas a partir da queima do bagaço de cana-de-açúcar. Para a produção em escala, são necessários equipamentos como desfibradores de cana, difusores, moenda de secagem, dornas de fermentação, trocadores de calor, caldeiras, tanques de armazenamento e um tubo gerador. Com essa produção e um preço de R $0,43 por litro de cachaça, a estimativa é de uma receita bruta anual de R$ 2,10 milhões e custos de operação R$ 0,65 milhões. Em 25 anos, o projeto poderá alcançar uma taxa interna de retorno de 33%. “É um número bastante atraente em termos de investimento, já que atualmente a taxa oficial de juros no Brasil beira os 10%”, calcula o grupo, formado por João Mário Teixeira Filho, Maíra Cabral Torelli, Raq uel Colpaert Halt e William Guglielmi de Souza Neto.

Reuso de água – Outro projeto visa projetar um sistema de tratamento de esgoto para reuso da água seguindo os padrões de qualidade estabelecidos pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). Os alunos buscaram no próprio campus da FEI a aplicação do projeto para o tratamento do esgoto sanitário. Para isso realizaram duas coletas de esgoto e concluíram que a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) é viável e precisa de oito unidades de trabalho para a implemementação do sistema de reuso: caixa separadora de óleos e gorduras, tanque de equalização, tanque de aeração, digestor de lodo, decantores, tanque de passagem, filtros e tanque de armazenamento.

créditos: Rafael Guadeluppe/FEI
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