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segunda-feira, 30 de março de 2009

Redução de IPI deixará materiais de construção mais baratos

Medida anunciada hoje pelo Governo Federal vai reduzir o preço dos produtos de 5% a 8%
O Governo Federal anunciou em 30/03 a tão esperada redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para 30 itens de material de construção, válida a partir de 1º de abril por três meses.
O presidente da Anamaco, Cláudio Conz, participou da solenidade de anúncio das medidas e comemorou a desoneração. “Apesar de temporária, essa redução de impostos já traz efeitos imediatos para o setor, diminuindo o preço dos produtos beneficiados de 5% a 8% para o consumidor final. Esperamos, com isso, uma recuperação nas vendas que, no primeiro bimestre de 2009, na comparação com o mesmo período do ano passado, caíram 12%”, declara Conz.
Segundo o presidente da Anamaco, as medidas anunciadas hoje complementam as reivindicações da cadeia produtiva e estimulam a construção auto-gerida, que é responsável por 77% do consumo dos materiais de construção no país. “O Brasil é construído pelos milhões de brasileiros que contratam um arquiteto e um engenheiro e gerenciam a sua própria obra. Um estudo da Anamaco desenvolvido em parceria com a Latin Panel revelou que dois terços das residências do país necessitam efetivamente de algum tipo de reforma e essa redução de IPI vem, sobretudo, facilitar esse acesso aos materiais, sobretudo à população de menor poder aquisitivo”, completa.

Crescimento de 5% em 2009

Em função dos índices do setor no primeiro bimestre do ano, a Anamaco teve que rever a sua expectativa de desempenho para 2009, que antes previa um crescimento de 8,5% sobre 2008. “As vendas em janeiro e fevereiro ficaram aquém do que estávamos esperando e, em função disso, tivemos que readequar a nossa perspectiva para o ano. Mas continuamos falando em crescimento, mas de 5% em 2009, o que para nós será um grande feito, pois estamos vindo de 4 anos de um bom crescimento consecutivo”, explica Conz.
Em 2008, o varejo de material de construção cresceu 9,5% sobre 2007, com faturamento de R$ 43,23 bilhões.

Grupo de Acompanhamento da Crise
O presidente da Anamaco, Cláudio Conz, integra o Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), criado pelo Governo Federal no início do ano para acompanhar os reflexos da crise econômica internacional nos setores da economia brasileira.
O GAC se reúne uma vez por mês, coordenado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir propostas de ações a serem tomadas pelo Governo Federal, com o intuito de auxiliar esses setores a enfrentar os desdobramentos da crise, mantendo a economia brasileira aquecida.
Durante os encontros realizados até o momento, Conz pediu que as operações de microcrédito contemplem a compra de material de construção. Este processo é feito pelos bancos utilizando 2% do compulsório sobre os depósitos à vista, e atualmente a legislação não permite o uso deste valor para o setor. A medida foi aprovada na sexta-feira (28 de março) pelo Conselho Monetário Nacional.
Outra reivindicação foi a desburocratização das linhas de financiamento de material de construção com recursos do FGTS, que já foi atendida pelo Governo Federal. Para este ano, o orçamento previsto é de R$ 1 bilhão, que já começam a ser disponibilizados.

Sobre a Anamaco

Fundada em 1984, a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) é uma entidade de classe, sem fins lucrativos, que representa as 138 mil lojas de material de construção existentes no país. A entidade funciona como interface entre os órgãos governamentais e as Acomacs (Associação dos Comerciantes de Material de Construção) regionais e as Fecomacs (Federação das Associações de Comerciantes de Material de Construção), além de fabricantes e comerciantes de material de construção.
A Anamaco atua junto ao poder público, criando e apresentando projetos que visam desenvolver o mercado de material de construção e a sociedade como um todo. A Associação também promove debates sobre assuntos que envolvem o setor, como questões ligadas à tributação e projetos de lei.


Mural: