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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Tuberculose: Brasil registra queda de 24,4% em sete anos

Relatório do Ministério da Saúde aponta queda de 24,4% na incidência e 31% nas mortes por tuberculose no país em sete anos.
No último ano, foram registrados 72 mil novos casos, com uma média nacional de 38,2 casos por 100 mil habitantes. O levantamento também aponta 4,5 mil mortes em decorrência da doença. No Brasil, 70% dos casos estão concentrados em 315 dos 5.565 municípios.
As maiores incidências estão nos estados do Rio de Janeiro (73,27 por 100 mil), Amazonas (67,60), Pernambuco (47,79), Pará (45,69) e Ceará (42,12). A região Centro-Oeste é a que apresenta a menor taxa do país – em Goiás, são 9,57 por 100 mil habitantes. No Distrito Federal, 12,09 por 100 mil. A incidência entre os homens (cerca de 50 por 100 mil) é o dobro do que entre as mulheres. Já as populações mais vulneráveis são as indígenas (incidência quatro vezes maior do que a média nacional); portadores de HIV (30 vezes maior); presidiários (40 vezes maior); e moradores de rua (60 vezes maior). No entanto, há ocorrências em todos os segmentos da sociedade, independente da renda ou da escolaridade.
CONTROLE – Em 2003, o combate à tuberculose foi incluído entre as prioridades do Ministério da Saúde. Desde então, registra-se uma queda média de 1,6% ao ano na incidência. A meta nacional, que seguramente será atingida, é chegar a 2011 com, no máximo, 70 mil novos casos. E, até 2015, reduzir pela metade a taxa registrada nos anos 1990, que teve em média 80 mil novos casos.
O ano de 1990 é referência para o controle da tuberculose no mundo, quando foram estabelecidos os Objetivos do Milênio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 22 países concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo. Nos últimos três anos, o Brasil passou da 14ª para a 16ª posição no ranking mundial da doença, segundo dados do último relatório da OMS. “Nosso objetivo é sair dessa relação em curto prazo”, afirma Draurio Barreira, coordenador geral do Programa de Controle da Tuberculose no Ministério da Saúde. Em termos de incidência, o Brasil ocupa a 108º posição na lista internacional. A próxima edição do Relatório Mundial da Tuberculose da OMS será divulgada nesta terça-feira, 24 de março, Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A apresentação será durante o 3º Fórum de Parceiros Stop TB, evento internacional que acontece no Rio de Janeiro, de 23 a 25 de março. Esta será a primeira vez que o fórum acontece em um país da América Latina. O Brasil foi escolhido porque, embora integre a lista dos 22 países com maior número de casos, tem se destacado no cenário internacional pelos esforços direcionados ao combate à tuberculose e pelos resultados já alcançados.
AÇÕES – Com orçamento nacional para o controle da tuberculose ampliado em mais de 10 vezes desde 2002, o Ministério da Saúde planeja eliminar a doença como um problema de saúde pública até 2050. Somente em 2008 foram investidos 69,1 milhões de dólares no programa de combate e controle à tuberculose. Várias ações realizadas no país contam com o apoio do Fundo Global contra a Tuberculose, a Aids e a Malária, sediado em Genebra. Além disso, o Ministério da Saúde tem investido parte do orçamento na assistência aos pacientes com o bacilo de Koch. Todos têm acesso ao tratamento na rede pública (consultas, exames, medicação, internação). O Ministério da Saúde também vem expandindo o Tratamento Supervisionado (da sigla inglesa Directly Observed Treatment Short-Course), que já tem cobertura de 86% na rede pública. Esse programa consiste em oferecer aos pacientes o monitoramento mais intenso por parte dos profissionais. O objetivo é garantir que essas pessoas completem o ciclo de tratamento, em vez de abandoná-lo antes de estar curado. Isso porque ao ser iniciado o tratamento, o desafio passa a ser a adesão durante o tempo necessário para a cura, que leva, em geral, seis meses. “Os sintomas regridem muito rapidamente. Imagine um tratamento de seis meses em que com 15 dias o paciente se sente bem, então ele acaba por abandoná-lo”, observa Barreira.
HISTÓRICO – A tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (mycobacterium tuberculosis) que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões. É transmitido pelo ar, quando o paciente tosse, fala ou espirra. Os principais sintomas são tosse prolongada, cansaço, emagrecimento, febre e sudorese noturna. Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como uma emergência global. Abaixo listamos algumas informações relevantes sobre a doença: O que é a tuberculose? · Uma doença causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões. · É transmitido pelo ar, quando o paciente tosse, fala ou espirra. · Os principais sintomas são tosse prolongada, cansaço, emagrecimento, febre e sudorese noturna · Uma pessoa infectada não se sente doente e não transmite a bactéria, mas pode desenvolver a doença no futuro. · A TB estava em declínio na grande maioria dos países até a década de 80, quando houve um aumento da doença no mundo inteiro, associado ao surgimento do vírus aids que deixa as pessoas mais suscetíveis à TB. · O tratamento disponível hoje é o mesmo há quase 40 anos, embora ainda eficaz e custo-efetivo, são poucas as pesquisam sobre novas drogas; · O diagnóstico laboratorial é o mesmo há mais de 100 anos; Os novos testes são caros e pouco disponíveis para utilização em países desenvolvidos com alta carga da doença; · A vacina BCG, disponível há mais de 80 anos, só é eficaz para prevenir as formas mais graves da doença, especialmente em crianças; não mostra impacto no controle da epidemia. Vários fatores favorecem a disseminação do bacilo e dificultam o controle da doença, como: · A epidemia do HIV/aids; · A aglomeração urbana; · A desigualdade social, com o aumento de bolsões de pobreza ao redor das grandes metrópoles; · O tratamento longo (no mínimo 6 meses), com alguns efeitos colaterais e o conseqüente abandono do tratamento que contribui para o surgimento da tuberculose multirresistente, fenômeno que emerge em todo o mundo. A tuberculose no mundo · Em 1993 a OMS declarou a TB como uma emergência global; · Estima-se que um terço da população mundial esteja infectada pelo bacilo de Koch; · Nove milhões de pessoas adoecem por ano; · Incidência de 140 casos por 100 mil habitantes; · Quase 2 milhões de óbitos por tuberculose. A tuberculose no Brasil · Em 2003 o Ministério da Saúde do Brasil declarou o controle da tuberculose como uma prioridade nacional; · Cerca de 65 milhões de infectados; · Aproximadamente 80 mil pessoas adoecem a cada ano; · Incidência de 39 casos por 100 mil habitantes; · Cerca de cinco mil óbitos por ano; · 70% dos casos estão em 315 maiores municípios, considerados prioritários. · A tuberculose hoje é a principal causa de óbito entre pessoas vivendo com HIV/aids. A associação TB/HIV agrega à discussão o forte estigma, principalmente no ambiente social e de trabalho. Há populações muito vulneráveis que têm mais chance de adoecer que a população em geral, que são um grande desafio para o enfrentamento da epidemia, como: · População indígena: 4 vezes · Portadores do HIV: 30 vezes · População prisional: 40 vezes · População de rua: 60 vezes





*Agência Saúde*
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Assista um vídeo sobre o tema "Campanha educativa sobre a tuberculose" realizada na favela da Rocinha no Rio de Janeiro, onde agentes de saúde, pacientes e comunidade alertam sobre as formas de infecção, sintomas e tratamento da doença.Produzido pela ONG TRANSFORMARTE, o video teve uma participação especial do Fórum ONGs TB-RJ


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Mural: